26. A vez em que um jovem lobo testemunhou a formação de uma aliança poderosa
Estava em minha forma de lobo para ampliar minha audição e poder ouvir melhor o que era discutido na estranha reunião. De onde nos escondemos, conseguíamos ver com clareza o lugar em que Davi e Inara estavam sentados, enquanto um estranho com máscara de macaco discursava.
Para facilitar nossa comunicação caso algo desse errado, havia estabelecido uma conexão mental com Maia e, para minha surpresa, também com Bárbara. Não sabia dizer se era graças ao laço lunar, ou se era um efeito do suplício prateado, mas o fato é que, agora, eu também tinha a capacidade de me conectar com metamorfos de outra espécie. E, devo admitir, aquilo podia ser bastante útil.
A cada minuto em que a reunião se desenrolava, mais nervoso eu ficava. O ápice do meu desconforto, no entanto, foi quando uma revoada de pássaros vermelhos invadiu o espaço. Não, não era qualquer pássaro vermelho. Eram canários vermelhos, os mesmos que eu vinha encontrando desde o dia do meu aniversário. E o canto que eles entoaram naquela noite era aquele que eu já tinha ouvido várias vezes em outras ocasiões.
Entretanto, antes mesmo que eu pudesse me recuperar da surpresa causada pelos pássaros, o que vi em seguida me fez perceber que as coisas ainda podiam piorar muito mais. Naquele instante, havia pelo menos uns cinquenta jovens voando ao redor da fogueira e rindo descontroladamente, como se estivessem embriagados ou tivessem consumido alguma droga. Entre eles, Davi e Inara.
Minha conexão com Davi estava muito fraca. Tentei falar com ele, mas, como na primeira vez que treinamos na casa de Benjamin, era como se a mensagem se perdesse no ar e não conseguisse chegar até o seu destino. Certamente ele deveria estar alterado por conta daquela bebida oferecida pelos mascarados. Eu não sabia como agir. Não dava para simplesmente invadir a reunião e sair puxando cada um dos jovens pelo pé, obrigando-os a voltar para o chão. E, o principal, eles eram muitos, e nós apenas três. Não teríamos como revidar caso resolvessem todos nos atacar. Por isso, esperei.
Após alguns minutos de voo e brincadeiras entre os jovens, o cabeça de macaco fez um sinal e os pássaros pararam de cantar. Um a um, os híbridos foram retornando ao solo. Quando todos estavam de volta a seus lugares, o cabeça de macaco continuou.
— Vocês tiveram agora a oportunidade de provar um pouco do poder da Mãe. Ela é generosa e reconhece a grandeza que vocês trazem dentro de si. Vocês não são menores que os demais seres mágicos! Vocês também têm magia! E a Mãe é capaz de conceder a vocês o controle sobre essa habilidade.
Os jovens híbridos ouviam o discurso com atenção.
— Vocês receberão o coração da Mãe no dia de hoje. Aqueles que não forem covardes e decidirem reclamar seus poderes, poderão fazer isso consumindo-o. Mas a Mãe é paciente. Ela não força ninguém e espera o tempo de cada um. Venham, peguem seu presente e, quando estiverem prontos, assumam a sua verdadeira forma!
Depois disso, o grupo de mascarados organizou os jovens em filas e começou a distribuir sementes vermelhas para cada um deles. Aquilo deveria ser o tal coração da Mãe. Antes de encerrar a reunião, o cabeça de macaco falou uma última vez.
— Não se esqueçam. O canto dos pássaros é a chave de tudo. E logo a Mãe precisará do apoio de todos vocês, para tomar o lugar que é dela por direito. Estejam preparados! Agora vocês podem ir.
Naquele momento, me lembrei da garota com o toque de pássaro no seu celular, que eu encontrara no refeitório da escola. Então era por essa razão? Seria aquele canto uma espécie de gatilho para conseguir colocar os poderes em prática?
Antes que eu chegasse a uma conclusão, porém, a reunião foi encerrada e os jovens começaram a se dispersar. No entanto, eu não conseguia localizar Davi. Em um piscar de olhos, ele já não estava mais no mesmo lugar que ocupara durante toda reunião. Enviei uma mensagem via conexão mental para Maia e Bárbara e elas também iniciaram uma busca. Uma sensação de perigo começou a tomar conta de mim. Eu sabia bem que sentimento era aquele – foi o mesmo que senti quando Leo atacou Davi na pousada. Alguma coisa estava errada.
Corri rapidamente pelo lado de fora do círculo e vi minhas suspeitas se confirmarem. Alguns dos mascarados haviam pegado Davi e estavam o arrastando para dentro da floresta.
"Eles estão com o Davi! Eu vou atrás deles", informei Maia e Bárbara. Antes que eu pudesse continuar, no entanto, o cabeça de macaco apareceu na minha frente.
— Não tão rápido, lobo.
O mascarado estalou os dedos e sorriu, antes de também desaparecer na floresta. Ao sinal dele, um grupo de cinco jovens mais velhos voltou a flutuar ao redor da fogueira. Mas, agora, eles não estavam nada felizes. O grupo de híbridos voadores passou a manipular o fogo da fogueira com sua magia e atirar bolas de labaredas em minha direção. Em instantes, a confusão estava formada. Os demais adolescentes que ainda não tinham ido embora começaram a correr, assustados, e pequenos focos de incêndio rapidamente se formaram no local.
"Maia, Bárbara, deem um jeito nisso por favor, eu preciso ir atrás do Davi!".
Minhas companheiras entenderam a mensagem e se prepararam para lidar com a ameaça dos híbridos, enquanto eu corria floresta adentro, para resgatar Davi. Conforme me embrenhava na mata, era impossível não recordar do dia em que persegui Rojão. Mas, dessa vez, não iria permitir que as coisas terminassem daquela forma.
Eu conseguia farejar o aroma de Davi, mas, quanto mais eu me aproximava da origem do cheiro, mais o sentimento de perigo aumentava. Comecei a ver estranhos clarões à frente, e aumentei o ritmo da minha corrida. O que vi em seguida me fez paralisar, no entanto.
Três dos mascarados estavam caídos no chão, cobertos de sangue. Eu conseguia ouvir a respiração deles e sabia que estavam vivos, mas certamente eles não conseguiriam se levantar tão cedo. Mais adiante, um outro mascarado estava sendo levantado pelo colarinho e gritava apavorado.
— Não, não, não me mata, por favor! Me deixa ir! Eu nunca mais te procuro, eu prometo!
Havia uma aura mágica muito forte ao redor da pessoa que estava atacando o mascarado, eu mal conseguia manter meus olhos abertos diante daquela claridade. Mas, apesar da cor branca, era uma energia agressiva, capaz de destruir qualquer coisa que aparecesse em seu caminho. Eu tinha noção do perigo que estava correndo, mas também sabia que tinha que me aproximar. Não podia deixar o desconhecido fazer aquele último mascarado desmaiar. Eu precisava saber o que eles tinham feito com Davi.
Conforme me aproximava, no entanto, a descoberta da identidade do ser mágico fez meu coração parar. Envolto em luz, com uma expressão sem sentimentos estampada em seu rosto e os olhos brancos, como se estivessem consumidos por aquele estranho poder, quem estava à minha frente e tinha derrotado sozinho todos os mascarados era Davi.
Eu não queria admitir, mas, pela primeira vez, aquele garoto, que até então só havia despertado sentimentos bons em mim, fazia eu sentir outra coisa: medo.
"Davi, sou eu, o Ian", tentei me comunicar mentalmente, com cautela.
Davi virou o rosto em minha direção, ainda com a mesma expressão neutra. Após me observar por alguns segundos, atirou o mascarado que estava em suas mãos com violência contra uma árvore, fazendo-o desmaiar. Depois disso, veio até onde eu estava e se abaixou, ficando cara a cara comigo.
"Eu tô aqui agora, tá tudo bem, você não está mais sozinho", continuei repetindo, tentando fazer com que ele voltasse a si.
Davi sorriu e estendeu a mão para fazer carinho em minha cabeça. Ao fazer isso, no entanto, uma forte descarga elétrica foi disparada no momento do contato entre nossos corpos, me derrubando no chão e lançando Davi para longe de mim. Atordoado, levantei minha cabeça e percebi que ele estava caído e tremendo muito. Algo de muito errado estava acontecendo. Enviei uma mensagem via conexão para Maia, avisando-a sobre minha localização, e voltei à forma humana para socorrer Davi.
***
Depois de acalmada toda a confusão causada pelos híbridos e pelo fogo, conseguimos deixar o local da reunião em segurança. Os jovens haviam todos fugido e não restava mais ninguém ali. Meus amigos estavam aparentemente bem, com exceção de Davi. Ele ainda não tinha acordado e estava tremendo muito, suando frio e com a temperatura elevada. Estávamos em frente ao carro e Inara nos encarava com apreensão.
— Não dá pra gente simplesmente levar ele no hospital — ela ponderou. — Isso foi causado por magia, os médicos humanos não vão ser capazes de ajudar ele!
— O que a gente faz então? — perguntei, preocupado.
— O seu pai não pode nos ajudar, Inara? — Maia sugeriu.
— Até poderia, mas como vamos explicar essa situação pra ele?
Inara tinha razão. Aquilo acabaria chegando aos ouvidos dos meus pais e poderia condenar todo nosso plano ao fracasso. Mas, ainda assim, eu não tinha como apenas continuar observando Davi sofrendo, sem fazer nada.
— Isso foi causado pela magia de sangue — Bárbara apontou. — O organismo do Davi não deve ter reagido muito bem à bebida que eles ofereceram.
— Eu conheço alguém que é especialista nesse tipo de magia — Maia interrompeu. Eu sabia muito bem em quem ela estava pensando.
— Não, Maia, ele não... — eu pedi.
— É nossa melhor opção irmãozinho... E estamos mais perto do bar onde ele sempre fica do que de Esmeraldina.
Antes que eu pudesse fazer alguma objeção, Maia pegou seu celular e ligou para Leo. Após explicar a situação, o vampiro nos disse para encontrá-lo no bar imediatamente.
— Eu vou com vocês — Bárbara se prontificou.
Eu já não tinha forças para discutir com mais ninguém, então apenas dei de ombros e entrei no carro, carregando Davi.
***
— Ele está intoxicado pela magia de sangue — concluiu Leo, após observar Davi. Havíamos colocado ele sobre a mesa de madeira, na sala reservada que o vampiro alugara no bar, e Inara aplicava algumas compressas de água fria sobre a testa dele, para abaixar a febre.
— Eu vou precisar da sua ajuda — Leo disse à Inara. — Você é a que possui a aura mais equilibrada aqui e também a que tem menos magia agressiva acumulada em você. Você vai ser nosso canal.
— É só me dizer o que preciso fazer — Inara respondeu, prontamente.
— Espera, isso não é perigoso pra ela, é? — Maia quis saber, preocupada.
— Não, não, ela só vai ficar um pouco esgotada depois, mas nada que uma boa noite de sono não resolva — explicou o vampiro enquanto revirava sua mala, procurando alguma coisa.
Ao voltar para onde Davi estava, Leo se deteve momentaneamente em frente à Bárbara e farejou o ar ao redor dela.
— Um felino? Que exótico! Ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer nenhum exemplar da sua espécie. Sou Leocaster, príncipe dos vampiros, muito prazer!
— Me chamo Bárbara, o prazer é meu — a garota respondeu, sem demonstrar muita empolgação com o título de Leo.
— E a jovem xamã, como se chama? — Leo perguntou, já de volta à mesa.
— Inara, prazer.
— Bom Inara, vou explicar o que vamos fazer. Eu tenho um cristal vazio aqui comigo. Ele ainda não foi energizado. Vamos utilizar ele como recipiente para armazenar essa magia ruim que está dentro do nosso amigo aqui. Você vai atuar como uma espécie de condutor, fazendo com que a magia saia do Davi e entre no cristal, tudo bem?
Inara assentiu com a cabeça e Leo deu o cristal para ela segurar com uma das mãos. Leo pegou um alfinete e fez um pequeno furo na testa de Davi, por onde logo vimos sair uma minúscula gota de sangue. Não pude deixar de notar como os olhos do vampiro brilharam ao ver o sangue fresco, mas o garoto se controlou e continuou o procedimento. Ele pegou um dos dedos de Inara, da mão que estava desocupada, e pediu para que ela o pressionasse contra o local do sangramento.
— Isso, muito bem. Agora é só ficar bem quietinha, sim? Daqui a pouco tudo estará terminado. E não se preocupe, o cristal também absorverá qualquer resquício de magia de sangue que estiver dentro de você.
Senti a aura mágica de Leo se expandir enormemente e preencher o ambiente. Ele impôs suas mãos sobre Davi e, dentro de alguns segundos, começamos a notar um pequeno fluxo de magia vermelha, saindo da testa do garoto, passando pelo corpo de Inara e se acumulando no cristal. A pedra, que antes era branca, agora se tingia lentamente de vermelho.
— E o que a gente faz agora? — perguntei ao vampiro, ansioso.
— Agora a gente espera — ele respondeu, com um sorriso.
***
Em menos de uma hora, o procedimento havia sido completado e Davi já estava desperto, para meu alívio. Estávamos todos sentados ao redor da mesa, porque sabíamos que ainda havia muitas coisas a discutir. Contamos para Leo tudo o que havia acontecido na reunião dos Pétalas Vermelhas.
— Então de fato eu estava certo — o vampiro suspirou. — Tem mesmo mais gente envolvida nisso.
Inara mostrou a Leo a semente que havia sido distribuída aos jovens híbridos.
— Isso vem da Flor Cadáver, não tenho dúvidas — ele concluiu. — Ela deve ter conseguido atrair um primeiro jovem e fez com que ele passasse a corrente adiante, até formarem esse culto que vocês conheceram hoje.
— Como exatamente essa magia funciona? — Davi quis saber. — Tudo o que eu senti hoje foi muito intenso... e real.
— Os híbridos realmente possuem um pouco de magia em seu sangue, mas não têm controle sobre ela — o vampiro explicou. — A Flor oferece uma espécie de catalisador para esse poder, permitindo que esses jovens possam utilizá-lo. O problema é que eles não têm experiência nenhuma, nem um corpo preparado para isso. Esse tipo de coisa é muito arriscado e nem sempre o resultado é dos melhores, como pudemos ver com você, Davi.
— Então, se a gente consumir essa semente, também poderemos usar esses poderes? — Inara perguntou.
— Sim, mas tudo tem um preço. Magia de sangue pode trazer à tona o pior das pessoas... Sentimentos ocultos, desejos não realizados... Nem sempre nos tornamos algo agradável, entende? Mas, o pior de tudo é que eles estarão sempre ligados à Flor... Ela poderá impor sua vontade sobre aqueles que consumirem essa semente e é isso que me preocupa.
Maia contou ao vampiro sobre o incidente com jovens híbridos na nossa escola.
— Eu acho que eu tenho uma ideia do que ela pretende — o vampiro continuou, após ouvir o relato de Maia. — Ela está gastando uma energia imensa para produzir todas essas sementes, por isso precisou de uma segunda criança. E não é à toa que ela escolheu adolescentes como hospedeiros.
— Como assim? — perguntei.
— Jovens são instáveis. Vão ficar impressionados com a magia e vão sair fazendo coisas inconsequentes, como o que fizeram na escola de vocês.
— E qual o objetivo final disso? — Maia quis saber.
— Enfraquecer o Véu, certamente — Leo respondeu. — Vai chegar um momento em que haverá tanta ação sobrenatural acontecendo ao mesmo tempo que será difícil para o Véu ocultar tudo isso do olhar dos humanos comuns. O Véu protege essas terras. Se ele for enfraquecido, ou até mesmo destruído, a Flor Cadáver poderá florescer com toda sua força.
Aquilo era preocupante. Aqueles jovens estavam apenas sendo manipulados e, uma vez que a Flor despertasse, certamente seriam descartados, ou, quem sabe, até mesmo feitos de escravos.
— Nós precisamos agir o quanto antes — Maia declarou. — O acampamento começa no próximo sábado, temos que estar prontos até lá.
— Estou só à espera do sinal de vocês — o vampiro respondeu, prontamente.
— Mas ainda não encontramos o guerreiro que você pediu... — eu mencionei.
— Mas e esse belo exemplar de felino que vocês trouxeram? — perguntou Leo. — Tudo bem que as panteras não estão tão acima dos lobos quando o assunto é magia de sangue, mas, de qualquer forma, pensei que ela tivesse sido a escolhida!
Confesso que estava tão preocupado com a situação de Davi que até mesmo me esquecera de que Bárbara tinha nos acompanhado até ali.
— Não, ela não — eu protestei. — Não vamos trabalhar com as panteras!
— Não acho que você tenha muita escolha... — foi só o que Bárbara se limitou a dizer.
— Você está disposta a nos ajudar? — Leo perguntou à garota.
— Eu não entendi metade do que vocês discutiram, pra ser bem sincera. Mas se é algo que ameaça a cidade e a minha espécie, sem dúvidas eu vou fazer o possível para colaborar.
Imediatamente olhei para Maia. Precisava da confirmação do Lobo do Sol.
— Ela está sendo honesta — foi só o que minha irmã se limitou a responder.
Eu já tinha me conformado a ajudar um vampiro. Agora, pelo visto, teria que dar o braço a torcer mais uma vez e aceitar trabalhar com uma pantera. Maia explicou toda a história da Flor Cadáver para Bárbara e ela finalmente teve noção da gravidade da situação em que nos encontrávamos.
— Ainda está dentro? — Leo perguntou, mais uma vez.
— Sim, eu topo — Bárbara respondeu.
Davi sorria, satisfeito com a resposta da garota. Naquele momento, me dei conta de que ele era o centro de tudo aquilo. Foi graças à chegada de Davi em Esmeraldina que aquele grupo de estranhos seres acabou cruzando o caminho uns dos outros, conduzindo-nos até aquele decisivo momento. Dois lobos, uma pantera, uma xamã, um vampiro, e ele, um humano híbrido. E, no topo de tudo, o laço lunar que eu e ele compartilhávamos. Sem dúvidas, éramos um grupo muito especial.
— A gente precisa de um nome — Davi declarou.
— Como assim? — Inara quis saber.
— Nós não somos um grupo de mocinhos que se uniu pra enfrentar um grande mal? Não podemos continuar sem um nome apropriado para o nosso grupo!
— Alguém andou assistindo muitos filmes de super-heróis — Bárbara respondeu, rindo.
— Eu gosto da ideia, cabelo de maionese! — empolgou-se Maia.
— E qual seria esse nome? — Leo questionou, interessado.
— Bem, tudo isso começou no clube de astronomia, não foi? — continuou Davi, se dirigindo à Maia e Inara. — Foi lá que nos tornamos amigos e, depois daquele dia, tudo nos trouxe até aqui... — concluiu ele.
A janela da sala onde estávamos nos permitia ver o céu do lado de fora do bar, com a lua crescente bastante visível. Davi seguiu meu olhar, observou a janela e pareceu entender a mensagem.
— Já sei — ele concluiu, sorridente. — Nós seremos o Clube da Lua!
E foi assim, numa noite qualquer de fevereiro, que um grupo de seis corajosos jovens, com as mais improváveis habilidades, se uniu para salvar a cidade de Esmeraldina de uma terrível ameaça.
FIM DA PARTE III
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Ah, finalmente o título do livro se explica, haha :D
O que acharam das revelações de hoje? Será que os Pétalas Vermelhas terão sucesso em seu plano de derrubar o Véu?
E nosso recém-fundado Clube da Lua? Serão nossos heróis capazes de finalmente derrotar a Flor Cadáver?
A resposta para isso será revelada na próxima parte, a última do livro. Mais nove capítulos, e nossa jornada chega ao final!
Mas, antes de seguir adiante, não deixe de votar e comentar! Muito obrigado pelo apoio até aqui! Até a próxima! 💜
A SEGUIR: PARTE IV - A FLOR CADÁVER
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