Capítulo 55

Taylor Matthew

Paro em frente o portão da mansão e continuamos em silêncio. Eu estou pensando em pedir Lindsay em namoro, mas tenho receio dela achar que é muito cedo.

— Taylor? — Ela me chama e a olho. — Obrigado por tudo! — Me beija.

Retribuo o seu beijo e quando o ar nos falta enconstamos nossas testas uma na outra.

— Eu que te agradeço por ter deixado eu entrar em sua vida. — Suspiro.

Lindsay fecha os olhos e aproveito para observar o seu rosto. Seria rápido demais dizer o quanto amo cada parte do rosto dela? Que eu a amo?

— Acho que vou indo... — Ela sussurra e se afasta.

Eu faço bico e tenho uma idéia que não sei se ela vai querer.

— Lindsay, eu quero te fazer um convite mas não sei se... — Ela me interrompe.

— Eu aceito. — Diz com os olhos nos meus.

Suspiro.

— Mas você nem sabe o que é. — Sorrio de lado.

Lindsay segura o meu rosto.

— Não importa, eu aceito. — Dá de ombros. — Chega de limites.

Nego dando uma risadinha.

— Você não está bem. Então, eu ia te convidar pra dormir em minha casa, mas sei que é um pouco... — Me interrompe novamente.

— Eu já disse que aceito, Tay, eu sei que você vai me respeitar e esperar o tempo das coisas. Eu só... — Suspira como se estivesse cansada. — Não quero ficar sozinha hoje.

Eu sorrio feliz por ela confiar em mim.

— Então vamos. — Ligo o carro e dou partida.

...

Abro os meus olhos e vejo Lindsay acariciar o meu rosto. Sorrio.

— Bom dia, Tay! — Ela diz e me dá um celinho demorado.

Puxo o seu corpo para mais perto. Iniciamos um beijo intenso, Lindsay deita em cima de mim ainda nos beijando.

O clima comçar a esquentar e não acho que a gente tenha que fazer isso agora.

— Bom dia, Lindy! — Afasto as nossas bocas com a minha respiração um pouco acelerada.

Ela sai de cima de mim e deita novamente ao meu lado. Nossas respirações estão juntamente pesadas. Fecho os meus olhos e tento manter eles assim.

— Uau! — Dizemos em uníssono e rimos disso.

Abro os meus olhos e olho pra Lindsay. Ela está com uma camisa minha e claro que não fizemos nada, mas pra ela dormir melhor eu ofereci a minha camisa. A barriga de Lindsay ronca e ela cora.

— Acho que temos alguém querendo tomar café da manhã. — Brinco e ela passa às mãos no rosto.

Essa sensação é boa. A sensação de ter alguém ao lado quando acordar. Sei que ambos já passamos por isso antes com outras pessoas, mas com ela é diferente, sinto como se entrassemos em um mundo só nosso.

— Nesse momento estou morrendo de vergonha. — Ela confessa e rio alto.

— Não precisa disso, é normal ter fome, inclusive eu estou. — Me sento na cama e escuto ela bufar.

— Por que você é tão perfeito, hein? — Me olha com divertimento.

Reviro os meus olhos.

De onde ela tirou isso?

— Não sou perfeito, agora você... Também não é. — Rio alto. Tenho certeza que ela estava na expectativa de eu dizer que ela é. — A gente só é nossa própria essência.

Ela assente com os olhos cerrados. Levantamos, abraço ela por trás e vamos até a cozinha dessa forma.

Penso no que posso fazer pra gente comer.

— Você gosta de panquecas? — Pergunto iniciando o preparo.

Ela faz uma careta engraçada.

— Não lembro de já ter comido. — Senta em uma cadeira da mesa.

— Então você vai comer agora! — Anuncio.

Faço todo o preparo da panqueca e termino de fritar ela. Sento com Lindsay na mesa e a sirvo. Lindsay come um pedaço e me olha fazendo suspense.

— É... Muito gostoso! — Lambe os lábios e respiro aliviado.

Tomamos café conversando sobre assuntos aleatórios, até que me lembro de olhar às horas.

— Bom, está sendo uma maravilha você aqui comigo, porém o meu horário de serviço está chegando. — Levanto da mesa e Lindsay me olha séria. — Eu já disse meu anjo, eu já trabalhava, mas agora eu só trabalho somente pro seus pais e você sabe do resto.

Ela bufa e vou em direção ao meu quarto me arrumar. Termino de fazer isso, saio do quarto e Lindsay entra para vestir a sua roupa. Quando terminamos, vamos até o carro e vamos pra mansão.

— Você pensa em ser pai algum dia, Tay? — Lindsay pergunta de repente e eu estranho.

Ela sabe como me deixar surpreso.

— Claro. Por que dessa pergunta? — A olho rapidamente.

— Nada, só curiosidade. Eu também quero ter, mas tenho medo. — Conta.

— Por quê? — Paro no semáforo.

Ela me olha.

— Tenho medo de eu ser igual os meus pais e meus filhos crescerem sem amor. — Seu olhar fica triste.

Lindsay pode ser tudo, menos igual aos pais dela.

Tenho certeza que será a mãe mais linda do mundo todo!

— Ei, você não é e nem vai ser igual aos seus pais. — Digo firme. — Eu não deixarei.

Ela morde os lábios segurando um sorriso. O semáforo abre e eu dou partida no carro.

— Obrigado. — Escuto ela dizer.

— Tudo por você! — Com uma das minhas mãos seguro a sua.

Tem momentos que a gente tem que guardar e esse com certeza é um desses.

...

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