Capítulo 3: Revelações
O rei me interrompeu.
- Você veio de outro universo, isso quer dizer que a profecia, dita há muito tempo estava certa, e esta se cumprindo!
"Profecia?".
- Qual profecia?
Ele se levantou.
- Venha comigo!
Ele foi em direção a porta da sala.
- Venha vou te mostrar uma coisa, mas não pode revelar a ninguém! Além de mim só Mirian sabe, ela me prometeu não contar a ninguém, venha rápido!
Saímos da sala do trono, ele me levou até uma porta escondida, que ficava atrás da escadaria que da acesso ao quarto de hóspedes que eu estava hospedado, ele abriu a porta e deu sinal para mim, entrar, quando entrei me deparei com uma lareira, estranhei.
- Mas é somente uma lareira?
Ele sorriu.
- É o que você pensa!
Ele se aproximou da lareira, em uma estante tinha uma pequena estatueta, ele segurou e empurrou para frente, de repente uma passagem secreta se abriu, ele entrou e eu fui logo atrás, quando entramos vi uma grande escadaria indo para baixo, o lugar era escuro, mal se dava para ver, começamos a descer, o rei pegou uma lamparina fixa na parede, e ascendeu, quando chegamos no final das escadas, ele se aproximou acendedor velho e apertou, que acendeu as luzes que piscavam ameaçando apagarem de novo, revelando uma grande biblioteca, me admirei ao ver tanto livro.
- Por que vocês escondem isso das pessoas?
Ele começou andar de um lado a outro.
- Nesses livros contem muitos ensinamentos, revelações, profecias, não é qualquer um que entenderá o que está escrito neles, vão querer interpretar de seu modo, alterar, mentir, inventar versões falsas!
"Acho que é ele que tem medo".
- Então, porque não deixa os mestres, estudiosos, estudarem os livros e depois ensinarem o povo?
Ele me olhou.
- Vejo sua empolgação, mas isso esta fora de questão, os livros que vê aqui, tem muito valor, tanto em preço, como em herança familiar. Ouve uma época que essa biblioteca era pública, todos podiam contemplar, mas ouve muitas tentativas de roubo, tentativas de furto, até de queimar tudo, por isso meu pai Magnus, decidiu fechar a todos.
"É melhor eu não insistir"
- Então mais gente sabe?
Parecia que ele estava procurando algo.
- Não! Meu pai escreveu um decreto, que iria queimar todos os livros, porém discretamente, pediu, para pessoas que confiava, o ajudar a esconder os livros, e ordenou a não contarem a ninguém, se contassem estaria sobre pena de morte, concordaram entre si e deram a ideia de construírem esse esconderijo, e foi o que fizeram, porém, muitos ficavam curiosos para saber o que estava sendo construído, pois, a obra fazia muito barulho, e sempre respondiam que eram reformas do castelo, quando finalmente ficou pronto, o rei ordenou que colocasse todos os livros aqui.
Ele pegou uma espécie de carta.
- Mas como vossa majestade descobriu?
Ele entregou em minhas mãos, comecei a abrir.
- Meu pai me deu uma carta antes de sua morte, era o último dia de sua vida, ele não conseguia mais falar e mal tinha forças, eu estava do lado de sua cama, quando ele Pegou em minha mão com dificuldade e entregou-me a carta, logo depois de um longo suspiro morreu, em seu funeral, fiquei o tempo todo com a carta nas minhas mãos, mas não tinha forças para abri-la, me lembro de ter entre 14 - 15 anos, como de costume o herdeiro do trono de meu pai que era eu, mas eu ainda não estava pronto para ser rei, colocaram uma pessoa mais sabia no meu lugar até que eu ter idade para reinar nesse meio tempo me ensinaram tudo que sei, até que em meus 24 anos fui coroado rei, já tinha se passado 8 - 9 anos da morte de meu pai e eu nada de abrir a carta, a pegava em minhas mãos, observava com atenção, mas tinha medo do que iria estar escrito, por isso a guardava novamente em meu bolso, um dia fiquei o dia todo olhando a carta, me perguntando se devia a abrir, ou se não, não queria falar com ninguém, a guardei no bolso, peguei novamente, guardei, peguei fiquei fazendo isso por horas, até que peguei a carta e tomei a decisão de abrir, e era a letra de meu pai, me arrependi de abrir, mas não a guardei continuei a ler e estava escrito:
"Meu filho, sei que não estive presente, quando você mais precisou de mim, se estiver lendo esta carta, é porque morri, quero que saiba que eu te amo e sempre amarei, sinto muito por não ter sido um pai melhor para você, queria ter uma nova chance para recomeçarmos, talvez já seja tarde de mais, mas peço seu perdão, tem uma coisa que toda a minha vida quis te revelar, e hoje é o dia de você ficar sabendo.
Sabe aquela sala que eu te proibia severamente de entrar? Nela você encontrará uma lareira, do lado uma estante, com uma pequena estatueta, puxe a estatueta para frente, e se abrirá uma passagem secreta, entre e verá uma escadaria que vai para baixo, desça as escada e pega uma lamparina que eu mesmo fixei na parede a ascenda, quando finalmente estiver embaixo, vá perto da janela no canto esquerdo, verá um acendedor velho, aperte-o e acenda as luzes, não se impressione se ver uma grande biblioteca escondida, porém não diga a ninguém, até ter certeza que o povo está pronto, pois nesses livros contém muitos segredos, que muitos não entenderam, digo isso porque essa biblioteca não ficava nesse lugar, ela ficava onde o público tinha fácil acesso, todos podiam estudar, ler, reler, levar para casa e depois trazer de volta, mas começou-se a ter muitas tentativas de roubo, uns com êxito, mas que conseguimos encontrar o ladrão e recuperar o roubado, tentaram queimar tudo, por sorte alguém que constatou o ocorrido, correu apressadamente para o poço que não ficava muito longe, pegou o balde, encheu de água, voltou correndo entrou na biblioteca e apagou as chamas, após conseguir controlar as chamas, correu para os guardas e avisou, foram verificar, para o alívio de todos, nenhum livro havia sido afetado pelas chamas, foi aí que percebi que isso não ia parar, escrevi um decreto para que se queimasse todos os livros, porém sabia que seria muito ensinamento perdido, secretamente pedia a ajuda para pessoas em que confiava, revelei que, na verdade, não queria que os livros fossem queimados, que precisava da colaboração deles, para construir um lugar escondido, onde guardaria em segurança os livros, dei ordem para que não contassem a ninguém, e se alguém se atrevesse a revelar, seria considerado traidor, e sua punição seria a morte, tanto de quem revelou, tanto para quem foi revelado, e assim fizemos.
Muitos tinham curiosidades para saber o que estávamos construindo, pois, a obra fazia muito barulho, sempre respondemos serem manutenções no castelo, quando o lugar estava pronto, secretamente colocamos todos os livros em ordem alfabética dentro, e nunca mais foi falado nada desses livros. Agora filho está sobre sua responsabilidade, decida o que vai fazer com eles, para terminar queria te dar um conselho, não sei qual vai ser sua decisão, mas nunca se esqueça de manter a ordem e a paz do nosso reino, sei que tomará a decisão certa. Com carinho seu pai
Magnus Sussirots"
Depois que o rei terminou de falar, vi que ele havia chorado, ele tentou disfarçar.
- A minha decisão foi deixar a biblioteca oculta, contei apenas para minha esposa, já falecida, e para Mirian, agora sem mais delongas, vou procurar um livro, enquanto isso você poderia continuar contando a sua história, de como chegou a floresta morta.
"Talvez tenha sido melhor assim"
- Que livro vossa majestade vai procurar?
Ele pegou um livro que estava todo empoeirado, assoprou levou o livro até uma mesa velha.
- Esse livro foi escrito a muito tempo, ele conta coisas extraordinárias, acho que muitos não entenderiam se eu deixasse ler. Enfim batizei esse livro de "A espera do Amanhecer".
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