Capítulo 18

Carlos: "E se eu recusar?"- repetiu rindo um pouco.- Acho que você não entendeu.

Jack: Gibbs a poupou, não pode me matar.

Carlos: Não se trata do agente Leroy, se trata da sua vida. O que é mais valioso no momento?

Em silêncio fiquei.

Carlos: Claro, ela é uma assassina e para você ela deve perecer. Mas, não estou pedindo, estou te ameaçando diretamente para que entenda, eu não estou para brincadeiras.

Engulo em seco.

Carlos: Perca sua vida por algo banal e eu acharei outra psicóloga para trata-la. É uma peça descartável para mim.

Olhei para a mulher, eu tinha uma arma mas ele tinha uma boa pontaria e poderia me dar um tiro antes de eu conseguir.

Jack: Irei cooperar.

Carlos: Tem honra?

Jack: O quê?

Carlos: Se tem alguma honra, palavra, entregue sua arma, não correrei o risco de você atirar nela enquanto esta indefesa.

Jack:(Como ele sabe?)- me perguntei. -(Parece uma cópia do Jethro...)

Sem que eu pudesse reagir sua arma estava apontada para a minha cabeça me assustando.

Jack: Tudo bem...- pegando a arma devagar, me abaixo para por no chão e empurro na direção dele, fico com as mãos atrás da cabeça e me levanto.-... pronto.

Carlos: Faça seu trabalho, sem nenhuma gracinha, ou será a última.

Jack: Me manterá em cativeiro?

Carlos: Algum problema?

Jack: Jethro.

Carlos: Ele esta mais interessado em achar sua ex-agente, ele sabe que não farei nada por enquanto, até que Débora esteja recuperada.- mostrando um rastreador.

(...)

Timothy McGee

Um mês e meio se passaram sem o paradeiro de Débora , o rastreador havia sumido, e para a nossa preocupação Jake também foi dada como desaparecida.

Nenhum sinal de Débora, Carlos ou Eryx, isso tudo estava estranho, como se eles tivessem sumido do mapa de forma repentina.

Leroy Jethro Gibbs

Em minha casa, no porão, mexia em meu barco e bebia a segunda garrafa. Lembro-me da noite chuvosa em que liguei para Jake e ela não respondeu e nem mesmo retornou.

Quando cheguei em sua residência, ela não estava, ninguém a viu, e suas coisas estavam deixadas no local, o que significa que saiu sem ter a intenção.

Não houve ligações suspeitas, nada, e mesmo após um tempo ela não apareceu. Nenhum sinal.

Em meus pensamentos, olhei para a escada e preparei a minha arma apontando para a pessoa.

Gibbs: O que faz aqui Débora?

Ela estava com uma camisa de lã azul , calça preta e mini bota preta. Parecia bem após a morte de seu irmão.

Débora: Não me recebeu assim da última vez.

Gibbs: Isso foi antes da minha agente desaparecer.

Débora: Como isso ligaria a mim?

Gibbs: Você perdeu seu irmão, Jake seria a única que eu confio e Carlos, seu namorado sabe disso e das habilidades dela.

Débora: Sempre chega a conclusões que podem estar erradas?

Gibbs: Minha intuição nunca falha.

Débora: Então, sua intuição sobre mim não falhou?

Gibbs: A questão não é essa.

Débora: Tem razão, mas ela esta viva se é sua preocupação.

Em silêncio fiquei.

Débora: Esta na sala.- se movendo.

Gibbs: Pare ai mesmo.

Ela me ignorou completamente, e se retirou sabendo que eu não era capaz de mata-la.

Quando subi, não havia mais ninguém além da Jake que estava com as mãos amarradas, me aproximei preocupado, verificando se estava ferida, felizmente e para a minha surpresa ela estava bem.

(...)

Jack: Ele me levou e me ameaçou. Era a minha vida ou a dela e para ele... eu era descartável.- disse. - Eu pensei em como mata-la, mas, Baumont observava cada passo.

Gibbs: Ia mata-la?

Jack: Ela é uma assassina e suspeita de matar um fuzileiro.

Gibbs: Suspeita, não foi provado nada sobre.

Jack: Esta defendendo ela?- questionou. - Ela é uma serial killer, uma maluca que matou o próprio irmão.

Gibbs: Ela não o matou, Jake!- digo irritado.

Jack: Ela escolheu essa vida, e o sacrificou, é uma mulher perigosa , posso estar inteira mas não compensa o mês passado lá. E não tente defenda-la, ela não é inocente de nada!

Gibbs: Esta bem, certo?- perguntou. - Irei chamar um taxi e pode ir embora.

Jack: Gibbs?

Gibbs: Tem alguma informação sobre o paradeiro de Eryx?

Nada respondeu.

Gibbs: A conversa acabou.

(...)

De forma infeliz fui chamado a sala do diretor.

Gibbs: Vance...

Leon: Gibbs, sente-se.

Gibbs: Prefiro ficar de pé.

Leon: Como queira.- disse. - Temos um problema, a Jack me alertou sobre sua incapacidade de lidar com sua ex- agente, Débora Martinez.

Gibbs: Estou investigando o caso da Martinez.

Leon: Não, não esta, ela apareceu duas vezes e você não a prendeu, você não fez nada, a deixou escapar.

Gibbs: Se eu a pegar, Eryx desaparecerá. Ele matou um ex-fuzileiro. Blake Martinez. E Débora é sua rival, ela é capaz de acha-lo.

Leon: E se ele a matar no meio do caminho?

Gibbs: Não a matará, Carlos esta com ela.

Leon: Se não me falha a memória ela estava sozinha quando Eryx tentou mata-la.

Gibbs: Leon-

Leon: Se não fizer seu trabalho irei afasta-lo, pegue-a e traga-a para ser interrogada e se ela não disser nada, prenda. Inocente ou não, ela matou e não pode sair impune.

Gibbs: Leon, eu sei o que estou fazendo, confie em mim. Ela busca o mesmo homem responsável pela morte do fuzileiro, podemos trabalhar juntos.

Leon: De jeito nenhum. E recomendo que pare de abusar da sorte, se ela não atirar, Eryx vai. Dispensado.

Eryx Fioravanti

Parecia uma mulher difícil de executar, minhas tentativas foram em vão, provando que eu precisava separar esses dois definitivamente, mas não iria conseguir fazer isso sozinho e precisava entrar em contato com uma pessoa.

Eryx: Obrigado por vir, agende Fornell.- oferecendo a minha mão, demos um aperto, estávamos em um restaurante, nos sentamos e começamos conversar.

Tobias: Sei de seus crimes, Eryx, o que um homem como você quer?

Eryx: Vingança contra a minha irmã.

Tobias: Não é do perfil de vocês buscarem ajuda de um agente.

Eryx: De fato, mas como Red Fox recebeu ajuda, eu achei justo pedir também.

Tobias: Como é?- confuso.

Pego um envelope e entrego a ele.

Eryx: Eu diria que sua caça acabou.

Continua...

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