Capítulo 1 : Há dois anos atrás

Ana Rossi

Por dois anos estive caçando um homem que tirou a minha família de mim. Eu tinha 19 anos quando voltei de uma missão, e ao chegar em casa o silêncio, mal sabia eu que com ele carregava a morte.

Como não era tão tarde eu sabia que estavam em casa e que não tinham ido dormir. Os chamei com uma sensação estranha, deixei a bolsa pendurada, a casa estava acesa e o cheiro de comida vinha até mim.

Ao me aproximar da cozinha fiquei desnorteada, estavam mortos. Onde me aguardavam para jantar. Minha mãe, meu pai, minha tia e minha irmã caçula Júlia.

E naquela mesa estava uma carta de ameaça:

Washington, 23 de Setembro.

Mr.Mask

Boa noite, agente Ana. Parabéns por entrar no NCIS, acredito que fará bom uso se for sábia. Quando ler essa carta significará que seu pai pagou sua dívida comigo, dessa forma não há mais nada entre nós.
Seja sábia e não ouse buscar por vingança ou justiça, caso contrário terá que se juntar a eles.

Ele havia me deixado viva, como se eu não fizesse parte da sua lista. Ignorei sua ameaça e busquei meus meios para acha-lo e descibrir sua verdadeira identidade.

Porém, essa busca era cansativa, cheguei a acreditar que nunca o acharia , que jamais traria justiça a minha família. Pouca coisa eu tinha e usei dos meus recursos para conseguir terminar esse caso.

Mas, hoje com meus 22 anos isso estava prestes a mudar. Descobri que o meu assassino era um tipo de homem tradicional,pois sua caneta era única, Harlequin, tão rara que só existia uma. Sua tinta não era comum e deixou um resido com um nome e um endereço.

Sua antiga casa, estava praticamente abandonada, pois devido as informações estava aí há 7 anos, e por 7 anos ele estava tentando vende-la. Mas ninguém queria compra-la.

(...)

Ao entrar em sua residência vi 7 quadros, com 7 homens com aparência diferente.

Ana:(Seria seus irmãos?)- tirando fotos com a micro câmera logada ao meu notebook.

Deixo essa curiosidade de lado e comecei a procurar uma resposta do porque ele conhecia meu pai, e o porque meu pai se tornou um alvo. Naquele silêncio um rádio começou a fazer barulhos, dele saiu uma voz masculina.

Mr.Mask: Agente Ana, o que te traz aqui? - perguntou o suposto Mr.Mask, em sua voz era possível sentir uma leve irritação.

Ana: Por que você tirou de mim a minha família?

Mr.Mask: Criança, não superou seu luto?- sem ressentimento.- Ao me desobedecer você se colocou em perigo. Deveria ter ficado com a sua equipe, brincando de agente. Como você foi tola.

O rádio havia se silenciado.

Ana: Mr.Mask?- chamei. - Você ainda ta ai?- continuei.- E- me interrompendo. Comecei a escutar no corredor um barulho de algo similar a uma...- Bomba...

Corri para fora da casa a tempo, pois a casa explodiu em seguida por completa.

(...)

Em minha perda de consciência temporária, escuto o som do meu escuta me fazendo acordar. Com a visão embaçada, vou me levantando aos poucos e atendo.

Ana: Agente especial Ana Rossi...- falei, reconheci a voz. - Chefe? - surpresa. - Como...

Abby: Você me subestimou.- disse a Abby.

Ana: Me hackeou?- de pé.

Gibbs: O que pensa que esta fazendo, agente Rossi?

Ana: Nada.- disfarçando.- Só uma caminhada...

Gibbs: Em um endereço longe da agência?- perguntou.- Não ia ver uma encomenda da sua amiga Karen?

Ana: Ja vi...

Tony: Só que nenhuma Karen mora nesse bairro.- disse o agente Anthony DiNozzo. - Quer continuar com esse jogo?

Ana: É só uma caminhada, eu já tô voltando pra casa.

Tony: Ela vai mesmo continuar com esse jogo.

Ana: Será que podemos deixar isso de lado?

Abby: Não.- respondeu .- O que você esta procurando, Ana?

McGee: Tentamos falar com seus pais para saber mas... eles estão mortos há dois anos...

Eu fiquei em silêncio e eles aguardavam a minha explicação.

Ana: Meus pais... foram assassinados...

Tony: E você não nos contou, por quê?

Nada respondi, meus olhos estavam lacrimejados , não só pela dor dos ferimentos em meu corpo mas também pela dor da perda.

Tony: Dizia que estavam em viagem, que sua irmã estava junto. Por que mentiu?

Ana: Por dois anos... eu tenho buscado por esse homem por dois anos... tentei encontrar o responsável...

Abby: Mas, por que fez tudo isso?

Ana: Eu não queria envolver a equipe.

Abby: Somos uma família, Ana.

Ana: E ele conseguiu destruir uma, eu não quero que isso se repita. Gibbs, me deixe resolver isso sozinha.

Gibbs: Negativo. Retorne para a agência.

Ana: Mas, chefe -

Gibbs: Isso é uma ordem.

Eu sequei minhas lágrimas, a noite vinha como a tristeza em mim.

Ana: Eu não posso. - vendo meu rastreador no celular que havia pego o sinal da frequência do rádio, encontrando ele.

Gibbs: Se me deso-

Ana: Chefe, esse caso é meu, ele matou a minha família, é pessoal. E estou perto de pega-lo.

Tony: Então vamos pega-lo juntos. Nos mande o que você tem sobre ele.

Abby: Isso, vamos trabalhar juntos. Você é uma de nós.

Ana: Não devem se envolver... para a segurança de todos...

Gibbs: Esse caso não é só seu Ana.

Ana: Faremos assim então.- digo. - Se eu pega-lo o caso estará encerrado e não terão que se envolver, mas se eu falhar... o caso é de vocês.

Faço a interferência e peço um táxi.

Ana:(Falta pouco.)

(...)

Leroy Jethro Gibbs

Eu tinha uma agente fora do meu alcance, ela não estava permitindo o nosso acesso dificultando seu rastreamento.

Abby: Ela colocou cinco senhas, e eu to na segunda, mas não ta sendo fácil, isso pode demorar e -

O sistema do computador foi desligado.

Abby: Essa não, ela me atacou com um vírus!

Mcgee: Perai, depois da última invasão eu preparei um anti-virus.- se aproximando.- Encontrem ela a todo custo.

Abby: Sim, Gibbs.

Tony: Chefe, as câmeras pegaram ela até a casa, houve uma explosão.

Gibbs: O quê?

Tony: Ocorreu antes da ligação. Isso significa que o assassino sabe que ela está atrás dele e não vai poupa-la.

Mcgee: Coloquem o escuta assim manteremos contato caso ela mude de idéia.

Com isso me retirei com DiNozzo.

Tony: O senhor estava certo, chefe... ela escondia algo...

Gibbs: Siga o plano.

Tony: E qual é?

Gibbs: Acha-la.

Continua...

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