Capítulo XVIII

Ethan Hawkeye☀️

Permanecemos à mesa, conversando sobre assuntos diversos. Eu contava sobre minha mudança de país para me alistar e outras viagens menos dramáticas.

- Sendo filho de um militar da Marinha de guerra canadense, consegui ingressar cedo e fazer parte das Forças de Pacificação.

- Você sempre planejou seguir os passos do seu pai?

- Desde que eu me lembro, sim. Ao contrário do Brian que não quer ficar preso a uma rotina militar rígida

- Ele sonha conhecer lugares diferentes e fazer coisas inusitadas.

- Ter um espírito aventureiro, aliado à pouca idade, às vezes é perigoso para um garoto.

- Ele me contou sobre isso também. Como se envolveu com a galera do bairro, mas que saiu antes de fazer muita besteira.

- Ele quase ficou fichado, mas o Santoro fez um favor pra mim e aceitou o Foxie na Agência.

- Um favor que te deixou em dívida com ele.

- Foi uma troca justa, além do fato de que eu queria trabalhar no projeto da ACIS.

Estávamos de frente para o outro, ela deixou a taça e descansou a mão sobre a minha coxa e eu brincava com seus dedos delicados, enquanto falávamos mansamente.

- Você também se aventurou, jovem e sozinha.

Percebi que Mikaela evitava entrar em detalhes sobre seu passado, antes mesmo do Kassian fazer parte da sua vida.

-Você me disse que não tem família.

- Eu tenho parentes no interior. Faz algum tempo que não os vejo. - ela suspirou antes de continuar. - Meus pais morreram em um acidente horrível, nós... eu era muito jovem.

- Imagino que tenha sido traumático. - eu quis acalentar a mínima demonstração de tristeza.

- Foi uma decisão difícil sair do lugar onde morava desde que nasci, mas foi necessária e não me arrependo.

Nesse momento, já estava puxando ela para mais perto. Minhas mãos queriam tocá-la a todo instante e sentir o calor da sua pele rosada após uma taça de vinho. O cabelo preso deixava o pescoço à mostra, eu queria depositar beijos por ali na curva do ombro, onde já sabia que era sensível e fazê-la sorrir.

Quando meu celular vibrou sobre a bancada, estiquei o braço para pegar. Estava esperando notícias do meu irmão.

- Mensagem do Brian. Finalmente me respondeu.

- Liga pra ele. Não vamos deixar ele sozinho.

- Já tentei, mas acho que desligou.

Liguei novamente e o aparelho dessa vez tocou muitas vezes até ele atender bocejando.

- Fala, Cap.

- Tá entocado onde, raposinha?

- Em casa, zerando meu Nintendo.

- Desligou o celular? Deixei um milhão de mensagens.

- Você mandou eu me desligar, esqueci de carregar e dormi.

- Vem aqui pra casa.

- Não vou atrapalhar o casal?

- Que palhaçada é essa?! Quero você aqui em 30 minutos ou vou aí te buscar.

Ela ria, fazendo sinais afirmativos com a cabeça enquanto eu falava.
Encerrei a ligação e Mikaela estava de pé, retirando os pratos e taças da mesa, levando para a pia. A segurei pela cintura quando voltou e a fiz sentar no meu colo.

- Ele tá vindo?

- Se eu não soubesse que é só amizade ficaria com ciúmes.

- Vocês são muito parecidos, mas os sentimentos que você despertou em mim são totalmente diferentes.

- E que tipo de sentimentos são esses?

- Você despertou meus instintos mais primitivos. - falou ao meu ouvido.

Ela tentou arrumar os fios arrepiados do meu cabelo e desceu a mão pelo meu rosto, apreciando a textura da minha barba, a seguir tocou meu peito por dentro da blusa. Sem que eu esperasse, segurou o meu f@lo e o fdp ficou rijo instantâneamente como um cadelo adestrado. Beijei sua boca com gana e a deixei apertar meu garoto até quase ao ponto de doer.

- Se continuar nesse ritmo... não vou segurar...

- Não vou desperdiçar o que você tem de precioso.

- E como vai ser, hein? Agora que eu tô em ponto de bala?

- Vai ter que esperar pra saber.

Respondeu atrevida, já se levantando. Eu me ergui junto e a abracei antes que se afastasse. Trocamos um beijo demorado e sensual.

- Não vai fazer de novo. Me deixar louco e não finalizar.

Segurei os cabelos da sua nuca, deixando o pescoço a minha disposição para morder e chupar.

- Ethan... eu não recusaria... mas o Brian vai chegar...

Tive que soltá-la, vencido por seu argumento.

- Me faz um favor. Vai lá no meu armário e veste uma calça minha.

- Capitão?!!!

- Vista algo que não marque suas curvas ou eu vou ficar o tempo todo pensando no que não fizemos.

- Pensa no que vamos fazer depois. Guarda esse tesão pra mais tarde.

Ela apertou meu soldado e saiu da sala rebolando na direção do quarto.

- Pode se recolher ou vai ser fod@ ouvir gracinhas do Brian outra vez. - falei olhando para baixo.


Minutos depois ela retornou para a sala, vestida com uma das minhas calças de malha como eu pedi. Desfilou para mim, mostrando o quão larga a roupa ficou, mas eu aprovei.

- Brian chegou. - avisei.

Abri a porta quando o vi pelo monitor e ele entrou carregando uma pizza gigante.

- Oiii pessoal!!

- Como trouxe isso de moto?

- Estacionei e fui até a pizzaria da esquina. - ele colocou a caixa sobre a mesa. - metade calabresa e metade portuguesa.

Mikaela abraçou Brian como se não se vissem a séculos.

- E aí cunhada!!

- Oi Foxie!!

Ela ficou encabulada com o novo título e quando ele se afastou, eu a abracei por trás e beijei seu pescoço sem cerimônia.

- Conhece o Foxie, agora vai ter que aguentar as gracinhas dele também.

- Sei como é, só fui pega de surpresa.

- Hoje é dia de cinema, bbs.

- Cinema tem que ter pipoca. - ela pediu.

- Sei fazer uma com chocolate...

- Adorooo!! - aprovou batendo palmas

- Não tem milho de pipoca em casa...

- Tem sim - ele abriu um dos armários e pegou a embalagem - sorvete e pipoca não podem faltar nessa casa.

- Realmente, você tem total domínio sobre a minha cozinha.

Depois de fazer a pipoca, explicando para ela o ponto do açúcar e do chocolate, levaram tudo para a mesa de centro na sala, enquanto eu ouvia a conversa animada de longe. Fui incumbido de conectar o blue-ray que não era usado fazia tempo.

Sentados no sofá, eles iniciaram um debate sobre qual filme iriamos assistir, dentre as opções que o Brian havia trazido da sua coleção.

- Ação ou terror?

- Terror nem pensar. - ela negou.

- Tá bom. Então ação.

- Algo que congele o nosso cérebro por duas horas pra gente não pensar em mais nada.

- Achei! Velozes e furiosos 7!

- Ok. É ruim, mas é bom.

Brian escolheu o último lançamento da franquia e ligou o aparelho.

Mikaela sentou ao meu lado com as pernas dobradas e a tigela de pipoca no colo. A qual não largou, enquanto eu e Brian dividimos a pizza.

- Vou pegar mais refri. E a pipoca tá boa, Mikah?

- Tá perfeita. Vê o filme ou vai se perder na história.

- Impossível. Conheço a franquia. Só ver o começo e o fim que entendo tudo. - ele gritou da cozinha e voltou com duas latas de coca-cola.

Fiquei mais tempo observando a interação dos dois do que realmente assistindo ao filme. Eles riam das piadas e tentavam explicar cenas inexplicáveis um para o outro. Mikaela se voltava para mim em busca de apoio quando Brian refutava suas afirmações de que era fisicamente impossível fazer determinada sequência. Ele alegava que lhe faltava a "suspensão de credulidade" pra apreciar a obra cinematográfica.

O debate chegou ao auge na cena em que o personagem "Brian" corria sobre um veículo inclinado em um precipício, sem escorregar e após saltar e cair sobre outro carro, levantava sem nem mesmo um arranhão. Eles tentaram desvendar o efeito especial, passando a cena quadro a quadro várias vezes.

- É impossível!! - ela atestou.

- Não é. Diz pra ela Cap, se você já não fez algo parecido.

- Bom...

- Ethan!!!!

- Algumas coisas só fazemos com muito treinamento. Outras fazemos por puro instinto de sobrevivência. - falei muito sério e eles ficaram esperando eu terminar - Mas isso aí é pura sacanagem.

Rimos os três juntos. Fazia tempo que eu não esvaziava a minha mente, deixando todo o peso do passado, as decisões do presente e as incertezas do futuro e só curtia um momento assim. De pura diversão entre amigos... ou família.

A cena final do filme era um tributo ao ator que partiu tragicamente. A despedida poética os comoveu e trouxe recordações dolorosas.

Agora que eu sabia que Mikaela também teve perdas importantes, entendi sua reação. Ela tentou disfarçar, tão mal quanto meu irmão que ficaram emocionados. Os dois sem dúvida não haviam superado a perda dos pais e isso os tornava tão próximos.

Não que eu fosse frio e insensível, mas a guerra nos lembra que a morte é algo inerente à vida.

Ela segurou minha mão, enquanto Brian recolhia o que restou do nosso farnel.
Já era noite quando ele anunciou sua partida, apesar do nosso pedido para que ficasse e eu o acompanhei até a saída. Nos despedimos na varanda e fiquei olhando até perder de vista as lanternas da moto quando saiu pelas ruas do condomínio.

Quando entrei, refiz toda sequência dos alarmes, enquanto Mikaela colocava a louça na lavadora. Me aproximei dela que continuou de costas para mim, limpando caprichosamente a bancada, após ter feito a programação da máquina.

- Mikaela, tudo bem?

Segurei seus ombros e a virei para mim. Ela secou o rosto antes de me encarar e seus olhos estavam um pouco vermelhos.

- Tá tudo bem. É uma bobagem chorar por causa de um filme, né.

- Foi a vida real que mexeu com você. Existem coisas que não superamos, por mais que o tempo amenize a dor.

Afastei alguns fios soltos do cabelo, fazendo carinho no seu rosto. Dessa vez ela não se afastou, ao contrário, buscou meu afago. Ela me abraçou pela cintura, colando nossos corpos e apoiou o queixo no meu peito. A boca entreaberta esperava um beijo que eu não neguei. Devagar tomei os seus lábios e minha língua saudosa encontrou a dela, enquanto eu segurava seu rosto com carinho.

- Vamos passar essa noite no meu quarto. - convidei.

- Dormir?

- Não tenho a menor pretensão de dormir com você.

- Está pensando algo especial?

- Eu quero você dentro daquela banheira.

- Hummm... que excitante...

Abraçados, guiei seus passos na direção do corredor. Ao passar pelo quarto, ela fez menção de entrar.

- Deixa eu pegar minha escova...

- Não precisa de nada daí essa noite. Tenho tudo no meu banheiro.

Ela já conhecia minha suite e pegou uma escova nova para usar, enquanto eu preparava nosso banho.

Abri as torneiras e deixei a banheira encher. Queria ver o contorno do seu corpo sob a água cristalina. Seria uma fantasia com uma sereia?

- Vem. - a chamei quando a banheira encheu.

Mikaela tirou a blusa, em seguida desfez o nó do cadarço e a calça deslizou por suas pernas torneadas. Eu me sentei para assistir aquele espetáculo de beleza e sensualidade.

Ela usava uma lingerie com desenhos de pirulitos coloridos, tão inocente que chegava a ser herética naquele corpo feito para a luxúria. Provocativa, desceu a minúscula peça bem devagar, revelando aos poucos o ponto rosado que me fez babar de várias formas.

Estiquei o braço e ela segurou minha mão para entrar na banheira. A água a cobriu quando ela deitou-se sobre mim e eu admirei o contorno perfeito submerso. A inclinação das costas, a cintura fina e o bumbum que se destacava empinado. Desci minhas mãos pelas laterais e subi, depois refiz o caminho até o final da coluna, deixando-as descansar por ali.

Ela acariciava meu tórax e passava a língua no meu mamilo para então sugá-los alternadamente. Nem eu sabia que era tão sensível até ser estimulado daquela forma. Estava ficando cada vez mais duro, enquanto olhava o movimento erótico da sua língua circulando meu peito.

Aproximei nossos lábios e aprisionei sua língua até sentir que lhe faltava o ar, então a libertei e continuei explorando o interior da sua boca lentamente.

Mikaela afastou as pernas e sentou, deslizando seu sexo sobre o meu membro que latejava, desejando penetrá-la. Direcionou para sua entrada e senti as paredes internas se abrirem para me dar passagem. Deixei escapar um suspiro longo de prazer quando cheguei ao fundo.

Ela permaneceu de olhos fechados como se tivesse sido demais me receber tão teso dentro de si e precisasse de alguns instantes para se acostumar com o tamanho do invasor.

- Amor, vai com calma...

- O que foi soldado?

- Estou tão rendido por você, que sou capaz de gozar agora.

Ela sorriu orgulhosa por me ter sob o seu domínio. Então, iniciou o movimento de vai e vem, executando um balé sinuoso como uma sereia sobre as águas. Fiquei hipnotizado pelo balanço dos seios próximos do meu rosto. A cena era muito mais linda e excitante do que eu tinha fantasiado.

- Tudo em você me dá tesão, mas nunca fui tão tarado por um seio.

Confessei enquanto os segurava com as mãos abertas e acariciava as auréolas arrepiadas.

- Essa pele aveludada, a cor desses bicos, parece um pêssego maduro.

Logo abocanhei um deles, abrindo a boca para alcançar o máximo de carne que conseguia. Comecei devagar e fui aumentando a força da sucção, ouvindo seus gemidos de aprovação.

- Krlh... que delícia - repetia sem parar quando me afastava de um para alcançar o outro.

Desci minhas mãos e a segurei firme, fazendo seu quadril subir e descer para me enterrar cada vez mais dentro dela. Alternando os movimentos, ora lentos, ora vigorosos, prolonguei o nosso prazer.

Não queria que terminasse, não queria me afastar dela, então controlei meu ápice ao máximo e esperei até que seu corpo deu o sinal de que ela também chegou ao limite.

- Não posso mais segurar.

- Então goz@ pra mim, Ethan.

Ela pediu e já não controlava os espasmos que faziam seu corpo oscilar sobre o meu.

Repetindo o movimento, a puxei toda para mim. Meu falo pulsou liberando meu prazer e a potência do meu orgasmo provocou o dela.

Das vezes anteriores havia uma sofreguidão, um desejo urgente de alcançar o êxtase. Dessa vez foi longo e incrivelmente intenso.

Momentaneamente saciados, a vesti com um roupão e me enrolei com uma toalha. Saímos do banheiro para uma noite que não terminaria ali.


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