⚘️|Capítulo 04
As Esperanças Renovadas
Com a correria, estava super lotada a loja, as duas corriam para satisfazer os clientes, Aurora estava adorando saber que estavam tendo um bom rendimento, quando sentiu a presença marcante, o perfume que perseguia seus sonhos durante aqueles dias, virou seu corpo lentamente quando viu a figura alta, com corpo definido marcado pelo terno preto, caminhar em sua direção, a jovem travou, quem sabe ela não estava esperando a visita do CEO da empresa Life ali.
— Senhor Santiago?
— Nos reencontramos novamente.
Comentou, a mulher encarava perplexa, não sabia nem como atender o homem, quem sabe por que estava estranha por pensar tantas coisas envolvendo o homem e seu passado.
— De fato não esperava que viesse até a floricultura. O que trás a honra de sua presença?
— Vim fazer umas novas encomendas de flores, para a minha casa.
Sem contar que também veio ver aquele rosto que perseguia seus sonhos.
— Também, saber se tem algum compromisso para o dia de amanhã.
— Compromisso? Oh, tenho não. Apenas trabalharei até o meio dia.
Comentou olhando ele, para logo voltar a atenção as flores.
— tem preferência de cores? Ou cheiros?
— Queria por um painel de flores verdes em uma parede vazia em minha sala de estar. Além de novas plantas verdes como o lírio da paz.
— O senhor tem um bom gosto, não é muito do extravagante, também gosta de cores neutras. Perfeita sua casa vai ficar.
Comentou alegre, o levando até o balcão, pegando as revistas de painéis para parede, virou a mesma para que o mais velho olhasse.
— Obrigado. — Seus olhos miram a revista. — Estas são perfeitas. Quero dar um novo up na minha morada.
— Ficará perfeito.
— Aurora, esse é seu nome?
— Sim, me chamo Aurora Franco.
— Franco? — Um estalo se deu em sua mente, começou a relembrar do seu passado, quando enfim as pequenas peças do que procurava se encaixaram. Era a sua amada ali em sua frente. — Praser senhorita. Me chamo Miguel Santiago.
Aurora travou, o nome Miguel andou por seu ouvido como uma melodia calma, era realmente aquele que prometeu lhe encontrar e se casar.
— Prazer senhor Miguel.
— Soou melhor do que meu sobrenome. Sobre o assunto de estar livre. Quer sair comigo?
— Espera, eu? Como?
— Ah, parece estranho. Desculpa. Mas, de fato me agradei de sua presença.
— O senhor não tem namorada? Noiva?
— Não, eu não estou comprometido no momento, apenas recebo flores das mulheres. Que minha mãe fica polentando a cabeça. Não sou do tipo que procura esse tipo de mulher.
— Ah sim, eu entendi. Bom, se minha presença está sendo um agrado para você. Eu aceito.
— Ótimo, posso lhe buscar as sete?
— Sim, será perfeito.
— Me mande seu endereço no meu número. —Largou o papel sobre o balcão. —E me mande o valor da compra. Lhe mandarei o dinheiro.
— Sim, obrigado pela preferência.
Miguel se ergueu da cadeira onde estava sentado, antes de sair da loja novamente olhou a mesma, Aurora estava olhando para o cartão, quem sabe com aquela pequena chama da esperança surgindo sobre seus olhos. Sorriu saindo da loja, já estava quase certo de que aquela era sem dúvida a jovem do seu passado.
— Senhorita Aurora? Aurora!
— Oi!— voltou a si quando a voz da jovem Natália lhe chamou para a realidade, a mesma ainda estava segurando o cartão de Miguel. Sentindo as esperanças dela nascer como chamas, quando descobriu que aquele poderia ser o seu Miguel, o seu amado do passado. —Desculpa Naty, estava concentrada.
—Estava mais parecendo que viajava no mundo da lua. Já fechei a loja, estou indo.
— Sim, pode ir. Até amanhã.
— Até senhorita.
A jovem pegou sua mochila, saindo pela porta dos funcionários, Aurora olhou novamente o cartão, já pegando seu telefone, anotou o número, e tomando uma coragem, começou a discar a mensagem. Quando terminava de digitar, apagava tudo de novo negando. Mudando novamente o texto.
— Ah, mas que saco! — Bateu a cabeça sobre o balcão. — Por que é tão difícil enviar uma mensagem? — Se assustou logo quando o telefone brilhou e mostrou a mensagem de Miguel, a mesma gelou na hora, abrindo a tela viu as palavras do homem.
"Sei que eu disse que era para você me mandar mensagem, porém estava ansioso de mais. Tudo certo para amanhã? Vai desistir?"
Aurora tomou fôlego, não queria desistir, ela aueria estar com ele, saber a verdade que estava lhe encomodando.
"Não, eu não vou desistir. Aqui está o valor e também. Esse é meu endereço."
Respondeu o homem, Miguel quando viu a mensagem apitar pegou o telefone rapidamente, vendo a mensagem do endereço e o valor, fez o pagamento como dissera finalizando o pedido, e ficou a gravar o local onde seria pego a jovem.
Os dois estavam afoitos que o dia terminasse logo, para chegar o horário do encontro dos dois. A ansiedade nem estava cooperando com ambos. As horas foram cruéis até de mais, a mesma no dia seguinte fizera todas as tarefas que precisava, para enfim novamente retornar a sua casa e poder se produzir para o homem ao qual teria um encontro.
Havia dado a notícia a sua amiga Samantha, que estava a espera dela na casa, com tudo que precisava produzir na jovem. Roupas, acessórios e maquiagem, estava tudo pronto em sua mão. Aurora quando chegou na casa, sorriu vendo a amiga ali.
— Vamos começar, das unhas dos pés ao topo da cabeça. — Alertou balançando sua sacola de produtos, tudo que havia comprado novo para usar.
Miguel, estava malhando em sua casa após ter chegado da empresa, fazendo sua academia particular, pensava na roupa aue devia usar oara encontrar Aurora. Era aquela noite que ambos teriam certeza que são a promessa um do outro. Se caso não fosse, o mesmo nem voltaria a procurar a jovem.
Sua cabeça, porém, estava completamente desligada, não sabia pensar em um look elegante e não marcasse muito que era o CEO da empresa, suspirou olhando seu guarda-roupa enquanto seu corpo estava exposto a luz do sol que vinha da claridade de sua janela, estava a pensar como seria o corpo de Aurora debaixo da jardineira, se ela estava linda como era no tempo de criança. Onde não havia se quer maldade no olhar.
Sorriu, assim que conseguiu usando ideias do pinterest, se levou até o banheiro para poder tomar aquele banho relaxante e estar perfeito para o que fosse acontecer.
Com o horário próximo, e o nervosismo batendo sobre o peito, Aurora estava vestida, olhando seu telefone, Samantha, por outro lado, estava vendo televisão, vestida em seu pijama de seda com detalhes de cereja, cabelos cacheados presos ao alto e uma bacia de pipoca na manteiga assistindo suas séries.
Foi quando a campainha tocou, chamando a atenção das duas, Aurora confusa foi até a mesma e abriu a porta vendo um boque estendido em sua frente, chocada por serem tão lindas e vibrantes, pegou da mão e direcionou os olhos encantados a quem lhe dera vendo Miguel.
— Boa noite, Aurora. — Abriu um sorriso, enquanto seus olhos navegavam pela linda mulher, com curvas e beleza aonde chamava muita atenção, marcado no vestido cubo preto, marcando a curva perfeita que tinha sua cintura, sua maquiagem leve com o batom vermelho, dando visão a boca que ele queria tanto beijar e morder, sentir o gosto. — Como está elegante senhorita.
— Miguel? Obrigada. — Sua voz sou tímida, seus olhos viam o quão perfeito era aquele homem, vestido em roupas pretas e bordo, tinha o corpo marcado pelo tecido e isso incluía o volume no meio de suas pernas. Sentiu arrepio na barriga e voltou a atenção aos olhos do homem. —Podemos ir? Obrigada pelas flores. — Ahradeceu, Samantha acabou sorrindo e negando, quando o mesmo havia concordado, pegando a mão dela saindo com a mesma para deu carro. Os dois entraram no veículo preto e seguiram para o restaurante que Miguel deixou reservado para aquela noite.
Quando estavam já dentro do restaurante, Aurora se sentia estranha, era um luxo, que não imaginava usufruir, Miguel porém, apenas olhava fixo ao colar no peito de Aurora.
—Me diga, quem lhe deu essa joia?
Aurora levou a mão ao colar, deixando escapar um sorriso bobo sobre os lábios.
— A um tempo atrás, um amigo que possuía seu nome estava indo embora, era tão ruim saber que ele estava indo para outra cidade. — Miguel começou a sentir a respiração falhar. — Nos estávamos naquele amor juvenil, porém era verdadeiro, não tinha como esquecer as lembranças de nossos momentos juntos, sempre sem maldade era um amor verdadeiro e puro. Assim que ele estava indo embora, me deu esse colar para que ele me encontrasse um dia, naquela promessa de fazer nosso amor ser real. — Aurora abaixou a cabeça devagar, sentindo um aperto no peito se aquele homem a sua frente não fosse seu Miguel.
— Aurora... — Os olhos da mesma subiram em sua direção, vendo as expressões confusas de Miguel. Seus olhos brilhavam, seus lábios abertos puxando o ar que sumiu.— Não estou acreditando que eu encontrei você. — O olhar da menor ficou confuso sobre suas palavras.— Eu lhe dei esse colar quando ainda era adolescente, foi eu que khe prometi amor. Aurora sou o Miguel Santiago, aquele idiota loiro. Esse colar era da minha mãe, eu peguei na hora da mudança e levei até você. Esse colar era único.
—Espera, você realmente é o Miguel? Não está brincando comigo?— A incerteza bateu na mente da mesma, porém ele segurou suas mãos, suavemente acariciando com o polegar, sorrindo calmo.
— Lembra quando saímos da escola, resolvemos correr para aquele lago, onde sentamos a beira da água para molhar nossos pés? —Aurora lembrou da cena, sim, ela nunca havia esquecido aquela memória.
—Miguel...— Sussurrou abrindo o mais lindo sorriso.
— Não se preocupe meu amor, nunca mais nos afastaremos. Seremos um casal daqui pra frente. — Aurora sorriu, até que o pedido de ambos chegou, os dois se indireitaram, assim já começando a comer, e entre garfadas iam falando o que fizeram após estarem distantes. Tornando o jantar agradável e com belas risadas dada por sua amada Aurora.
O fim do jantar, terminou em frente a casa de Aurora, ambos haviam curtido o reencontro bem, porém havia uma dúvida em ambos os corações.
O que seria dali pra frente?
Ficariam ambos amigos, seguiriam a vida plena como se toda a mágica acabasse, ou seria tudo novamente reconstrução dando a segunda chance ao amor.
— Aurora... posso lhe encontrar novamente?
— Repetir o nosso passeio? Claro.
Sorridente a mesma respondeu, o homem soltou um longo suspiro, ele não queria ficar como amigo depois de tudo que esperou por seu grande amor. Agora que estava ali, queria agarrar firme para não perder.
— Está bem, lhe vejo no sábado que vem? Dessa vez não vá pra loja, te pegarei az nove da manhã.
— Oh, tudo bem. Até sábado que vem então.
Delicadamente, como fazia em seu tempo de juventude, quando se despedia daquele ao qual amava tanto, deu um selar demorado sobre a bochecha direita de Miguel, se afastou sorrindo como um belo anjo que desceu a terra para lhe agraciar, acenou com a mão e entrou dentro de sua casa fechando a porta.
Miguel ficou por alguns minutos ali sem conseguir voltar a realidade Aurora sempre teve aquele poder sobre si. Sorriu bobo, nunca tinha sentido isso por nenhuma outra mulher, muito menos por Sofia. E ao lembrar dessa que lhe perseguia até em seus pensamentos, ouviu seu telefone tocar, resmungou por ter sido obrigado a voltar ao mundo. Seguindo para o carro atendeu a chamada.
— o que foi?
— Nossa, é assim que trata sua futura noiva?— Resmungou, seu corpo estava deitado sobre a cama, coberta por um robe de ceda azul além de uma bandeja de docinhos que comia vendo seu telefone.
— Da para ser direta, não tenho tempo.
— Você nunca tem tempo pra mim. — Seus lábios se curvam, até que prestou atenção em ouvir o carro no fundo. — Onde está?
— Não é de sua conta. — Miguel foi direto. — Fale logo do que queria falar, tenho muitas coisas a resolver.
— Aff, está bem. Quero sair nesse sábado que vem. Sua mãe disse que tem um evento da empresa, quero ir.
— Não, eu não quero você comigo.
— Miguel. Posso saber o por que está me correndo?
— O fato que eu já disse. Acho que você só não está se ligando. Eu não quero nada com você Sofia. Você é bonita e tal. Todavia, não tenho interesse nenhum sobre você.
— Seu idiota... — o silêncio logo ficou, a linha havia terminado. Ela deu um surto, Miguel apenaz negou, já não estava mais com clima para atirar ela, só queria saber de uma mulher, e faria ela se tornar sua, mesmo que enfrentasse sua mãe.
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