cabana dos exilados
Uma semana depois, Grace se manteve calada sobre os acontecimentos com Matthew. Ele resolveu levar a sério, nos primeiros três dias, o tempo que ela precisava, mas começou a procurá-la incessantemente nos dias seguintes. Isso fez com que Grace sumisse das redes sociais, e tomasse aquele tempo para refletir, orar e estudar.
Havia uma semana que Grace não falava muito com Thomas, ainda que se encontrassem na escola, inevitavelmente. Eles se restringiam a somente conversas necessárias, o que estava deixando Thomas bastante preocupado.
Ainda era manhã de sábado quando Thomas chamou Grace para conversar por mensagens.
Thomas: Preciso conversar com você...
Grace: Pode me ligar?
Thomas: Ligar? Tem uma semana que você não fala direito comigo e quer agora me ligar? Que estranho...
Grace: Estranho?
Thomas: É, você nunca me ligou antes... Nem tenho roupa para um evento desse.
Grace: Ah, tinha me esquecido o quando você é insuportável.
E Grace ligou para Thomas.
— Alô? — Thomas disse incerto, como se não soubesse quem estava do outro lado da linha.
— Oi, panaca.
— Ei, gracinha — Ele começara a fazer essa brincadeira com o nome dela há algum tempo.
— Tá tudo bem? — Grace se ajeitou na cama.
— Tá sim... É que... — Thomas sentou na cadeira da escrivaninha e girou um pouco — Você não fala comigo há 8 dias e 11 horas. Seria muito estranho te falar os minutos, mas eu também sei.
— Eu sei. — Grace engoliu a seco — Estava um pouco mal. Agora estou melhor.
— Então estou feliz. A Lydia também não me responde mais, achei que eu estivesse encrencado — Thomas deu de ombros, como se Grace o estivesse vendo.
— Não acho que seja algo sério. Assim que você a encontrar, chame-a para conversar.
— Como eu vou encontrá-la no fim de samana?
— Ué. A gente mora em North Adams, não tem um único lugar que você consiga ficar sozinho. Uma hora ou outra vocês vão dar de cara um com outro.
— Quem disse que não tem lugar para ficar sozinho?
— Não tem — Grace dissse.
— Tem sim. Vou te levar lá — Thomas respondeu, convicto. Sabia que a amiga precisava espairecer um pouco.
— Como assim? — Grace se sentou na cama. — Quando?
— Agora. — Thomas se levantou da cadeira e pegou as chaves do carro.
— Não. — Grace se levantou em súbito. — Eu não posso simplesmente sair sozinha com você.
— Não, não estaremos sozinhos, meu irmão também vai. — Grace ouviu algum ruído na ligação, como se Thomas estivesse acordando o irmão aos berros. — Já estamos saindo de casa. Te encontro em sete minutos.
— Mas eu estou de pijamas...
— Tá. Eu te espero trocar de roupas, mas sem maquiagem, — falou indo em direção ao carro com o irmão, — essas coisas... isso demora muito.
— Aaaah! Estou ouvindo o barulho do carro aqui no celular. Você está mesmo vindo? — perguntou Grace tentando aguçar os ouvidos.
— É claro que eu estou... Estou passando em frente à escola agora... Peguei a avenida principal e—
— Calma! Calma! Vem devagar. Vou me arrumar.
— Tchau pra você também — disse Thomas com um sorriso no rosto, mas Grace já havia desligado a ligação.
Grace abriu seu closet e olhou as calças e blusinhas que tinha. Nada a agradava, claro. Ela tinha algo em mente, e era muito especial. Era um vestido midi, feito pela sua avó especialmente para ela. Amarelo sempre foi a cor preferida de Grace. Os detalhes em amarelo faziam o vestido ser simples, mas também muito delicado e alegre. Quando colocou o vestido, viu que agora ele lhe cabia perfeitamente, não tão largo quanto um ano atrás e nem muito apertado como era para Lydia, que uma vez o havia experimentado e dito que a estava sufocando, sem contar as reclamações sobre a quantidade exagerada de pano. Mas, quando abriu a janela para sentir o clima, sentiu um arrepio nos braços lhe dizendo que não teria jeito: mesmo de manhã, tinha de arrumar algo para a esquentar. Colocou uma jaqueta jeans leve por cima do vestido. Se olhou no espelho rapidamente para ver se não tinha alguma espinha ameaçando aparecer e ajeitou o cabelo mesmo com as mãos. Ouviu uma leve buzina na rua. Não tinha mais jeito, teria de descer.
Depois de pedir à mãe para passear com Thomas e o irmão, e prometer que chegaria antes do almoço, Grace saiu de casa e avistou Thomas do lado de fora do seu carro, encostado na porta em que ela iria entrar.
— Você está sete minutos atrasada — Thomas desencostou do carro. Estava vestindo uma bermuda bege e uma camisa polo azul. Nos pés, um Oxford cinza.
— Só sete? Isso não é nada — Grace disse aproximando-se da maçaneta da porta do carro, percebendo que ela já estava aberta: Thomas abrira a porta para ela, de um nodo um tanto disfarçado.
— Sete minutos foi o tempo que levei para chegar aqui — Thomas retrucou, direcionando-se ao lado do motorista.
Grace olhou para trás, o grande irmão mais velho de Thomas estava dormindo no banco de trás. Aguardou Thomas contornar o carro e entrar no lugar do motorista. O carro estava limpo. Havia um cheiro de perfume.
— Você obrigou seu irmão a vir? — Grace perguntou quando o amigo entrou no carro.
— Não. Ele estava muito animado para vir — Thomas disse com um tom engraçado.
— E-eu tô acordado! — disse uma voz rouca e sonolenta.
— Você passou perfume no carro, Thomas? — Grace disse quando viu que não seria apresentada para o irmão de Thomas.
— Não. É que eu passo o meu perfume para tudo o que eu encosto. — Deu partida no carro.
— Para onde você está me levando? — Grace perguntou, olhando as ruas.
— Para um lugar que você não conhece.
— Como você sabe que eu não conheço? — Grace levantou uma sobrancelha.
— Porque só a minha família conhece. — Thomas fitou-a por um momento, mostrando-se convincente.
Grace olhava para fora, nada parecia novo diante de seus olhos. Thomas virou num caminho não-habitado de North Adams, mas nada que Grace não conhecesse. Aquele caminho dava para o rio, claro. Porém, Thomas virou numa rota muito pequena, que Grace nunca havia reparado antes. Ou, se tivesse reparado, nunca achou que aquele caminho daria para algo interessante. Tentou marcar com a mente por onde estavam passando. Como nas famosas fábulas, tentaria jogar coisas pela janela para marcar o caminho de volta. Mas algo dizia que aquilo não seria necessário. Thomas parecia estar muito certo de onde estava. Então ela decidiu relaxar.
— Eu já te disse que — Thomas olhou para trás para ver se o irmão estava dormindo, concluindo que estava longe demais para ouvi-lo — eu gosto dessa sua combinação de vestido e tênis? — Thomas disse olhando para a rota que ia ficando cada vez mais escura na sombra das montanhas.
— Não. — Grace se segurou para não corar. — Para de caçoar de mim!
— É sério! Os seus vestidos são muito bonitos. — Thomas começou a subir uma montanha, o clima ficava cada vez mais frio e Grace agradeceu aos céus por ter um suéter.
— Valeu. — Grace revirou os olhos.
— E esse de hoje é especialmente lindo — Thomas falou baixinho.
— Ah, — agora ela corou, mas ficou feliz ao lembrar que estava escuro o suficiente para que ele não a visse, — obrigada, Tommy. É a primeira vez que uso.
— Sério? — Thomas olhou para Grace.
— Sim. Antes ficava meio... folgado em mim.
— É sério que eu sou o primeiro a te ver usando esse vestido bonito? — Thomas insistiu.
— E isso é importante? — Grace sorriu, sem graça.
— Você não sabe o quanto — Thomas soltou um sorriso.
Depois de um longo caminho ao redor da montanha, Thomas deu um grito que acordou o irmão quase num pulo.
— Chegamos!
— Droga, Thomas — disse o irmão, assustado.
Grace tentou procurar o lugar assim tão surpreendente que Thomas estava prometendo mostrar-lhe. O sol estrava por trás das nuvens, e as montanhas faziam uma sombra escura sobre o lugar, Grace não conseguia ver muita coisa.
— É aqui que vocês me matam, não é?
— Espera, me deixa virar um pouco o carro.
E, como num passe de mágica, as faróis do carro iluminaram uma incrível construçãozinha no meio do nada. Seria uma cabana? Era de madeira e com uma aparência bem antiga, como se estivesse ali há décadas, talvez séculos. Thomas desligou o carro, mas deixou os faróis ainda acesos.
— Pronta para entrar?
— Entrar? Ali? Você tem a chave?
— É claro que tenho — disse levantando um molho de chaves antigas. — Só preciso saber qual é a certa.
Depois de um tempo no frio do alto da montanha procurando por uma chave no meio de mais outras cinquenta, Thomas, seu irmão e Grace conseguiram entrar. Era uma pequena porém confortável casinha antiga. Havia coisas extremamente valiosas por ali, como fotos antigas e instrumentos de ferro, mas também coisas novas como cobertores e um baralho de Uno. O que indicava que a casinha era realmente antiga, mas que também era habitada.
— Ah! — disse Thomas olhando o baralho. — A gente sempre vem passar alguns fins de semana por aqui. Tem uma cachoeira muito boa aqui perto. Minha família adora passar um tempo sozinha.
— Essa casa é de vocês?
— Por herança, sim. Ela foi construída aqui quando meus tetravós vieram para North Adams, protestantes exilados da Escócia. A família Fraser cresceu e viajou para Plymouth, mas essa casinha sempre permaneceu aqui. E a gente meio que tomou conta da casa quando voltamos para cá. Tem sido um ótimo refúgio. Na verdade, foi para isso que ela foi construída, não é mesmo? — Thomas pegou uma pintura pequena perto dos retratos — Esse é o meu tetravô. John Fraser de Ayr. Foi um dos convenanters da Aliança Nacional. Ele nunca chegou a vir para cá. Morreu em combate. Mas alguns dos filhos, sim.
— Fraser. E o que significa?
— Basicamente "morango".
— Morango? — Grace riu — Achei que fosse algo mais...—
— Mais sofisticado? Aposto que os Fraser colhedores de morango são mais importantes na batalha pela pureza do cristianismo na Igreja da Escócia do que os Daves — Thomas disse num tom de brincadeira.
— O clima aqui é bastante favorável para o cultivo de morangos — o irmão de Thomas surgiu na conversa, se apresentando. — Prazer, meu nome é Jake Segundo.
— Segundo? — Grace olhou para Jake, sem entender. Thomas revirou os olhos.
— É, meu pai colocou o próprio nome no filho preferido e primogênito — Thomas comentou com graça.
Jake II olhou para o irmão com um pouco mais de ânimo, desfazendo a cara de sono, mostrando que também tinha um pouco de humor.
— Isso foi antes de eu te vender minha primogenitura por uma bola de basquete. Agora só você é merecedor de tudo, Tommy — Jake II comentou, com ênfase no apelido, olhando para o irmão com ar nostálgico.
— Entendi. — Grace riu. — Sou a Grace.
— É, eu sei. — Jake II deitou-se numa poltrona no canto da cozinha. Para dormir, obviamente.
— Seu irmão é... engraçado.
— O melhor momento dele é quando está dormindo. Aproveite. — Thomas brincou.
Grace olhava cada canto do local e imaginava as histórias que poderiam ter ocorrido naquele lugar.
— Esse lugar é fascinante.
— Sim. Aprecie a minha relíquia e me diga: a senhorita ainda acha que conhece tudo em North Adams?
— Tá. Você venceu. — Grace viu Thomas se sentar no sofá da pequena sala de estar, convidando-a para sentar-se ao lado.
— Não é incrível que eles não tivessem televisão? — perguntou Thomas olhando para a janela de frente para o sofá, que dava diretamente para os faróis do carro que os iluminava ali naquela sala de maneira mais romântica que qualquer manipulação cinematográfica.
— Sim... Eles ficavam olhando para a janela?
— Presumo que eles conversavam entre si... — Thomas olhou para Grace — ou conversavam sobre os sermões de domingo. Ou faziam cultos domésticos. E cantavam salmos...
— Isso deveria ser lindo.
— Eu posso te mostrar como era.
— Não vai me dizer que você tem uma máquina do tempo também? — Grace caçoou.
— Não. É que na minha casa é assim todo o dia, temos o culto doméstico como prioridade.
— Que legal! — disse Grace, ainda não acostumada com a ideia de que ele estava a convidando para um momento tão íntimo da família. Ela pegou uma mecha de cabelo para colocar atrás da orelha, que insistia em cair sempre.
— Eu já te disse que o seu cabelo é bem bonito? — Thomas a ajudou o colocar a mecha rebelde atrás da orelha, agora com êxito.
— Por que você não diz simplesmente que gosta do meu cabelo ao invés de perguntar se já me disse? — Grace soltou um sorriso, olhando para Thomas. Sentiu o seu coração pulsar mais forte quando parou para pensar no quanto estavam próximos.
— Eu gosto do seu cabelo, Grace — Thomas a olhou fixamente, como se estivesse tentando falar de qualquer outra coisa que não fosse o cabelo dela.
— Eu também gosto do seu — Grace levantou a mão para bagunçar o cabelo de Thomas.
— Você é uma grande amiga, não quero que fique afastada, nem que fique triste, nunca se esqueça disso — Thomas disse assim que ela soltou seu cabelo.
— Você é um amigo muito inesperado, Tommy. Achei que não fosse capaz de gostar tanto assim de você um dia. — Ela riu do pensamento. Só de lembrar o quanto o odiava, ficava constrangida.
— Você ficou tanto tempo longe de mim... Eu preciso te contar uma coisa — Thomas encostou as costas no sofá e descansou a cabeça, Grace fez o mesmo em seguida. — E vou te contar porque eu confio em você.
— Pode falar, Thomas — Grace sentiu vontade de segurar suas mãos para dar forças ao amigo, mesmo sem saber se o que ele ia contar era triste. Mas não o fez.
— Essa semana foi pesada. Lembra da Mary? A garota que gosta do meu amigo Luke? Tenho conversado com ela ultimamente. Quase sempre. Tenho a aconselhado a deixar o Luke para lá. Falei coisas que, se ele descobrir, ele me mata. Enfim... Acontece que talvez ele já saiba disso tudo.
— Como? — Grace fitou-o seriamente.
— Eu não sei. Ele simplesmente não fala mais comigo. Ele me ignora. Ele me excluiu de todas as redes sociais e bloqueou meu número. E eu o considero muito, sabe? Ele é meu amigo desde que eu me entendo por gente. É como se tudo estivesse dando errado.
— Isso não faz sentido nenhum. Você acha que a Mary contou para ele que você tem a aconselhado?
— Não sei. Acredito que não. Ela está muito brava com ele, por tudo o que ele fez quando estava com ela. E uns amigos dela bateram nele, sabia? Ele está muito envergonhado com isso tudo. Estou preocupado com ele. Ele tem problemas na família, problemas na escola... E agora problemas comigo.
— Mas ele quem está arrumando isso para ele.
— Ele não entende. Ele não fala mais com a Brenda também. Ela está sofrendo muito por isso.
— Então o grupo de vocês acabou? — Grace estava se sentindo culpada pelo pensamento de que estava estão absorta nos seus próprios problemas que nem tinha reparado o quanto Thomas também estava passando por dificuldades nos dias em que estiveram afastados.
— Quase que definitivamente. Não tenho a intenção de ir atrás dele. Acho que sou orgulhoso, mas também acho que não estou errado no que fiz... Acho que passei tempo demais acobertando umas coisas. E acho que no fim das contas é para o bem dele. Espero que ele entenda, um dia.
— Ele não sabe o amigo que está perdendo, Tommy.
— Você faz as coisas parecerem tão simples, Gracinha.
— Para de me chamar de Gracinha! — Grace fez uma cara emburrada.
— Não. E tira essa cara — Thomas começara a fazer cosquinhas debaixo do queixo de Grace, que começou a rir alto quase que instantaneamente. — Gracinha.
— Para! Tho-tho-mas! — Grace não parava de rir. — Eu vou mor-rer.
— Pronto, parei — Thomas levantou as mãos ao céu.
— Obrigada — Grace disse, fazendo uma cara de brava.
— Incrível... — Thomas ficou pensativo por um instante.
— Que foi?
— Acho você bonitinha até fazendo careta.
Um silêncio ensurdecedor surgiu em toda aquela cabana. Talvez até mesmo toda a North Adams havia ficado tensa só para saber o que aconteceria depois daquele comentário.
— Acho que temos que voltar — Thomas rompeu o silêncio, sabendo que Grace não responderia mais.
— Sim. Tá na hora.
Nesse meio tempo, Jake II nem deu sinal de que estava querendo acordar. Só se levantou para voltar ao banco de atrás do carro e dormir mais um pouco.
— Seu irmão está muito cansado? — Grace mais constatou do que perguntou.
— É, ele chegou ontem da faculdade, que fica em Boston. Não quis comemorar a formatura, está se mostrando um ser insuportável. — Thomas enfatizou a palavra alto o suficiente para fazer o irmão resmungar. — Só quer saber de dormir. Está desde sexta de manhã dormindo.
— Que maldade trazer ele aqui, Thomas!
— Não. Estou fazendo um favor para ele. Se ficasse mais uma hora naquela cama, acho que não acordaria mais.
Quando chegaram na casa de Grace, despediram-se quase que timidamente um do outro e Thomas esperou até que Grace abrisse a porta de casa e fizesse uma careta para ele. Thomas ficou parado em frente à casa de Grace por mais algum tempo pensando no quanto ela era encantadora e... amigável... sim, amiga, só uma boa amiga.
Thomas, naquele momento, pensou mais uma vez que tinha de fazer de tudo para mantê-la em sua vida. Lembrou da textura macia do cabelo escuro de Grace por entre seus dedos e até conseguiu gravar na mente o som da sua risada. Lembrou, subitamente, de quando eram crianças. Era uma lembrança que mesmo não sabendo que guardava, estava lá para que um dia ele a recuperasse. Ainda estavam no jardim de infância e Grace tinha um pouco mais de bochecha do que hoje. Isso comprovava que ela estava presente na vida dele desde sempre, de fato. Eles estavam no refeitório quando Grace deu uma risada tão fofinha para as amigas, que estavam olhando para ele, que quase lhe deu vontade de ser amigo dela. Era um "hihihi" tão bontinho! Enquanto as meninas olhavam fixamente para ele, como se estivessem falando alguma coisa sobre ele, Grace dava risada.
Quando fechou a porta de casa, Grace saiu correndo para o quarto, fechou sua porta e se jogou na cama, fazendo seu vestido e seu cabelo caírem de uma forma suave no colchão de sua cama. Ele não fazia ideia de como mexia com ela. Tentou acalmar o coração e parar de pensar que saíra para um lugar secreto com Thomas. Um lugar secreto com Thomas. Isso era incrível! Ele sabia exatamente como deixá-la um pouquinho menos miserável e triste. Olhou para a janela do seu quarto e viu que Thomas ainda continuava ali, talvez pensando nela. Ficou olhando para o carro de Thomas, com o coração acelerando mais a cada minuto que passava. Então, quando ouviu que o carro de Thomas havia finalmente dado a partida, sentiu que ele ainda estava perto dela, de alguma maneira.
Era que ele tinha mesmo razão. O perfume dele ficava em tudo que ele encostava.
Não iria lavar aquele vestido amarelo nem tão cedo.
________
GENTE, NÃO É QUE O NOSSO QUERIDINHO JAKE FINALMENTE APARECEU? Ele não parece estar bem, no entanto. 🤔
Não esquece a estrelinha. ⭐
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