Capítulo 27
Anthony DiNozzo
Após o caso Jones ter se encerrado inocentando Red Fox, ainda tínhamos um outro caso a ser resolvido. Mas, antes de resolver eu tinha meu próprio problema relacionado a Débora Martinez e falando nela, a vi entrar no elevador e antes que fechasse a porta entrei apressadamente.
Tony: Bati o meu record!- rindo um pouco. - Quase que eu perco.- tentando quebrar a atmosfera entre nós dois. Mas eu teria que fazer melhor do que isso. Suspiro e paro o elevador.
Débora: O que você fez?- perguntou assustada.
Tony: Relaxa, isso é normal. Não vai cair, até porque tem essa alavanca para parar a energia.
Débora: Você parou de propósito?
Tony: É a única maneira de fazer você me escutar.
Débora: Te escutar sobre o que?
Tony: Precisamos conversar sobre o que aconteceu no estacionamento.
De braços cruzados ficou.
Tony: Eu não ia te entregar.
Débora: Terá que ser mais convincente.
Tony: O que tentei fazer foi te proteger.
Débora: Eu não precisava da sua proteção e não preciso dela agora.
Tony: Me escuta, você não me entendeu... temia que ao recusar seu acordo, ele atiraria em você. - expliquei.- Até onde sabíamos ele estava no local supostamente, e como o seu namorado disse Eryx não trabalha sozinho. Eu precisei convencê-los de que seria feito. O mais convincente possível.- continuei. - Gibbs me deixou encarregado de traze-la com vida para o NCIS. Não falhei com a minha missão, você esta aqui como ordenado.
Débora: Algo não esta certo. Vocês me trouxeram para cá, por ordem de quem?
Tony: Do chefe.
Débora: O que vocês querem afinal?- sem entender.- Ainda quiseram um acordo de paz, por quê?- continuou. - Porque não me tratam como uma inimiga?
Tony: São perguntas que somente Leroy Jethro Gibbs pode responder, mas eu posso afirmar que ele vê potencial em você, e não quer que continue desperdiçando isso dessa forma.
Débora: Vamos deixar claro que eu não tenho 5 anos de idade.- respondeu. - Eu não sou aquela mulher com a memória perdida, sempre fui e sempre serei Red Fox. Não coloquem essa esperança em mim.
Tony: Você acredita mesmo que esse é o único caminho?- perguntei. - Débora, sabe perfeitamente que isso tem te perturbado. - me lembrando da tentativa de homicídio de Eryx. Antes disso acontecer, ela se desentendeu com Carlos, e todo esse estresse...- No fundo você só queria que as coisas fossem diferentes, não é verdade?
Débora: Não diga bobagens.- disse.
Tony: Não é muito tarde para mudar de vida. É verdade que Fox Lady faz parte da sua vida mas você a usou para sobreviver.
Débora: Chega.
Ela ia ligar mas a detenho segurando seu pulso.
Débora: Agente DiNozzo?!- indignada. - Eu tenho um objetivo.
Tony: Sabemos, mas pode pelo menos contar com a nossa ajuda. As vezes confiamos demais em nós mesmos e falhamos.
Débora: Eu sei que sou culpada pela morte de Blake.
Tony: Eu não-
Débora: O agente Gibbs ajudou meu irmão, irei devolver a dívida pegando Eryx-
Tony: A honra de seu irmão permanece. Ele é um fuzileiro que Leroy Jethro Gibbs respeita. Beuamont também reconhece e esta cooperando.
Débora: Estou cooperando da melhor forma que posso. Eu só estou frustrada com o que tem acontecido e ainda mais... faz um mês que o meu irmão faleceu. Queria que as coisas fossem diferentes assim teria meu irmão.
Conseguindo faze-la se abrir um pouco a convido para comer num restaurante mexicano.
Tony: Enquanto fazíamos a tarefa de casa.- me referindo a ela.- Descobri que além de comida asiática você é apaixonada por pratos mexicanos.
Débora: Essa é sua forma de me fazer me abrir sobre meus sentimentos?- levantando uma sombrancelha.
Tony: Acho que um prato de tacos podem ser um pedido de desculpas, não acha?
Débora: Você pode sonhar.
O nosso pedido havia chegado, chilli mexicano para ela e tortillas para mim. Mas o cheiro da pimenta me incomodou, pois era forte.
Débora: Que tal um desafio?
Tony: Que tipo de desafio?
Débora: Eu irei aceitar seu pedido de desculpas, se você terminar essa tingela de chilli.
Pensei, repensei inúmeras vezes, encarei a tigela e ela.
Tony: Eu tenho uma condição.
Débora: Qual?
Tony: Se eu limpar essa tigela, você irá voltar ao NCIS como uma agente.
Um pouco surpresa ficou.
Débora: A equipe é formada por 4 membros. Pretende pedir demissão?
Tony: Não tão cedo. Pode ser uma agente solo e ganha viagem grátis pra Paris, Itália, Canadá, Israel entre outros.
Débora: Fechado.
Tony: Esta muito confiante. E o que ganha se eu falhar?
Débora: Se falhar você verá.
Tony: Não pode voltar atrás.- pronto para comer o chilli.- Que o desafio comece.
Débora Martinez
Determinado, começou a comer, e na segunda colherada seu rosto começou a ficar vermelho como pimenta.
???: Vocês estão ai!- se aproximando. Se sentaram.
Carlos: Agente DiNozzo, não costuma comer comida apimentada?- perguntou Carlos ao perceber o homem ficar vermelho.
Tony: Eu fiz um acordo.
Logo meu namorado me olhou.
Jimmy: Que acordo?- perguntou Jimmy Palmer.
Tony: Se eu terminar essa tigela, ela volta pra agência do NCIS, trabalhando para nós.
Jimmy: Isso parece brincadeira de criança.
Débora: Eu não o obriguei.
Carlos: Interessante.- passando seu braço atrás da minha nuca, pousou sua mão em meu ombro.- Sabe que se você não tiver cuidado pode causar problemas, não sabe?
Tony: Os mexicanos comem sem problema e é igual na Coreia do sul.
Jimmy: Os mexicanos acreditam que o fruto ajuda no equilíbrio da temperatura corporal e que diminui a sensação de calor.- explicou. - Mas, pode causar inflamação nas áreas que ajudam na digestão e, às vezes, causar azia, dores de estômago ou diarreia.
Tony: Eu vou ficar bem, se ela consegue eu também consigo!- dando a décima terceira colherada.
Jimmy: Isso é loucura, Tony. Débora!
Débora: Calma, temos duas garrafas de leite. É só ele beber.
Carlos da uma leve risada com a minha palavra.
Tony: Estou perto! Não me subestime.
E em 7 minutos ele apelou pro leite, bebeu as duas garrafas e tive que pedir uma terceira.
Tony: Não deixa o Gibbs saber disso...
Como um pouco do chilli que pedi novamente, ele me olha enjoado , certamente eu o traumatizei.
Débora: Vou aceitar seu pedido de desculpas, quanto ao ser da agência, irei pensar no assunto.
Tony: Eu quase acabei comigo, considere pelo menos.
Débora: Não prometo. Mas, o que fazem aqui?
Jimmy: Estávamos com fome e Carlos sugeriu esse restaurante, a missão ta praticamente acabando com todo mundo.
Débora: Entendi.
Jimmy: Embora não seja também o meu forte comer comida apimentada.
Carlos: Porém, era o restaurante mais perto também.
Tony: Nem você consegue?
Carlos: Na verdade eu não gosto muito de comida mexicana, prefiro italiana, mas faço um esforço para agradar a Débora.
Com isso deu um leve beijo na minha bochecha.
Tony: Você deve sofrer também.
Ele pega uma colher e prova um pouco do chilli.
Carlos: O segredo é não aceitar seus desafios, caso contrário se arrependerá.
Débora: Não é tão apimentado assim.
Carlos: Sei.
Ficamos conversando até uma hora e meia e depois nos retiramos do local após pagarmos a conta. O tempo em Washington mostrava-se nublado, sinal de que choveria.
Continua...
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