O Fotógrafo

Sentada no banco traseiro do táxi, fecho os olhos e tento acalmar meu coração descompassado. O barulho da chuva forte chocando-se contra o para-brisa deveria me acalmar, mas me deixa ainda mais nervosa. Aquele maldito! Com um simples pedaço de papel conseguiu me seduzir. Ele borrifou um pouco do seu perfume no cartão, antes de me entregar o endereço, com a intenção de não me deixar esquecer. Um aroma que é puro fogo e sensualidade com um leve toque apimentado. Aquele cheiro invadiu minhas narinas, bagunçando meus sentidos e bastou me olhar com aqueles olhos penetrantes e um sorrisinho sacana para eu aceitar a proposta mais maluca que já recebi na vida.

Quanto mais me aproximo do local marcado, mais nervosa fico. Eu deveria estar completamente insana para aceitar fazer uma sessão de fotos nada convencionais. Marcos Montenegro é o fotógrafo mais famoso do país e o homem mais lindo que já conheci.

― Chegamos.

Sou tirada dos meus devaneios pela voz do taxista. Pago o táxi e corro até a enorme varanda, tentando me molhar o mínimo possível. Respiro fundo várias vezes, na ânsia de acalmar meu coração acelerado antes de tocar a campainha.

Ding Dong

Estou tremendo de ansiedade. A porta abre e sou recepcionada por um par de olhos castanhos, penetrantes, acompanhados por um sorriso safado nos lábios.

Suspirei diante da visão do homem parado à minha frente, com a mão esquerda dentro do bolso da calça e a mão direita segurando a porta, me olhando de cima a baixo. Suspirei novamente quando nossos olhos se encontraram e ele encostou na porta, numa pose relaxada, segurando o lábio inferior entre os dentes. O gesto fez sua cicatriz, logo abaixo do nariz, aparecer por entre os fios da barba perfeita, que emoldurava aquele maxilar de linhas estreitas. Um arrepio em minha espinha me fez estremecer, arrancando um sorriso dele. Ele sabe o que provoca em mim e se diverte com isso. Porra! Marcos é o homem mais sexy que já conheci.

― Olá, meu anjo. Você está toda molhada.

Safado! O comentário com duplo sentido fez minhas bochechas arderem, me deixando irritada.

― E nem foi você o responsável!

Gargalhou.

― Entre, meu anjo. Se permanecer mais tempo aí fora vai pegar um resfriado.

Entrei e paramos no meio da sala com móveis modernos, todos em preto e branco, combinando com paredes cinza claro e chumbo. Um ambiente bem quente e sensual, como o dono.

― Vou molhar sua sala.

― Não tem problema. Venha, vamos tirar essa roupa molhada.

― Você mora aqui sozinho? ― tentei disfarçar minha excitação.

― Não, moro com uma garota.

― Ah!

Ele me olha de soslaio, com um sorrisinho. Antes de falar mais alguma coisa sou atingida nas costas por algo bem pesado, me desequilibrando. Sou segurada por mãos fortes e tenho o nariz espremido contra um peito musculoso. O cheiro dele, aquele maldito cheiro, me deixa desorientada, com as pernas bambas e uma vontade louca de morder aquela boca carnuda. Um latido me tira do transe. Afasto com dificuldade a cabeça do peito de Marcos e olho para ele, passando rapidamente por sua boca.

― Você está bem?

― Estou bem.

― Laica! Que feio!

A vira-latas branca e obesa deita no chão, cobre os olhos com as patinhas e choraminga, pedindo desculpas. É a cadela mais fofa do mundo! Me solto dos braços dele e faço carinho atrás das orelhas peludas de Laica, que permanece deitada, abanando o rabo.

― Essa é a garota que mora comigo. Linda e estabanada!

Ele se agacha ao meu lado, faz carinho em Laica, roçando o ombro no meu. Minha pele formiga com o contato. Estamos muito perto e nossos lábios quase se tocam quando Marcos vira o rosto para mim. Mordo meu lábio, segurando-o entre os dentes, sem conseguir tirar os olhos daquela boca. A cicatriz dele é como um chamariz, implorando para receber uma lambida. Me olhando nos olhos, passa a mão direita por toda a extensão de minha coluna, subindo devagar, da base até o meu pescoço e com o polegar, toca meus lábios. Seu toque é como labaredas de fogo me incendiando a pele. Ele olha para minha boca, umedece os lábios com a ponta da língua e é nesse momento que perco completamente o controle. Seguro a nuca dele, puxando-o até nossos lábios colidirem num beijo.

Marcos me segura pela cintura, me deita de costas no chão e se encaixando entre minhas pernas, não para de me beijar um segundo. Nossas bocas se fundem perfeitamente e as línguas dançam num ritmo sensual, explorando, sugando, enroscando, num beijo ardente. Ele é puro desejo, tesão e sensualidade. As mãos de Marcos passeiam por meu corpo e quando seu polegar roçou o bico do meu seio, mordi seu lábio, sugando com força aquele pedacinho de carne delicioso. Ele solta um gemido e sinto sua ereção contra meu ventre. Ao afastar a boca da minha, vejo refletido em seus olhos a luxúria.

― É essa essência que quero capturar na nossa sessão. ― interrompeu o beijo e me ajudou a levantar. Fiz beicinho.

― Venha. O estúdio já está pronto.

Laica correu para o sofá, distraída com seu brinquedo. Marcos me levou até uma porta e pediu que eu vestisse a roupa que estava em cima da poltrona. Ele me deixou lá e saiu. Entrei. No centro do quarto uma cama enorme, com pétalas de rosas vermelha espalhadas por cima do cobertor branco. Nas laterais da cama, tripés com câmeras posicionadas e sombrinhas de iluminação. As paredes do quarto são pretas destacando a cama branca. De costas pra porta, posicionada de frente à cama, uma poltrona de couro preta. Me aproximei e encontrei as peças.

Tirei as roupas molhadas e vesti a lingerie preta de renda, um tecido bem delicado que coube perfeitamente em minhas curvas. Calcei as meias pretas e as prendi com a cinta liga. O sapato de salto agulha vermelho deixou meu bumbum mais empinado. Vesti o robe longo de seda. Optei por uma maquiagem simples, batom vermelho e rímel, destacando meus olhos azuis. Eu estava pronta. Me olhei no espelho sentindo-me sexy. Estou excitada e ansiosa para saber o que ele fará comigo. Todas as dúvidas de antes se dissiparam com o nosso beijo.

A porta abriu e arfei com a visão. Um moreno de 1,87m entrou caminhando lentamente pelo quarto, vindo em minha direção, usando apenas uma calça branca. Sua ereção estava evidente e ele massageava o membro, sem o menor pudor. Marcos me encarava com um olhar de predador diante de sua presa. Prendi a respiração, sem conseguir mexer um músculo sequer, extasiada com aquela perfeição de homem.

― Relaxe, não irei tocar em você, coração.

O que?

― Tão branquinha. O preto acentuou ainda mais essas curvas maravilhosas que você tem.

Estou embriagada.

― Respire, meu anjo.

Ele parou diante de mim e tocou em meus lábios com o polegar. Voltei a respirar, puxando o ar profundamente. Ele sorriu. Marcos desamarrou o nó do robe e deslizou o tecido por meus ombros, fazendo-o cair no chão. Meu cérebro voltou a processar as coisas.

― Não vai me tocar?

― Não, vou te fotografar!

Sorriu.

― Não faça essa carinha. Eu não irei te tocar, mas você vai!

― Na sua frente? Não dá!

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