Capítulo 10
Os lábios dele eram como um vicio, vontade de beijar mais e mais e mais. Sinto a mão dele na minha nuca e puxa-me mais para ele, como se ele não quisesse separar os nossos lábios. Mas eu não posso fazer isso! Separo os nossos lábios muito de repente e saio do colo dele, quase a correr até á porta do escritório, sem deixar alguma oportunidade do Axel falar o que quer que fosse. Abro a porta e dou de caras com o Aphonso, mesmo á minha frente. Passo por ele e começo a correr pelo corredor a fora. Que vergonha, porque é que eu tinha logo, de me sentar no colo dele? Porque é que estava com medo dele? Isto vais contra os meus preconceitos. Ele não devia de ter me beijado e muito menos, devia de ter sentido alguma coisa, ao sentir aqueles lábios nos meus...
Paro de correr ao chego até á sala, arranjo o cabelo e caminho em passos longos até á cozinha, como se nada tivesse acontecido. Entro na cozinha e vejo a Maryann sentada no balcão, enquanto a Isabel fazia um lanche.
-Ashley! –Ela grita e a Isabel olha para mim.
-Está tudo bem? –Pergunta Isabel. Não, não está nada bem.
-Sim. –Dou um sorriso forçado. –Então, o que é que as duas estão a fazer? –Pergunto, ao aproximar-me de ambas.
-A Maryann estava a dizer, que queria comer crepes para o lanche, mas eu estava a explicar que ainda era cedo. –Explica-se.
-Vamos brincar e depois comemos, sim? –Questiono.
-O meu irmão deixou? –Pergunta, ao formar um enorme sorriso, nos lábios dela.
-Claro que sim! Vamos?
-SIM! –Grita. Entendo os meus braços, para tira-la de cima do balcão, coloco ela no chão e a mesma, começa a correr no mesmo segundo, onde coloca os pés no chão.
-Não corras Maryann. –Grito, não posso esquecer o que o Axel disse, ela tem asma, se acontecer algo a culpa será minha e iria sentir-me muito mal, mesmo se algo acontecesse com ela. Fico parada no tempo, a sorrir.
-Passou-se alguma coisa, entre ti e o menino Axel? –Pergunta a Isabel, ao tirar-me dos pensamentos. Olho rapidamente para ela, durante alguns segundos e encosto-me no balcão, ao lado dela a olhar para o chão.
-Não... Claro que não. –Digo um pouco nervosa, que vergonha por ter beijado dele no escritório, mas naquele momento eu tive medo do que ele seria capaz de fazer, aos meus pais. Ele faz tantas ameaças, não sei se serão verdade ou não. Eu não sei, se ele seria capaz de fazer algo, por mais que não passem de ameaças, eu nunca sei o que pode vir da parte dele, eu não o conheço...
-Tens a certeza? Eu sei que ás vezes ele é muito... Possessivo e mandão, mas tem um bom coração, não faz por mal.
-Esse é o problema. –Olho rapidamente para ela e começo a andar pela cozinha, inquieta. –Ele tem que perceber, que eu não vou ser feliz aqui. Se dizes que ele tem um bom coração, porque é que ele não me deixa ir embora? Ele quer que eu fique aqui, para quê?! Eu não gosto dele! Ele não gosta de mim! Eu não quero, casar com ele. –Murmuro e baixo o meu olhar, até aos meus pés. Pode ser, que ela consiga falar com ele sobre isto, eu vou sofrer aqui, dentro desta casa.
-Olha Ashley, eu conheço o Axel desde que nasceu. Ele tem um coração de ouro, mesmo que não o demonstre. Ele vive para ele e para a menina Maryann. Ela é tudo na vida dele, é como se fosse uma filha. Mas aqui, nós temos regras e todos somos obrigados a aceitar. Não penses, que ele é monstro, só porque quer obrigar-te a casar com ele. –Levanto o meu olhar, na direção dela. –Há coisas, que nós não sabemos as razões, tu não sabes o que se passa ou já se passou, para ele obrigar-te a casar com ele. Não há nada, que possamos fazer. –Argumenta, ao olhar para mim com um ar preocupada. Coração de ouro? Não sei onde! Eu só vejo um monstro, com duas personalidades.
-E ele ameaçar-me, com a minha família?! Isto é de loucos. Não vou casar com ele, nem que para isso eu tenha que fazer asneira, mas com ele eu não caso. –Cruzo os braços determinada. Se ele pensa, que vai ser fácil a vida dele, está muito enganado.
-Ashley! Por favor, não faças nada. –Ela aproxima-se de mim preocupada e pega nas minhas mãos. –Podes vir a ter consequências mais tarde, o Axel pode ser um bom rapaz, mas também pode ser muito mau.
-Por favor Isabel. –Sussurro, ao sentir as minhas lágrimas a formarem-se nos meus olhos. –Tenta convence-lo, a deixar-me ir embora por favor! Eu não vou aguentar ficar aqui, por favor tenta. Fala com ele. –Suplico.
-Posso saber, o que é que ela tem que falar comigo? –Ouço a voz do Axel arrogante, atrás de mim. Afasto-me da Isabel, com a cabeça baixada e encosto-me á bancada. Não podias ter aparecido numa outra hora, tinha que ser mesmo agora! –Estou á espera de uma resposta, Ashley! –Ordena.
-Hm... Nada. –Corro para fora da cozinha, sem olhar para trás, indo até um dos corredor, para ver onde a Maryann andava.
Primeiro, estava todo querido comigo e agora parece um monstro a falar. Porque é que isso mexe comigo? O que é que ele está a espera? Ele tem que me deixar ir embora, não posso ficar aqui sem poder fazer nada, a ver os dias a passar e o "casamento" aí á porta. Tenho que arranjar uma maneira, que este casamento não se realize, sem arranjar problemas para mim e para os meus pais.
Ando por aqueles corredores compridos, eu não sei onde isto vai dar, mas a algum lado vai dar, com certeza. Olho para uma das paredes e uma fotografia, chama a minha atenção. Aproximo-me e vejo que era a Maryann, que estava a brincar com o Axel no jardim, quando ela era mais pequena, devia de ter mais ou menos, três anos. Nesta foto, dá para ver que ele tem um sorriso lindo, um sorriso que é raro ver, está sempre de mau humor e ele é bruto comigo. Eu acho exatamente normal, eu não querer casar com ele! Aquele beijo no escritório, nunca devia de ter acontecido, mas também não voltará a acontecer. Viro a cara e continuo a andar pelo corredor.
-Maryann? Onde estás? –Grito. Vejo ela a aparecer, na porta de um quarto.
-Estou aqui. –Responde e volta a entrar no quarto.
Caminho até ela, entro no quarto onde ela estava e olho chocada, para tudo aquilo á minha volta. Mas que quarto é este... É lindo, pequeno, quente, confortável e com um monte de brinquedos. Não me admira, que o Axel deia muita atenção á menina, ela tem tudo aqui. Assim, também não se cansa e não fica com asma. Ela senta-se numa mesa pequena cor-de-rosa, que se entrava no meio do quarto, enquanto eu fico em pé, a olhar á minha volta.
-Queres desenhar comigo? –Ela levanta umas folhas brancas. Caminho até á mesa e sento-me na pequena cadeira, ao lado dela.
-Sim. –Ela sorri e dá-me uma folha. Pego numa caneta cor-de-rosa, em cima da mesa e fico a olhar para ela, enquanto desenhava não sei o quê, naquela folha branca. -Posso saber, o que vais desenhar?
-Vou fazer um desenho, para o Axel. Eu, tu, os meus irmãos, a Liane e a Isabel. –Responde toda entusiasmada. Com apenas cinco anos e já fala bem, tem um bom desenvolvimento. –E tu? –Questiona, ao levantar o olhar dela, até ao meu.
-Não sei. –Respondo, com um sorriso.
-Porque não desenhas a tua família? –O mei sorriso desaparece dos meus lábios, só de pensar na minha família. Os meus pais, como será que estão, como é que eles tiveram coragem de me fazer isto, de me deixar aqui como se não fosse importante para eles, como se fosse uma qualquer. –Estás triste Ashley? –Questiona baixinhl, ao olhar para mim de uma maneira triste.
-Não. –Dou um pequeno sorriso. –Que tal, se fizermos juntas um desenho para o Axel? Tu fazes nós todos e eu faço as nuvens e o sol. O que achas?
-Sim. -Grita toda contente.
Ela pega nas canetas e começa a fazer "nós" todos. Pego na caneta azul e começo a fazer as nuvens, á volta daquela folha de papel. Olho para ela a desenhar e a maneira que ela desenha é engraçada, para uma menina de cinco anos. Ela é especial, nota-se isso na maneira como ela é, com todos aqui em casa. Ela não me conhecia e abraçou-me, só porque o irmão disse que eu era bonita. Eu também não sei mais, o que ele disse sobre mim, mas acho que ela ficou contente, por saber que tem mais uma pessoa aqui em casa, para brincar. Mas pergunto-me, porque é que ela está aqui e não, na casa dos pais ou então na escola.
-Gostas de desenhar princesa? –Pergunto, ao continuar a desenhar a minha parte.
-Sim. Sabes, os meus irmãos dizem que eu vou ser uma artista, quando for maior. –Responde-me com uma felicidade enorme naquelas palavras.
-Sim, tu tens muito jeito para desenhar. –Elogio, ao olhar para o desenho dela. Ela não parece nada, uma menina com asma, mas também não sei o grau da gravidade. A Maryann parece uma menina normal, como todas as crianças da idade dela.
-Ashley, tu vais morar aqui connosco? -Ambas paramos de desenhar e olhamos uma para a outra. E agora, o que é que eu respondo? Sim ou não?
-Maryann... Eu...
-Posso? –Sou interrompida, pelo voz do Axel. Olho para a porta e vejo o mesmo, com as mãos nos bolsos das calças, a olhar para nós. Mas porque é que este homem, tem que estar sempre onde eu estou? Ele não pode ficar no canto dele?
-Sim. Sabes, eu estou a desenhar com a Ashley. –Explica toda contente. Reviro os olhos e vejo o corpo dele, a aproximar-se da mesa. O Axel coloca-se de joelhos na mesa, á frente da Maryann. Puxo a cadeira disfarçadamente para o lado da Maryann e continuo a desenhar a minha parte do desenho, envergonhada. Que vergonha, de estar assim ao lado dele, sem falar sobre o que se passou... Gostava de saber, o que é que ele estaria a pensar, naquele momento.
-E estás a portar-te a bem? –Pergunta.
-Sim. –Ela sorri e volta a desenhar. Consigo sentir o olhar dele sobre mim, que está a deixar-me um pouco constrangida. Não gosto, de ter o olhar dele sobre mim assim. Baixo mais a cabeça para baixo, para não ter que sentir aquele olhar dele assim, sobre mim.
-Ashley! –Continuo a olhar para o desenho, ao ignora-lo. –Vamos ali fora falar.
-Agora não posso. Estou a pintar. –Respondo, num tom arrogante.
-Princesa, posso levar a Ashley até lá fora, para falarmos? Depois ela volta outra vez, para pintar contigo. –Diz que não. Diz que não. Diz que não. Ela levanta o olhar com um sorriso e abana a cabeça em confirmação e troca de caneta.
-Anda Ashley. –Ele levanta-se, mas eu continuo a pintar, ao tentar ignora-lo. –Ashley, vamos. –Continuo a ignorar. –Ashley!
Assopro irritada e levanto-me da mesa, disparada para fora do quarto. Saio do quarto e encosto-me na parede, a olhar para o lado, com os braços cruzados contra o meu peito. Não posso estar nem um minuto sossegada, no meu "canto". Vejo o corpo do Axel, a ser colocado a poucos centímetro á minha frente, sem dizer nada . Põe-te longe de mim, longe! O que é que ele quer agora?! Ficamos assim calados, sem dizer nada um para o outro, o meu olhar era fixado num ponto no chão, mas eu sentia o olhar dele sobre mim. Há minha frente, era lógico que ele iria olhar para mim!
-Tu já comes-te? –Reviro os olhos, ao ouvir a pergunta dele, não acredito que ele chama-me, só para perguntar isso.
-Eu não acredito, que me chamas-te só para perguntar isso. –Desvio o meu olhar, até ele.
-Responde Ashley. –O Axel cruza os braços, contra o peito e consigo ver os bem os músculos formados, através da camisola dele. Mas que músculos...
-Não. –Respondo agressivamente.
-Tu não almoças-te. Vai comer qualquer coisa. –Ordena.
-Não quero. Eu já pedi á Isabel, para trazer depois um lanche para mim e para a Maryann, não preciso de comer mais nada. –Argumento brevemente.
-Eu não perguntei nada, eu mandei-te! Vai. –Continuo encostada á parede, sem mexer um único músculo. Ele que não pense, que vou cair na conversa dele, de menino mimado e mandão.
-Eu já disse, que não quero. –Olho para a profundidade dos olhos dele azuis. –Eu vou comer o lanche mais tarde. Agora, vou voltar para o quarto.
Viro-me para voltar para o quarto, mas sinto a mão dele, a segurar-me o braço direito com força, no mesmo segundo que eu não dei nem dois passos. Ele deve ter problemas graves! O Axel puxa-me outra vez para onde estava, sem me magoar, de maneira ao ficar de novo de frente a ele, mas ele não largava o meu braço.
-Larga-me! –Digo calmamente e devagar. Tento puxar o meu braço, mas ele segura com força, ao sentir a minha própria força, para tentar afastar-me dele.
-Vai comer Ashley! –Respiro fundo calmamente antes de irritar-me com ele.
-É isto que tu queres? Que a tua irmã venha aqui e que veja que o irmão que tanto ela gosta está agarrar-me á força? É isso que tu queres? –Os lábios dele ficam numa linha recta, não sei se ele vai explodir aqui ou não.
-Eu mando aqui e tu só fazes aquilo que eu quero. E se eu digo que vais comer é por que vais. Eu não te quero doente! –Responde com arrogância no tom de voz.
-Mas eu estou bem. –Digo calmamente. –Eu já pedi um lanche á Isabel, não vou morrer por esperar mais um pouco pelo lanche.
-Eu digo-te já Ashley, com essa tua teimosia não vais muito longe, sabes muito bem onde é que tu vais com esse tipo de atitudes. Por isso aconselho-te a parar aqui e agora com esse feitio, vais fazer o que eu estou a mandar e mais nada! –Reviro os olhos e viro a cara para o lado. Detesto que ele fique a usar os meus pais para me enfraquecer. Sinto a mão dele a apertar no meu braço e faço uma cara de dor.
-Estás a magoar-me. –Tento tirar o meu braço. Ele respira fundo com os olhos fechados.
-Vamos fazer assim! Eu vou á cozinha, vou buscar alguma coisa e vais comer. Se não já sabes para onde voltas.
-Tu estás a dizer que se eu não comer que me fechas no quarto?! –Olho chocada para ele, ele não pode estar a falar a sério. O que é que ele tem dentro da cabeça dele para ele ser assim comigo?
-Sim! –Responde de uma maneira rígida.
-Mas... Mas se eu comer alguma coisa agora, eu não vou conseguir lanchar com a Maryann. –Tento fazer aquela minha cara mais confiante. Axel olha para nos meus olhos sem dizer nada, num completo silêncio. O olhar dele muda em apenas uns segundos, neste exato momento consigo ver o mesmo olhar que ele tinha no escritório quando estava sentada no colo dele. Um tom de azul clarinho voltou.
-Está bem. –Ele larga o meu braço. –Mas vais lanchar!
-Sim. –Digo um pouco tímida. Pensava que ia ser mais difícil. -E... –Baixo a cabeça ao olhar para os nossos pés.
-E o quê? –Axel coloca os dedos delicadamente na minha cara, levanta a minha cabeça devagar e olho bem nos olhos dele. Vá coragem Ashley, não desistas agora.
-Tu... Há pouco quando estavas a discutir no quarto, tu dizes-te que eu ia á festa... Voltas-te com a tua palavra atrás por quê? –Ele tira a mão dele da minha cara e baixo o meu olhar envergonhada.
-Tu hoje tiraste-me do sério Ashley! E eu disse-te que os teus atos tinham consequência. Tu tens que aprender a respeitar-me Ashley, se não as coisas vão correr mal dentro desta casa e tu não vais gostar. Não penses que as coisas vão ser como queres porque não vão, as coisas nesta casa são como eu quero e como eu digo e tu só tens que respeitar e mais nada! Tu não és diferente de todos. –Baixo ainda mais o meu olhar ao olhar para a minha barriga. Agora vou ter que ir aquela festa como se fosse mulher dele. Como se nada se passa-se, mas estamos aqui no meio de um enorme problema. –Tu vens comigo!
-Tu não entendes o me...
-Eu não tenho que entender nada! –Interrompe-me ao falar um pouco alto comigo. –Eu não tenho que entender nada Ashley, quando eu digo uma coisa ela é assim e mais nada! E eu dei-te um ordem, tu vens comigo e ponto final! –Exclama amargamente.
-Axel por favor. –Levanto o meu olhar até ao dele e tento fazer a minha cara de coitada. –Eu não quero ir. Eu não sou mulher que participa nesse tipo de festas sociais e nós não estamos casados. –Sinto as minhas bochechas a ficarem quentes de vergonha. –Quero ficar aqui com eles.
-Não vale a pena insistires Ashley, tu vens comigo! Na próxima vez vais pensar duas vezes antes de tentares brincar comigo. –Tenho que arranjar uma maneira dele me deixar ficar. Mas o que é que eu posso usar? Já sei!
-Axel... –Ponho a minha mão no peito do lado direito dele. –Eu estou a brincar com a Maryann, o teu irmão saiu, ela não tem ninguém com quem brincar.
Espero que isto resulte. Se o Axel usa os meus pais para me chantagear, então eu uso a pequena Maryann que não tem culpa nenhuma da nossa situação. Mas eu também não tenho culpa da porcaria que ele faz com os meus pais. Espero que consiga pelo menos convence-lo a deixar-me ficar.
-Está bem. –Dou um sorriso enorme. Até que em fim, consegui. –Mas não me faças arrepender disto Ashley, tu vais ficar mas vais seguir as regras que eu dei!
-Obrigada. –Digo um pouco tímida. Ele passa a mão dele pela minha cara e olha nos meus olhos. Este homem deve ter algum problema com olhos a sério. Desvio a cara e afasto-me dele. Não quero que aconteça a mesma coisa que aconteceu no escritório! Aquilo está fora de questão. –Eu... Eu vou entrar.
Entro no quarto com ele atrás de mim e vejo ela na mesma posição a desenhar. Uma menina linda, querida, mas tão sensível. As vezes pergunto-me se ela é mesmo irmã do Axel e do James. Ela não tem nada haver com eles. Mas ambos dão atenção a ela e isso é o mais importante. A Maryann é especial, ela tem alguma coisa que... me deixa contente nela. Se estou zangada, ela sorri para mim ou fala comigo, eu deixo de estar zangada. Maryann levanta o olhar dela até nós ao sentir a nossa presença no quarto.
-Olha mano, olha o desenho que eu fiz.
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