𝟢𝟪|𝓛𝓲𝓼𝓪 & 𝓡𝓮𝓷
ALGUNS DIAS DEPOIS
É noite de sábado finalmente e estou sozinha em casa, já que consegui convencer meu pai a reencontrar seus velhos amigos de faculdade.
Tive que faze-lo ir, aquele sorriso gigante em seu rosto quando recebeu a mensagem deles mais cedo derreteu meu coração como manteiga.
Não foi muito difícil convencê-lo a ir se divertir depois disso, caramba. Ele passa a maior parte do tempo com adolescentes cheios de hormônios. Ele precisa de mais adultos ao seu redor para se divertir e distraí-lo.
Estou deitada sob a minha cama há algum tempo, segurando um pequeno bocejo enquanto me forço a assistir um curto documentário e relato algumas anotações as quais acho importantes e relevantes em meu caderno. Apenas adiantando um pouco dos trabalhos, odeio acumula-los e ficar atolada com eles depois. É como um pesadelo infernal e infinito.
Estou tão perdida em Einstein e suas teorias de relatividade, que nem se quer percebi que alguém entrou no quarto, só me dou conta quando um corpo desaba sobre minhas costas e uma boca quente estala um beijo em meus ombros nus.
- O que é isso? - a voz de Ren encontra meus ouvidos fazendo coisas maravilhosas em meu estômago. Ele tem uma voz tão malditamente sexy, assim como todo o resto dele.
- Só estou pesquisando algumas coisas, para o novo trabalho - respondo enquanto paro o vídeo e jogo o caderno para o lado, lhe dando atenção. - Não ouvi você entrar.
Ren ri, aquele som rouco provocando as borboletas que se mostram ainda existentes no meu estômago. Sinto seu peito tremer em minhas costas, e então ele apoia o queixo sob o meu ombro me olhando seriamente.
- É, você realmente parecia malditamente concentrada no que quer, que estivesse fazendo - ele murmura contra minha pele, fazendo a mesma se arrepiar. - Merda Lis, e se eu fosse um ladrão?
Dou de ombros, não tinha pensado nisso. Mas francamente, posso não viver em um bairro chique de L.A mas o nosso é perfeitamente seguro.
- De qualquer forma, só você e Kat sabem como realmente entrar de modo furtivo. Então...
Ele planta mais um beijo estalado em meu ombro, e puxa meus cabelos para o lado dando acesso fácil ao meu pescoço. Ren passa seu nariz sob a pele sensível, provocando ainda mais arrepios por sob o meu corpo. O que é que ele está fazendo?
- Merda Lis, você me preocupa - ele murmura as palavras contra minha pele, salpicando um caminho de beijos, em meu pescoço até a orelha. - Mas ainda não de sei se peço para tranca-la, ou não. Imaginar você aqui sozinha, quando qualquer um pode entrar...
Ele solta um palavrão baixinho em minha pele o que me faz rir involuntariamente, então rolo na cama e me viro para ele. Ficando de costas para o colchão e encarando seu rosto pairando acima do meu.
- Você já decidiu se quer, que eu a tranque ou não? - provoco achando graça, enquanto observo seus olhos castanhos em uma guerra profunda entre a razão e a emoção.
- Merda, tranque. Tranque Lisie - ele diz e então enterra o rosto em meu pescoço. - Acho que posso superar isso, sabendo que você está à salvo e bem.
Ergo minhas mãos, deixando uma em suas costas largas e a outra brinca com seus cabelos um tanto mais compridos que o normal. Enquanto seus braços circulam minha cintura e desaparecem abaixo de mim.
- Você é o único usando a janela Ren, Kat entra pela porta da frente agora - o provoco rindo. Ele geme acima de mim, ainda sem levantar o rosto de seu esconderijo. - Porque não faz o mesmo?
- Seu pai provavelmente arrancaria a merda fora de mim Lisie, se ele soubesse que não consigo me manter longe de você.
Rio, porque em partes isso é verdade. A verdade é que Ren com toda certeza é um dos jogadores favoritos do meu pai, vejo isso pelo modo como ele pega constantemente no pé do meu melhor amigo.
Este é o jeito do meu pai dizer que ama Ren e que quer o melhor para ele. Mas em contra partida, papai abomina que eu tenha qualquer relacionamento com seu garoto de ouro, além de amizade. Afinal ele também sabe dos inúmeros boatos que correm pelos corredores da Green, sobre seus garotos do hóquei, principalmente do meu seleto grupo de amigos. E o nome que sempre se destaca entre eles é o de Ren.
- Tem tanto medo dele assim? - provoco sabendo sua resposta.
- Tenho mais medo da Katy, mas seu pai chega quase lá - ele murmura enquanto eu seguro uma gargalhada.
Senti falta dele, desde o último dia em que conversamos, aquele que ele me pediu para não abandona-lo. Ren cedeu o espaço que eu precisava no fim das contas.
Mas ele sempre estava por perto, Ren respeitou meu desejo de querer ficar sozinha. Então a maioria do tempo ele só me enviava um sorriso trêmulo e ia para qualquer outro lugar que não o deixasse a vista para mim.
Como no horário do almoço, ele só passava pela nossa mesa para dar um abraço em Katy, dizer um oi à Samantha e plantar um beijo em meus cabelos e então sentava em uma das outras mesas aleatórias longe da nossa.
As garotas não me fizeram perguntas, mas eu podia vê-las estampadas em seus rostos.
- Senti sua falta - ele murmura, me apertando ainda mais contra si.
Eu sei, quero dizer. Durante os dias que se passaram eu vi o quanto nosso pequeno afastamento acabava com ele e o quanto o magoava.
Sua visita aqui para mim também é uma surpresa, não esperava que ele fosse aparecer durante um bom tempo. Então parece que meu tempo acabou.
Vindo de Ren, acho que esse é o maior tempo que meu melhor amigo pode me dar.
- Eu também senti sua falta - admito.
Muito mais do que eu gostaria, quero acrescentar mas não o faço. Apenas fico ali com ele, dentro dos seus braços quentes e fortes.
Porque estar com ele, parece tão certo e tão errado ao mesmo tempo?
Quando o intervalo entre as aulas finalmente chega, me vejo ansioso por encontrar Lis.
Passamos o fim de semana inteiro juntos, ou ao menos conversando por mensagens. Estou arrependido e pisando em ovos quando se trata dela, não me sinto tão seguro com nossa amizade quanto antes.
Tenho consciência de que estou sendo um babaca de merda, mas não posso evitar. A verdade é que aquele beijo no pequeno banheiro daquela maldita festa de alguns dias atrás, me assustou fodidamente. Mas me sinto parcialmente culpado por deixar Lis daquela forma. O olhar em seu rosto me rasga ao meio sempre que me lembro dele.
Quando finalmente a vejo vindo em nossa direção equilibrando seu almoço em uma das mãos, enquanto segura o celular com a outra, faz meu coração fazer coisas estranhas dentro do peito.
E quando ela sorri, nem percebo que estou prendendo a respiração. Lis está vindo sentar conosco como sempre costumava fazer há alguns dias, mas algo em seus olhos vibrantes não me parece certo.
- Oi Lis - Kat murmura, ao perceber que minha melhor amiga se senta ao meu lado.
- Oi - ela diz, abrindo um sorriso bonito, e então aqueles olhos verdes miram em mim e por um breve momento espero ver raiva neles, mas tudo que encontro é decepção. Não importa o que eu faça, ou o quanto me esforce não consigo tirar esse maldito olhar do seu rosto, quando ela me observa. - Oi Ren.
- Lisie - deixo seu nome flutuar pela minha boca por longos instantes. Quero muito puxa-la para um canto e me desculpar, mas estaria mentindo se dissesse que me sinto culpado. - Lis eu...
- Tudo bem, eu entendo - ela murmura baixinho se aproximando de mim, apenas para que eu possa ouvi-la. - Foi só um beijo Ren, você não precisava me tratar daquela maneira. E também não precisava fugir do assunto, mas eu entendi que não era para ter acontecido e que você definitivamente não quer, ou sente vontade de falar sobre o assunto.
- Lis, não é bem assim... - começo a dizer quando sou cortado por ninguém mais, ninguém menos do que Elliot Nichelson.
- Oi gata - ele se abaixa, abraçando Lis pelos ombros e plantando um beijo em suas bochechas. - Recebeu minhas mensagens?
Lisa sorri com sua presença e então ri com suas palavras e então ri mais um pouco.
- Oi você - ela diz, ao olhar para trás e encarar o garoto atrás dela. - Sim, eu li todas elas.
- E então vai sair comigo, não vai? - ele pergunta a ela, e um grunhido escapa por entre meus lábios fazendo com que ele note minha atenção.
- Ela já tem planos - murmuro, antes que eu possa controlar minha maldita boca.
Foda-se, Lisa não vai ficar sozinha com esse fodedor de calcinhas.
- Não, não tenho não - ela murmura direcionando os olhos verdes e raivosos para mim. - Ren, para com isso!
- Lis - digo seu nome por entre os dentes, e isso só a deixa ainda mais furiosa. - V-O-C-Ê, N-Ã-O, V-A-I, S-A-I-R, C-O-M, E-L-E!
- Chega! - ela esbraveja e se levanta rapidamente, batendo as palmas da mão com força sobre a mesa. O refeitório inteiro fica em silêncio naquele exato momento, e praticamente todos os pares de olhos estão sob nós agora mas Lisa nem se quer parece se importar ou está longe de se preocupar com isto. - Você, lá fora! A-G-O-R-A!
- Lis - Kat chama por ela, que direciona os olhos raivosos para minha gêmea. - Lis, fica calma.
- Kat - ela praticamente rosna o nome da amiga, isso é um sinal de alerta um para que a amiga não se intrometa no que quer que vá acontecer. O que faz com que minha gêmea se cale e então olhe para mim, com o típico olhar de eu tentei. - Vamos, antes que eu arraste você pelas orelhas.
Engolindo em seco me levanto, enquanto minha gêmea me envia um olhar de desculpas e meus amigos seguram o riso, enquanto Richard apenas me envia um olhar divertido. Cretino!
- Tchau, Tchau Renny - Nate diz e faz com que os outros soltem as risadas que estavam prendendo. - Foi bom te conhecer amigo, vou começar a planejar seu enterro agora mesmo...
- Natie, cale a boca! - Lisa murmura lhe enviando um olhar fodidamente assustador, que o faz se calar na hora. - Ou eu vou precisar planejar o seu funeral também.
Elliot parece nervoso e incerto com o que está acontecendo. Babaca, tomara que ele vá embora.
- Lis, eu acho melhor... - ele começa a dizer algo e eu suspiro profundamente.
- Cara, o que você ainda está fazendo aqui? - disparo sem conseguir me conter.
- Ren! - Lisa grita outra vez.
- Cara, sem querer ser estraga prazeres - escuto Nate murmurar baixinho para não ser percebido ou arrastado para a confusão. - Mas papai e mamãe vão brigar agora, então talvez fosse melhor você realmente dar o fora e nos esquecer quem sabe. Isso pode não ser saudável para você.
- O quê? - murmuro observando-a, e ela parece imensamente furiosa mas o que vê em meu rosto a faz perder a pose de durona e se aproximar. Suspiro mais uma vez, então desvio meus olhos de Lis e pego minha bolsa do chão. - Quer saber, sintam-se à vontade.
Olho para Elliot que me observa ainda confuso e talvez incomodado. Coloco meus óculos de sol antes de observa-lo mais uma vez.
Babaca de merda, ele nem se quer a defendeu.
- Podem sair, estou desmarcando nosso compromisso - murmuro olhando para minha melhor amiga. Foda-se. - Estou bravo com você agora...
- Ren - Lis me chama e então segura meu pulso com força. - Não faça isso.
- Katie, estou indo para casa se precisar de mim - digo olhando para minha gêmea e então me livrando do toque da minha melhor amiga.
Posso sentir cada olhar especulativo e expectante sob mim, mas não me importo. Eles que se fodam e cuidem do próprio rabo.
Assim que me afasto o burburinho dentro do refeitório recomeça. E meu celular vibra dentro do bolso, pesco o aparelho e ao olhar o nome que pisca na tela meu coração se acelera dentro do peito e sinto um gosto amargo na boca.
Não, nem fodendo.
- Ren! - escuto uma voz atrás de mim, mas não consigo reagir. Minha garganta parece trancada e meu coração dispara no peito, acompanhando as vibrações do telefone na minha mão.
Não consigo respirar, minhas mãos estão trêmulas, me sinto tonto.
- Ren, respira de vagar - Lis murmura e então seu rosto aparece diante dos meus olhos.
- Lis - tento dizer, e noto que estou ofegante. - Eu não consigo respirar.
- Ren, fica calmo - ela diz se aproximando e segurando meu rosto em suas mãos pequenas e macias. - Respira, respira devagar.
- Lis, eu, não - me atrapalho entre as palavras, tentando levar algumas lufadas de ar para os pulmões. - Não, consigo, respirar...
- Calma, se concentra na minha voz - ela pede, acariciando levemente meu rosto. Seus olhos verdes estão preocupados e em alerta. Ela finalmente nota o telefone tocando repetidamente na minha mão. Lis pega o aparelho e verifica o nome na tela, entendendo meu receio. - Ren, olha pra mim.
Ela pede, guardando o aparelho no bolso e se aproximando de mim ainda mais. Lentamente minha respiração volta a se normalizar, eu passo meus braços à sua volta puxando seu corpo mais próximo do meu e afundando meu rosto em seu pescoço.
Abraço-a apertado, sentindo meu coração bater ainda mais rápido dentro do peito. Uma lágrima silenciosa escorre por minha bochecha, ao mesmo tempo em que Lis retribui o abraço e acaricia minhas costas.
Ela entende o que a ligação significa, e a merda que está prestes a explodir só nos resta saber quando.
- Vem, vamos para casa - ela murmura depois de um tempo me levando em direção as saídas de Green High. Não resisto, eu quero de mais a companhia dela.
Eu preciso dela. Por mais que eu não queira admitir, eu fodidamente preciso dela.
- Você fica comigo? - pergunto quando ela entrelaça seus dedos aos meus e me puxa para a saída atrás dela.
- Sempre - ela diz com um pequeno sorriso bonito no rosto. - Eu nunca te abandonaria Ren.
A verdade é que eu não sei como reagiria, se ela simplesmente me desde as costas também.
Aperto firmemente seus dedos entre os meus, enquanto caminhamos lentamente lado a lado.
Lisie suspira audivelmente, então fecha o livro que está sob sua mão o deixando de lado. Cruza aquelas malditas pernas bonitas e então me encara.
- Tudo bem, já chega - ela diz cruzando os próprios dedos. - Pare de me olhar assim.
- Assim como? - pergunto confuso, enquanto observo sua testa franzir.
- Você sabe como, apenas pare - ela diz rolando os olhos e então volta sua atenção novamente para o livros. Não se passa muito tempo quando seu olhar encontra o meu, sob as páginas. E puta merda. - Ren, para.
- Ah, foda-se - murmuro para mim mesmo. Jogando minhas anotações, cadernos, livros e canetas de lado e então rastejo até a ponta da cama esticando uma mão, e facilmente puxando o tornozelo de Lis. Fazendo com que ela se mova para mais perto, ao mesmo tempo em que ela solta um gritinho agudo e algumas risadinhas.
Com seu rosto já perto do meu, eu só consigo observa-la com mais afinco e eu estava mesmo olhando para ela, não consigo tirar a porra dos meus olhos dela.
- Lis preciso que fique quieta.
- O quê? Porquê? - ela pergunta já desconfiada e tentando se afastar, mas a mantenho perto com o aperto firme.
- Quero tentar uma coisa - digo umedecendo meus lábios, enquanto meu olhar baixa para os seus. - Só fica quieta um pouco - peço trazendo-a um pouco mais perto do que já estava a pouco.
- Ren - ela diz um tanto desconfiada, então engole em seco quando seus olhos encontram os meus. Fazendo-a se calar com o que quer, que vê neles.
Baixo meus olhos para sua boca novamente, meu corpo está antecipando aquela sensação de ansiedade e excitação. Enquanto sinto meu coração martelar em minhas costelas, minhas mãos escorregam dos seus braços, pelo seu longo pescoço e então chegam as suas bochechas e eu a seguro firme ali.
Vejo que Lisie adquire um leve tom rosado abaixo de onde seguro, tornando sua pele um pouco mais febril. E caramba, não consigo mais esperar por isso. Já faz um bom par de horas que estou olhando, apenas olhando para ela, imaginando como seria.
Criando coragem, abaixo minha boca sob a sua, movendo levemente os lábios sob os seus enquanto ela agarra meus pulsos.
Sua boca é quente abaixo da minha, e não consigo me conter com o beijo doce. Preciso provar mais dela, lentamente mordisco seu lábio inferior, um pedido silencioso para que ela me dê passagem livre para sua boca.
E caramba, ela é tão doce e quente. Sua boca tem um gosto mentolado, provavelmente do chicletes a qual ela estava mascando mais cedo. A língua é quente sob a minha, e com um pequeno movimento eu a sugo fazendo com que Lisie solte um pequeno som feliz abaixo de mim.
Mudo o ângulo do beijo, para ter mais acesso a ela, e aquela boca incrível. Me pergunto o porquê nunca a provei antes, e como diabos ela pode ser tão doce e malditamente gostosa e quente.
Os dedos de Lis, se enterram em meus braços e consigo arrancar um suspiro profundo dela. Quando mordisco e sugo seu lábio entre os meus, sorrio ao ver seus olhos verdes bonitos se revirando.
Separo minha boca da dela algum tempo depois, tentando buscar o maldito ar que meus pulmões necessitam. Mas assim que tiver fôlego o suficiente, pretendo explorar mais de sua boca com todas as minhas forças.
O rosto de Lisie tem um sorriso bêbado quando a encaro e sorrio comigo mesmo, feliz por eu mesmo ter causado essa sensação a ela.
- Não acho que isso seja uma boa ideia - ela murmura um tempo depois. Eu também não acho, quero dizer. Ela está fodidamente mexendo comigo, mas ao invés disto a calo com mais um beijo. Bem menos suave e mais urgente que o último e ela me permite, pegar tudo dela. Tomo tudo que ela tem a me oferecer.
Sei que ela está certa sobre isso ser errado. Sei que tem grandes chances de um simples beijo estragar nossa amizade e foder com tudo. Também sei que amigos não olham para amigos da forma que eu a estou olhando agora. E amigos também não brigam por causa do que fazem.
Mas porquê tudo isso parece tão malditamente certo?
Eu sei que disse a ela que isso nunca iria acontecer, mas então eu a beijei no escuro naquela noite.
Me aproximo dela, segurando seu rosto entre minhas mãos. Enquanto seus olhos verdes estão fixos aos meus.
- Você me tem Lisie - digo acariciando sua pele macia. - Você me tem por inteiro se você ainda quiser, eu sou seu.
Ela sorri, um belo sorriso. Aquele que faz meu coração bater mais rápido.
- Porra, como você me tem garota - porque ela tem, cada maldita célula do meu corpo pertence a ela e eu não tenho ideia de quando isso começou mas gosto da ideia, apesar de ela me assustar até a morte. - Você me quer Lis?
- Como não poderia? - ela pergunta, observando meus lábios e então me oferecendo mais um sorriso doce.
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