Capítulo 15

Anthony DiNozzo

Folga era folga, mas para nós tinha uma exceção e justamente porque o problema era nosso e não podíamos tornar isso ao público.

Mcgee: Se você fosse um homicida para onde levaria sua vítima pro golpe final?

Tony: Quer parar?

Mcgee: Eu estou tentando raciocinar para acha-la.

Tony: Se eu fosse o Gibbs já teria te dado um tapa.

Meu celular tocou e era justamente quem eu menos queria que me ligasse.

Tony: Caramba...- mostrando a ele.

McGee: Boa sorte.

Atendi.

Tony: Agente Anthony DiNozzo.

???: DiNozzo, já são 20:45 da noite.

Tony: Sim, tivemos que fazer uma missão.

???: Ninguém trabalha na folga.

Tony: Diga isso ao Gibbs , Blake. Eu só recebo ordens, se não estiver satisfeito com a resposta de Leroy, pode reclamar com o diretor. Somos a única equipe disponível. E não é como se eu gostasse.

Blake: E cadê a minha irmã?

Tony: Com a agente Ziva David.

Blake: O celular dela descarregou?

Tony: Sim, mas não se preocupe, ela esta com uma boa agente. Eu preciso desligar, achamos uma pista. Até mais.- desligando. Respirei.

McGee: Nossa, você atuou super bem. Merece um Oscar.

Tony: Engraçadinho. Podemos enrolar ele por enquanto, mas em algum momento isso não será o suficiente e ele descobrirá a verdade.

McGee: Tem razão.

Tony: Vamos.

(...)

Débora Martinez

Eu havia despertado com uma dor de cabeça, tentei recobrar a minha consciência, eu havia entrado no táxi e foi oferecido um copo de água devido a minha palidez.

Débora:(Eu fui sedada...)

Me sentei, estava em um sofá cama, a porta se abriu e o homem entrou, mas seu rosto era inconfundível.

Débora: Você, era o homem no hospital... Carlos... Carlos Beaumont...

Carlos: Sim.

Meus olhos pararam em sua aliança idêntica a minha, ele notou a minha observação.

Débora:(Impossível...)

Eu não queria acreditar no que ouvi, eu nunca esqueceria alguém que eu amasse.

Carlos: O agente Jethro entrou em contato buscando informações. E eu disse para ele apenas prende-lo, mas você não pode continuar com eles.

Débora: Por ser perigoso?

Carlos: Justamente por ser perigoso demais.

Débora: Mas, o que eu fiz para ser alvo de Eryx?

Carlos: São perguntas que não posso responder.

Débora: Se não ajudar como vamos pega-lo?

Carlos: A sua segurança é importante e ficar quieta é necessário.

Débora: É por isso que ficou quieto sobre isso...?- pegando o anel em meu bolso, ele ficou surpreso ao ver, atordoado ficou ao mesmo tempo.

Carlos: Como?

Débora: Então é verdade... você me conhece há mais tempo do que naquele hospital.

Um pouco desconfortável ficou.

Débora: Por quê?

Carlos: É difícil de explicar e como não se recorda -

Débora: Achou melhor deixar quieto. Só que eu não consigo deixar quieto, tem um homem querendo me matar e eu não sei o motivo, você é o único que sabe.

Carlos: Se souber a verdade não estará pronta para lidar com ela, apenas viva sua vida normal e esquece essa história, principalmente o que já fomos.

Débora: Eu não posso fugir e nem você, é o único que posso contar.

Ele se recusava a dizer. Tive que me levantar.

Débora: Disse para mim esquecer, deixar quieto mas você não me esqueceu.

Ele desviou o olhar.

Débora: Tudo bem se quiser me esquecer aos poucos, afinal, não pode amar-

Carlos: Você não compreende, não é como se eu pudesse fingir que o que aconteceu não foi minha culpa também, foi um erro termos começado, mas eu não pude deixa-la para morrer e se isso não tivesse acontecido nada disso teria acontecido.- me olhando.- Eu não me arrependo de te-la salvado e não me arrependo de te-la amado mas de não ter protegido você, de não ter te dado uma vida melhor, eu te dei as costas quando você mais precisou.

Débora: O que aconteceu?

Carlos: Tínhamos discutido naquele mesmo dia, mais tarde eu recebi uma mensagem anônima , mas era uma armadilha e eu não percebi. Você também recebeu a mensagem e fomos atraídos para a armadilha. - explicou. - Mas, quando eu a vi não pude conter a minha raiva, discutimos novamente e me retirei a deixando para trás, quando eu me dei conta de tudo, vocês haviam iniciado uma perseguição que resultou em seu acidente.- continuou. - Desculpa, eu nunca consegui me desculpar, você quase morreu novamente e tudo o que eu fiz foi destruir novamente sua vida.

Débora: Carlos...

Carlos: É por isso, que você precisa parar e deixar que o NCIS resolva, Eryx é um assassino e já tem a ficha suja, é só questão de tempo até que ele seja pego.

Meu coração estava doendo por causa dele.

Carlos: Acredite, eu nunca quis que chegássemos a esse ponto.

Débora: Por que me salvou da primeira vez?

Carlos: É uma história muito longa, não tenho tempo para contar. Ao que sei o NCIS esta ocultando essa missão do seu irmão e não quero atrapalhar. Caso contrário Eryx irá conseguir o que quer.

Era compreensível mas ainda confuso.

Débora: E quem é Lyra Cristal?

Carlos: Deixe isso de lado.

Débora: Uma hora eu vou precisar saber.

Ele se aproximou incomodado, segurou meus dois braços.

Carlos: Pare imediatamente.

Débora: É isso que você quer?- perguntou. - Que seja tudo um pesadelo? Deixar nós para trás?- continuei.

Seus olhos me olhavam querendo e ao mesmo tempo não querendo me deixar, ele hesitava. Seus lábios tocaram os meus me assustando, mas um sentimento veio em meu coração e eu não pude nega-lo, porque nunca fomos dois estranhos. Eu pertencia a ele e ele a mim.

Suas mãos tocaram a minha cintura e minhas mãos em seu peito. Se afastaram por poucos segundos, nossos olhos se encontraram novamente, ele calmamente os aproximou e eu fechei meus olhos, esperando que ele não se afastasse de mim, e com o mesmo desejo Carlos me beijou novamente novamente.

(...)

Carlos me levou até um cemitério, eu consegui convencê-lo. Ao chegarmos estacionou o carro. Saímos e o segui como o pedido.

Caminhamos até o último túmulo, havia o nome de Camila Fioravanti.

Débora: Quem é essa?- perguntei.

Carlos: Essa era a irmã de Eryx.

Débora: O que ela tem haver comigo?

Ele ficou em silêncio.

Débora: Por favor.

Carlos: O golpe em sua barriga foi dado por ela.

Débora: Então eramos inimigas...?

Carlos: Sim.- respondeu. - Débora, você a matou.

Abby Sciuto

No laboratório eu pesquisei um pouco mais sobre Carlos Beaumont, ele sabia algo sobre a Débora, talvez bem mais do que Blake.

Enquanto o computador buscava eu bebia a minha bebida cantarolando. E o resultado veio me fazendo engasgar.

Abby: Ta brincando...

Débora Martinez

Eu fiquei assustada com sua resposta.

Carlos: Como vingança, Eryx tentou mata-la.

Débora: Mas, eles deveriam saber que fui eu... o NCIS pegou minha ficha.

Carlos: Era por isso que eu a queria longe dessa investigação.

Débora: Do que você esta falando?

Carlos: Você é a Lyra Cristal. Conhecida como Red Fox ou Fox Lady.

Continua...

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