Cap 3


Diego on ( amigo da Alla)

Assim que cheguei na escola, vi a Alla sentada no banco rindo sozinha.

- Fumou muito no café da manhã? - perguntei brincando e sentando ao lado dela.

- Aaah quem me dera! - disse ainda sorrindo. - Advinha quem acabou com a festinha da dona Fernanda? - perguntou empolgada pela resposta.

- Ta falando sério? E o que c fez? - ela soltou uma risada.

- Cara eu, apaguei as luzes, liguei as torneiras e aumentei o ar. - rimos. - deixei todo mundo molhadinho.

-Nossa man, você não presta! - fiz um toque com ela. - queria ta lá pra ver, deve ter sido hilário.

- O que? Ver a Fernanda parecendo um pinto molhado e tremendo de friu? - pergunta sarcástica. - meu amor... Foi uma maravilha!

- Que feio! Você precisa ser mais simpática com a sua mãe. - dei uma bronca irônica nela e rimos. - Ae, ta afim de tomar umas na sala? - perguntei baixinho.

- Não quero ser expulsa! - respondeu na mesma altura.

- Por isso agradeço por vodka pura ser transparente. - falei com minha garrafinha de 1itro na mão. Ela abriu a boca incrédula.

- Você ta falando sério?

- Clado bebê! - dei um gole.

- Me da um pouquinho! - ela pegou a garrafa da minha mão.

Diego off

Alla on

- Allana, será que você pode me explicar o porquê de você está com fone na minha aula? - a professora de matemática era um saco. Eu tirei um dos fones e levantei a cabeça.

- Porque é horrível ouvir uma voz de pata choca logo pela manhã. - falei sonolenta. Alguns alunos riram baixinho.

- Como é que é?? - ela se aproximou.

- PORQUE É HORRÍVEL. OUVIR UMA VOZ. DE PATA CHOCA.LOGO PELA MANHÃ! - aumentei a voz e geral riu. Eu estava cheia de álcool na cabeça.

A garibalda me mandou pra diretoria e lá assinei um termo e apesar de passar o recreio todo presa numa sala tendo que sentir o bafo insuportável da senhorinha da biblioteca, eu voltei pra sala no terceiro tempo e fui fazer prova.

- Me da água aí Diego! - estedi minha mão na direção dele.

- Acabou! - falou disfarçando a voz embriagada.

- Mas ta pela metade ainda, eu to vendo. - falei e ele se proximou de mim.

- Você ta bêbada de mais Alla, se alguém notar, estamos fudidos.

- Desgraçado! Espero que tu morra no free fire.

- Ah, eu sempre morro mermo! - deu de ombros.

A prova de Gramática foi entregue e eu estava vendo tudo turvo. Não sei o que era aquilo, só sei que senti algo subindo pelo meu estômago. Eu levantei minha mão.

- Pode perguntar Allana! - falou a prof de inglês que estava aplicando a prova.

- Posso ir ao banheiro? - ouvi risos.

- Não!

- Mas eu quero... - pus a mão na boca. - Vomitar...

- Vai! Vai! Vai logo! - ela falou com pressa.

- Fessora... Depois dela eu posso ir? - ouvi Diego perguntar antes de eu passar pela porta.

***

Simplesmente a prova foi uma negação, marquei tudo pela " mamãe mandou". Cheguei em casa e dei de ouvidos com os gritos de Fernanda.

- VOCÊ FICOU LOUCA?

- Ue, você não me conhece? Pensei que conhecesse. - falei debochada caindo no sofá.

- Eu sei que foi você que aprontou aquilo na festa ontem! - eu gelei. - que ridículo pra você. Sua mimadinha! - olhei pra ela. - Pensei que você fosse mais madura, mas não...

- Olha aqui! - a interrompi aumentando minha voz. - o que você pensa ou deixa de pensar sobre mim, o problema é seu. Isso não me leva lugar nenhum.

- VOCÊ DESTRUIU COM AS MINHAS PEÇAS DE ROUPAS! - e foi aí que eu vi que peguei pesado ao ver lágrimas caindo do rosto dela. - Chega Allana! CHEGA! Que você me odeie ou não, o problema eh seu. Mas agora você passou dos limites, uma coisa dessas não se faz!

- Depois de fazer, pronto! - falei tranquila e subi as escadas.

Passei mo tempo lá, lendo um livro e ouvindo música. Se eu me arrependi? Talvez sim, talvez não. To de boa. Até ela surtar e aparecer no meu quarto.

- Arruma suas malas agora.

- Quem te deu... - sou interrompida.

- ARRUMA AGORA!

- Ta me expulsando?

- Sim! Você num ama tanto o seu pai? Então vá morar com ele. - ela saiu batendo na porta e aquilo me assustou.

Alla off

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