05

Ana Clara

Cheguei em casa e deixei as coisas em cima da mesa.

Na sala o Luan estava deitado no sofá passando os canais. Fui ver meu celular que estava carregando em cima da mesinha e vendo algumas mensagens no whats.

Luan: Por que não arrumou minha parte do quarto? Nossa mãe quase arrancou minha anacomda fora

Ana Clara: Porque é a sua parte do quarto. Não sou sua empregada

Luan: Nem eu te dando dez reais? — olhei pra ele incrédula — quinze?

Ana Clara: trinta reais e não se fala mais nisso

Luan: Tu não é uma irmã não, é uma sangue suga — pegou sua carteira e me deu trinta reais —  Agora faz direito. Eu ver um cisco naquele quarto você vai ver

Dei dedo do meio pra ele.

Luan: O que é isso no teu pescoço? —  tentei cobrir com meus longos cabelos negros

Ana Clara: Não te interessa — ele tentou me segurar pra ver o chupão —  Me solta Luan!

Luan: Ô mãe, olha a Ana Clara aqui ó! — me segurou — Quem foi o filho da desgraça que fez isso com você Ana Clara! Me diz pra eu matar o desgraçado!

Ana Clara: Sai Luan! Não te interessa!

Ducineia: Que porra é? — Apareceu de toalha

Luan: Olha o tamanho do chupão da Ana Clara

Ducineia: Tem o que? — perguntou com a sobrancelha arqueada

Luan: Olha isso, mãe. Tá chupado

Ducineia: Pelo menos não é outra coisa que tá chupada — minha mãe falou dando de ombros — Eu acho...

Luan: Ninguém é doido pra fazer um bagui desses com minha irmã não. Eu ranco o pau do desgraçado. — falou me fazendo revirar os olhos

Ana Clara: Vai lavar a louça, vai Luan — falei saindo

Prendi meu cabelo indo arrumar o quarto. Quando terminei tomei um banho indo comer o cachorro quente que minha mãe tinha feito.

Passei o resto da noite com o Luan enchendo minha mente.

                                  Sophia

Ágatha: Quem é o gatinho que você tá pegando hen? — perguntou se jogando na cama enquanto eu vestia minha roupa de dormir

Sophia: O Luan. Você já conhece porque eu já te apresentei.

Ágatha: Eu sei né lesada — bufou —  Eu quero saber como estar.

Sophia: Não está porque a gente não tem nada, já disse.

Ágatha: Fomos no colégio dele atoa então? — assenti com a cabeça — Ah Sophia, se eu não te conhecesse tão bem eu até poderia acreditar, mas você esqueci que somos primas e crescemos juntas.

Sophia: Me erra Ágatha — falei indo até minha cama e puxando a Ágatha de cima — Tchau que eu quero dormir.

Ágatha: Tá me expulsando?

Sophia: Tô

Ágatha: Vou dormir aqui — se jogou de novo na cama

Revirei os olhos e bufei.

Sophia: Ah não Ágatha. Você ronca muito.

Ágatha: Quem disse? — arqueou a sobrancelha

Sophia: Eu vejo

Ágatha: Seu cú — levantou saindo — Se eu não responder as mensagens você vai lá me acordar.

Sophia: Tá bom. Te amo também chata. — gritei vendo a mesma sumir no corredor

Eu e a Ágatha somos primas, crescemos juntas e ela era como se fosse minha irmã. Somos inseparáveis, a gente briga, discute mas no final tudo se resolve.

A Ágatha é totalmente diferente de mim, ela é doidinha e agitada enquanto eu sou mais calma e mais responsável. Ela é toda impulsiva e não pensa antes de fazer, e acaba fazendo merda.

Peguei meu notebook e me ajeitei na cama pra terminar minha série. Meu celular vibrou e tinha uma mensagem do Luan me chamando pra ir até a praia.

_______

Sophia as 00:43
= Não posso
= Tá tarde.

Luan as 00:45
= Rapidinho.
=Te espero na estrada do condomínio.

Pensei alguns instantes e decidir ir.

Sophia as 00:47
=Seu doido kkk
=Tá bom

________

Tirei minha roupa trocando por um body branco liso e um short de tecido cintura alta preto, calcei minha havaianas e peguei meu iphone X que tinha ganhado do meu pai no último natal.

Passei no quarto do Guilherme e abri com cuidado, ele estava na mesa do computador com um fone no ouvido, com certeza editando vídeos do meu irmão. Fechei a porta devagar e passei no quarto do Kauê, ele estava dormindo com fone no ouvido. Nem passei no quarto dos meus pais porque sabia que eles estavam de plantão.

Sai de fininho pegando as chaves e pedindo um elevador. 

Sai do elevador dando de cara com seu Amantino, o porteiro do prédio.

Porteiro: Aconteceu alguma coisa minha filha? — perguntou preocupado

Sophia: Não, só vou buscar uma coisa na portaria —  sorrir e sai andando

Cheguei na portaria e vi o Luan sentado na calçada conversando com o segurança e o porteiro. Sorrir quando vi ele.

Sophia: Seu doido, sabe que horas são? — perguntei sorrindo

Luan: Não tem horário de sair Sophia, tô acostumado já.

Fomos até a praia de copacabana, onde eu morava. Não tinha ninguém na praia, só passavam alguns carros na rua.

Sentamos na calçada vendo as ondas se quebrarem e a lua iluminar o mar.

Sophia: Então, por que me chamou?

Luan: Tava afim de sair, sei lá.

Sophia: É perigoso sair a noite quase de madrugada sabia.

Luan: Mas qualquer lugar é perigoso independente do horário — sorriu de lado — Seus pais não falam nada de você sair sozinha tão tarde?

Sophia: Eles são médicos, estão fazendo plantão. — Nós olhávamos o mar — Você deve estar achando que sou patricinha né?

Luan: Tô. Mas tua amiga da pra ver que não é, mesmo com roupa de bacana.

Sophia: Ela é minha prima e realmente ela não é mesmo. — levantei — Vamos entrar no mar?

Luan: A água deve tá gelada pra caralho Sophia.

Sophia: Ih vai arregar

Luan: Não me testa não novinha — levantou sorrindo me fazendo sorrir

Vi que ele ia me pagar no colo, então corrir em direção a praia vendo o mesmo correr atrás de mim sorrindo. Quando meu pé entrou em contato com a água gelada meu corpo estremeceu fazendo o Luan gargalhar alto. Ele jogou água em mim fazendo cair nos meus olhos.

Sophia: Caiu água no meu olho Luan — tentei limpar meus olhos

O Luan veio até mim segurando minha cabeça entre suas duas mãos.

Luan: Deixa eu ver — abriu meus olhos limpando a água do meu rosto — Caralho, isso aqui não é reboco não, é argila — riu da minha cara

Dei um tapa de leve nele e depois ficamos nos encarando por alguns segundos até ele me beijar. Sua língua invadiu toda extensão da minha boca assim com a minha na dele.

Parecendo loucos ficamos nos beijando dentro do mar.

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