💌8💌


Depois de conversar com Hanna e com minha mãe, fui tentar pôr juízo na cabeça de Bratt. Fui na casa dele e o mesmo estava com uma menina o que não é novidade nenhuma. Bratt sempre estava se agarrando com alguém. Não que eu seja um santo mas Bratt era o mais galinha de nós três.

- Bratt,precisamos conversar. - A menina que antes estava em seu colo sai e ao ir em direção a porta faz um sinal de que ele deveria ligar para ela. Bratt se senta no sofá.

- Sei o que vai dizer mas não precisa se preocupar com isso, vou estar limpo até o dia do jogo. Não sou nenhum idiota.

- O jogo é importante mas sua saúde também é,isso pode te causar sérios problemas,você pode ficar viciado nessa merda. Sabe o que é isso ? Você mais do que ninguém deveria ficar longe dessa merda.

- Não seja tão careta,Gaham! Eu não estou viciado e nem vou ficar, isso é só diversão e sei me controlar muito bem, obrigada.

- Isso não está me cheirando bem, você tem que parar. Não estou dizendo isso porque precisamos de você no time mas também porque eu sou seu amigo e me preocupo com você.

- Se preocupa atoa. Jack não deveria ter aberto a boca grande dele. Agora se me der licença, tem uma menina muito bonita me esperando. Fala pro Jack que ele não sabe guardar segredos! - diz se levantando e abrindo a porta para mim sair.

- Só... Toma cuidado com isso. - digo antes de atravessar a porta. Ele é um cabeça dura não ia me escutar, fico pensando se não deveria levar isso para o treinador mas isso com certeza poria Bratt em problemas. Só não sei se ele já não tinha um problema maior, espero que não. Que ele tenha juízo naquela cabeça quente.  Depois disso volto para  casa e ajudo minha mãe com o jantar. Ela estava de folga hoje então tiraria-mos o dia para estar em família. Sabe como é,jogar jogos de tabuleiro, fazer coisas gostosas pra comer, ver filmes e séries, coisas do tipo. Primeiro jantamos e começamos a jogar dama depois dominó, baralho. Minha mãe era craque em baralho,não me deixava ganhar uma.

- ah! Desisto, vamos ir pra TV.

- Não aguenta perder, filho?

- Não. - digo encerrando o assunto abrindo na netflix, olho para Hanna que já me olhando em expectativa,os desenhos primeiro.

- O que vamos ver, Hanna?

- A bailarina. - diz com um sorriso reluzente. Esse nome me faz lembrar a Jade, sei que ela dança balé,fico me pegando imaginando ela dançando em um palco. Será que ainda faz isso?  Eu gostaria de ver.

- Ei! Arthur! Eu já escolhi!  - ah, sim. Me esqueci completam de dar o play. Minha mãe se senta jungo com a gente e ficamos vendo o filme até o fim,até que era legal, admito. Hanna agora está cochilando em meus braços e eu me levanto para levar ela pra cama. A ponho no colchão e pego uma manta sobre sua cômoda e a cubro.

- Boa noite, pirralha. - saio dali e volto pra sala onde minha mãe está me esperando. Me sento no sofá ao seu lado.

- É uma pena o que aconteceu com a amiga de Hanna. Isso é tão triste. 

- Sim,eu fiquei com muita raiva quando soube. Espero que essa mulher pegue cadeia. Onde já se viu tratar uma criança assim? Elas nem podem se defender e as pessoas se aproveitam disso. - digo já irritado com essa conclusão.

- Você fez muito bem hoje, Arthur. Estou orgulhosa.

- Só fiz o que era preciso. O que vamos ver? - Acabamos botando o filme "Até o último homem" achei que fosse ser o cara matando todo mundo mas me surpreendo quando percebo que não, o cara salva praticamente todo mundo sozinho, sem ter nenhuma arma pra se defender,ele acredita em Deus e nos seus ensinamentos por isso entrou para a guerra mas ele deixou claro que agiria apenas como médico, ele não queria matar ninguém. Fiquei muito emocionado com tudo o que o cara passou,toda a humilhação e traumas da infância. O filme é muito bom. Eu não fui de ir a igreja,talvez eu já tenho ido umas duas ou três vezes mas só quando criança. Se tudo isso foi realmente baseado em a história real, realmente existia esse Deus que poderia fazer uma coisa como essa? Ele realmente tem esse poder? Quando o filme acaba fico com essa dúvida pairando sobre minha cabeça.

- Mãe. A senhora acredita em Deus?  - pergunto curioso.

- Não sei, não sei se ele existe mesmo. Porque? 

- Se ele existir e ajudou esse homem ai do filme a fazer tudo isso, você acha que isso é possível? Que Deus pode fazer esses milagres que dizem?

- Talvez, eu não sei. Eu nunca testemunhei nada parecido. Não sei se acredito nessa em Deus e seus milagres. Mas se ele pode fazer isso acredito que possa fazer muitas coisas.

- Como... Curar alguém? - pergunto mais para mim mesmo esperançoso.

- Você está bem, Arthur?  Sabe que pode me contar qualquer coisa.

- Eu tô legal mas tem uma pessoa que está muito mal,você acha que Deus pode ajudar?

- Eu não sei. Eu sinto muito sobre essa pessoa, filho. - As idéias estavam borbulhando em minha mente, como será que fazia para falar com Deus? É só ajoelhar e dizer o que quer falar, não é? Vou tentar isso.

- Eu já volto. - Vou para o meu quarto e me ajoelho no chão aos pés da cama.

- Oi. Eu não sei se você existe mesmo mas eu queria saber se você podia me ajudar com uma pessoa. O nome dela é Jade e está muito mal,o senhor pode cura-la?  Eu lhe agradeceria muito Deus. Muito mesmo. - Não veio nenhuma resposta,como eu sei que ele me escutou? Será que me ouviu? Será que falei e fiz tudo certo? Preciso pesquisar e saber mais sobre isso.

- Ah,voltou!  O que foi fazer?

- Mãe, sabe aonde tem uma igreja aqui perto? Eu gostaria de ir até lá.

- Arthur o que está havendo? Você nunca quis ir a igreja.

- Eu sei mas é que agora é diferente,eu... Eu vou tentar ajudar uma amiga. Ela tem uma doença que pode matar ela. Eu preciso saber se Deus pode me ajudar. - Talvez seja a única chance dela. Eu preciso saber.

- Bem,se você quiser,eu vou com você. Também gostaria de saber se esse Deus existe.  - sorrio para ela.

- Obrigado mãe, você é incrível! Amanhã mesmo vamos procurar uma igreja aqui por perto. - Eu só espero que ele exista e queira me ajudar. Será que vou ter que dar algo em troca? Será que vou precisar fazer um acordou ou algo assim? Não sei, não entendo nada disso. Mas estou disposto a tentar.


Estava sentada no sofá vendo um vídeo da minha primeira apresentação de balé,eu tinha oito anos e estava tão nervosa, não consigo sorrir me vendo dançando naquela tela. Juan passa pela sala e para o me ver lá.

- Que isso Jade, não fica se torturando, caramba. - Ele pega o controle e desliga a tv, me fazendo olha-lo com certa raiva.

- Eu estava vendo!

- Não, você estava se torturando. Tem que parar com isso, ta? Você está doente mas ainda não morreu. - silêncio - Droga,desculpa eu não quis dizer isso desse jeito...

- Não,tudo bem. Você tem razão. Se eu parasse de me lamentar pelo que estou perdendo e aproveitasse o que estou ganhando poderia ser mais fácil. - ele vem até mim. 

- Tive uma ideia, que tal agente sair para aqueles ligar que você ama?

- Do que está falando?  Aquele lugar já fechou a anos. Não podemos entrar.

- Claro que podemos, só não vai estar como antes. Meio empoeirado e tal mas você quer ir?  Eu te levo lá e depois agente  sai pra comer alguma coisa e alimentar os bombos ou sei lá. O que você quiser. - rio de sua imaginação.

- Alimentar os bombos? Quantos anos você acha que tenho? Oitenta? - solto uma risada. - Tudo bem, eu vou me arrumar. Mas chega desse palo de velho que eu não estou doente o suficiente pra isso. - ele ri de mim e fica me esperando na sala enquanto eu me arrumo. Sair um pouco sempre é bom.  Ponho uma camisa cinza e uma calça jeans escura com tênis pretos.  Saio de carro com Juan e logo estamos na antiga academia de artes que eu frequentava. Lá costuma ter muitos quadros pelas paredes como uma exposição, agora olhando para esse ligar me vem tantas lembranças mesmo ele não estendo mais como antes.

- Eu amava esse lugar. Era tão pacífico, e sempre tinha coisas novas. Agora está abandonado e eu não sei o que achar dele.

- Eu acho que ele já passou por muitas coisas e por isso estar assim mas logo vai haver alguém que vai comprar e reformar, mesmo que ele não seja mais uma academia de artes da qual gostávamos,ele vai ser outra coisa no futuro. Algo que outras pessoas vão gostar também.

- Ah, agora entendi porque me trouxe aqui. - digo cruzando os braços por conta do frio.

- Eu só estou dizendo que sei que você amava balé mas também podem ter outra coisas que você pode descobrir que gosta também. Sempre estamos descobrindo coisas novas, você também pode descobrir outra coisa que também goste tanto quanto o balé. - eu fico pensando sobre isso por um momento. Além do balé,o que mais eu gosto de fazer? Bem, gosto de artes mas não sou boa em desenho. Então o que?

- Acho que não sou boa em mais nada. - Juan bufa.

- Você é, só não descobriu ainda. Vamos entrar? Quero saber como está por dentro.

- Vamos lá.  - Poe dentro eu ainda podia reconhecer algumas coisas,tinha algumas mesas que ainda estavam presentes ali, a pintura agora desbotada, o canto que era o meu preferido para olhar as telas. Tudo parecia mais velho e empoeirado mas ainda estava ali.

- Juan,você acha que eu devo fazer o curso de enfermagem?

- Porque não? Você quer fazer isso mesmo?

- Eu não sei. Acho que sim, eu não tenho uma paixão pela enfermagem mas é uma coisa que eu poderia me ver fazendo no futuro.

- Por experiência própria te digo que é muito melhor você trabalhar naquilo que ama. - Juan trabalha como engenheiro.

- Você ama o seu trabalho?

- Sim, eu amo o meu trabalho e fico feliz toda vez que me levanto pra ir faze-lo. É assim que se deve viver, eu acho. A coisa é que temos de viver a vida.

- Isso é muito bom,sabe que tô muito orgulhosa de você, né?

- Eu sei. Olha, Jade não afasta a gente, ta?  Eu sei que tudo isso é difícil e extressante mas nós estamos aqui pra te ajudar. Eu vejo que você está afastando as pessoas, não faz isso. Não importa o que acontecer, queremos estar ao seu lado. Você entende? - Ele diz com a voz falhando.

- Sim. Me desculpe. - digo olhando para meus pés. Meu celular vibra e vejo que é uma mensagem de Arthur.

Arthur:
Ei,amiga. Que tal vermos aquele filme amanhã? Vou logo avisando que sou fraco e ouvi falar que o filme é triste, sem zoação se rolar lágrimas. 😁

Solto uma risada com seu texto e Juan me encara.

- Deixa eu adivinhar,Arthur?

- Não começa.

- Quer saber, esquece o que eu disse,fique em casa assistindo séries que é melhor. - dou um tapa em seu braço.

- Para com isso! Arthur é legal.

- Não acho nada disso. - resmunga emburrado então entendo o que está havendo.

- Não acredito!  Está com ciúmes!

- Que ciúmes o que? Vejo sua cara todos os dias. Não seja ridícula. Não é nada disso, eu só... Só... Ah!

- Você sabe que não precisa ter ciúmes né? Arthur e eu somos amigos e você é meu irmão,eu sempre vou ter tempo pra você.

- Não é o que parece. Agora você está sempre com ele! Vou sair com Arthur, vou ver filme com Arthur,Arthur vai vir aqui hoje. Só escuto o nome dele na nossa casa, nem parece que tem irmão. - ele cruza os abraços em defesa e a única coisa que posso fazer é rir como a retardada que sou.

- Jade! Isso não é engraçado! Ele está roubando você! - eu ainda não consigo parar de rir, nunca pensei que Juan pudesse se sentir desse jeito.

- Eu não vou nem discutir com você. Ah, e Arthur vai ir lá em casa hoje pra vermos Titanic. - provoco.

- Isso é maldade. Não vou sair do quarto.

- Você que sabe. - Depois de conversar e eu dar muitas risadas, voltamos pra casa e eu fico esperando Arthur aparecer.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top