18° Capítulo
Edward Baker
Abandonei as minhas roupas sobre a cama e caminhei até o banheiro. Fechei o box e abri o registro, deixando que a água morna escorrer pelos meus músculos tensos. Eu estava precisando de uma massagem ou intensificar a minha carga de exercícios físicos para extravasar toda aquela energia acumulada. A responsabilidade de tudo vinha a partir do tempo e agora as ações da empresas requer total minha atenção mesmo tendo uma gratificante posição empresarial nunca peguei um grande contrato como esse tanto longe de casa, meu irmão sempre gostou de estar a frente dessas ocasiões por ter mais experiência e agora com o seu casamento aproximando e o nascimento dos meus sobrinhos aumentou ainda mais suas responsabilidades. Estou feliz de meu irmão ter alguém como a minha cunhada que ele possa finalmente realizar suas felicidades ao lado dela, todos estamos muito contente de como somos uma grande família agora a vontade de construir a minha própria família é gritante no mínimo quero quatro crianças para encher a minha casa. Sempre pensei como minha vida seria se eu tivesse o mesmo que meu irmão tem mas com isso é estranho pensar dessa forma, nunca tive um namoro duradouro que me fizesse querer construir uma família mas agora algo mudou trazendo à tona uma coisa que eu evitava muitas das vezes quando os meus pais me perguntava.
Desligo o registro e balanço minha cabeça para espantar esses pensamentos e proveito para tirar um pouco da água em meus cabelos, enrolo a toalha em volta da minha cintura e e saiu do box satisfeito com as tensões que eu retirei do meu corpo com o banho gelado. Assim parei em em frente da minha mala abro a minha parte do closet do meu quarto e pego os ternos bem alinhados e passados sem nenhum amassado e sem preocupação me visto calmamente.
Após terminar de me arrumar me despedir dos pais da Júlia que me trataram muito bem por sinal diferente da filha que me maltrata o tempo inteiro porém estou acostumado com as doidice da maluca. Ela não demorou muito para estar pronta que me deixou contente para chegar sem problemas no nosso destino.
— Já entendeu o que tem que fazer? — Assim que conseguimos um tempo sozinho para nós dois, contei o que tinha pra dizer quando fomos interrompidos pela ligação da recepcionista do hotel.
Ela cruzou os braços ofendida e abriu um sorriso forçado para amenizar a situação.
— É a milésima vez que você faz essa mesma pergunta — Durante o percurso ela manteve bastante seria enquanto nós fomos conversando sobre a pauta da reunião ela senta e cruza as pernas mostrando parte da coxa para mim, já que sua saia é curta... Não satisfeita, pega um espelho e começa a retocar o batom e fica fazendo bico. É, na verdade ela consegue chamar a situação sempre pra si mesmo não fazendo esforço para isso.
Peguei a pasta com o meu notebook e começo a me preparar psicologicamente para lidar sem problemas com meus clientes, não pretendia trabalhar enquanto estivesse no Brasil mas era impossível em um dado momento não conseguisse ficar sem trabalhar ou até mesmo cuidar da parte da empresa mesmo de longe. Acenando sultimente a secretária nos guia enquanto mantém uma explicação rasa até paramos de frente à sala de reunião do seu chefe.
O ar gélido da sala de reunião me fez respirar fundo para me acostumar com a ar diferente da sala de espera assim que entramos cumprimentos todos que estão posto em seus lugares aguardando o início da reunião a repulsa me atingir quando o olhares de cobiça dos outros caem cima dela algo amargo amargura a minha garganta com tanto desprezo que sinto. Apenas agora analiso a figura do nosso cliente, notando que seu semblante é ainda mais antipático do que qualquer pessoa que eu tenha conhecido ao longo dos meus trabalhos.
— Bom senhores podemos começar? — O nosso negociante balbucia de pé fazendo a honra de começar a reunião.
Após a confirmação de todos eles mostra o contrato para mim enquanto ao meu lado Júlia escreve com atenção cada palavra de acordo como eu havia mandado ela fazer. Contudo me preparo para a longa e entediante reunião.
Júlia Gonzalez
A reunião saiu como esperado conseguimos fazer tudo como planejado por segundos pensava que Edward voaria em todos da sala quando o assunto fosse em minha direção, bem eles me tratava mais do que a simples secretaria dos Baker de alguma forma eles achavam que eu e ele tinha algo a mais mas para mim não era uma coisa nova ter a atenção deles em mim. Suspiro esperando um pouco afastada de Edward enquanto mantém uma conversa amigável com os outros senhores mesmo que sua expressão seja entediada louco para ir embora.
Eles se despedem com um aperto de mão sutil entre eles, suspiro agradecida quando vejo eles caminharem até a mim.
— Até breve senhorita — Abriu um largo sorriso quando se dirigiu a mim — Nós veremos em breve — estendo a minha mão, porém ele faz uma reverência deixando um beijo demorado no dorso da minha mão estendida.
— Certo! Senhor Massalo — Edward interrompe estendendo a sua mão também o homem me fitava como se fosse um pedaço de bife bastante suculento, mesmo com a vontade de xingar por toda essa falta de pudor e respeito deles engulo amargamente tudo, lido com esse tipo de homem todo dia, não é nada novo sob o sol.
Faço o mesmo com os outros empresários que têm a mesma atitude do primeiro enquanto Edward permaneceu como cão de guarda do lado praticamente agarrado em meu pescoço como se fosse uma criança assustada.
— Não estou gostando de nada disso — Ele torce os lábios ansioso.
Olho ao redor procurando alguém por perto e seguro a risada com a expressão engraçada que ele faz.
— Eu também, porém é necessário fechar o contrato! Precisamos das respostas deles sobre o contrato, não há nenhum índice que eles não aceitaram acordo. Fechando esse contrato será ótimos para as duas empresa se não tudo atrapalhar a o rendimento das duas empresas — Afirmou contundente.
Fazer acordo é importante para qualquer empresa e fechar com esses senhores não seria diferente. Durante a reunião me comportei como uma secretária mais que eficiente possível para suprir o pedido de Edward, mas naquele momento só queria chegar no carro, além de que ficar ali mostrando o quanto somos inteligentes. O dono é um homem de muitas posses, e só está dando essa recepção a pedido da filha, pelo que entendi, a garota é extravagante ao extremo e também é sua única herdeira, por isso o velho faz de tudo por ela.
— É eu sei. Mas você do que ninguém sabe como isso é frustrante — Ele me dirigiu um sorriso e colocou a sua mão sobre a minha, aceitando que me conduzisse para o centro um pouco afastado deles.
— Entendo — Apoio minha cabeça em seu ombro.
Ele tomou um longo suspiro entrecortado impaciente.
— Nossa férias está acabando.
— Infelizmente — Murmurei insatisfeita — Momento bons duram muito pouco.
— Nossa, essa é nova, nunca pensei que ouviria tal coisa de você — Nós olhares se encontraram por breves segundos.
— Falando desse jeito me faz parecer um monstro — torço minha boca descortês.
— Sim! Você é a minha monstrinha — piscou rindo da minha cara —, Ou você se esqueceu de como ama me infernizar — Fiquei em silêncio absorvendo as suas palavras, interrompendo o silêncio entre nós ele voltou a falar: — prepare o carro que já vamos.
Assenti me afastando dele para me despedi de todos, passei de relance na mesa de petisco bastante satisfeita pegando uma generosa quantidade para degustar enquanto vou em direção à garagem do prédio.
— Destranque o carro e me espere apenas irei me despedir do Senhor Dalmaz e encontrarei com você — concordei pegando a chave quase pulando de alegria com cada passo que dou me distanciamos deles.
Chamo o elevador com bastante pressa para ir embora e aproveitar o restante da tarde no quarto me empanturrando de comida até estar satisfeita. O barulho da chegada do elevador acionou os meus sentidos fazendo-me quase rebolar ali mesmo de felicidade. Já estava me acostumando com as “férias” longe do trabalho por isso a preguiça dominava quase todo o meu corpo.
Minutos se passaram e a figura enorme e ameaçadora para quem não conhecesse Edward se tremeria de medo, ele é um homem enorme e com uma figura ameaçadora por onde passa mesmo não fazendo tanto esforço ele conseguia ter uma áurea ameaçadora. Parando bem a minha frente quase no mesmo momento quando o mesmo carro preto que nós fomos de manhã nos aguarda e o motorista que cuidou do carro nos cumprimenta com um leve aceno abrindo o carro para nós dois me acomodo no banco de passageiro enquanto Edward insiste em dirigir maravilhado em guia o carro por toda a estrada de São Paulo. Fechei o meu cinto enquanto ele faz o mesmo, ele termina de ajeitar o seu cinto e começa a guia o carro para fora do estacionamento tranquilo com uma expressão serena como se dirigi por bastante tempo naquele local. O estacionamento estava cheio de carros e não havia nenhuma presença sequer de outras pessoas, acelerando mais o carro ele finalmente se prepara para virar o carro para sai do estacionamento quando batemos a frente do carro, o grito de susto e pavor não me deixou gritar por tudo acontecer tão rapidamente. Recuperando meu fôlego disfarço a fivela do cinto de segurança e desço do carro preocupada com o homem que acabamos de acertar com a frente do carro, por sorte não estamos em alta velocidade mesmo tendo esse alívio é bastante preocupante.
— Merda Ed! — Resmungo aflita olhando para ele que me fita também assustado — Depois dizem que nós mulheres somos ruins no volante — digo novamente.
— Quem disse isso? — Torceu a sobrancelha sem entender nada.
Meu Deus, lerdo demais.
— Esquece — murmuro abanado a mão sem tempo para explicar para ele.
— Fale, estou bastante curioso para entender o que significa o que você acabou de dizer.
— Sério mesmo que você vai querer saber disso nessa circunstância que estamos? — aponto para o estrago.
Ele me olha como o cachorrinho abandonado nem parece o cara marrento que conheci. Fechou a porta e minha as pressa para socorrer o cara que acertamos a primeira coisa que eu vi foi alguns papéis e pasta espalhadas por todo o chão deixando uma verdadeira bagunça. Forço os meus pés a moverem, com passos incertos quando os meus olhos cruzaram com o dele prendo a respiração impactada e surpresa pela pessoa caída bem a minha frente.
Edward deslizou os olhos por meu corpo, ele parece me avaliar atentamente. Depois faz o movimento contrário até que seu olhar escrutinador está nos meus. Fico parada sem saber exatamente o que fazer olhando para ele no chão forçando a minha mente se lembrar de algo que parece uma memória presente. A maneira que ele me encara é intimidador e confuso como se estivesse a mesma dúvida que eu.
Merda, o que nós fizemos.
××××
FELIZ NATAL BABY'S ♥️🎄🎆
Até o próximo capítulo.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top