Campeonato Apenas Para Profissional
Felipe's Point Of View
Alemanha — Berlim
Essa era a final da SLS e faltava pouco para acabar. Falei com o Chris que era um amigo que eu conheci na Califórnia. Ele veio me ver na final, já que ele não conseguiu chegar até aqui apesar de ser um ótimo Skatista.
— Ei irmão. — digo apertando a mão dele e recebendo um tapa nas costas.
— Estou apostando em você, não me decepcione.
— Claro que não cara.
Enquanto eu conversava com o Chris vários paparazzi tiravam fotos nossa juntos. Já estava vendo uma matéria com o nosso nome em algum site.
— Te vejo quando eu pegar o troféu. — digo fazendo um toque com ele.
— E o dinheiro. — ele ri.
— Isso também.
Eu estava um pouco nervoso, mas nada demais, já estava acostumado com competições assim. Eu iria vencer. Eu tinha que vencer, eu era Felipe Gomes.
Era minha vez. Enquanto fazia diversas manobras pude ouvir vários giros. Felizmente não errei nenhuma vez. Consegui uma ótima pontuação com isso. Coloquei meu skate debaixo do braço e sentei no banco de madeira. Peguei uma garrafa com água e bebi.
— Só mais uma Felipe. — Chris avisa.
Já era minha vez novamente, felizmente meu último oponente estava mais casado que eu.
— Já tá no papo.
Coloco o skate no chão e subo encima dele. Estava na hora de mostrar tudo o que eu sabia. Respiro fundo, limpo o suor da testa e vou fazendo as manobras. Enquanto várias pessoas gritavam com minhas ações. Fui bem de novo. Saio de cima do skate e retiro meu capacete.
— Felipe Gomes. — Chris grita correndo até mim.
Levanto os braços comemorando minha vitória enquanto recebo vários flashes em troca. Recebo minha medalha e o troféu. Mais uma vitória pra mim, existe alguém melhor? Acho que não.
— Felipe, como é ganhar a SLS três vezes consecutiva? — pergunta uma repórter colocando o microfone perto do meu rosto.
— É uma grande emoção, um sonho realizado, eu não estou nem acreditando. — eu tinha agradado meus patrocinadores e Ainda tinha acabado de ganhar uma fortuna.
— Ei cara. —Chris disse, ele estava mais animado que eu.
— Eu falei que ia ganhar.
— Você é o cara.
— Vamos comemorar essa vitória. — exclamo.
Depois de passar no hotel pra tomar banho eu e o Chris vamos a uma boate.
— Vê se não fica bêbado e some. — Chris disse antes de sumir na pista de dança.
Caminho até o bar e peço uma bebida forte ao barman.
— Obrigado. — digo pegando o copo e virando tudo na boca.
Faço uma careta quando a bebida desce queimando na minha garganta. Detesto beber, mas hoje é uma ocasião especial. Depois da terceira dose eu penso em andar e ver se acho alguma garota interessante. Vou empurrando umas pessoas que estavam dançando na minha frente e vou olhando para o lado até receber um tapa na cara. Coloco a mão no rosto e arregalo os olhos ao ver a pessoa que me bateu.
— Você?
Ela olha pra mim surpresa e passa por mim indo até o bar. Vou atrás dela e sento.
— Por que me bateu? — pergunto confuso.
— Não se faça de idiota.
Abro um sorriso e vejo-a revirar os olhos.
— Oh, desculpa pela mão boba, eu não sabia que era você. —digo levantando as mãos.
— Desde quando você ficou tão ridículo?— ela me olha.
— Desde quando você ficou tão.. — analiso ela.
Ela está melhor do que eu me lembro. Tem quantos meses que não nos víamos? Seis? Quatro?
— Querido tira o olho antes que eu te acerte de novo.
Paro de olhar pra ela e olho pra frente.
— Então... O que faz aqui na Alemanha? — pergunto.
— Vim pra te ver.
— Sério?
— Claro que não, eu tinha um desfile.
— Ah você é modelo, esqueci.
— Até parece, eu sei que você me segue no instagram. — ela arqueia a sobrancelha.
Droga, eu sabia que ela é modelo, afinal quem não sabe? Sophia é linda e possui certa fama. Não tem como esquecer.
— Veio sozinha?—pergunto.
— Não.
— Namorado? — pergunto.
— Você sabe que eu não namoro.
Olho pra ela e evito dar um sorriso. Não quero levar outro tapa.
— Ah não? — pergunto.
— Não.
— E aquela polêmica com o...
— Se você mencionar o nome dele eu vou pisar na sua cara com o meu salto. — Sophia me interrompe.
Fecho a boca ciente da ameaça e peço mais uma bebida ao barman.
— E como vai a Anne?—ela pergunta.
Olho pra ela e vejo-a olhando pra sua mão apoiada no balcão.
— Bem que eu saiba, não falo com ela há algum tempo.
Ela olha pra mim e franze a testa.
— Você não vê mais sua prima?
— Não com frequência, nossas agendas são lotadas. A última vez que a vi foi na Itália.
Bruno e Anne estavam levando a sério a viagem que eles sempre sonharam em fazer pelo mundo, eles não ficavam mais de uma semana no mesmo país. Sabia disso pelos vlogs que o Bruno postava constantemente no canal dele. Da pra acreditar que aquele louco tem quase 20 milhões de inscritos?
Bebo o líquido do copo e sinto-o queimar minha garganta mais uma vez.
— E como vão seus irmãos?—pergunto olhando pra ela.
— Oh, tem meses que não falo com nenhum deles.
Ela abaixa a cabeça e olha pra sua mão de novo. Coço a nuca e suspiro.
— Muita coisa mudou.
Ela olha pra mim e abre a boca pra falar, mas fecha ela de novo e olha pros lados como se estivesse procurando alguém.
— Bom, eu tenho que levar uma bêbada embora. —ela se afasta aos poucos.
— Foi bom te ver também. — grito por causa da música alta e ela faz um afirmativo com o dedo.
— Aquela era a Sophia Moura? — Chris pergunta se apoiando no balcão do bar.
— Sim.
— Me diz que você pegou o número dela.
Balanço a cabeça e peço mais uma bebida. Se ele soubesse que eu conheço ela desde quando ela tinha 14 anos e que já namorei a prima dela –no caso a queridinha de Hollywood- ele iria surtar.
— Genética boa a dessa família. — ele olha pra ela.
— Sei muito bem.
Bebi, consegui o número e atenção de algumas garotas que eu nem lembro direito o nome. Tive que pegar um táxi pra ir embora.
Alguém não parava de bater na porta do quarto e isso estava me irritando. Abro os olhos e coloco a mão na cabeça. Eu odeio ressaca.
— O que você quer cara?— olho pro Chris que estava do outro lado da porta.
Deixo a porta aberta e vou até o banheiro escovar o dente.
— Você esqueceu que temos que ir para o aeroporto?
— Não.
Tomei um banho rápido e no caminho para o aeroporto comprei um café pra beber no táxi. Saio do táxi junto com o Chris e pego minhas malas. Aceno para alguns paparazzi que estavam na porta do aeroporto o que eu não costumava fazer, mas eu estava muito feliz e espero o horário do meu voo pra Nova York.
— Valeu cara, na próxima eu ganho então aguarde. — disse Chris enquanto fazemos um aperto de mão.
— Vou facilitar pra você.
Chris morava em Miami, mas sempre participávamos das mesmas competições de skate profissional. Ele acabou virando meu amigo mais próximo.
Que saudade da minha casa e da minha hidromassagem. Ela não era grande igual à outra, mas eu me sentia melhor morando lá. Depois de quase nove horas de viagem chego à Nova York.
— Ei Felipe. — Lola cumprimenta.
Paro enfrente a porta de casa e vou até ela a abraçando. Lola era minha vizinha, e ela sempre me ajuda quando eu preciso. E eu faço o mesmo, temos um bom convívio.
— Querida vizinha. — digo me afastando dela.
— Meus parabéns, eu acompanhei tudo pela televisão. — ela sorri.
— Muito obrigado.
— Eu acabei de Deixar suas correspondências lá dentro.
— Não sei o que eu faria sem você, Lola. — confesso.
Me despeço dela e entro em casa. Deixo as malas no chão perto da porta e vou até a cozinha. Pego um copo e coloco água e bebo. Vou olhar as correspondências e sento no sofá com elas nas mãos.
— Cobrança, cobrança, mais cobrança. — digo enquanto olho uma por uma.
Paro em um envelope. Quem escreve carta no século 21?
Querido Felipe,
Você é pai de um lindo garotinho de 3 anos
Pai? Eu sou pai. Levanto do sofá nervoso e volto a ler a carta.
Ainda lembro aquela noite como se fosse ontem. Mentira hahahaha queria ter visto sua cara, mas infelizmente estou longe. Então mano, fico muito feliz com o sucesso que você anda fazendo, afinal nós andávamos de skate juntos, bons tempos. Escrevi essa carta pra dizer que estou esperando a sua vinda pro Brasil assim que ler o convite.
Beijo na boca, Bruno.
Tinha que ser, pego outro papel que tinha no envelope e solto um palavrão. Eu tenho que voltar pro Brasil.
****
me diz o que estão achandooo
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