Capítulo 56
-Entra filha. –Convida, ao abrir a porta de casa para eu passar. Entro dentro de casa sem agradecer e caminho em direção á sala. A minha casa continuava igual como á dois meses atrás, nada mudou a não ser os enfeites de natal a mais, espalhados pela casa. –Filha, eu estou muito feliz que tenhas vindo aqui ter connosco, nós guardamos as tuas prendas de natal, eu e o teu pai... –Murmura a minha mãe, num tom alegre.
-Mãe, menos! –Exclamo ao interrompe-la. –Eu não vim aqui, para passar o dia de natal com vocês e muito menos, fazer visitas! –Coloco a minha mala em cima do sofá e caminho até á janela.
-Mas Ash...
-Onde é que está o pai? –Questiono friamente, ao interrompe-la mais uma vez.
-Ele está no escritório. –Sussurra.
-Vai chama-lo, nós temos coisas para falar! –Exclamo de costas para ela, enquanto eu olhava para o jardim da casa. Como eu gostava de voltar a ser criança e não estar nesta situação!
-Filha, que surpresa ver-te aqui, tu estás linda! –Viro-me de frente para ele, ao ouvir o elogio dele. o meu pai aproxima-se de mim ao abrir os braços dele, com um sorriso enorme nos lábios, na intenção de abraçar-me, mas eu estendo o braço á minha frente, para o impedir de se aproximar de mim.
-Não vim aqui para festejar o Natal com vocês, eu deixei de ter família! –Exclamo. –Eu vim para pedir, que pelo menos uma vez que seja na vida, que me contem a verdade. Eu preciso de saber, porque razão é que vocês fizeram isto, com a vossa própria filha!
-Minha querida... –A minha mãe olha para o meu pai durante uns segundos e vira-se, ao sentar no sofá ao meu lado esquerdo.
-O que aconteceu Ashley, foi que eu não tive outra alternativa. –Responde o meu pai. –Eu perdi muito dinheiro ao jogar no casino do hotel do Axel, eu pedi um empréstimo para jogar e eu não consegui pagar ao Axel tudo o que eu tinha pedido. –Explica ao baixar a cabeça envergonhado.
-Se tu não tinhas dinheiro para jogar, porque razão é que tu foste pedir um empréstimo ao Axel?! Já sabias perfeitamente que isto ia acontecer pai, nós não somos ricos para ficar-mos a pagar empréstimos assim tão altos. –Reclamo chateada. O meu pai continuava de cabeça baixada, envergonhado. Suspiro ao tentar acalmar-me. –Quanto é que tu perdes-te? –Questiono com receio da resposta que ele possa dar-me. O meu pai fica em silencio durante alguns segundos e eu acho que o silêncio dele quer dizer alguma coisa, eu até tenho medo da quantia altíssima que ele vai dizer. Mas por que é que eu nunca soube de nada? Como é que a nossa vida chegou a estes termos?
-Quase 100 mil dólares. –Responde num sussurro baixo. A minha alma parecia que iria sair do meu corpo, após ouvir o preço exagerado que tinha acabado de sair da boca dele. Eu não acredito que ele deve quase 100 mil dólares ao Axel! Como é que ele foi capaz de pedir um empréstimo assim tão alto para o Axel, sabendo que ele não tinha medias nenhumas para pagar?!
-Eu não acredito! -Levanto-me do sofa irritada e começo a andar de um lado para o outro. -Como é que é possível, que tu devas quase 100 mil dólares ao Axel?! Como é que isso é possível? Como é que tu deixas-te isto acontecer. –Questiono, sem acreditar em tais palavras.
-É verdade filha, a divida que eu tinha para com ele começou a aumentar e a aumentar e quando dei por mim, já tinha uma divida enorme para com ele. –Responde baixinho.
-E claro pai, que para pagar a tua divida, tiveste que dar-me a ele como troca do dinheiro, não foi?! –Questiono ironicamente.
-Ashley, não é nada disso que tu estás a pensar, acredita em mim. –Argumenta num tom triste, como se ele tivesse prestes a chorar.
-Como é que deixas-te isso acontecer pai?
-Aconteceu Ashley, simplesmente aconteceu! –Exclama o meu pai, com arrogância.
-Aconteceu pai?! –Questiono com ironia, ao repetir o que ele tinha dito. –Como é que tu tens coragem de dizer que aconteceu, se tu devias ou deves quase 100 mil dólares ao Axel e ainda por cima, vocês os dois foram capazes de darem-me ao Axel como uma troca de pagamento?! –Questiono, ao elevar o meu tom de voz.
-Ashley chega! –Exclama o meu pai, ao levantar-se do sofa de repente. –Tu não és ninguém para me julgar!
-Aí não? –Olho para ele chocada. Como é que ele ainda tem a lata, de me dizer que eu não sou ninguém para o julgar, sabendo que eu estou num problema enorme por causa dele?! –Como é que tu tens coragem de dizer isso, sabendo que por tua causa, eu estou presa a um casamento com o Axel?! Tu tens a noção, da asneira enorme que tu foste fazer pai? Tu foste destruir a minha vida por completo! –Exclamo, como se o meu coração tivesse a partir-se aos poucos e poucos. Como é que ele ainda pode dizer, que eu não sou ninguém para o julgar, se eu tenho a minha toda destruída por causa da divida, que ele tem com o Axel?! –Quem é que teve a ideia? –Questiono ao sentir nojo de mim própria, por fazer esta pergunta.
-Ashley, não é isso qu...
-Mãe chega! –A interrompo irritada. –Chega de arranjarem desculpas e mais desculpas. Quem é que teve essa ideia? –Insisti mais uma vez.
-O Axel. –Sussurra a minha mãe.
-Só podia ser ele! –Exclamo irritada. Como é que o Axel teve coragem, de ter essa ideia de me comprar? Incrível que a cada dia que passa, o Axel dececiona-me cada vez mais! Como é que o Axel teve a coragem de ter esta ideia nojenta, de dar-me como uma troca de divida?!
-Filha, nós não tivemos escolha. Naquele dia que ele nos chamou ate ao escritório dele, ele ameaçou-nos por na rua e ainda colocar um processo contra nós, por causa do dinheiro que devíamos. –Explica o meu pai, ao levantar-se do sofá e caminha na minha direção cauteloso, nos passos dele. –Minha filha, tu estavas na escola, já tínhamos sido alertados duas vezes, por causa do atraso do pagamento da tua escola e nós não tínhamos outra saída!
-Tinham sim pai! Vocês podiam perfeitamente, terem-me contado o que se passava, eu poderia ajudar! Eu poderia trancar a universidade, durante um ou dois meses, até eu começar a trabalhar para podermos pagar por mês, a quantia exagerada que tu fizeste por causa dos jogos! Mas agora darem-me ao Axel, como uma prova de pagamento pai, isso eu não esperava que vocês fossem capazes de fazer! –Olho para os meus pais, com uma deceção enorme no meu coração. Os meus próprios pais... –Por mais que vocês não tivessem escolha, nós poderíamos muito bem arranjar outra solução. Eu poderia começar a trabalhar e chegarmos a um consenso, para pagarmos todos os meses. Mas agora venderem me, como se eu fosse um nada para vocês?? Isso foi demais! –Sinto aquelas pequenas lágrimas, a escorrem pela cara.
-Ashley nós pensa...
-Chega mãe! Não vale a pena, darem me mais desculpas e desculpas! Eu não vou discutir com vocês sobre isso. –Caminho até ao sofá, pego na minha mala e caminho em direção á porta de casa.
-Ashley, filha nós temos que falar, nós somos teus pais. –A minha mãe interrompe os meus passos. Viro-me de frente para eles e por mais estranho que pareça, vejo a minha mãe a chorar enquanto estava abraçada ao meu pai.
-Por serem meus pais, vocês não tem o direito de fazer aquilo que vocês me fizeram, eu nunca vos vou perdoar! A partir de hoje, eu deixei de ser vossa filha, a partir deste dia vocês para mim morreram!
Com as lagrimas na cara, abro a porta de casa e saio ao fechar a porta com força. Caminho em passos longos em direção ao carro, eu pensava que tinha acontecido outra coisa qualquer, para que eu tivesse que casar com o Axel, mas agora venderem me por causa de uma divida de quase 100 mil dólares?! Essa foi a última coisa, que alguma vez me passava pela cabeça, os meus próprios pais darem-me a uma pessoa que eu não conheço de lado nenhum, por causa de uma divida! Nós juntos, poderíamos ter chegado a algum lado, eu poderia pedir um tempo á universidade e começar a trabalhar para pagar-mos ao Axel. Mas agora, eles decidiram dar-me ao Axel, como se eu fosse uma compra qualquer, como se eu fosse um objeto insignificante para eles... não se importaram se eu era filha deles ou não, simplesmente deram-me ao Axel como se fosse uma troca! Eu até posso compreender que eles tivessem numa situação, onde não sabiam o que poderiam fazer, mas a primeira coisa que eles deviam de ter feito era contarem-me o que se passava, antes de tomarem qualquer decisão definitiva! Eu nunca pensei, que eles fossem capazes de fazer isto comigo, eu que sou a própria filha deles!
Chego a casa, desligo o carro, pego na minha mala e saio do carro irritada, ao deixar a porta fechar com força. O Axel vai ouvir daquelas, que com toda a certeza ele não vai gostar! Os seguranças á volta da casa, olhavam para mim com um ar sério, passo por eles ao caminhar até á porta de casa e um dos seguranças caminha á minha frente, para abrir a porta de casa.
-Obrigada. –Agradeço, ao passar á frente dele. Apesar de estar irritada, falta de educação isso eu não suporto, porque mesmo que eu esteja irritada, eu não vou deixar de agradecer ás pessoas que fazem apenas o trabalho delas!
Coloco a chave do carro em cima da mesinha branca, que havia á entrada da casa e caminho em direção ao escritório do Axel. Eu aposto que aquele monstro, deve de estar no escritório dele a trabalhar, como não faz mais nada da vida a não ser isso!
-Ashley finalmente chegas-te! –Vejo o corpo da Isabel a correr alarmada, na minha direção.
-O que é que se passa? –Questiono.
-O Axel anda louco por teres saído de casa, sem a autorização dele! Ele já esteve a discutir com os seguranças por te terem deixado sair, o Axel está completamente alterado por teres saído Ashley! Nunca devias de ter saído, sem a autorização dele! –Argumenta num tom sério, mas preocupada ao mesmo tempo. Eu nem imagino o escândalo, que o Axel fez aqui em casa quando descobri-o que eu não estava aqui. Mas eu aposto, que ele sabe perfeitamente onde é que eu fui, não sei porque razão é que ele faz este tipo de escândalos, tudo só para chamar a atenção!
-Não te preocupes Isabel, eu estou bem e ainda bem que ele anda á minha procura, porque eu também ando á procura dele, temos assuntos importantes para resolver! –Exclamo irritada. De hoje não passa, ele hoje vai ouvir tudo aquilo, que eu esperei durante 2 meses para lhe dizer e claro, que depois do que eu fiquei a saber, eu vou fazer de tudo para ter o divórcio nas minhas mãos, nem que tenha que ser ás escondidas, mas não fico nem mais um dia, casada com este monstro!
-Ashley, tem santa paciência por favor, não vás procurar ainda mais uma discucão desnecessária, o Axel já está chateado o suficiente. –Responde. No tom de voz dela, via-se perfeitamente que ela estava com medo de alguma coisa, só não sei bem o que era...
-Está bem –É tudo o que eu respondo. Eu não vou prometer ou dizer alguma coisa, se eu sei que não vou conseguir cumprir! Eu não gosto de prometer palavras, sabendo que eu não vou conseguir cumprir.
Desvio o meu caminho do dela, ao caminhar pela casa a fora, em direção ao escritório do Axel. O Axel vai ter que dar-me muitas justificações! Eu tenho vergonha de mim mesma, só de pensar que eu entreguei a minha virgindade, que entreguei-me a ele naquele dia... eu fico com nojo e vergonha de mim mesma! Eu devia de ter tentado mais e mais, para fugir desta casa, eu não devia de ter-me preocupada com as ameaças ocas da parte dele! Eu devia de ter mantido afastada dele, a todo o custo, eu devia de ter ignorado aquelas palavras "queridas" da parte dele, tudo o que ele queria era só levar-me para a cama e mais nada!
Vejo finalmente aquele porta de madeira, mesmo á minha frente, com certeza esta vai ser a última vez que eu vou por os meus pés dentro deste escritório! Quase a chegar á porta do escritório, eu ouvia a voz do Axel a falar com alguém, mas não ouvia a voz da "outra pessoa", apenas a dele!
-Eu não quero saber... eu não dei ordens a ninguém, para a deixarem sair... quando ela estava ai fora, vocês só tinham que a impedir de sair ou chamarem por mim... vocês são uns incompetente! –Com quem é que ele estaria ao telefone?!
Sem espera nem mais um segundo, coloco a minha mão que tremia sem parar, na maçaneta da porta e abro a porta com força para trás. Vejo o corpo do Axel, em pé á frente da janela, de repente ele vira-se de frente para mim, após ouvir a porta do escritório a abrir-se. Eu via que ele olhava para mim com um olhar enfurecedor, eles estavam completamente cheio de odio e raiva, mas eu aposto que não estão mais do que os meus!
-Quem é que te ordenou, sair desta casa sem a minha autorização Ashley?! –Questiona, ao virar-me totalmente de frente para mim, eu via as veias do pescoço dele a saírem para fora. Isso mesmo Axel, explode!
-Apeteceu-me! –Exclamo ironicamente. Fecho a porta do escritório com força e caminho até á cadeira, que se encontrava á frente da mesa dele.
-Eu não te dei ordem nenhuma, para saíres desta casa Ashley! Podes querer que esta foi a tua última vez, que tu pões os pés fora desta casa e ai...
-Chega Axel! –Exclamo ao interrompe-lo. O Axel cala-se e olha para mim, com um olhar que quase que me matava se pudesse. Aposto, que o Axel não estava á espera que eu o enfrenta-se assim, mas sinceramente eu estou nem aí, para aquilo que ele pensa ou acha! –Chega das tuas ordens, chega de ameaças e chega sobre tudo, de viver por baixo do mesmo teto que tu! –Exclamo com firmeza e coragem, após levantar-me da cadeira. Coloco-me atrás dela e começo a andar devagar, de um lado para o outro. –É incrível, como para ti, é simples chegares aqui e dizeres, Ashley faz isto, Ashley faz aquilo, Ashley fazes aquilo que eu mando! Mas tu não és capaz, de te meter na minha pele uma única vez que seja Axel!
-Ashley do...
-Eu tenho nojo, de pessoas como tu Axel! –Exclamo, ao interromper as palavras dele. O Axel abre a boca para dizer o que quer que seja, mas nem sequer lhe vou dar essa oportunidade. –Tu foste capaz de comprar-me, em troca de uma divida de 100 mil dólares Axel... Como é que tu foste capaz?! –Questiono, num sussurro.
-Cada um joga como pode! –Exclama, ao dar-me um pequeno sorriso como resposta. Ele desvia finalmente aquele olhar sombrio do meu e caminha até á cadeira dele. O Axel senta-se no lugar dele, encostado na cadeira para trás e olhava para mim, com um sorriso de lado nos lábios.
-Como é que tu és capaz de dizer isso Axel? –Questiono chocada, com quais palavras. Ele não sente nenhuma compaixão, por ver o erro enorme que ele cometeu? –Tu tens a noção, do que tu fizeste? Tu compraste-me Axel, tu des-te a ideia de comprar-me, em vez de tentares negociar com os meus pais, para conseguirem pagar a divida do meu pai ao jogo! Como é que tu és capaz de dizer isso? Tu compraste-me e obrigaste-me a casar contigo, como se nada tivesse acontecido!
-Tu não vais fazer de mim o mau da história, o teu pai é que tem a culpa por ter pedido um empréstimo, sabendo que ele não tinha dinheiro para pagar o que deve! –Exclama com arrogância.
-E tu não devias de ter deixado! Mas claro, tu deixas-te ele pedir o empréstimo! Fizeste de prepósito não foi Axel?! Admite! Isto fazia parte do teu plano, não fazia?! Ganhares dinheiro ou pessoas, á custa dos outros! ADMITE! ISTO FAZIA PARTE DO TEU PLANO! –Grito. Eu estava a chegar ao meu limite com ele, ele não mostrava qualquer reação a esta conversa, está a irritar-me o facto dele estar ali sentado, calmo, sem discutir como se isto tudo fosse normal! –ADMITE! –Grito o meu alto que eu podia!
-CHEGA ASHLEY! –Grita de volta, ao bater com a palma da mão, com força na mesa. –QUERES QUE EU ADMITA? EU ADMITO SIM, ISTO TUDO FAZIA PARTE DO MEU PLANO, PORQUE EU QUERO-TE COMO MINHA MULHER, DESDE DO PRIMEIRO MOMENTO ONDE EU POS OS OLHOS NAQUELA FOTOGRAFIA E QUANDO EU QUERO UMA COISA, EU CONSIGO NEM QUE TENHA QUE SER Á FORÇA! TU AGORA ÉS MINHA ASHLEY, MINHA! –A minha boca abre-se de espanto e o meu primeiro reflexo é recuar para trás assustada, com as palavras sombrias dele. Coloco a mão na boca, para esconder o meu espanto e sinto a água a molhar a minha mão. Eu nem sequer tinha-me apercebido que estava a chorar, eu estava tão concentrada na minha raiva, na minha mágoa, que nem sequer dei conta que já estava a chorar, mas isto era demais para mim... Como é que ele é capaz de dizer isto?! –Tu agora já estás casada comigo e é assim que vai continuar Ashley, porque tu só saís desta casa se me matares!
Eu não estava a conhecer, o ser humano que estava á minha frente neste momento! Ele não era o mesmo Axel, que ajudou-me naquele dia no meu quarto após o assalto, este homem que estava á minha frente, não era o mesmo que eu tinha a necessidade de senti-lo junto ao meu corpo, naquele maldito dia do assalto ... ele não era o mesmo ser humano, que eu vi naquele dia após dar-me dar-me o cavalo! Naquele dia, parecia um homem completamente diferente daquele que está á minha frente, neste exato momento. O Axel olhava para mim, de uma forma estranha, eu não consigo dizer o que estava naquele olhar dele, aquele olhar...aquele silêncio...eram estranhos e ao mesmo tempo, era assustador. Como é que o Axel é capaz de comprar-me, passar por cima dos outros, só para poder ter aquilo que ele quer? O Axel obrigou os meus pais a venderem-me para ele, a custo de ameaças... que espécie de homem é que ele é?
-Tu metes-me nojo! –Exclamo com raiva.
Eu sentia-me agoniada, só de estar a olhar para ele, só de estar a respirar o mesmo ar que ele! Como é que ele consegue ser assim, como é que ele consegue ter este tipo de pensamentos, de comprar uma pessoa como se eu fosse uma coisa qualquer para ele? O Axel olhava para mim com um ar furioso, era assustador ter o olhar dele assim sobre mim e ao mesmo tempo, ele estar calmo e silencioso!
-Eu quero o divórcio Axel! Eu não vou continuar casada com uma pessoa, por quem eu não tenho qualquer sentimento, uma pessoa que é capaz de comprar outra pessoa, só porque quer a todo o custo! –Exclamo, confiante de mim mesma.
-Ashley, eu acho que tu ainda não percebes-te as coisas, mas eu vou repetir! Entre nós os dois, não vai haver divórcio nenhum, queres o divórcio? Só se me matares! –Explica calmamente. Eu não estou a perceber este comportamento do Axel, ele estava calmo de mais e isso estava a assustar-me! Normalmente, o Axel explode ou irrita-se comigo, quando eu falo sobre isto, mas parece que desta vez ele está calmo de mais!
-Tu... não vais obrigar-me, a estar casada contigo! –Exclamo.
Olho para o Axel seriamente, começo a vê-lo um pouco desformado, parecia que não o estava a ver bem. Vejo os lábios dele a mexerem, ele falava alguma coisa, mas eu não conseguia ouvir. O que é que se passa? Sinto o meu corpo a ficar mole, estendo a mão para a frente para agarrar na cadeira, mas não consigo chegar a tempo de a segurar e caio para o lado, ao bater com a cabeça no chão. A minha cabeça parecia um ninho de abelhas, eu ouvia zumbidos por todo o lado, olho para cima e vejo o corpo do Axel a correr na minha direção, mas não consegui segurar mais os olhos abertos e os fecho por completo.
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