Parque aquático


Marcamos de ir no parque aquático esse final de semana. O mês passou tão rápido. Eu e o Nathan nos afastamos, não é mais a mesma coisa de antes, não somos mais um grude. Agora eu passo mais tempo com o Felipe.

- Vamos crianças.-grita meu pai e entramos no carro. Nathan, Sophia e Milena entram no carro do pai deles.
- Por que vocês tem que ir junto?.-pergunta Bruno.
- Porque nós gostamos de parque aquático.-diz minha mãe.
- Liga o rádio.-diz Brayan.
- Selena minha diva.-grito ouvindo a música dela tocar.- Can't keep my hands to myself.-Canto bem alto enquanto balanço que nem uma maluca no carro.
- Ai, você acertou minha cabeça.-diz Bruno me empurrando.
- Vai demorar um pouco pra chegar.-diz meu pai.
- Agora você não corre.-digo cruzando os braços.
- Você que pensa.-diz meu pai rindo.
- Vamos fazer nada nesse tempo.-diz Bruno.
- Fazer nada.-digo com um sorriso malicioso.
- Você não vai esquecer isso?-pergunta Anne.
Uma semana atrás eu abri a porta do quarto do Bruno e peguei ele e a Anne se agarrando. Aí a Anne disse que eles não estavam fazendo nada, sei.
- Nunca.-digo rindo.
- Fazer nada é bom.-diz Bruno sorrindo malicioso.
- Também acho.-diz Felipe.
- Você contou pra ele?-pergunta Anne.
- Contar o que?-pergunta Felipe.
- Contei nada não.-digo rindo.
- Vou dormir aqui, aí quando chegar me acordem.-diz minha vó.
- Pode dormir dona Ana.-diz meu pai.
Depois de uma hora chegamos no parque aquático e descemos do carro.
- Até que enfim.-digo.
- Que sol maravilhoso.-diz Brayan.
- Eles falaram que já estão lá dentro.-diz meu pai.
Entramos e encontramos eles perto de uma piscina.
- Vou tomar banho peladão.-diz Nathan.
- Ninguém quer vê isso.-diz Bruno.
- Vamos meninas.-diz Sophia.
- Vão aonde?-pergunta Felipe.
- Andar por aí.-diz Anne piscando pra ele e vamos andando em volta da piscina.
- Quero me divertir muito, antes de ir embora.-diz Sophia.
- Bianca, já se decidiu?-pergunta Anne.
- Sobre?-franzo a testa.
- Esse triângulo amoroso aí.-Sophia ri.
- Tem nenhum triângulo amoroso.-reviro os olhos.
- Você passa mais tempo com o Felipe agora, Nathan anda meio triste.-diz Sophia.
- Ele não gosta mais de mim, ele fica falando de outras meninas.-digo.
- Pra te irritar.-diz Anne.
- Mas não irrita.-reviro os olhos.
- Você que pensa.-diz Sophia.
- Agarra meu irmão e beija logo ele.-diz Milena.
- Nossa Milena.-diz Anne rindo.
- Vamos no tobogã.-digo mudando de assunto.
Ficamos na fila esperando pra descer no tobogã, quando chegou nossa vez , eu sentei na bóia e o cara me empurrou e eu comecei a descer no tobagã.
- Huhul.-grito.
Quando chego lá embaixo me jogo na piscina, ficando um tempo embaixo da água e depois subo pra respirar. Sinto alguém puxar meu pé e solto um gritinho.
- Calma criatura.-diz Sophia aparecendo atrás de mim.
- Pensei que era um tubarão, mas era só uma piranha mesmo.-digo rindo e ela joga água na minha cara.
- Ai para, para.-digo passando a mão no rosto. Vamos nadando até a Anne que estava sentada na beira da piscina e eu sento do lado dela.
- Cadê a Milena?-pergunto.
- Foi procurar os pais dela.-diz Anne.
Ficamos fazendo várias coisas divertidas durante um bom tempo.

- Gente, vamos procurar os meninos.-diz Sophia.
- Onde será que eles estão?-pergunto olhando pro lado pra ver se via eles.
- Ai, cadê esses garotos.-diz Anne.
- Olha eles ali.-diz Sophia apontando pra longe.
Vamos andando até eles, e quando chegamos mais perto, vemos uma menina loira magricela de olhos verdes, conversando com eles, e ela estava alisando o braço do Bruno.
- Que merda é essa?-pergunta Anne e eles olham pra gente sem entender nada.
- Que foi?-pergunta Bruno.
- Que sonso.-diz Anne irritada.
- O que eu fiz?-pergunta Bruno com os olhos arregalados.
- Você não tá vendo essa piranha que saiu da piscina te alisando não?-digo irritada.
- Piranha?-pergunta a magrela que estava alisando o Bruno.
- Ah desculpa, é puta mesmo.-digo revirando os olhos.
- Gente, vamos se acalmar.-diz Felipe.
- Cala a boca antes que sobre pra você.-digo olhando pra ele.
- Queridas, voltem pro barraco de vocês, meus amores.-diz a loira bitch com deboche.
- Querida, volte pro mar, aqui não é lugar de piranha.-digo.
- Gente, parem de brigar.-diz Nathan.
- Cala a boca.- falamos juntas e ele fica quieto.
- Da pra tirar a mão dele?.-diz Anne fuzilando a garota com os olhos.
- É a namorada dele?.-pergunta a loira bitch.
- Não.-diz Anne sorrindo com deboche.
- Já deu! Que saco, vocês parem de brigar e você sai daqui.-diz Sophia.
- Vocês sabem quem eu sou?-pergunta a menina irritada.
- Não me interessa quem você é.-diz Anne.
- Eu sou Eduarda Müller.-diz ela sorrindo.
- Ninguém te conhece, nunca ouvi falar.-digo cruzando os braços.
- Eu sou modelo.-diz ela indignada.
- Minha prima também, e nem por isso ela sai por aí se gabando.-digo com a sobrancelha levantada.
- Ai já deu, não gosto de me estressar.-diz Anne virando e saindo andando.
- Vai atrás dela idiota.-diz Felipe.
- Mas nem somos namorados.-diz Bruno.
- Você já apanhou por causa dela e agora fica de viadagem?-digo irritada.
Bruno sai correndo atrás dela enquanto observamos, ele puxa ela pelo braço e ela olha pra ele, eles falam algumas coisas, e a Anne continua irritada, ele balança a cabeça e a Anne volta a andar, ele puxa o braço dela de novo e segura ela dando um beijo logo em seguida.
- Ah quem liga, você pode ficar comigo.-diz a tal Eduarda passando a mão no rosto do Felipe.
- Você ainda ta aqui? Vaza daqui.-diz Sophia empurrando ela na piscina.
- Ah! Vocês me pagam.-diz ela saindo da piscina e indo embora com raiva.
- Depois dessa deu até vontade de ir embora.-diz Brayan.

Procuramos nossos pais e pedimos pra ir embora, o caminho pra casa parece que foi mais longo, silencioso da nossa parte, enquanto meus pais e minha vó conversavam. Na rádio tocava música do Justin, eu estava com a cabeça encostada no ombro do Felipe. Deixamos o Felipe e a Anne em casa e me despedi deles  e partimos pra casa. Quando chegamos fui pro meu quarto, tomei um banho no chuveiro demorado, me enrolei na toalha e fui pro closet, coloquei um short de moletom cinza e uma blusa branca fina de manga cumprida, sequei meus cabelos,peguei meu celular pra olhar as horas, eram cinco horas da tarde, deitei na cama, só queria dormir um pouco.

Acordo com o sol batendo no meu rosto e percebo que já é domingo, dormi demais. Vou no banheiro fazer minhas higienes, coloco um short jeans e uma blusa preta sem manga,saio do quarto em direção a sala de jantar e me sento no lugar de sempre, começo a comer.
- Bom dia.-diz Brayan sentando no lugar dele.
- Bom dia.-digo sorrindo.
- Bruno, você tá quieto.-diz minha mãe.
- É.-ele da de ombros.
- É por causa da Anne.-diz Brayan.
- Ah, vocês brigaram?-pergunta ela.
- Sim e não.-diz ele fazendo careta.
Termino de comer, volto pro meu quarto, pego meu celular, coloco meu chinelo e saio de casa.

- Já estava com saudades de mim né.-diz Nathan me abraçando.
- Na verdade, eu vim conversar com a Sophia.-digo quando ele me solta.
- Magoou.-diz ele fazendo bico.
- Ela tá no quarto?-pergunto.
- Tá, aquela preguiçosa.-diz ele.
Subo as escadas e Bato na porta do quarto.
- Pode entrar.-grita ela.
Entro e fecho a porta.
- Eu ia te ligar agora mesmo.-diz ela deitada na cama.
- Por quê?-pergunto sentando na cama.
- Falou com a Anne hoje?-ela pergunta
- Não, ela tá bem?-pergunto.
- Não sei, também não falei com ela.-ela diz.
- Quer ir lá?-pergunto.
- Vamos.-diz ela se levantando e saímos do quarto.
- Oi tia Dani.-digo abraçando ela.
- Oi Bi, vão sair?-pergunta ela.
- Vamos ver a Anne, tchau mãe.-diz Sophia.
Sophia pediu pro motorista dela nos levar na casa da Anne, quando chega saímos do carro e apertamos a campainha, a empregada da casa dela atende.
- Oi Beth.-digo abraçando ela.
- Oi meninas, entrem.-diz ela e entramos.
- A Anne está?-pergunta Sophia.
- No quarto dela, podem subir.-diz ela.
- Obrigada.-digo e subo as escadas.
- Chama você.-diz Sophia.
- Chama você.
- Chama você.
- Anne.-digo batendo na porta.
- Será que ela ouviu?-pergunta Sophia.
- Não sei, vamos entrar.-digo abrindo a porta e entrando.
- Ela tá no banheiro.-diz Sophia fechando a porta.
- Vamos esperar.-digo sentando na cama. Ficamos esperando ela sair do banheiro, mas ela tava demorando.
- Será que ela caiu no vaso?-pergunto levantando.
- Ela tá acabando com a água do rio de janeiro.
- Se ela não sair eu vou entrar.
- Credo, não quero ver ninguém pelada.
Esperamos mais dez minutos e nada dela sair.
- Eu vou entrar.-digo.
- Fazer o que né.
Abro a porta do banheiro e me deparo com uma cena nada boa. Anne estava sentada no chão com o braço cheio de sangue.
- Meu Deus.-grito e abaixo do lado dela.
-Anne solta essa lâmina.-Sophia pega a lâmina da mão dela.
Limpei o sangue do braço dela e enrolei uma toalha pra vê se parava de sangrar. Voltamos pro quarto e sentamos na cama de frente pra ela.
- Você nunca disse nada pra mim.-começo a falar.
- Ninguém sabe.-ela da um sorriso fraco.
- Quando isso começou?-pergunta Sophia.
- Acho que desde sempre.-ela suspira.
- Por quê?-pergunto.
- Porque eu odeio tudo isso, minha vida toda é superficial, meus pais são frios e só se importam com a imagem deles e com o dinheiro, eu sempre fiz de tudo pra irritar eles, até namorar o idiota do Jhonny, mas eles nem notaram porque não se importam, eu só queria que eles se importassem, que eles me amassem.-diz ela com os olhos marejados.
A única coisa que eu fiz foi abraçar ela. Nunca pensei que os pais dela fossem superficiais, quando conheci, eles pareceram tão protetores. Fiquei até pensando como eles deixaram ela namorar um cara igual ao Johnny, agora eu sei que eles nunca souberam ou se importaram em saber.
- Você agora tem a nós.-digo abraçando ela mais forte.
Ficamos abraçadas até ela parar de chorar.
- Ei, saiba que nós te amamos.-diz Sophia segurando a mão dela.
- Se quiser eu posso te dar um cachorro.-digo e ela ri.
- Eu também amo vocês.-diz ela secando as lágrimas.
- Você pode ir dormir lá em casa hoje.-digo sorrindo.
- É, vamos lá arrumar suas roupas.-diz Sophia levantando.
Arrumamos tudo em uma mochila, não encontramos a mãe dela então avisamos a empregada, mas acho bem difícil ela notar a ausência da Anne. Entramos no carro. Descemos do carro, nos despedimos de Sophia e entramos na minha casa. Na sala só tinha o Brayan e a minha vó.
- Cheguei.-digo.
- Oi tia Ana.-diz Anne abraçando minha vó e dando um beijo na bochecha do Brayan.
- Gente, ela vai dormir aqui, agora eu quero comer, Brayan coloca a mochila da Anne no meu quarto por favor.-digo.
- Ok.-diz ele pegando a mochila dela e sumindo.
- Vamos comer.-digo indo pra cozinha.
- Laura, faz um sanduíche pra gente? Perdemos a hora do almoço.-digo apoiando o cotovelo no balcão.
- Claro.-diz ela começando a fazer o sanduíche. Depois de comer vamos pra sala, deito no sofá e ligo a televisão, Anne senta e coloca minha perna no colo dela.
- Vamos assistir comédia, quero vê você rindo.-digo escolhendo um filme.
- Eu escolho.-diz ela pegando o controle da minha mão.
- Abusada.-bufo.- Quer aproveitar e fazer massagem no meu pé?-pergunto.
- An... Não.
- Oi Anne.-diz meu pai sentando no sofá.
- Oi tio Luis.-diz ela.
- Escolhe um filme legal.-digo bocejando.
- Ah eu tô muito feliz.-diz meu pai.
- Legal.-digo sorrindo. Ele me ignora e continua falando.
- Meu amigo Peter, veio pro Brasil essa semana, junto com sua esposa e sua filha.-diz ele.
- Onde ele morava?-pergunto.
- Los Angeles.-diz ele.
- Qual o sobrenome dele?-pergunto.
- Müller.-diz ele
- Ei, esse nome não me é estranho.-diz Anne
- Eu também já ouvi.-digo.
- Talvez tenham visto em uma revista ou na televisão.-diz ele.
- Talvez.-digo pensativa.
- A filha dele tem a idade do Bruno e da Anne, aí eu disse pra ele matricular ela na escola de vocês.-diz ele.
- Pera! Ele vai morar aqui no Brasil?.-pergunto
- Sim, até o final do ano. Vai ter um jantar aqui em casa hoje, vocês aproveitam pra conhecer a filha dele.-diz ele.
- Que legal.-finjo estar animada.
- Escolhi.-diz Anne.
- Até que enfim, já tava quase dormindo aqui.-digo.
Ficamos assistindo filme até quatro da tarde, depois acabei dormindo no sofá e acordei com o Brayan pintando meu rosto.
- Eu vou te matar.-digo levantando bêbada de sono.
- Tchau Anne.-diz ele saindo correndo.
- Pode nem dormir em paz.-digo indo pro banheiro lavar meu rosto. Ele tinha desenhado um bigode enorme no meu rosto. Ah ele vai ver.


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