Capítulo 7 - Casino Vegas Night (Parte 2)
N/A: Salve, salve, minha gente! Chegay.
Amando e me divertindo com os comentários de vocês. E feliz por estarem gostando dessa doidera boa que é essa fic.
Vem aí, dança e pancadaria.
Boa leitura.
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- Nunca tinha entrado nesse casino antes. - Carla comentou, olhando o lugar. Já tinha ido em alguns de Vegas, mas àquele estava sendo a primeira vez que entrava. - Será que elas ainda estão aqui?
- É isso que viemos descobrir, Carla. - resmungou impaciente. - Eu vou procurar o proprietário daqui pra saber se ele viu a Juliette e a Pocah. E também vou checar os outros salões do casino e você revira todo esse aqui atrás das duas.
- Pode deixar. Também vou falar com alguns funcionários por aqui. Nos encontramos nesse mesmo lugar em vinte minutos, certo?
- Certo!
Sarah saiu e deixou Carla ali no salão de jogos que era por sinal o principal da casa, já que tinha um palco que era o chamariz do lugar.
O locutor do lugar anunciou de novo as dançarinas do casino e elas voltaram ao palco. Em uma fila indiana, uma a uma das garotas vinham até a frente do palco e rebolavam para o delírio dos homens dali.
- Uau! Que gatas! - Carla exclamou ao ver algumas moças se apresentando.
As moças iam aparecendo e no meio dessas dançarinas, eis que a loira viu uma mulher com um rosto muito conhecido por ela e o susto foi inevitável.
- Juliette???
A morena dançava e rebolava arrancando assobios da plateia masculina e gritos de: gostosa, delícia, maravilhosa entre outros. Carla imaginou que se Sarah visse a noiva naqueles trajes mínimos, dançando daquele jeito e o modo como os homens daquele lugar olhavam para ela de um jeito um tanto faminto, ela ia ter uma síncope.
Duas garotas depois de Juliette, Carla enxergou Pocah.
- Viviane! Uau! - Carla chegou a respirar fundo ao ver o corpão da amiga naquele conjunto de biquíni com pedrarias e adornos com penas nos ombros e na cabeça, e nos pés uma sandália altas prateada. Era o mesmo vestuário que Juliette e as demais dançarinas usavam, mas em Pocah que tinha mais corpo que Juliette e era mais alta, o vestuário ficava menor e chamava mais atenção por suas curvas..
Pocah dançou com muito mais sensualidade e chegou a rebolar até o chão com a bunda vira para a plateia que foi ao delírio. Gritos, assobios e palmas vieram dos clientes da casa.
Carla queria ter seu celular ali para gravar o show que as amigas estavam dando no palco. Mas infelizmente esqueceu o bendito na casa de Thaís. Por falar na morena, ela certamente ia surtar ao ver as amigas ali no palco.
Enquanto dançava e rebolava do palco Juliette enxergou o sujeito que estava com sua aliança. O homem estava bem na mesa à frente e o anel da morena estava dentro da taça de champanhe dele.
Em certo momento, as dançarinas foram convidadas pelo locutor a desceram pelas escadas laterais do palco para circularem entre os clientes da casa. Juliette viu nisso a sua chance perfeita de se aproximar do cara.
- Pocah é a minha oportunidade de pegar a aliança. - resmungou para a amiga a sua frente.
- Me lembre de se eu sair viva, não falar com você por meses.
Juliette apertou os lábios para conter a risada. Até parece que Pocah ia conseguir ficar sem falar com ela mesmo.
Ao descerem do palco as mulheres se espalharam e Juliette foi justamente na direção do sujeito e parou bem diante de sua mesa, e puxou papo com ele.
- E aí garanhão... quer dar um pouco de amor pra essa garota aqui? - jogou charme para o sujeito.
O que ela não fazia para ter aquele anel de volta? Dava até em cima de um cara que nem conhecia e pior que era horrível, porque o bicho era feio demais. Careca, a cara parecia um maracujá enrrugado e ainda parecia ter um jeito se maníaco sexual e fumava, soltando fumaça pelo nariz, parecendo até uma chaminé. Se lembraria de nunca mais beber tanto desse jeito para não se meter em outra confusão como essa.
A resposta que o homem lhe deu não foi bem a que ela esperava.
- Desculpa princesa, mas gostei da sua amiguinha ali. - apontou para Pocah que estava com as outras dançarinas e vinham se encaminhando em direção ao palco para subir de volta nele. - Diz pra ela dá uma chegadinha aqui.
Juliette sorriu.
- Eu vou falar com ela.
Pocah tinha que lhe ajudar. Ela seduzia o sujeito enquanto Juliette pegaria sua aliança e depois elas se mandavam dali.
Assim que se aproximou de Pocah, Juliette lhe cochichou:
- Pocah, o cara que está com a minha aliança gostou de você. Inclusive quer que você vá lá na mesa dele.
- Quê?
- Vai lá e joga charme pra ele.
- Deus me defenda. Aquele homem é horroroso. Nem vem, Juliette.
- Por favor. - implorou. - Você o seduz e eu aproveito e pego a aliança.
- Nem pensar. A gente dá outro jeito de pegar essa aliança. Eu não vou seduzir aquele Freddie Krueger. Nem fudendo, Juliette.
As duas seguiram para o palco e quando Pocah passou pelo cara, escutou o seu gracejo:
- A sorte lhe sorriu essa noite belezinha. - o cara se levantou e ficou olhando Pocah subir as escadas, sem lhe dar atenção. - Você é linda de morrer sabia? Coloca as outras no chinelo, meu anjo.
Pocah acabou de subir as escadas, lançou um olhar para Juliette e depois encarou bem o o sujeito.
- Valeu, cara! - ela respondeu engrossando bem a voz, quase parecendo com a de um homem. Pocah tinha o hábito de fazer isso quando queria se livrar de algum cara chato que vinha dar em cima dela nas baladas. Ela engrossava a voz e, geralmente os caras achavam que ela era um travesti e saíam fora.
Atrás da morena, Juliette riu da velha artimanha de sua ex.
O sujeito que recebeu o fora, arregalou seus olhos ao ouvir a voz grossa da mulher.
- Você é homem?
Pocah ia responder, mas acabou avistando uma Carla que olhava para ela e Juliette com um sorriso sacana. Pocah deu de ombros e riu também. O homem que havia cantado Pocah olhou na direção que a mulher estava olhando e ao ver Carla ali exclamou:
- É ela! A outra filha da mãe trapaceira!
Carla se assustou quando ouviu o cara dizer isso e apontar na sua direção.
- Essa daí junto com uma morena roubaram ontem a noite toda no jogo!
- Carla corre! - gritou Juliette do palco para a amiga.
A morena tirou a luva que usava, desceu do palco indo à mesa do cara e pegou sua aliança de dentro da taça.
- Peguem essa loira! - ordenou o homem aos seguranças dali.
- Deixa a minha amiga em paz, seu cretino.
Juliette foi para cima do homem e nisso ela acabou perdendo sua aliança que caiu no chão e a morena não viu aonde a jóia foi parar.
Pocah de cima do palco pulo em cima das costas do cara que Juliette brigava. O homem foi ao chão e Pocah o levantou pela manga do casaco, atirando-o contra parede, deixando o sujeito desacordado e livrando sua amiga dele, já que o homem a segurava pelos braços.
Os seguranças do lugar foram para cima de Carla e Pocah, e com isso a confusão estava toda armada!
Enquanto as duas brigavam para defender, as pessoas que estavam ali no salão corriam de um lado para o outro feito baratas tontas, querendo sair dali e não sabiam por onde. No meio daquela confusão toda, Juliette se agachou no chão a procura de sua bendita aliança.
As amigas dela se matando, brigando e até apanhando, e Juliette mais preocupada em saber de achar o anel que Sarah havia lhe dado e que sem dúvida alguma, era a grande causa de toda aquela confusão.
A morena andava de quatro pelo chão, olhando embaixo de mesas e cadeiras em busca da argola dourada. Eis, que mais a frente ela vê a coisa brilhante e vai até ela, porém quando estava chegando perto da jóia um filho da mãe passa e chuta o anel para longe e Juliette não consegue ver para onde a coisinha dourada foi parar.
Enquanto isso Carla e Pocah continuam brigando com os seguranças do casino. Carla dá um soco em um dos homens que cai desacordado no chão.
- Au! - reclamou após bater no sujeito. Agora agradecia ao seu pai por ter lhe obrigado a fazer o curso de defesa pessoal na adolescência.
Pocah fez o mesmo que a amiga e também deixou o cara com quem brigava desacordado, só que a morena quase arrebenta sua mão com o soco que deu na cara do homem.
- Puta que pariu! - reclamou, balançando a mão para aliviar a dor. - Isso não dói nada quando estou de luvas.
A morena que na adolescência fez boxe, atualmente vinha fazendo Muay thai.
Sem que Pocah percebesse, um segurança veio por trás dela e lhe agarrou pela cintura.
- Te peguei, valentona.
Na hora ela só conseguiu se lembrar da técnica de defesa pessoal que Gracie Hart ensinou no filme Miss Simpatia, o qual Juliette lhe fez assistir quando namoravam. E foi aplicando essa técnica que consistia em golpear primeiro com o cotovelo o plexo solar, depois dá um pisão em um dos pés do sujeito, acertar com o outro cotovelo no nariz do cara e um soco nos "países baixo" do cara, que Pocah conseguiu se soltar do sujeito. O segurança caiu de joelhos no chão e se corroendo de dor.
- Valeu, Juliette, por me fazer assistir Miss simpatia.
- Pocah dá pra me dar uma força aqui? - chamou Carla com dois seguranças a segurando em cada um de seus braços.
- Já tô indo aí, Carla.
O pau comendo solto e a Juliette continuava em sua busca incessante pela a aliança. Pela segunda vez, ela encontra a jóia.
- Te achei! Vem aqui belezinha da mamãe!
E, mais uma vez, quando ela ia chegando perto da joia alguém passa e chuta o anel para sabe lá Deus onde.
- Oxente! De novo? Minha gente, vocês não sabem olhar por onde anda não? - reclamou emburrada.
Enquanto isso Carla e Pocah seguiam trocando golpes com os seguranças. Em determinado momento Pocah foi bater em um cara e quase acertou em cheio Carla.
- Qual é, Pocah? É neles pra acertar e não em mim. - reclamou a loira.
- Foi mau, Carlinha.
As duas voltaram a brigar com os seguranças. O salão já estava com poucas pessoas e os seguranças também já eram bem poucos, pois Pocah e Carla incrivelmente tinham derrubado a maioria, só restavam mais dois. Enquanto elas brigavam com os dois últimos que sobravam, o cara que havia cantado Pocah acordou da pancada que tinha levado da morena.
Sem que Carla e Pocah percebessem, o sujeito se levantou e foi em direção a Juliette que estava abaixada ainda procurando o anel dela. A morena estava tão empenhada e concentrada em achar o objeto brilhante que também nem viu o homem se aproximando dela feito um felino preste a lhe dar o bote certeiro.
- Ah, graças a Deus, minha pecinha brilhante, eu te encontrei. Vem com a mamãe, meu amor! ... Juro que nunca mais vou te apostar. - beija o anel após tê-lo pego do chão.
A morena foi pega de surpresa pelo homem que a agarrou pelo pescoço, levantando-a do chão. Ele começa a apertar com força o pescoço dela e enquanto Juliette tenta se soltar dele batendo em seu braço, só que não consegue.
- Acha mesmo que vou te deixar fugir com o meu anel da sorte, docinho? Negativo! Minha vitória foi grande demais pra perdê-lo assim.
- A única que vai se dar bem aqui hoje sou eu. Larga ela, Freddie Krueger. - ordenou Pocah atrás do cara.
O sujeito largou o pescoço de Juliette que já estava quase sem respirar e virou-se para Pocah. A mulher o pegou desprevenido com um baita soco que o fez cair desacordado em cima de uma mesa.
- Isso foi por ter me cantado e por ter enforcado minha ex, pervertido. - falou Pocah ao homem que estava desacordado.
Carla se aproximou das duas amigos.
- Belo soco, dançarina sexy. - diz em tom zombeteiro.
- Aulas de box e Muay thai. - sorriu.
- Bom e temos uma vencedora. - diz Juliette colocando a aliança em seu dedo.
- Pelo menos a busca por esse seu anel.
- Busca por anel? - Carla indagou sem entender.
- A gente só se meteu nessa confusão toda por culpa da Juliette e a aliança de noivado dela.
- Quando você ganhar um anel de compromisso vai me entender, Viviane.
- Quando eu ganhar não vou pirar que nem você e nem deixar os outros pirados como você me deixou, Juliette.
As três se olharam e começaram a rir.
- Dá pra alguém me explicar o que houve aqui?
Elas se viraram para encontrar uma Sarah que tinha uma expressão de confusa pela zona que estava vendo.
- Sah!
Juliette correu e pulou no colo da noiva, agarrando seu pescoço e enlaçando a cintura da outra com suas pernas, e lhe dando um beijo e um abraço apertado.
Sarah enfim respira aliviada por sua noiva ter aparecido.
- Até que enfim, Li! Eu já estava preocupada com você que não aparecia e nem dava sinal de vida. Está tudo bem?
- Sim, eu estou bem, baby.
- Graças a Deus! - deu um selinho nela.
Só depois de colocar a noiva no chão e ela se afastar um pouco de Sarah, foi que a loira percebeu os trajes minúsculos que Juliette usava.
- Por que está vestida desse jeito? - Sarah então olha para Pocah e a vê com os mesmos trajes de Juliette. - E você também, Pocah, por que estão com essas roupas?
- É uma longa história, Sarah. - respondeu Pocah.
- Sarah acho melhor deixar as perguntas pra depois. Vamos sair logo daqui antes que apareçam mais seguranças ou pior, a polícia.
- Carla tem razão, baby, depois te explico tudo. - Juliette segurou a mão da noiva, entrelaçando seus dedos.
- Certo, vamos embora daqui logo então.
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A noite posto mais um para vocês.
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