Capítulo Seis: Gatinho do Papai
Era difícil para Peter se acostumar com todo aquele luxo proporcionado por Stark, até porque ele nunca havia tido nada daquilo, era inacreditável que coisas tão grandes fossem tão banais para o homem, então tudo o fascinava de uma maneira inacreditável.
Eles estavam no jato particular de Tony e a nave era extremamente luxuosa, como já era de se esperar.
O piloto já havia anunciado a partida. Era a primeira vez que voava em um avião e claro que o nervosismo tomava conta de si.
O rapaz sentiu um enorme frio na barriga quando a nave começou a correr e a sensação foi mais estranha ainda quando ele sentiu ela pairar sobre o ar e subir cada vez mais pelos céus. Por Deus, ele estava mesmo voando? Um trambolho daqueles que provavelmente pesava toneladas realmente estava deslizando pelo ar.
E se caísse? Ainda bem que falou que amava May antes de sair, pelo menos não deixaria pendências caso o avião caísse.
Peter arrumava o cinto de segurança de forma compulsiva, ele sentiu a mão de Stark sobre a sua, o homem a puxou gentilmente e deu um beijo sobre ela.
-Ansioso? -perguntou Tony, que estava sentado ao seu lado.
-Um pouco. -respondeu ele dando de ombros um pouco sem graça.
-Fique tranquilo, chegaremos em poucas horas. -O homem colocou a mão em sua perna e a apertou carinhosamente. -Quer beber algo pra relaxar?
Peter fez que sim.
Pelo menos o álcool poderia ter um efeito calmante dentro de si, tudo o que ele precisava naquele momento.
Tony se levantou e sumiu por um tempo. Poderia ser besteira, mas Peter se sentiu mais nervoso por estar sozinho, quando percebeu estava enfiando as unhas no braço na poltrona que o separava do assento de Tony.
-Aqui está. -Stark voltou com um balde metálico cheio de gelo e com duas garrafas de champanhe em seu interior e uma taça na outra mão.
-Vou beber sozinho? -perguntou Peter enquanto assistia Tony estourar a rolha da garrafa de maneira habilidosa.
-Prefiro Whisky, já preparei minha dose. -respondeu o homem entregando a taça a ele e lhe servindo um pouco da bebida. -Beba e relaxe, okay?
-Obrigado, Sr.Stark.
Tony pegou sua dose de Whisky e ergueu o copo.
-Um brinde ao nosso fim de semana em Malibu. -Eles uniram seus copos e beberem os líquidos.
Tony se sentou ao seu lado novamente e começou a passar o olhos sobre um jornal. Peter queria mexer no celular, mas tinha ouvido em algum lugar que celulares poderia interferir no voô, e ele não queria ser o culpado por derrubar o avião.
Apenas ficou olhando pela janela, já era noite e eles estavam sobre as nuvens, era possível ver as estrelas de forma clara, era tão lindo.
A bebida já estava começando a fazer efeito, porque Peter se sentia mais leve. Ele tirou os sapatos e sentou com as pernas dobradas,
-Você tem algum compromisso em Malibu? -perguntou se servindo um pouco mais de champanhe, aquele com certeza era um dos melhores e ele não esperava menos de Tony. O garoto se levantou e se sentou na poltrona que ficava de frente para Stark, ele achava que seria melhor assim.
-Na verdade não. -respondeu o outro de maneira casual e sem tirar os olhos do jornal. -Só estou vindo porque sinto saudade de Malibu, é a minha casa preferida. A cidade é ótima também, gostaria de te levar para passear por todos os pontos mais interessantes, mas como o lugar é cheio de paparazzi então não vai rolar. Não devemos sair.
-Porque não vai rolar? Digo, porque não podemos sair? -perguntou Peter com um olhar curioso.
Tony abaixou o jornal para encará-lo.
-Você falou para sua tia que iríamos em uma conferência em Washington, não foi? O que ela pensaria se visse você andando casualmente comigo pelas praias de Malibu? A cidade pode ser linda, mas é cheia de fotógrafos loucos por uma manchete, não demoraria muito para um foto nossa estar em um tablóide junto a uma notícia tendenciosa.
-É acho que uma foto estragaria tudo. -comentou Peter olhando pela janela.
-Porque não conta de vez para a sua tia sobre nosso relacionamento? Isso facilitaria as coisas. -disse Tony como se fosse a coisa mais simples do mundo.
-E o que você quer que eu diga para ela? "Oi May, estou transando com Tony Stark por dinheiro, espero que não se importe!". -Peter rolou os olhos.
Stark crispou os lábios e colocou o jornal de lado.
-Você pode simplesmente dizer que estamos namorando, não seria o fim do mundo para ela ouvir isso.
-Dizer que estou namorando o meu "chefe" pode ser embaraçoso.
-Embaraçoso por que? -indagou Tony dando um gole de Whisky. -Me diga, Peter, se nós de fato estivéssemos namorando, sem nenhum acordo, você teria vergonha de mim?
O garoto franziu o cenho para o mais velho e se ajeitou no assento.
-Por que eu teria vergonha de você?
-Por eu ser mais velho, isso te incomodaria de alguma forma? Quero dizer, você veria algum problema em tornar isso público? -O olhar junto da pergunta de Tony demonstrava que ele tinha um grande interesse na resposta. Mas por que, afinal? Se as coisas ditas eram apenas suposições.
-É lógico que não -respondeu ele imediatamente. -Eu não sou do tipo que se importa com a idade, e também não me importo com o que as pessoas dizem. Se eu estou com alguém é porque quero e não devo satisfação a ninguém. Mas por que estamos falando disso?
Um sorriso malicioso pairou sobre os lábios de Stark.
-Então faça o que eu disse, conte para a sua tia que estamos namorando, isso tornará as coisas mais simples. Se ficar inventando muita mentira pode acabar se enrolando e pode ser embaraçoso. Diga a May que eu e você estamos em um relacionamento, acho difícil que ela queira satisfação, afinal você já tem dezenove anos, não precisa disso.
-Eu não vou dizer a ela, vou deixar exatamente como está, sei me virar, não vai dar nada errado. -Peter falou -Por mais que seja a verdade, não quero que ela pense que você está me dando coisas porque namora comigo, as coisas podem ser bem resolvidas entre eu e você, mas nem todo mundo tem essa visão. Eu detestaria ter que ouvir um sermão de May sobre responsabilidade emocional. Todo mundo sabe que namorar o chefe dá merda, ela com certeza iria falar sobre isso, então não, eu não contarei a ela, nem sobre o acordo e nem direi nada sobre namoro. -Peter colocou um final na discussão.
-Você é quem sabe. -Tony falou e voltou a pegar seu jornal.
Tony não entendia o que seria para Peter contar a verdade para May. Só havia uma pessoa no mundo a qual a opinião importava para Peter, ele jamais gostaria de ser julgado pela tia, até porque sabia que ela já tinha uma imagem sobre ele.
Se contasse a verdade, talvez May o passasse a enxerga-lo de modo diferente. Ela podia começar a vê-lo como um interesseiro que estava só sugando o dinheiro de um homem rico. O que não era mentira, mas ela não precisava saber disso.
No fundo, Peter tinha vergonha de admitir isso para si também, mas o que poderia fazer? Já estava metido até o pescoço na situação e meio que gostava disso.
Ele adorava viver aquela relação com Tony, tanto pelo material quanto pelo carnal. Stark era uma delícia na cama, então Peter acabava por ser sortudo duas vezes mais. Ele basicamente estava sendo pago para transar e realizar os fetiches de um Deus do sexo. Poucos tinham essa oportunidade, porque ele iria desperdiçar?
E a verdade era que ele gostava da presença de Tony, realmente gostava de estar com o mais velho. No início achava que poderia ser um saco e seria pura obrigação, mas no fim não era. Tony era divertido e sabia conversar, as conversas entre eles eram orgânicas e sinceras, o que era mais um bônus em seu relacionamento peculiar.
Quando percebeu, Peter já havia bebido a garrafa de champanhe inteira, mas não se sentia alterado demais, só estava leve, cada vez mais leve.
A bebida gelada sobre sua garganta era um deleite então ele abriu a outra garrafa e se serviu.
Se passou algum tempo e Peter já estava cansado de olhar para as nuvens e também já estava cansado de ver Tony ler o jornal.
Então decidiu que faria o que mais gostava, provocar o Stark.
Peter sentou sobre a poltrona de forma relaxada e levou seu pé até a perna de Tony, ele começou a acariciar o homem, erguendo a barra de sua calça.
-Parece que alguém está animado -disse Tony escondido atrás do jornal.
-Eu quero brincar, Daddy. Vem brincar com o seu, Baby. -falou Peter e em seguida riu da forma como sua voz se projetou de forma meio ondulada.
Ele subiu a carícia até a coxa de Tony e massageou o membro do homem por cima da calça. Ele ria sozinho, estava leve demais.
Tony abaixou o jornal para olhá-lo de forma curiosa.
-Quantas taças de champanhe você já tomou? -indagou o homem verificando o balde. -Meu Deus, Peter já está na segunda garrafa.
-Eu só tomei um pouquinho. -O garoto falou de maneira mole e mostrando os dedos indicando um pequena quantidade.
-Uma garrafa e meia não pode ser encarado como um pouquinho. -falou Tony.
-Eu quero brincar.
-Você está bêbado, Peter -Stark soltou um suspiro.-Por mais que seja tentador, você não está em condições de realizar nenhuma atividade sexual nesse momento.
Peter fez um biquinho e fez um careta exagerada em descontento o que fez Tony rir.
O rapaz adorava aquele teatrinho que eles faziam, era sempre muito divertido. Com o álcool tomando conta de seu corpo então, sua mente estava criativa.
-Então meu Daddy não quer brincar comigo? -ele perguntou ainda acariciando a perna de Tony com o pé.
O homem o olhou com luxúria e sorriu de canto.
-Porque não vem sentar no colo do papai? -Stark deu um tapinha sobre a perna. -Mas é para se comportar.
Peter mordeu o lábio inferior e se jogou contra o homem. Ele se sentou sobre as pernas de Tony e o homem passou um dos braços por debaixo de suas coxas e segurou o jornal dobrado com a mão livre.
O castanho deitou a cabeça sobre o ombro do mais velho e começou a observar a matéria que Tony lia atentamente. Era algo sobre bolsa de valores, o que soava extremamente entendiante para Peter, mas ele se esforçou para ler mesmo assim.
Era aconchegante estar sentado sobre o colo de Tony e com a cabeça apoiada em seu ombro. Ele podia sentir o perfume da loção pós barba usada por Stark, era uma fragrância deliciosa, Peter quis beijar o pescoço do homem, mas ele se sentia tão distante agora, sendo puxado por uma onda tão relaxante.
Aos poucos as letras foram embaralhando e a visão ficando embaçada, então suas pálpebras se fecharam de maneira voluntária.
[...]
Peter abriu os olhos e sentia um leve dor preencher suas têmporas.
Ele olhou em volta mas não via nada. Mal sabia onde estava ou como havia ido parar ali, onde quer que fosse. A única coisa que sabia é que estava em uma cama. Fez uma análise corporal e descobriu que estava tudo bem consigo mesmo.
-Tony? -ele chamou em meio a escuridão.
-Bom dia, Peter. -A voz eletrônica de sexta soou pelo ambiente e logo um clique foi acionando e as cortinas começaram a subir expondo um enorme painel de vidro. A claridade atingiu as retinas de Peter de maneira violenta, ele apertou os olhos e os abriu de novo.
Notou que estava só de cueca, provavelmente Tony havia tirado suas roupas.
-Boa dia, Sexta. -falou Peter se levantando da cama enrolado nós lençóis. -Caramba, olha essa vista. -disse ele olhando através do vidro que dava vista para o mar.
-O Sr.Stark está em sua oficina trabalhando, ele pediu para avisar que deixou o café pronto e que é para você encontrá-lo lá após a refeição.
-Okay, obrigado, Sexta. Você está mesmo em todos os lugares, não é?
-Sim, senhor. Estou equipada em todas as doze casas do Sr.Stark ao redor do mundo.
Wow, Tony tinha doze casas, e ao redor do mundo ainda. Porque ainda se surpreendia mesmo?
Peter deu mais uma olhada para a amostra do paraíso em sua frente e foi até sua bolsa e pegou sua necessaire.
Ele realizou todos seus procedimentos matinais e pediu para sexta guia-lo pela casa, que era bem maior que a cobertura que Tony vivia em Nova York. Seria ridículo se perder.
Achou a cozinha e em cima de um balcão ele, encontrou um prato coberto e acima havia um bilhete.
"Bom dia, gatinho. Preparei seu café e aqui estão seus presentes."
Ao lado do do prato havia duas caixas embrulhadas com papel presente.
Peter se sentou no banco alto e começou a comer os ovos e bacon que Tony havia preparado, ele tomou um pouco de suco de laranja também. Seu dia precisava daquilo para ser iniciado.
Depois de comer, decidiu verificar os presentes. Começou pelo menor.
Peter rasgou o papel de qualquer jeito mesmo e logo viu a caixa do iPhone lançado recentemente.
Tony havia prometido o mimo para ele.
Sorriu consigo mesmo e terminou de abrir o presente. Ficou alguns minutos realizando as configurações iniciais do aparelho e percebeu que havia esquecido do outro presente, o que estava na caixa maior.
Peter colocou o celular de lado e começou a abrir a caixa. Essa tinha um laço, então não era necessário rasgar o papel. Era uma caixa de boa qualidade, quando tirou a tampa viu que o conteúdo estava envolto em papel seda.
Já sabia o que era, só não imaginava que fosse tão elaborada.
O conteúdo da segunda caixa era a fantasia de gatinho que Tony havia dito que compraria.
A veste era composta por um short branco de seda com detalhe em renda, um par de meias três quartos listradas nas cores rosa e cinza, um tiara rosa com orelhas de gato e uma coleira com um pingente escrito "Pertence ao Sr.Stark.".
A fantasia parecia de ótima qualidade, isso ele teria que admitir, mas Peter não podia nunca no mundo se imaginar usando aquilo.
Mas teria que usar, já que Tony havia cumprido a parte dele e comprado o celular.
Peter colocou todo o conteúdo de volta na caixa e levou para o quarto. Apostava que Tony estava louco para vê-lo usando a roupa, mas ele não daria esse gostinho tão cedo.
-Sexta, onde é a oficina do Tony? -perguntou.
-Vá até a sala central e dessas as escadas ao lado da lareira. -E assim Peter o fez. Apesar de enorme, os ambientes da casa eram bem amplos, então era impossível ser perder, pelo menos ele achava que sim.
Peter desceu as escadas e deu de cara com uma porta de vidro com um painel com leitura biométrica. A parede era de vidro e ele podia ver Tony do outro lado, e também podia ouvir o som abafado da música alta tocando lá dentro.
-Para abrir a porta é só inserir seu dedo no leitor, Peter, assim como na torre. O Sr.Stark pediu que eu autorizasse seu acesso em todas as residências, você tem acesso livre.
O garoto ficou surpreso ao ouvir aquilo.
-Em todas? Em quais países Tony tem casa?
-Sim, em todas as casas. -respondeu a AI. -O Sr. Stark possui residências em Tokyo, Verona, Paris, Praga, Milão, Madrid, São Paulo, Acapulco, Nova York, Caribe, Dubai e Toronto.
-Nossa... -falou Peter colocando o dedo sobre o leitor.
A porta fez um clique e se abriu. O som estava alto mesmo, Tony sequer notou a chegada de Peter no ambiente.
O rapaz olhou em volta, a oficina de Stark era bem maior do que em nova York, e essa possuía uma fileira de carros, a coleção que Tony sempre mencionava.
A oficina era igualmente equipada como a outra, porém era exatamente como Tony tinha dito, a casa em Malibu parecia mais aconchegante. A decoração tinha o toque especial do homem.
Tony notou sua presença e deu um sorriso.
-Bom dia, baby. Dormiu bem?
-Bom dia. Eu nem lembro de ter ido dormir, só lembro de entrar no avião -falou Peter caminhando até a mesa onde Tony trabalhava em algo e subindo nela para se sentar.
-Ah, acho um milagre que não esteja de ressaca pelo tanto que bebeu. -disse Tony. -Você basicamente desmaiou, eu te trouxe no colo, não quis te acordar, também tirei sua roupa, espero que não se importe.
Peter sorriu maliciosamente.
-Não me importo, você já tirou minhas roupas antes mesmo. -ele falou puxando Tony para um beijo rápido, porém com intensidade.
-Hmmm nada como um beijo do meu baby pela manhã. -falou Tony dando vários selares sobre os lábios do mais novo depois mordendo pescoço.
-Isso é gostoso, Daddy. -murmurou Peter. O celular vibrou em seu bolso e eles foram interrompidos. Era só uma mensagem de Ned.
Stark olhou para a tela com um olhar afiado e curioso.
-É só meu amigo.
-Gostou dos seus presentes? -perguntou Tony enlaçando a cintura do mais novo com os braços.
-Gostei muito, obrigado, Daddy. -falou Peter abraçando Stark e depositando um beijo em sua bochecha.
Sabia como o homem gostava de ser acariciado.
-A fantasia ficou boa em você?
-Ainda não experimentei.
-Quero que use ela essa noite, okay? Lembre o combinado. Você vai ser meu gatinho.
-Mas eu já sou seu gatinho -disse Peter fazendo um biquinho.
-É claro que é, mas essa noite vai ser especial. -Tony deslizou o polegar sobre os lábios de Peter e admirou a face do garoto.
-Tudo bem, Daddy.
-Gosto assim. Agora preciso terminar isso aqui, vá se divertir um pouco, porque não conhece o resto da casa? Se precisar de alguma coisa é só me avisar.
-Pensei que íamos ficar juntos, achei que essa era a intenção para um fim de semana em Malibu. -disse Peter pulando da mesa e puxando Tony pelo cós da calça.
-Nós vamos ficar juntos, eu só preciso rever alguns projetos aqui e te darei toda a atenção, tudo bem? -falou Stark e deu um beijo na ponta do nariz do mais novo.
-Tudo bem, então eu vou esperar, se importa se eu ficar por aqui? -pergunto ele olhando em volta.
-É claro que não me importo. -disse Stark voltando a se concentrar no que fazia.
Peter deu uma boa olhada na coleção de carros de Tony, alguns tinham uma aparência cara e provavelmente eram mesmo, outros pareciam ser mais clássicos, peças de colecionador. O castanho entrou em um Mustang branco, se sentou no banco da frente e ficou lá mexendo no celular, trocando mensagens com Ned.
Ned Sith
"Não acredito que você está em Malibu e nem me disse nada!"
Peter Jedi
"Pois é, estou aqui e dentro de um Mustang vendo o Tony trabalhar em algo. Esse homem é viciado em trabalho, eu hein."
Ned Sith
"Por que acha que ele é rico?"
Peter Jedi
"Porque ele herdou a fortuna do pai dele."
Ned Sith
"Sim, mas ele continua criando novas coisas para a Stark Industries e isso faz com que o dinheiro dele só aumente. Além do mais o cara é um gênio!"
Peter Jedi
"Ele é um belo de um gostoso, isso sim!"
O rapaz tirou uma foto de Tony de costas, o que mais chamava atenção além dos músculos expostos através da regata que usava, era a bunda de Tony, que tinha um formato perfeito, Peter adorava aperta-la na hora do sexo.
Ned Sith
"Wow, esse lugar é enorme!!!"
Peter Jedi
"Sim, e tem uma porção de raridades aqui."
O rapaz mandou uma foto da fileira de carros.
Ned Sith
"Caralho, Peter, tu é um filho da puta de muita sorte!!! Deve rebolar muito bem no colo do seu Daddy. Não perca essa oportunidade!"
Peter Jedi
"Vai se ferrar, Ned!"
Eles ficaram conversando por um tempo até que Ned precisou se ausentar, então Peter terminou algumas configurações no celular e depois baixou um joguinho bobo.
A atividade o entreteve por um tempo, até que começou a ficar chato a repetição de fase.
Já eram onze horas da manhã e Tony ainda estava concentrado no que fazia. Já Peter não aguentava mais ficar sentado dentro daquele carro, mesmo que fosse um Mustang e tivesse o banco mais confortável do mundo.
O garoto saiu do veículo e bateu a porta com força para chamar atenção do mais velho, que não ligou.
-O dia lá fora está perfeito, porque não vamos para a piscina?
-Pode ir, eu já te alcanço.
-Tony, eu não acredito que você me trouxe pra cá para ficar enfurnado nessa oficina trabalhando. Isso é muito chato! -falou Peter em tom irritado e cruzando os braços.
-Eu só preciso fazer algumas mudanças nesse sistema e prometo que vou ficar na piscina com você. Vai ser rápido, eu prometo. -disse Tony.
-Você sempre diz isso.
-Não faça essa carinha.
O rapaz soltou um suspiro impaciente.
-Eu não vou mais discutir com você. -ele falou e saiu pisando duro.
Sabia que provavelmente o mais velho não se juntaria a ele na piscina, então resolveu ir sozinho.
Peter colocou sua sunga e passou protetor solar que encontrou no banheiro de Tony, então seguiu para a área da piscina.
Primeiro ele ficou deitado em um espreguiçadeira tomando um pouco de sol, mas não muito, porque como sua pele era exageradamente branca ele costumava ficar vermelho igual a um camarão.
-Sexta, você está aqui fora também? -ele perguntou para o nada.
-Em todos os lugares, Peter. -respondeu a AI.
-Toque alguma música animada, por favor.
-De alguma playlist do Sr.Stark?
-Não, acesse minha playlist do Spotify e escolha uma música.
-Entendido.
Sexta reproduziu uma de suas músicas favoritas e que combinava com o calor de primavera.
Peter mergulhou na água gelada e foi até a borda infinita da piscina que dava vista para o mar. Ele ficou com certo receio, e se a borda de vidro quebrasse e o jogasse para dentro do mar? Era besteira pensar nisso, já que o vidro devia ser próprio para aquilo, mas a imagem em sua cabeça era o suficiente para assusta-lo.
Aproveitou um bom tempo na água refrescante enquanto já havia perdido as esperanças de ter Tony com ele.
A certa hora seu estômago reclamou e ele decidiu fazer o almoço.
Preparou algo simples, porque seu estômago não aguentaria a espera de um refeição mais elaborada.
-Sexta, pode avisar para Tony que o almoço está pronto?
-Tudo bem. -A AI se ausentou por alguns segundos e depois voltou. -Ele falou que está sem fome.
-Argh! -resmungou Peter e começou a comer sozinho. Havia até mesmo colocado um prato para Tony na esperança de que comessem juntos, mas teria seguir sozinho mesmo
Após a refeição ele se jogou no sofá enorme da sala principal e decidiu assistir a algum filme aleatório.
Não podia negar que estava irritado. Era sábado, o dia lá fora estava sol e ele estava em Malibu, mas sem ter muito o que fazer em uma mansão enorme e com um bilionário viciado em trabalho. O que podia fazer era ver um filme para se manter ocupado, já que ficar na piscina sozinho também não tinha muita graça e Ned não podia conversar com ele naquele momento.
O sono depois do almoço bateu e Peter acabou caindo no sono.
Mais tarde, acordou já com o dia escurecendo, então decidiu pegar um copo de chá gelado e assistir o sol se pondo no horizonte.
Dava a impressão de que a estrela estava submergindo no mar. Era lindo, sem dúvidas. Ele esperou as estrelas aparecerem no céu azul escuro e isso também foi um espetáculo a parte.
E ainda não havia nenhum sinal de Tony.
O sangue de Peter ferveu e ele resolveu tomar uma medida.
O garoto foi até o quarto e pegou a caixa de presente, analisou o conjunto e o levou até o banheiro. Primeiro ele tomou um banho quente e relaxante, em seguida se secou por completo, passou creme e seu perfume favorito que havia posto na mala.
Peter vestiu o conjunto de gatinho, por último colocou a tiara felpuda de orelhinhas. Se sentiu ridículo quando se olhou no espelho, mas era o que ele tinha.
Sua arma secreta.
Antes de descer para a o oficina de Tony, passou no bar particular do homem e tomou uma dose generosa de Whisky, algo que no geral ele odiava, mas que naquele momento dava coragem para realizar o que pretendia.
Estava constrangido de usar aquela fantasia idiota e precisava de motivação.
Peter desceu as escadas devagar, pois usava as meias três quartos e elas escorregavam um pouco no chão de mármore.
Abriu a porta com a biometria e foi caminhando balançando os quadris na tentativa de parecer confiante, ele parou no meio do caminho com as mãos na cintura e pigarreou, mas a música estava alta e provavelmente Tony não o ouviu, ele estava de costas, trabalhando em algum holograma.
O peito de Peter se encheu de irritação.
Então ele foi caminhando com raiva, ele simplesmente jogou no chão tudo o que havia em cima da mesa e subiu nela rapidamente, se sentando de modo pomposo.
Tony o olhou confuso, mas logo ficou boquiaberto ao analisar o corpo do garoto.
-Você me ignorou o dia inteiro, agora o gatinho quer brincar. -falou Peter com uma voz manhosa.
Ele se deliciou com a imagem do Stark engolindo em seco. Se estivessem em uma mangá, o nariz de Tony com certeza estaria sangrando naquele momento.
-Nossa... -falou o mais velho encarando Peter de cima a baixo.
O rapaz puxou o homem pelo colarinho da regata e o prendeu entre suas pernas.
-Achei que você queria brincar com o seu gatinho, Daddy. -Peter avançou no pescoço do mais velho e começou a mordiscar a pele.
-Que gatinho lindo. -murmurou Tony enquanto afagava os quadris de Peter e o puxava mais para si. -Que gatinho mais lindo. -Ele segurou o queixo do mais novo com a mão e começou a beijá-lo, não demorou para que suas línguas estivessem em uma dança cálida.
Era notável a ereção do homem contra si.
Tony apertou com força a carne das coxas de Peter, o mais novo soltou um arfar.
Stark separou o beijo e começou a beijar a clavícula do outro, descendo devagar enquanto explorava a pele, encontrou o mamilo do garoto e começou a sugá-lo com delicadeza.
-Ah Daddy...
Tony olhou para ele com um sorriso cheio de malícia que transparecia toda sua criatividade sexual naquele momento.
-Por mais que meu baby esteja lindo vestido assim, teremos que tirar um pouco dessa roupa. -falou o homem parando para olhar o castanho mais uma vez.
O homem se ajoelhou em frente a Peter e deu um beijo sobre o tecido, ele mordeu a ponta da meia que estava acima do joelho do castanho e puxou lentamente, era uma visão meio selvagem ter Tony mordendo o tecido da meia e mostrando os dentes daquele jeito, ainda mais com aquele olhar afiado encarando Peter. Era tão...tão... sexy.
A outra meia foi tirada de modo mais simples com as mãos mesmo, então Tony começou a fazer um trilha de beijos que iniciou no joelho e foi subindo lentamente. O roçar da barba de Stark contra o interior de suas coxas causava um vibração sobre a pele do mais novo.
Tony cessou os beijos e passou a lamber a pele de Peter, que àquela altura estava com uma ereção aparente sobre o shortinho que usava.
O mais velho puxou o tecido do short para baixo em um movimento violento e rápido, eles ouviram um barulho da pano rasgando, mas não havia nenhum dano aparente.
O membro de Peter pulou para fora e Tony não demorou para começar a estimula-lo entre os dedos, ele passou a língua desde a base dos testículos até a glande rosada e pulsante do mais novo.
Peter pôde ver o céu quanto Stark abocanhou seu membro por inteiro e começou a chupá-lo da melhor maneira que podia, o interior da boca do homem era tão caloroso e macio.
O mais novo tampou os lábios com a mão para não gritar, porque era exatamente o que ele tinha vontade de fazer.
Tony esticou a mão e impediu ele de segurar o grito.
-Não faça isso, Baby, sabe que gosto de ouvir você gemer. -disse ele e voltou a chupar o membro de Peter enquanto acariciava seu abdômen.
-Eu vou gozar, Daddy. -murmurou Peter.
-Ainda não, Baby... -Tony cessou o oral e se ergueu para um beijo quente e úmido. Ele acariciou o rosto de Peter e passou a mão pelas orelhas de pelúcia com um olhar cheio de luxúria. -Mia pra mim, gatinho. Quero ouvir você miar.
Peter balançou a cabeça.
-Eu não vou miar. -ele falou com firmeza. Ele já estava se acostumando com ideia da fantasia, mas agora, miar era demais.
-Mia pra mim, Peter? Seja um bom gatinho para o papai. -sussurrou Tony em seu ouvido.
-Não. -insistiu o mais novo.
Stark se afastou dele minimamente para olhá-lo com reprovação.
-Sabe o que acontece com os meninos desobedientes, não sabe?
Peter assentiu, segurando um sorriso ousado. Ele sabia bem o que viria a seguir e adorava aquilo.
-Eu sou um gatinho mal, Daddy. -ele falou se inclinado para morder o lábio inferior de Tony.
-Papai vai ter que ensinar o gatinho. -Stark segurou Peter pelos quadris e o ergueu da mesa, o levando até o sofá próximo. Se sentou e colocou Peter de bruços sobre suas pernas, com a bunda virada para cima.
-Quantas punições eu vou receber por seu um gatinho mal? -falou mais novo olhando para trás.
-Dez. -respondeu Tony. -E a cada tapa que eu der você vai ter que se desculpar por ser um gatinho mal. Entendido?
Peter balançou a cabeça.
-Responda com palavras, Peter. -falou Tony com a voz firme.
Somente o tom grave da voz de Stark já fazia sua pele arrepiar. Como gostava quando seu Daddy o punia daquele jeito.
-Entendi, Daddy. -murmurou.
-Muito bem. Vamos começar.
Peter empinou a bunda para que Tony tivesse a melhor visão.
Ele sentiu o primeiro tapa ser desferido, ardeu, mas era tão gostoso ter a grande mão de Tony contra sua pele, e o mais velho sempre dava um afagada em sua carne quando o punia. Era um tapa e um apertão.
-Um -contou o mais velho.
-Me desculpa, Daddy, fui um gatinho mal. -disse Peter.
O segundo tapa veio seco.
-Dois.
-Me desculpa, Daddy, fui um gatinho mal.
-Três...
Esse veio com um apertão generoso.
-Me desculpa, Daddy, fui um gatinho mal.
-Quatro.
O castanho sentia sua pele queimar e era aquele tipo de dor misturada com prazer que fazia ele morder o lábio.
-Cinco.
-Me desculpa, Daddy, fui um gatinho mal.
-Seis.
-Me desculpa, Daddy... f-fui um gatinho mal. -O tesão tomava conta de si, ele sentia o prazer queimar de dentro para fora, o ar lhe faltava.
-Sete.
-Me desculpa, Daddy, fui um gatinho mal. -disse Peter com dificuldade.
Sentia sua ereção contra a perna de Tony, começou a mexer o quadril para gerar atrito de seu membro contra o corpo do mais velho.
-Oito.
O calor do orgasmo vindouro se acumulava sobre seu ventre.
-Me desculpa, Daddy... Eu-Eu-Eu...fui um gatinho mal.
-Nove. -falou Tony entre dentes.
Peter gozou antes que a mão do mais velho encontrasse sua pele novamente. Ele afundou seu rosto contra os estofado do sofá enquanto os espasmos atingiam seu corpo.
-Dez... -Tony acaricou a pele vermelha da nádega de Peter, o mais velho se inclinou e deu um beijo sobre a derme irritada. -Que gatinho mais lindo... Agora é vez do papai brincar.
Peter se sentou por um momento para que Tony tirasse a calça que usava e a cueca. O membro do homem estava em pé e latente.
-Vem para o colo do papai, gatinho. -disse Stark batendo nas próprias pernas.
O castanho subiu em Tony e deixou que o membro acariciasse entre suas nádegas e flertasse com sua entrada.
-Lubrificante... -lembrou ele. Encarar o membro avantajado do homem sem lubrificante não seria tarefa fácil.
-Sem tempo para lubrificante, Baby. -disse Tony cuspindo na mão e levando a entrada pulsante do mais novo, que se remexeu sobre os dedos. -Senta, gatinho.
E assim Peter o fez, lentamente, tentando relaxar para que o membro quente e latejante de Stark se acomodasse dentro de si.
O homem se deslizou por inteiro, então Peter começou a rebolar sobre o colo de Tony.
Estava completamente tomado pelo prazer de ter o membro controlado dentro de si, sentia a glande deslizar sobre seu ponto e ele queria mais. Aquele choque de todo o volume do homem o explorando e massageando sua próstata.
Tony lambia seu pescoço e dizia coisas obscenas em seu ouvido, Peter se entregava completamente a luxúria do momento.
Quando percebeu já estava sentando sobre o colo do homem e o barulho das peles se chocando era alto no ambiente.
Ele colocou as mãos sobre o ombro de Tony e cavalgou o mais rápido que pôde. Encarava os olhos cheios de desejo do mais velho sobre si, as mãos dele sobre seu quadril, o guiando e o movimentando do jeito que gostava.
-Tão lindo o gatinho do papai. -disse Tony ofegante.
-Sim, Daddy, sou seu gatinho.
Stark começou a estimular o membro de Peter.
-Ah Daddy, que gostoso...
-Vai gozar pra mim, Baby? Goza para o papai...
Não demorou para que o castanho atingisse o ápice novamente, esmagando Tony dentro de si e se tornando mais apertado enquanto contraía sua entrada, foi ali que o mais velho teve sua deixa, ele tomou controle e começou a estocar Peter de modo intenso enquanto expressava todo seu tesão através de respirações entrecortadas e gemidos melodiosos.
Tony gritou e tensionou o corpo apertando Peter contra si enquanto atingia o orgasmo.
O castanho sentiu o mais velho o preencher.
-Ah gatinho... -ele falou ofegante.
Ambos demoraram bons minutos para recuperar suas integridades físicas.
Ficaram juntos se olhando ainda com desejo, os dois suados. Peter sentia que a tiara estava escorregando de sua cabeça. Era parte do pós sexo, aquela intimidade e leveza entre o casal.
-Estou com fome. -comentou ele saindo do colo de Tony e removendo o membro do mesmo de dentro de si lentamente.
-Eu também, acho que estou quase desmaiando. Que tal uma pizza? -ofereceu Stark. -É a melhor coisa para a larica depois de uma boa foda.
-Ah então agora você se lembra que tem que comer? -brincou Peter.
-Você acabou comigo, gatinho. -Tony puxou o mais novo para um beijo calmo.
Peter se afastou minimamente do outro para olhá-lo no olhos.
-Chega de trabalho por hoje. -falou ele em tom de censura.
Tony ergueu as mãos em rendição.
-Não se preocupe, sou todo seu.
-Ótimo. -falou Peter dando um selar nos lábios do mais velho. -Eu vou tomar banho primeiro.
-Nada disso, vamos tomar juntos. -disse Tony. -Será que esse gatinho gosta de brincar debaixo d'água?
-Achei que você estivesse quase desmaiando.
Tony deu de ombros. Ele tirou a tiara de pelúcia da cabeça do mais novo e colocou em si.
-O papai aguenta mais uma.
-Então o papai vai ter que alcançar o gatinho. -falou Peter, se levantou e começou a correr.
Tony riu e correu atrás dele, ambos correndo nus pela casa.
Eles viraram a noite comendo pizza e conversando.
Apesar do início do dia anterior, Peter não queria que aquele fim de semana acabasse. Ele estava gostando cada vez mais de aproveitar a companhia de seu Daddy, e, Tony adorava brincar com seu gatinho.
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