25. A vez em que um jovem órfão recebeu o abraço da Mãe
Era domingo de manhã e Ian já tinha me trazido de volta para a pousada. O nosso prazo para lidar com a Flor Cadáver era cada vez menor e tínhamos que começar nossos preparativos. Por isso, marcamos uma reunião de emergência e estávamos agora em meu quarto, junto com Inara e Maia, discutindo nossa situação.
— A polícia já tornou oficial o segundo caso de desaparecimento — nos informou Maia. — E tudo o que Leo disse era verdade. É um garoto de nove anos. Estava brincando no quintal da sua casa e simplesmente sumiu. Ninguém viu nada.
Essa ameaça precisava ser impedida. Precisávamos fazer alguma coisa por aquelas crianças e rápido.
— A polícia conseguiu estabelecer alguma relação entre esse caso e o primeiro? — Inara perguntou.
— A princípio, não há nada que faça a conexão de um caso com o outro, as crianças não se conheciam, nem frequentavam a mesma escola. A única relação é a proximidade das casas dos dois desaparecidos com áreas diferentes da reserva. O fator agravante aqui é outro, no entanto...
Encaramos Maia sem entender. A garota enfim revelou a informação que a preocupava.
— Esse menino que desapareceu é filho do prefeito. Ele é irmão do Paulo, colega de classe do Ian.
Paulo era o valentão que vinha me atormentando desde o primeiro dia de aula e tinha me agredido no vestiário. Não sabia nada mais sobre ele, além do fato de que era filho do prefeito da cidade. Nem imaginava que tivesse irmãos.
— Isso pode ser um problema... — ponderou Ian. — O prefeito vai mover céus e terras para achar o filho dele. Temos que tomar muito cuidado. Qualquer passo em falso e podemos acabar arriscando revelar nossa identidade e a existência da Flor Cadáver. Não podemos rasgar o véu.
— Sim, é exatamente isso que me preocupa — concordou Maia. — Temos que nos preparar para não cruzar o caminho dos investigadores humanos e agir da maneira mais eficiente e discreta possível.
— Ok, e o que precisamos resolver então? — perguntei, determinado.
— Primeiro, temos que encontrar alguém para ajudar o Leo — Maia prosseguiu. — E eu sinceramente não faço ideia de quem possamos chamar...
— Eu até pediria ajuda para o meu pai — comentou Inara — mas tenho certeza de que ele contaria tudo para os pais de vocês imediatamente...
— Nós precisamos deixar o Casal-Líder fora disso, pelo menos por enquanto. Em último caso, pensei que poderíamos contratar alguém. Não vai sair barato, mas, se não houver outra alternativa... — Maia sugeriu.
Eu nem sabia que era possível contratar criaturas sobrenaturais para aquele tipo de serviço. Mas imaginei que, muito provavelmente, custaria bem mais do que qualquer um de nós pudesse pagar.
— E a situação da escola, como ficou? — Ian quis saber. — Você sabe de alguma novidade, irmãzinha?
Havíamos passado o sábado todo isolados na cabana de Benjamin e não tínhamos recebido nenhuma notícia de Esmeraldina durante aquele período.
— Papai disse que foi registrado na polícia como um princípio de incêndio, causado por um curto circuito nos holofotes das quadras — explicou Maia. — Aparentemente, ninguém faz ideia de que as causas foram sobrenaturais, nem mesmo papai. E é melhor mesmo que continuem pensando isso, pelo menos até a gente lidar com aqueles alunos estranhos que você encontrou, Ian.
— Sobre isso, tem uma coisa que eu preciso mostrar a vocês — eu revelei, me lembrando de algo importante.
Fui até minha escrivaninha e peguei o envelope rosa que tinha chegado para mim na pousada. Mostrei o conteúdo para eles, que observaram com atenção.
— Eu também recebi uma dessas na aldeia — Inara nos contou em seguida.
Maia e Ian não eram híbridos, então isso explicava por que não tinham sido convidados para a tal cerimônia.
— O que a gente vai fazer a respeito? — perguntei.
— Acho que nós deveríamos ir, Davi — Inara propôs. — Precisamos saber quem são essas pessoas e o que elas querem.
— Será que não é muito arriscado? — Maia ponderou.
— Nós podemos ir junto para garantir a segurança deles — sugeriu Ian. — Ficaremos escondidos e, a qualquer sinal de perigo, a gente assume a forma de lobo e ajuda os dois.
Com os poderes do laço lunar, eu poderia me comunicar com Ian e avisar caso alguma coisa desse errado. Parecia um bom plano.
— Certo, faremos isso então. Fiquem prontos no horário vocês dois, nós passamos na casa da Inara primeiro e depois a gente vem te buscar aqui, Davi — definiu Maia.
Era isso. Naquela noite eu e Inara iríamos conhecer os Pétalas Vermelhas.
***
Maia conduzia o carro em silêncio rumo à misteriosa cerimônia.
— Você faz ideia de que lugar é esse? — perguntei, tentando disfarçar meu nervosismo.
— De acordo com esse mapa que eles enviaram, parece ser um local aleatório, no meio da floresta... — ela respondeu.
Vimos um outdoor abandonado ao lado da rodovia. Aquele era o ponto de referência indicado no convite. Deveríamos seguir uma trilha que começava logo atrás do letreiro. Maia estacionou o carro no acostamento, um pouco antes do local, a fim de não chamarmos tanta atenção.
— Podem ir — ela disse para mim e Inara. — Estaremos logo atrás de vocês.
Ian veio até mim e me abraçou, me tranquilizando.
— É só me dar um sinal que eu estarei do seu lado imediatamente.
Apenas assenti e caminhei em direção ao outdoor, junto com Inara. Não tivemos dificuldade de encontrar a trilha – apesar de já estar escuro, quem quer que estivesse organizando aquela reunião teve a preocupação de espalhar algumas lamparinas ao longo do caminho, que não iluminavam tanto, mas, ao menos, permitiam que caminhássemos sem problemas.
Tudo estava indo relativamente bem, até o momento em que comecei a ouvir alguns sons vindos de arbustos próximos a nós. Olhei para Inara e, por sua expressão, ela não tinha percebido nada. No entanto, quanto mais nos aproximávamos, mais eu sentia a presença de alguém ali. Estaria o laço lunar me alertando de alguma coisa?
— Inara, espera.
— O que foi, Davi?
— Tem alguém escondido naqueles arbustos — eu disse, apontando mais à frente. — Acho que é uma armadilha.
Inara me encarava, sem saber como reagir. Não quis me arriscar e fiz conforme combinamos. Qualquer possível ameaça deveria ser reportada.
"Ian, não tenho certeza, mas acho que tem alguém escondido aqui, de tocaia".
Nem precisei mentalizar aquilo duas vezes; em segundos Ian já estava ao meu lado, em sua forma de lobo. Maia apareceu logo depois dele, na forma humana, trazendo as roupas de seu irmão.
"Ali, nos arbustos", eu indiquei, usando nossa conexão.
Ian, agora um enorme lobo marrom, foi se dirigindo com cautela até o lugar. Conforme se aproximava, começou a rosnar. No entanto, antes mesmo que ele pudesse avançar sobre o esconderijo, ouvimos uma voz feminina vindo de lá.
— Espera, espera, não ataquem por favor!
Instantaneamente dei-me conta de que eu conhecia aquela voz.
— Bárbara? É você? O que você tá fazendo aqui?
Não podia esconder a surpresa ao ver minha colega de trabalho da pousada ali, naquele local. Bárbara veio até mim e me abraçou.
— Desculpa ter assustado você, não era minha intenção.
Ian já tinha voltado à forma humana e estava terminando de vestir sua bermuda.
— O que essa garota tá fazendo aqui? — ele esbravejou, me surpreendendo com o tom hostil que utilizara para falar sobre Bárbara.
— Segura a onda, lobo — Bárbara rebateu, sem se intimidar. — Não vim procurar problemas com vocês.
Espera, eles se conheciam? E o principal, Bárbara sabia sobre eles serem lobos?
— Alguém pode me explicar o que tá acontecendo? — eu finalmente disse.
— A Bárbara também é uma metamorfa, Davi — Maia esclareceu.
Olhei para minha colega de trabalho, em choque com a revelação. Não tinha ninguém normal naquela cidade? No ritmo que as coisas estavam indo, só faltava eu descobrir que minha tia era o curupira.
— Desculpa por esconder isso de você, Davi — Bárbara se justificou. — Eu sabia que você tava saindo com o Ian e com a Maia, mas não tinha certeza se você era imune ao véu ou não, ou se sabia sobre eles serem metamorfos... Não podia arriscar te contar sobre mim. Só hoje eu tive certeza, ao ver ele na forma de lobo ao seu lado.
Eu entendia o que Bárbara estava dizendo. De fato, apesar de termos mantido nossa amizade desde que mudei para Esmeraldina, apenas nos víamos rapidamente, quando trocávamos de turno na recepção, e eu ainda não havia contado para ela sobre meu namoro.
— Tá tudo bem, Bárbara, você não tinha como saber — eu a acalmei.
— Isso não explica o que essa garota tá fazendo aqui! — insistiu Ian, irritado.
— Ei! Dá pra se acalmar? — eu o repreendi. — Posso saber o motivo dessa agressividade toda com a Bárbara?
— Tem mais coisas que a sua amiguinha não te contou, Davi...
— Lá vem vocês de novo com essa história! — retrucou Bárbara. — Qual o problema dos lobos? Não dá pra apenas superar e seguir em frente? Isso foi há tanto tempo, até quando vocês vão ficar remoendo esse assunto?
Eu estava extremamente confuso mais uma vez. Não fazia ideia sobre o que eles estavam discutindo.
— Pessoal, acho que o Davi tá perdido... — Inara interrompeu, apontando para mim. Pelo menos havia alguém sensato naquele grupo.
— Deixa que eu explico — Maia ofereceu, com um suspiro. — A Bárbara é da tribo das panteras. Metamorfos que podem virar felinos em geral. Onças, pumas, jaguatiricas e afins. Elas sempre viveram por aqui, mas num grupo menor do que o dos lobos. No entanto, na época da demarcação das terras da reserva, alguns advogados contratados pelas panteras conseguiram fazer uma manobra e reclamar direito de propriedade sobre uma pequena parte da floresta. Não sei explicar como eles puderam fazer isso legalmente, mas o fato é que hoje há um pedaço da mata que só as panteras têm acesso.
— Ok, eu entendo que há certas questões legais que podem ter gerado controvérsias — eu declarei. — Mas o que isso tem a ver com os lobos? Por que vocês se incomodaram tanto? Eu imagino que também seja do interesse delas manter a floresta segura, afinal, elas moram lá, não é mesmo?
— O que tem a ver com os lobos??? — esbravejou Ian. — Essas criaturas mesquinhas fizeram questão de tomar pra si uma área que nossa espécie considerava sagrada e que utilizávamos para fazer nossos rituais! Eu admito que nossos grupos nunca se deram muito bem, mas aquilo foi uma provocação desnecessária, foi jogo sujo! De toda essa floresta imensa, elas tinham logo que pegar uma parte que era importante pra gente?
Ok. As coisas tinham escalado muito rápido. Começou como uma briga de cães e gatos, agora já estava se assemelhando às disputas territoriais do oriente médio. Independentemente de quem estivesse certo, no entanto, aquele não era o momento para tais discussões e eu precisava acalmar os ânimos.
— Ok, lobo, eu entendo a sua raiva. Mas vamos ser racionais, tudo bem? Há quanto tempo foi isso?
— Já faz mais de décadas... — Inara revelou, com cautela.
— Então eu imagino que a Bárbara não estava diretamente envolvida, não é mesmo? — perguntei.
— Claro que não, a gente não tinha nem nascido! — minha colega de recepção respondeu.
— Então, eu proponho que, pelo menos por agora, a gente releve esses desentendimentos de vocês. Ninguém aqui fez nada diretamente para prejudicar um ao outro, correto?
Só obtive silêncio dos meus companheiros, mas concluí que a resposta fosse não.
— Então pronto. Não vai ser agora que a gente vai resolver essa disputa entre lobos e panteras. Vamos focar no que viemos fazer aqui. E, por falar nisso, até agora eu não entendi por que você veio, Bárbara. Você não é uma híbrida, logo, não deveria ter sido convidada... — eu comentei.
— Assim como os lobos, também temos híbridos na nossa comunidade — Bárbara explicou. — Filhos de panteras com humanos comuns, que acabaram não herdando o poder de metamorfose. E dois desses meninos receberam um convite estranho pra vir até aqui hoje. Eu vim escondida, pra entender o que de fato está acontecendo.
— Bem, acho que temos o mesmo objetivo então. Eu e a Inara também recebemos convites e viemos tentar descobrir quem está por trás disso. O Ian e a Maia estão aqui para proteger a gente caso algo dê errado.
— Vamos trabalhar juntos então? — Bárbara propôs. — Uma trégua, pelo menos por essa noite. Eu ajudo vocês a protegerem o Davi e a Inara e vocês me ajudam a proteger os meninos da minha comunidade.
Ian estava emburrado e não disse nada. Maia tomou a frente e respondeu pelo dois.
— Tudo bem, a gente aceita.
Antes que pudéssemos falar mais alguma coisa, ouvimos passos vindos da trilha. Corremos para trás dos arbustos e nos escondemos. Pouco depois, vimos que eram apenas alguns adolescentes, que provavelmente tinham vindo para a reunião. Olhei para meu celular e vi que já estava quase na hora marcada no convite.
— Inara, vamos? — eu a chamei. — E vocês, tentem chegar o mais perto que puderem, sem serem descobertos. Qualquer coisa eu aviso o Ian usando a nossa conexão.
***
Mais adiante, ao final da trilha, havia um espaço que tinha sido preparado para aquele encontro. Era um círculo amplo, rodeado por tochas acesas, com uma grande fogueira ao centro e alguns troncos de madeira espalhados para servirem como assento. Havia algumas pessoas usando máscaras de animais, que cobriam quase toda a cabeça, deixando apenas a boca exposta. Aqueles mascarados pareciam ser os organizadores do evento e conduziam cada um dos que chegavam até seus lugares.
No entanto, antes que pudesse chegar mais perto com Inara, fomos barrados por um daqueles estranhos, que usava uma máscara de touro.
— Posso conferir os convites de vocês, por favor? — ele pediu, com uma voz rouca.
Inara e eu apresentamos os envelopes cor de rosa que havíamos recebido. Após conferir, ele nos conduziu até uma mesa improvisada com um tronco de madeira, em uma das extremidades do círculo. Ali, havia um conjunto de pequenas cumbucas, enfileiradas, com um líquido suspeito em seu interior.
— Bebam o tônico por favor, para que eu possa mostrar o lugar de vocês — instruiu o cabeça de touro.
— O que é isso? — perguntei, apreensivo. — Sou obrigado a tomar?
— É um preparado que vai garantir que vocês possam aproveitar ao máximo tudo o que será mostrado aqui, na noite de hoje. E sim, é obrigatório. Se não quiserem tomar, podem ir embora.
Inara me olhava com desconfiança. Pensei nas crianças desaparecidas e de como aquilo tudo poderia estar relacionado à Flor Cadáver. Lembrei também que Ian, Maia e Bárbara estavam a postos para nos socorrer numa eventual emergência. Logo, deixei minha prudência de lado, peguei uma das cumbucas e a virei de uma vez, tomando todo o seu conteúdo. Para minha surpresa, não era ruim. Era adocicado como mel.
Inara esperou alguns segundos, provavelmente para conferir se eu não teria alguma reação estranha à bebida. Como nada aconteceu, ela também criou coragem e tomou o tônico misterioso, como eu fizera. Após isso, o cabeça de touro nos conduziu até alguns dos lugares vazios e pediu para que sentássemos e aguardássemos o início da cerimônia.
Após alguns minutos, todos os lugares estavam ocupados. Não conhecia nenhuma daquelas pessoas, mas eram todos adolescentes e deviam ter entre 12 e 17 anos, no máximo. Não tive a oportunidade de contar, mas imagino que pelo menos uns cinquenta jovens híbridos tinham comparecido àquele encontro. Bem mais do que eu estava esperando. Quando a reunião finalmente teve início, um dos mascarados, com uma máscara de macaco, subiu em um dos troncos e fez sinal para que prestássemos atenção.
— Sejam bem-vindos, tesouros de Esmeraldina! Hoje é um dia muito especial para os Pétalas Vermelhas, um dia que nenhum de vocês jamais irá esquecer!
Percebi que a voz do cabeça de macaco também era rouca, assim como a do cabeça de touro. Presumi que possivelmente estivessem utilizando algum tipo de encantamento para encobrir suas identidades e não serem reconhecidos.
— Antes de começar, no entanto, peço que vocês relaxem. Respirem fundo, deixem o tônico fazer efeito e se concentrem para ouvir as palavras de nossa Mãe.
O que aconteceu a seguir me deixou profundamente impressionado. Como se fossem coordenados por um maestro invisível, uma revoada de pássaros vermelhos saiu da floresta ao nosso redor e se posicionou ao longo de todo o círculo, onde quer que houvesse um espaço disponível. Em seguida, começaram a cantar em uníssono, um canto de certa forma melancólico, porém extremamente belo.
O canto dos pássaros, por si só, já seria o suficiente para deixar qualquer um impressionado. Entretanto, notei que a situação não se resumia a isso. Meu corpo começou a ficar mais quente e mais leve e, aos poucos, conforme a melodia continuava a ressoar, sentia um estado de extrema euforia tomar conta do meu ser. Senti vontade de me levantar, pular, dançar com aqueles desconhecidos. Era um contentamento tão esmagador que chegava a fazer meu peito doer. Olhei ao meu redor e, pela expressão no rosto de Inara e dos demais jovens presentes, não era apenas eu que me sentia daquela forma.
— Vejo que o beijo e o riso da nossa Mãe já começaram a operar em vocês, pequenos escolhidos — continuou o cabeça de macaco. — Alegrem-se, eleitos! Vocês tomaram a decisão certa ao virem aqui na noite de hoje e serão recompensados!
A voz do cabeça de macaco se misturava à sinfonia dos pássaros e me dei conta de que já não tinha controle sobre mim. A euforia permanecia e, apesar da gravidade da situação, eu não estava nem um pouco preocupado. Queria apenas continuar compartilhando daquele sentimento de êxtase.
— Chegou a hora! — bradou o cabeça de macaco. — Levantem-se e abracem nossa Mãe!
Em instantes, senti meu corpo ainda mais leve. Quando dei conta do que estava acontecendo, não pude evitar um sorriso maravilhado. Ao som do canto dos pássaros, um depois do outro, cada um dos jovens presentes começou a se desprender do chão e, antes mesmo que pudesse me dar conta, estávamos todos flutuando no ar, ao redor da fogueira, com nossos corpos livres e despertos, prontos para abraçar o que quer que nos fosse oferecido ali, naquela noite.
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Alguém aí interessado em fazer parte dos Pétalas Vermelhas?
É só tomar o tônico secreto e deixar a magia acontecer, haha :p
Será que Davi e Inara conseguirão sair dessa intactos? Ou irá o nosso querido cabelo de maionese tomar gosto pelos poderes da misteriosa Mãe?
Antes de seguir adiante para descobrir, não deixe de votar e comentar, o seu retorno é muito importante para mim! Obrigado! 💜
Próximo capítulo: A vez em que um jovem lobo testemunhou a formação de uma aliança poderosa
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