Capítulo 8 - Alívio e a câmera perdida
Penúltimo capítulo 🥺😔
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No dia seguinte, um domingo, era folga de todos e ainda bem, porque tinha alguns ainda ressecados da bebedeira da despedida de solteira de sexta. E o grupo de amigos resolveu se reunir na casa de Thaís para conversar sobre as loucuras que tinham se metido, já que ontem eles ainda estavam em estado de assimilação do que houve.
Em determinado momento, Sarah puxou Thaís até a varanda da casa da morena para conversarem sozinhas, pois tinham um assunto pendente para resolver.
- Entre ressacados e arrebentados, sobrevivemos a sua despedida de solteira e a confusão da manhã seguinte, Sarah. - comentou em tom brincalhão, a morena ao estarem na varanda.
A editora-chefe sorriu, concordando com a amiga.
Em meio aquela noite entre champanhe e outras bebidas que regeram as loucuras que viveram, elas sobreviveram a tudo e viveram uma aventura maluca e bota maluca nisso.
E no meio disso tudo, Sarah ainda tinha que resolver algo com sua amiga, certo casamento que não era nem para ter acontecido e queria desfazer isso logo.
Juliette soube dessa história ontem. Sarah fez questão de lhe contar mesmo correndo o risco de elas terem uma briga, mas prezava pela verdade no relacionamento delas. E ao contrário do que a loira temia, sua noiva não fez um escarcéu ou criou qualquer briga, pelo contrário, Juliette fez foi cair na risada quando tomou conhecimento desse louco casório. Indagada por uma Sarah pasma com a reação da outra, se não havia ficado chateada com isso, Juliette negou ainda aos risos. Mas em seguida já sem rir, revelou que se a noiva tivesse casado com outra mulher que não fosse Thaís ou um das amigas delas mais próximas, aí o bicho ia pegar feio para o lado dela.
- Thaís... - Sarah tocou o ombro da amiga, atraindo sua atenção, que estava voltada para o jardim de sua casa. - Temos uma coisa que precisamos fazer, ou melhor, desfazer... o nosso casamento.
A morena deu um sorriso ao notar a amiga totalmente desconfortável e sem jeito por tocar naquele assunto.
- Não temos que desfazer casamento algum, Sah.
A loira franziu a testa e não entendeu absolutamente nada. Será que sua amiga queria ficar casada com ela? Antes mesmo que editora-chefe questionasse Thaís a este respeito, a morena explicou-se.
- Liguei pra tal Capela do Amor e eles me disseram que a história da melhor amiga se passar pela noiva foi só uma brincadeira.
- Isso quer dizer que...
- Nós não estamos casadas. - completou a morena.
Sarah sentiu como tirassem um peso enorme de cima dos seus ombros quando sua amiga disse isso.
- Nossa que alívio!
- Puxa, obrigada pela consideração viu? Seria tão ruim ficar casada comigo?... Por acaso sou tão feia assim? - diz cruzando os braços e exibindo uma falsa seriedade no semblante só para ver a reação da outra.
- Não é isso, Thata... É que... Você...
Sarah se embolava toda para tentar dar uma explicação para outra, até que Thaís começou a rir do embaraço da amiga.
- Sarah não esquenta, eu estou só brincando com você!
- Que merda, Thaís! Pensei que estivesse falando sério.
A outra riu.
- Só queria ver sua reação e sabe de uma coisa... Sou muita areia para a sua camionete, cara amiga. - socou de leve o braço da outra, fazendo a loira sorrir.
- Acha que daríamos certo como um casal, Thata?
- Olha, no passado, logo quando te conheci e cair com os quatro pneus arriados por você... eu achava que sim, que daríamos certo como um casal. - Sarah esboçou um sorriso. - Mas aí você se encantou por outra morena e eu passei a te conhecer melhor, e hoje posso te dizer com todas as letras... Não, nós não daríamos certo. Temos gostos e jeitos diferentes demais. Pra você só mesmo a Juliette que apesar de também não ser nada parecida com você, te completa de uma forma que eu não completaria.
- A Li e eu somos bem pólos opostos mesmo, mas que se completam de um jeito que eu não sei explicar. Tudo que falta em mim, tem nela.
- Como, por exemplo, senso de humor e loucura.
- Eu tenho senso de humor, Thaís. - se defendeu.
- Humor ácido não conta, Sarah.
A loira revirou os olhos e bufou.
- Não sei como ainda sou sua amiga.
- É que você me ama e não vive sem mim.
A loira não queria, mas acabou rindo.
- Você contou pra Ju sobre o nosso suposto casamento?
- Sim.
- Pensei que não ia ter coragem de contar.
- Achei melhor contar. A gente preza pela sinceridade e verdade na nossa relação.
- E como ela reagiu quando soube?
- Simplesmente caiu na risada.
- E você se cagando toda de medo que ela te matasse.
- Ah, porque nós conhecemos muito bem o gênio Freire.
- Realmente, o gênio dela somado ao seu lado ciumento é que nem uma bomba atômica.
- Ela disse que não ficou chateada, porque foi com você que é minha melhor amiga, mas se fosse com outra mulher que não fosse do nosso círculo de amigas próximas, o bicho ia pegar e eu estaria bem ferrada.
Thaís explodiu em uma risada alta.
- Você ri é?! Mas eu fiquei é com medo disso.
- Se um dia você ousar meter um chifre na Juliette, você está muito fodida, amiga. Ela acaba com a sua raça.
- Isso nunca vai acontecer. Jamais seria capaz de trair a Li. Até porque não me vejo com ninguém além dela.
- Mas que amiga mais boiola que eu tenho.
Sarah sorriu e cobriu o rosto com ambas as mãos em vergonha.
As duas mulheres ficaram uns instantes em silêncio até que Sarah começou a falar de novo.
- Sabe que parando pra analisar agora, toda essa confusão em que nos metemos foi até divertida.
- Agora que passou tudo, concordo. Foi divertido.
- Só não foi claro o fato da Li ficar perdida com a Pocah por sabe lá onde. De resto foi tudo muito engraçado. Por instantes me fez lembrar os meus tempos de adolescente quando eu era menos séria e sabia me divertir fazendo loucuras.
- Olha só você fazia loucuras na sua adolescência?
- Algumas. - deu de ombros. - Eu nem sempre fui essa pessoa tão séria, Thata. Algumas coisas me tornaram assim.
A perda para morte de um amor que ela até então achava que era seu verdadeiro amor há quinze anos e algumas desilusões amorosas, a fizeram se fechar e torna-se séria e introspectiva, além do fato de sempre ter sido uma garota mais tímida.
- Bom só que agora você não está mais tão séria como quando te conheci. Juliette te trouxe uma alegria, um brilho e deixou mais animada.
- A Li é o colorido que faltava na minha vida. Ela e eu somos ótimas juntas.
- Vocês são mais que isso, amiga, são perfeitas.
- Eu acho que a amei assim que a vi na redação, perto da máquina da copiadora. - sorriu ao lembrar. Juliette estava toda enrolada com a máquina e alguém Thaís chegou para socorrê-la. - Só que a minha timidez me impedia de chegar nela. Sem contar que ela já tinha dado fora em quase metade da redação. Eu imaginei que seria mais uma na lista de rejeitadas
- É, mas graças a mim que fiz a ponte, olha agora onde vocês estão.
- Te devo essa.
- Deve mesmo, Andrade. Mas se bem que não foi tão complicado assim unir vocês. Ela também já tinha certo interesse em você mesmo.
- Pretendo passar o resto da minha vida com ela, Thata.
- E ela com você, suas boiolas apaixonadas. - sorriu para a amiga.
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Todo o pessoal estava na sala quando Juliette que havia ido ao carro de Sarah buscar algo, volta chamando a atenção de todos.
- Meu povo!
Os amigos olharam para ela na mesma hora.
- O que foi, amiga? - indagou Gil.
- Trouxe algo bem interessante pra vocês - ela mostra ao grupo a câmera filmadora de Fiuk. - Ainda não assisti as imagens, mas eu suspeito que aqui dentro estejam às respostas pra todas as nossas dúvidas a respeito do que fizemos anteontem.
- Caramba. Pensei que tivesse perdido a minha câmera nessa confusão. Que bom que encontrou, Ju. Aliás, onde a encontrou?
- Mergulhada em uma taça de Champanhe na zorra que se encontrava a sala de casa. Sarah e eu estávamos arrumando a bagunça ontem quando encontramos a câmera.
- Então ela deve estar danificada, Juliette.
- Acho que não, Gil. Ela não é a prova d'água, Fiuk?
Enquanto pergunta, a morena se dirige até o amigo acomodado no sofá.
- É, sim, Ju. Cara, deve ter bastante coisa aí, já que provavelmente, eu filmei boa parte da nossa comemoração.
- Toma aqui. - ela estendeu a câmera a Fiuk.
Mas Gilberto que estava sentado ao lado do outro homem pegou a câmera primeiro, ou melhor, puxou o objeto da mão de Juliette. A morena lhe lançou um olhar assassino pelo jeito nada gentil como ele pegou a câmera dela.
- Peste, “por favor” ainda se usa.
- Ai! Foi mal, amiga, mas eu sempre me esqueço de usa-lo.
Os outros na sala riram. O clima estava leve e descontraído, quase sempre era assim quando se juntavam. Eram mais que amigos, eram uma verdadeira família.
- Me dá isso aqui, Gil. Senão você ainda vai acabar quebrando essa câmera. - tomou do amigo o objeto.
- Credo, Fiuk... Presley. - zombou do outro fazendo o pessoal rir novamente.
- Você acha que tem moral pra me zombar é, Gil do Vigor Presley.
Novas risadas explodiram pela sala.
- Ai, Brasiiiilll! Nem me lembre disso. - diz, cobrindo o rosto com ambas as mãos.
- Que raiva que eu não vi isso. - Thaís resmungou ainda rindo. - E nem o show das dançarinas Pocah e Juliette.
- Ai, minha gente, deixa esse assunto da minha dança e da Pocah pra lá.
- Concordo. Não há a menor necessidade disso. - reclamou Sarah. Sua noiva tinha lhe contado a razão de terem se vestido e ido parar no palco para dançar. Porém a loira não quis saber mais detalhes de como a noiva dançou e Juliette agradeceu mentalmente por isso.
- Negativo! Agora fiquei curioso. E deixar bicha curiosa não é saudável. - Gil falou arrancando algumas risadas. - Contem aí.
- Eu não vou contar nada. - se negou Juliette. - E você também não Pocah.
- Mas eu conto. - se pronunciou Carla. - Eu estava lá e vi de camarote a performance delas.
- Carla, não!
- Ai, Juliette, deixa de ser chata. - reclamou Gil. - Vai, Carlinha, conta, mulher.
- Elas foram simplesmente arrasadoras, Gil. Fiquei ó... De queixo caído. As duas dançaram bem pra caramba, como se fossem profissionais da dança. Vocês precisavam ver. Rebolavam até o chão e sensualizavam para o delírio da macharada.
- Fiuk não dá pra você ligar logo a câmera na TV pra vermos até onde você gravou? - questionou Sarah com seriedade e com o único intuito de pôr fim àquele assunto desagradável da dança de sua noiva.
- Pois é, Fiuk. Vai colocar isso, peste. - foi a vez de Juliette se pronunciar.
- Vocês duas são duas chatas hein. - reclamou Gil. - Eu queria saber mais.
- Já está de bom tamanho o que a Carla contou.
- Anda, Fiuk. O que você ainda está esperando pra colocar esse vídeo pra rodar? - Sarah lançou um olhar fulminante ao rapaz.
- Já tô indo, chefe. - se levantou e foi em direção a enorme TV da sala. - Thata me dá um help aqui com essa sua TV.
A morena que estava acomodada ao lado de Carla no sofá e se divertia com o ciúmes descarado de sua amiga Sarah e a completa falta de jeito de Juliette, se levantou e foi auxiliar Fiuk.
- Podíamos beber uma cerveja ou um champanhe enquanto assistimos.
- Pocah não acho que isso seja uma boa idéia.
Juliette falou e alguns também concordaram com a morena.
- Ah qual é gente? - abriu os braços Pocah. - Só um pouquinho. Não vão me dizer que só por causa do que houve vão parar de beber?
Como ninguém respondeu, Thaís resolveu falar.
- Olha vamos beber, mas sem exagerar. Tenho champanhe na geladeira, mas fiquem despreocupados que esse não é presentinho da Kerline.
- Thaís nem me fale no nome dessa fulana que só de ouvir tenho vontade de matá-la por ter nos feito passar por tudo o que passamos.
Juliette não conseguia esconder a raiva da ex de sua noiva.
- Amanhã, eu vou ter uma conversa séria com a Kerline assim que chegar no jornal.
- Você não vai ter porra nenhuma de conversa com aquela vaca, Sarah Carolline. - retrucou a morena com cara de poucos amigos. O pessoal na sala se segurou para não rir da chamada. - Se eu souber que você conversou com ela, você vai estar lascada.
- Eh, Sarah... Eu também vivi isso! E é bom você não contraria-la. - Pocah aconselhou com conhecimento de causa.
- Eu que vou falar com aquela vaca.
- Falar ou descer o sarrafo nela, amiga? - Gil tinha um sorriso ao questionar.
Antes que a jornalista respondesse ao redator, Sarah tomou a dianteira na resposta.
- Se eu não vou conversar com ela, você tampouco vai, Li. Não quero confusão no jornal.
- Mas alguém precisa dar uma chamada nessa mulher, Sarah. Ela praticamente nos drogou.
- Deixa comigo. - Thaís se pronunciou. - Eu terei um enorme prazer de dar uma chamada naquela vadia.
- Thata...
- Não, Sarah. Tranquilo. Eu vou só falar, sem fazer confusão alguma.
- Gente, agora chega de falar da Kerline, né? - Carla pediu.
- Pois é, gente. Vamos ouvir a Carlinha. Chega de ficar falando na ex apaixonada da chefinha.
Fiuk se arrependeu amargamente do comentário, pois na mesma hora Sarah e Juliette lhe lançaram um olhar assassino pelo o que tinha acabado de dizer.
- Thata, porque você não vai pegar esse tal champa logo antes que o nosso querido casal aí, me mate com esses olhares delas. - dizia o jovem se escondendo atrás da morena e arrancando risos de Gil, Pocah e Carla pela cara de medo que ele fazia.
- Você provoca e depois fica cagando de medo é? - zombou Carla.
- Deixa eu ir mesmo logo pegar essa bebida antes que a Sah e a Ju acabem com você.
- Obrigado, Thatazinha linda.
- Eu te ajudo, Thaís. - se voluntariou Juliette ainda encarando feio a Fiuk.
- Eu também! - Gil quem disse logo em seguida.
Os três saíram e instantes depois voltaram com a garrafa e as taças. Fiuk terminava de dar os últimos ajustes na câmera ligada a TV. Enquanto isso Gil cuidava de abrir o champanhe que Thaís havia trago. A morena com a ajuda de Juliette dispôs a bebida nas taças após Gilberto ter aberto a garrafa da bebida. Depois ela e Gil saíram de perto da mesa onde a garrafa ficou e foram levar as outras taças aos demais, deixando Juliette sozinha com Sarah que chegou segundos antes dos outros dois saírem dali.
- Não sei se devo beber isso de novo. - sorriu meio sem jeito Sarah encarando a taça de champanhe que Juliette lhe estendeu.
- Só uma não vai fazer mal. É só a gente não exagerar.
- Tão cedo eu não exagero mais na bebida.
- Sarah... - chamou após um segundo de silêncio. - Eu tenho que te contar uma coisa.
Ela ainda não tinha lhe dito sobre ter quase perdido o anel de noivado. A princípio havia decidido não contar, mas isso de não dizer a estava corroendo por dentro. Tinha que ser sincera, não queria ter segredos com ela. Sinceridade era a base de uma relação, junto com a confiança.
- O que foi, Li? - preocupou-se a loira ao notar a seriedade no rosto da noiva.
- Eu... - por um segundo, ela hesita em falar o resto, mas depois abre o jogo de vez. - Eu apostei o anel que você me deu, quase o perdi só que o consegui de volta, por favor, me perdoa por isso?
Ela falou tão rápido que se Sarah não estivesse perto o suficiente dela não teria entendido nada do que a noiva havia dito.
- Eu juro que não fiz por mal isso, Sarah. Não sei o que me deu na cabeça para apostar o anel. Perdão, baby.
Sarah a encara em silêncio por longos segundos que para Juliette mais pareceram horas. No fundo a loira estava bastante surpresa com o que acabava de ouvir, porém tratou de despreocupar sua amada.
- Li não tenho que te perdoar de nada. - abraçou a noiva carinhosamente. - O anel não é o que importa.
Sarah desfez o abraço delas e segurou seu rosto com ambas as mãos para olhá-la nos olhos.
- Você que é importante, Li. - a morena sorriu emocionada. - E caso você tivesse perdido o seu anel, a gente comprava outro, sem problema.
- Não. Eu não ia querer outro. Por isso passei os apuros que passei com a Pocah para ter esse anel de volta. - ergueu a mão direita onde sua pequena algema brilhante enfeitava seu anelar. - Porque ele é único. Você mandou fazer pra gente.
- Mandaria fazer outro se fosse preciso.
- Sarah, você não existe.
As duas ficaram se fitando em silêncio até que a loira resolveu lhe confessar algo.
- Sabe... Quando acordei lá em casa e não te vi ao meu lado. E depois vi aquela mensagem sua no meu celular dizendo que “precisava de um tempo”, eu ... Fiquei desesperada, achando que toda aquela confusão com o casamento com a Thaís tinha feito você desistir de mim.
- Não, não... Jamais pense nisso. Olha... Me desculpe, baby. - acariciou o rosto da amada. - Eu não queria te causar esse desespero. Nem sei o que me deu pra te mandar aquela mensagem, mas quero que saiba que desistir de você, Sarah Caroline, está fora de qualquer hipótese. Eu não vejo a hora de me casar com você. Na verdade isso é o que mais quero nessa vida, depois que você anular esse casamento doido com a Thaís, já que o nosso é semana que vem.
- Sobre esse casamento... Ele não rolou de verdade.
- Como?
- Thaís me contou lá na varanda que ligou pra capela que supostamente nos casamos e eles disseram que não houve casamento entre a gente.
- Que bom então.
- Um alívio, na verdade. E qua tô a me casar com você... Eu também não vejo a hora disso acontecer semana que vem, Li. - ambas sorriram. - Sabe essa confusão toda e esse desespero de perder você reforçou duas coisas pra mim sabia?
- Ah, é? O que?
- O quanto você é muito importante pra mim e o quanto eu não consigo mais viver longe de você mesmo que seja por poucas horas. Eu amo você, Li!
Juliette não deixou de se emocionar com as palavras da noiva. Sarah a surpreendia cada dia mais com suas demonstrações de amor.
- Eu também amo você.
Juliette deu um beijo seguido de um abraço forte na amada. Amava Sarah demais. Se sentia a mulher mais feliz do mundo por tê-la ao seu lado.
- Ei, suas gays apaixonadas parem com isso!
Thaís gritou, interrompendo o momento do casal.
- Vamos deixar o agarramento pra quando estiverem em casa sozinhas.
- Não enche, Gil. - Juliette mostrou a língua para o amigo.
- Venham. Já está tudo pronto para começar a rodar a filmagem. Tenho certeza que não querem perder o que aprontamos.
- Com toda certeza. Vem, baby.
Juliette puxou Sarah pela mão e as duas foram até onde os outros estavam. O pessoal se acomodou uns no sofá e os outros pelo tapete da sala. Thaís desligou a luz para eles ficarem só com a iluminação que vinha da TV. Fiuk que estava com a câmera na mão olhou para os amigos e perguntou:
- Prontos e prontas pra verem as nossas loucuras?
- Sim! - a resposta veio em coro.
- Anda. Liga logo isso, Fiuk Presley. - mandou Carla fazendo todos rirem.
- Esse bullying vai durar até quando?
- Até quando a gente quiser, amigo. - respondeu Juliette ainda rindo.
- Gil também devia ser alvo desses bullying também. Por que só eu? - revoltou-se.
- Filipe Kartalian Ayrosa Galvão... Se você não, ligar logo a porra dessa câmera... Eu juro que vou até aí em você te acertar com essa merda na cara.
- Credo, Ju! Que violência.
- Anda logo, Fiuk! Senão eu vou junto com a Ju aí te bater.
- Calma. Já tô ligando, Thata. Vocês tem um gênio hein!
- FIUK!!! - todos gritaram já sem paciência.
- Okay!... Luz, câmera, ação. Que comece a diversão. - deu o play na câmera e correu para se acomodar ao lado de Gilberto no chão.
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A filmagem com o que eles fizeram só amanhã, meu povo. Um xero e até 😘
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