Capítulo 14
CADU
Pra falar a verdade eu não estava muito animado para sair esta noite, estou trabalhando em um caso que está consumindo todo meu tempo essa semana, eu me sinto mentalmente exausto, então só queria passar a noite de sábado relaxando em casa, mas os amigos da Denise estariam lá e ela fazia questão sem contar que o Escritório e um dos apoiadores , então vai ser muito bom que os sócios estejam presentes.
Estaciono o carro em frente ao prédio aonde Denise veio se arrumar e mando uma mensagem pra ele avisando que já cheguei. Abro as redes sociais e logo me deparo com uma foto que ela tirou com as amigas cada uma delas com uma substância verde esquisita no roto, escrevo um comentário engraçado e no final varias carinhas chorando de rir. Demora um pouco, mas finalmente a vejo saindo e só consigo pensar que ela esta fantástica, desço do carro rapidamente e vou ao encontro dela, enquanto caminho fico olhando como ela esta maravilhosa no vestido preto que usa ele vai ate os pés, mas é super justo acentuando as curva do corpo dela o decote e generoso e ela usa um fino colar que vai descendo até o meio de seus seios chamando a tenção para ele, seu cabelo cai em ondas emoldurando seu rosto.
- você está maravilhosa- falo assim que chego perto dela e a vejo corar- ainda fica corda com elogios?
- sim, essa é uma praga que me acompanha não tem como evitar ficar com o rosto vermelho
A ajudo a entrar no carro e vamos para o local onde será realizado o jantar beneficente.
- Eu não sei bem do se trata o evento de hoje, só ouvi alguns rumores pelo escritório, mas não prestei atenção.
- Todo ano a empresa Moretti eventos faz um jantar beneficente com o objetivo de arrecadar fundos para a caridade, eles vendem ingressos exclusivos é a cada ano tem atrações com o intuito de fazer as pessoas doarem mais. Ano passado foi um bingo.
- Um bingo? Serio? achei que era algo mais luxuoso.
- Mas foi luxuoso cada cartela custava dez mil – ela fala e eu arregalo os olho- e o premio principal foi uma viagem com tudo pago para as Maldivas.
- Você vai todo ano?
- Sim como uma das donas da Vivre la Vie eu compareço a alguns eventos como esse, ajuda a publicidade da escola.
Vamos o resto do caminho conversando, ela me conta como foi a tarde e eu acabo falando sobre o caso que estou trabalhando. Quando chegamos ao local ela logo se empolga e me puxa para onde está acontecendo vários jogos, o tema pelo que parece é Las Vegas então da pra imaginar que os jogos de azar estão liberados. Jantamos na mesa dos amigo dela e o papo e super divertido durante o jantar, acabo fazendo doações para a ONG da Teresa e também para uma que ajuda pessoas em situação de rua.
Mauro me chama para jogar pôquer e eu aceito; na mesa reconheço alguns colegas e acabo me divertindo muito só ganhei duas vezes mas valeu a pena zoar o Mauro que não ganhou nenhuma.
- Esse jogo não é pra mim, mas me garanto na sinuca- ele fala enquanto entrega suas fichas para apostar na ultima rodada em que ele perde mais uma vez.
Dou a jogatina por encerada e vou atrás da Denise, pego meu celular para olhar as horas e percebo que já passam das duas da manhã, a encontro sentada no bar com as amigas rindo de alguma coisa, fico de longe apenas observando o quanto ela fica linda assim sorrindo.
- Ela me lembra muito a mãe- escuto Otávio falar ao meu lado e me surpreendo com a presença dele
- Oi não sabia que você estava aqui.
- Eu tentei me manter distante, pois sei que iria estragar a noite da minha filha se ela me visse por perto.
- Quando você pretende falar com ela?
- Logo, eu estou criando coragem, sei que ela vai me rejeitar muito antes mesmo de me dar uma chance de falar. Uma das coisa que sei que ela tem parecido comigo e a horrível capacidade de guardar magoas. Mas mudando de assunto quase não vi você essa semana como anda o processo de adoção da menina.
- A assistente social foi na nossa casa na quinta feira e pareceu bem satisfeita com tudo, agora só falta mesmo juiz liberar, a Denise anda uma pilha de nervos com isso.
- Vai da tudo certo tenho certeza! Vocês tem um ambiente saudável, são casados a algum tempo, tem conduta exemplar, bons empregos.– ele pontua - não existem motivos para o juiz negar, além disso a menina é preta e tem mais de cinco anos e sabemos que esse é um perfil pouco procurado para adoção, as pessoas infelizmente procuram por bebes e de preferência brancos.
Assim que ele termina de falar vemos a Denise se virar e dar de cara com o pai, o sorrido dela more na mesma hora
- Acho que essa é a minha deixa - Otávio da um tapinha no meu ombro antes de sair e eu me aproximo mais da minha mulher.
- Denise de uma chance a ele..
- não vamos falar disso hoje, podemos ir?
- claro
***
Chegamos a casa e assim que estaciono na garagem vejo que Denise está adormecida, ela sempre dorme depois de beber, saio do carro e dou a volta abro a porta e a pego no colo ela se aconchega em mim descansando a cabeça sobre meu ombro; não tenho muita dificuldade para subir com ela e assim chegamos ao seu quarto, sim ela optou por dormir em um quarto separado eu entendi perfeitamente ainda não estamos prontos para dormir na mesma cama, mas a pesar de ter entendido não gosto nada dessa ranjo é difícil dormir todo dia sabendo que ela esta a uma parede de distancia de mim é praticamente torturante. Nossa convivência vem melhorando com o tempo conversamos mais, fazemos coisas juntos, mas a verdade e que tudo me parece meio superficial, não nos aprofundamos muito nessa relação, não por escolha minha pois tento a todo instante, mas a Denise sempre se fecha e prefere deixar as coisa no campo seguro o que parece é que somos amigos dividindo um teto.
Coloco Denise sobre a cama e retiro os sapatos dela, vou ao closet e procuro até achar onde ela guarda os pijamas e volto para o quarto com uma camisola de flanela, começo a sacudindo devagar e chamando seu nome na tentativa que ela acorde para tirar o vestido:
- Me deixe dormir... Eu não quero acordar...
- Você vai ficar mais confortável se tirar o vestido, vamos lá preguiçosa só vai levar um segundo, eu já trouxe uma camisola pra você.
Ela resmunga mais um pouco, mas levanta o tronco se sentando na cama e eu a ajudo a ficar de pé, desajeitadamente ela tenta levar as mãos ate as costas para alcançar o zíper do vestido, mas falha todas as vezes , eu fico rindo da cena.
- não ri Cadu, me ajuda aqui- ela fala se virando e puxando seu cabelo para o lado.
A medida que vou descendo o zíper percebo que ela esta sem nada por baixo, nada de sutiã e nada de calcinha. É tentação demais e sinto meu pau dar sinal de vida. Me viro de costas quando vejo que ela vai terminar de tirar o vestido , sinto ela se movimentando e imagino que esteja colocando a camisola que eu deixei sobre a cama. Momentos depois ela chama meu nome e quase me engasgo com minha própria saliva quando me viro. Essa mulher tentaria até um santo! Ela esta deitava sobre a cama totalmente nua e com cara de safada.
- Vem Cadu deita aqui comigo.
- Amor você esta bêbada
- Estou sim bêbada e com tesão.... Você me chama de amor, mas não vem aqui transar comigo.
- eu te conheço e sei que amanha você vai estar bastante arrependida de tudo isso, eu vou pro meu quarto e você vai fechar esse olhinhos e dormir tranquilinha.
- Mas eu não quero!- ela diz fazendo biquinho- eu quero você aqui comigo me enchendo de prazer..
- senhor me der forçar e não me deixe cair em tentação- falo baixinho e vou me aproximando da cama, chego pertinho dela e Denise abre um sorriso malicioso, mas eu simplesmente puxo o cobertor sobre ela e dou um beijo em sua testa.
Vou direto para o banheiro do meu quarto e ligo o chuveiro na temperatura fria e me jogo embaixo da água tentando me acalmar, tentando tirar da cabeça a imagem dela nua me chamando com aquela voz que consegue ser safada e melosa ao mesmo tempo. Termino o banho e me troco colocando apenas uma cueca preta e logo me deito não demora muito e eu pego no sono.
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