Capítulo 25
Abby: Eu descobri uma curiosidade sobre Eryx!- disse empolgada. Em seu laboratório aguardavamos sua explicação sobre o assassino.- Apesar dele ser um procurado pelo FBI e por ventura agora pelo NCIS, nosso homicida é apaixonado pela arte, e ele encomendou mês passado 12 peças, pinturas de 12 quadros.
Débora levantou a mão e Abby apontou seu dedo querendo escutar sua pergunta.
Débora: Não querendo ser chata, mas como isso nos ajuda, Abby?- abaixando a mão.
Fornell: O vendedor está envolvido nesse caso como cúmplice?
Abby: Ele esta envolvido no caso mas não, ele não é um cúmplice.
Débora: Abby, ta me deixando confusa.
Gibbs: Não só você.
Abby: Vou explicar. O autor das obras a gente já o conhece.
Ziva: Certeza?
Abby: Sim.- pegando o controle.- É ninguém menos e ninguém mais que Blake Martinez.- mostrando sua foto.
Olhamos para a mulher que ficou surpresa como nós.
Abby: Vocês se recordam de quando foram pedir uma descrição dos homens presentes no hospital, assim que iniciaram a investigação do caso da Débora?- perguntou.
Tony: Dentre eles um homem com roupas manchadas de tinta.
Mcgee: Ele deixou a marinha e se tornou um pintor?- olhando para a moça.
Débora: Sim, foi sua forma de expressar seus sentimentos ocultos sobre sua última missão no Afeganistão. - respondeu. - Eu não acredito que Eryx era um comprador e um fã, não consigo imaginar esse lado dele.
Carlos: Não seria pra menos.
Débora: Eu sei que meu irmão tinha algumas artes num museu mas, desde quando ele vendia?
Abby: Ele investiu em sua própria galeria.
Carlos: Não sabia?
Débora: Nem passou pela minha cabeça.
Carlos: Talvez ele contasse quando a maré baixasse.
Com uma expressão confusa, olhou para a foto e logo sorriu.
Débora: Nunca duvidei de seu talento, quanto tempo eu fiquei ausente?!- se perguntou. - Era o sonho dele antes de entrar na marinha... no entanto, acabou.- com um leve semblante triste.
Ela se sentia culpada por estragar seus planos.
Fornell: Espere um pouco, se Eryx comprava as obras de Blake, então ele sabia que Blake era irmão de Red Fox?
Débora: Se sabia, por que não me chantageou?
Carlos olhou para a tela pensativo.
Mcgee: Talvez esperasse o momento certo para atacar.
Tony: O que faria sentido.
Leon: Mas, ele poderia não saber.
Carlos: A menos que estivesse investigando o fuzileiro assassinado, Benjamin Jones.- disse.
Abby: E você esta certo, não tem provas de que Eryx estava investigando mas outra pessoa sim, eu monitorei as câmeras e fiz um relatório.- mostrando outra foto, um homem japonês, cabelos lisos e pretos, olhos pretos como diamante carbonado e pele clara, aparentava ter 26 anos.
Carlos: Ainda esta vivo.
Fornell: Você o conhece pelo visto.
Carlos: Estava certa, eu deveria ter conferido antes de sair.
Débora: Acontece, deixei outro escapar também.
Carlos: É, mas o meu deslize te entregou a Eryx.
Abby: Esse é Masato Sato, um espião, ele aceita pedidos por um valor.
Carlos: O que significa que a aparição de Semyonova despertou a curiosidade em Eryx.
Mcgee: Descobrindo a verdade.
Abby: E fica pior. Eu tenho um vídeo do primeiro e último encontro de Blake e Eryx. E vocês vão querer ver.
(...)
As filmagens mostravam o ex-fuzileiro e o suposto fã e assassino em uma cafeteria. Estavam longe um do outro, Blake parecia não ter percebido mas Eryx sim. E não perdeu a oportunidade de importunar o homem.
Inesperadamente ele chegou com uma pequena pintura, pedindo um autógrafo. Blake por sua vez não recusou e assinou.
Fornell: Não é possível escurtamos o que estão dizendo?- perguntou a Abby.
Abby: Não...
Carlos olhou para a sua namorada, a qual entendeu de imediato no que ele estava pensando.
Ziva: Você tem um plano.
Carlos: Sim.
Gibbs: E qual é?
Carlos: Podemos traduzir.
A filmagem foi pausada pela Abby e focamos nossa atenção no homem.
Carlos: Através da leitura labial.
Débora: Sim, fui treinada pelo Carlos para obter informações confidenciais em situações como essa.
Leon: Podem começar.
Gibbs: Abby?!
Abby: Soltando as filmagens!
Carlos: Traduza o Eryx.
Débora: Certo.
Ela nem mesmo questionou, via então uma mulher que não confundia seus sentimentos com a missão, o que mostrava que Débora era respeitável de certa forma.
Carlos: "Poderia me dizer como me encontrou?"
Débora: "Tive um informante vigiando um fuzileiro que foi assassinado, Benjamin Jones, e a suposta suspeita é sua irmã."- respondeu. - "Ele me deu respostas que eu nem imaginava, um homem que admiro as obras irmão de uma homicida."
Eryx fez uma pausa.
Débora: "Estou surpreso que saiba quem sou."
Carlos: " Não é surpresa para o FBI, e tenho contatos sobre."- continuou. - " Quanto a minha irmã, é apenas o sujo falando do mal lavado, sua ficha não é menos pior do que a dela."
Débora: "Que seja, eu não tenho a intenção de mata-lo, então seja esperto e entregue Red Fox."
Carlos: "Com quem você pensa que esta falando?"- perguntou. - "Não fui um fuzileiro atoa, poderia me torturar e ainda sim me recusaria a entregar um membro da minha família. Já deveria ter isso em mente."
Eryx franziu a testa irritado, batendo a mão na mesa.
Débora: "Tem muita honra ou simplesmente é um idiota?"- perguntou. - "Diz ser um fuzileiro, mas sua irmã assasinou Jones, esta traindo seu próprio país acobertando uma serial killer."
Carlos: "O problema é que não acredito que minha irmã tenha feito isso, ela não trairia a minha confiança, assim como não trai o meu país. Até que prove , nunca acreditarei que ela fez isso."- disse seriamente. - "E entre a sua palavra e a dela, não há conversa."
Débora: "Péssima escolha. Se arrependerá amargamente."
Com isso se retirou. Blake então olhou para a câmera e fez um sinal.
Débora: Ele sabia que veríamos...?!
Carlos: Sim, como sempre estando um passo a frente.
Eu me perguntava como ela se sentia traduzindo isso tudo, simplesmente parecia outra mulher, eu me irritaria com isso, mas ela não se preocupou e ele tão pouco.
Eram profissionais, não tinha dúvidas sobre.
McGee: Ele confia cegamente na sua inocência, Débora.
Nada disse, apenas suspirou.
Leon: O que foi aquele sinal?
Gibbs: Sempre fiel.- traduziu Leroy Jethro.
Continua...
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