Capítulo 3

Caminhamos por entre as pessoas, não sei onde estou a ir, mas eu sigo o meu pai e a minha mãe que caminhava atrás de mim. A sala é bastante grande, vista agora que estamos a andar para algum lado. Vejo o meu pai, a ir em direção até a uma porta branca grande, no pequeno corredor ao lado das escadas, ele abre a porta e desvia-se para o lado, ao dar-me passagem para que eu possa entrar em primeiro. Entro devagar e olho á volta para aquele escritório lindo. Madeira castanha escura no chão e no teto, quanto ás paredes, eram cobertas por uma cor cinzenta muito clara, com uma televisão enorme em frente á mesa e um sofá branco que se encontrava ao lado da mesa. Duas janelas grande, cobriam os dois lado do escritório, onde uma delas dava uma paisagem maravilhosa, para a parte de frente da casa, onde continuava a entrar vários carros para dentro da propriedade. Fico a admirar tudo á volta, quando o meu pai senta-se na cadeira do escritório. 

-Senta-te Ashley. –O meu pai aponta para o sofá e depois caminha até á cadeira grande branca que estava na mesa com aminha mão ao lado. Sento-me no sofá e olho para os meus pais que estavam um olhar sério mas ao mesmo tempo eu via que eles estavam meio tristes.

-O que é que se passa? Por que é que estamos aqui? –Questiono meio preocupada.

Os meus pais, olham um para o outro e depois olham para mim. Estou a começar a ter medo, do que eles estejam a preparar para falar. A minha mãe aproxima-se de mim devagar e ao chegar ao meus pés, ela ajoelha-se á minha frente. Abraça as minhas pernas e começa a chorar, no meu colo. Levanto os meus braços para cima, ao encontrar-me chocada e admirada, com a atitude da minha mãe. Agora mais do que nunca, eu quero saber o que é se está a passar, porque esta atitude dela não é normal!

-Mãe... –Começo a ouvir o choro alto dela, soluçava e eu em choque sem saber o que havia de fazer. Olho para o meu pai e ele estava com a cabeça baixa sem olha para mim. –Mãe o que se passa? Conta-me. –Ela levanta a cabeça e olha para mim. Ao ver aquele olhos vermelhos de choro, os meus olhos começam a formar-se lágrimas também. Ela vira a cara para trás, ao olhar para o meu pai, que continuava com a cabeça baixada. O que é que se está a passar, aqui á frente dos meus olhos?

-Por... por favor Oliver, não vamos fazer isto á minha menina. –Diz a minha mãe, entre os soluços. Fazer o quê? O que é que ela está a falar?

-Fazer o quê, mãe? O que é que se passa? Por que é que não me contam, o que se está a passar? Pai!

O meu pai levanta o olhar dele e vejo lágrimas, a cair pela cara. Primeira vez em 19 anos, que vejo o meu pai a chorar... Para ele estar a chorar, algo de bom não é, isso eu tenho a certeza, não sei por quê, mas estou com medo do que possa vir aí...

-Aurora, não tornes isto mais complicado, do que aquilo que já está. –Murmura, ao limpar as lágrimas. –Nós não temos escolha. 

-Filha... –Murmura a minha mãe. Olho para ela e limpo-lhe as lágrimas, que escorriam como rios. –Por... por favor perdoa-me. 

-Mas perdoar, o quê? Contem de uma vez! –Imploro.

-Tu vais-te casar com o Axel! –Exclama a minha mãe. Olho para ela, com a boca aberta chocada, com o que ela acaba de dizer. Eu acho que não ouvi bem, esta parte. Como assim casar? Que história é essa, de casamento?!

-O quê? Casar? Casar com quem? –Olho chocada para os meus pais. Como assim casar, com uma pessoa, que nem sequer conheço!? Mas o que é que se está aqui a passar, que não estou a perceber nada, daquilo que se está a passar á minha volta. 

Olho para a minha mãe, que chorava e soluçava. De repente ouço a porta, viro a cara e vejo um homem com cabelo castanho, com olhos azuis claros, a olhar para nós com uma cara séria. Um homem, com um termo azul escuro e preto, que sobre saiam os músculos dele. Ele entra no escritório e fecha a porta, atrás de mim. Mas quem é este? Entra assim de repente no escritório... Não... não me digam que é com ele! 

-Comigo! –Argumenta, num tom sério de mais. A minha boca, abre-se completamente sozinha e começo a sentir as lágrimas, a escorrer-me sozinhas pela cara. Isto só pode ser um sonho!



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