Capítulo 5 - Os lamentos de Juliette e duas fichas de Casino
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- Ai, acordar essa manhã de ressaca está sendo uma droga. - reclamava Juliette enquanto caminhava ao lado de Pocah. - E pra piorar tudo ainda tem esse cheiro de esgoto que nos persegue.
O lugar que estavam fedia horrores.
- Ju, a gente vai encontrar os outros tá? - tocou o ombro da outra para tranquiliza-la, já que das duas Juliette era a mais apavorada. - Eles devem estar todos juntos em algum lugar. Talvez estejam na casa de algum deles ou na sua com a Sarah. Sei lá.
- Sabe, é isso que eu queria entender. Por que raios nós duas estamos juntas e não com eles?
- Boa! Também queria saber a resposta pra essa sua pergunta.
Juliette olha pela vigésima vez para sua mão, notando a ausência da aliança e mais outra vez lamenta por isso.
- Pocah, minha aliança. - choramingou, atraindo a atenção da outra. - Agora minha mão é de solteira e não de comprometida.
Pocah bufa de raiva. Já estava de saco cheio já daquele chororô da outra por causa de um simples anel de compromisso.
- Juliette dá pra parar com isso? Você ainda é comprometida mesmo que esteja sem esse anel. Pra você ficar mais tranquila vamos fazer o seguinte: quando sairmos dessa, compramos um anel igualzinho ao que você tinha e a Sarah nem vai saber que você perdeu o outro.
Juliette olhou chocada para a ex. Que raios de idéia mais absurda era aquela dela?
- Tá louca? Não dá, Pocah. O anel que a Sarah me deu é único. Ela mandou fazer. Portanto não tem outro igual vendendo em qualquer joalheria.
- Você deve ter uma foto usando o anel, não tem? - a outra confirmou com um balançar de cabeça. - Então, a gente leva a foto e manda também fazer um igual ao que ela te deu e aí, problema resolvido.
Juliette balançou a cabeça em negativa, não acreditando que Pocah tivesse dito aquilo mesmo.
- Não. Nada disso! A última coisa que quero para o resto da minha vida é uma mentira disseminada pela minha ex, cuja minha atual noiva morre de ciúmes. - Pocah riu disso que Juliette disse e, principalmente por saber do ciúme de Sarah. Se bem que ela era bem ciente disso e às vezes fazia brincadeiras e soltava comentários brincalhões com ex só para provocar a editora-chefe e atual de Juliette. Só que às vezes também fazia as brincadeiras e soltava os comentários que tinham lá seu fundo de verdade, porque não resistia ao charme de Juliette. - Pocah, presta atenção! O anel que a Sarah me deu era o símbolo do nosso amor, do nosso futuro juntas. Não era qualquer anel era O anel, o mais importante. Você sabe o quanto esperei para ela se declarar pra mim?
Apesar do interesse imediato de Sarah pela até então estagiária de jornalismo Juliette Freire, a editora-chefe do jornal Diário Las Vegas, demorou um bocado para tomar coragem de chegar na jovem morena. Tímida e um tanto introspectiva, a loira tinha receio de chegar e levar um fora colossal, já que Juliette havia dado já fora em várias pessoas da redação que deram em cima dela. Se não fosse Thaís fazer a ponte entre as duas mulheres, Sarah sabia que não rolaria nada entre ela e Juliette por conta de sua falta de atitude.
- Aí, quando enfim ela faz isso e me dá um anel de compromisso o que é que eu faço? Perco o bendito anel, Pocah!
Essa história de anel já estava enchendo a paciência de Pocah.
- Olha, ela vai te entender, Ju. - Pocah lança um rápido olhar para Juliette. - Na verdade, ela sempre te entende.
- Não podemos contar pra ela, Pocah.
A outra coça a cabeça e se vira para tentar tranquilizar mais ainda sua ex que já parecia a beira de um colapso nervoso, só por ter perdido o que para Pocah era apenas um simples anel.
- Juliette... - Pocah segura a outra pelos ombros. - Eu vou fazer de tudo pra recuperar esse seu bendito anel tão importante okay? Mas você precisa se acalmar, está bem?
Pocah sacode um pouco Juliette em busca de uma resposta, pois a outra ainda não havia lhe respondido. Ao sacudi-la Pocah vê Juliette mexer no decote de seu vestido. Algo dentro da roupa a estava incomodando.
- O que foi hein? Está com tique nervoso? - brincou Pocah.
- Não! Tem alguma coisa presa no meu sutiã.
- Bom... - Pocah abriu um sorriso malicioso. - Vou ser sincera com você, bem que eu gostaria de te ajudar, enfiando a mão aí no seu decote. Mas se eu fizer isso é capaz da Sarah decepar a minha mão quando souber o que eu fiz.
Juliette encarou Pocah séria. Hoje sua ex estava impossível com suas gracinhas. Cada vez mais Juliette cogitava a ideia de estapear Pocah por suas gracinhas sem graça.
- E você jura que eu ia deixar você meter a sua mão dentro do meu decote, Pocah? Nem de brincadeira!
- Até parece que eu já não fiz isso várias vezes no passado.
- Você disse bem no passado, sua palhaça.
A outra riu sem se afetar com o tom raivoso da ex.
Juliette continuou ainda a mexer mais um pouco dentro de seu decote sob o olhar curioso e desejoso de Pocah. Até que por fim conseguiu tirar o que tanto a incomodava.
- O que temos aqui, Pocah? - Juliette olhava para a coisinha redonda que tinha tirado de dentro de seu sutiã. - Isso é estranho! Como diabo esse troço veio parar aqui dentro?
Pocah nem prestava atenção mais no que a ex dizia e né tinha visto o que ela havia puxado d sutiã, pois estava mais interessada no forgão que avistou vindo no final da rua. Imediatamente, ela começa a fazer sinal com as mãos pedindo carona.
- Casino Vegas Night! - leu Juliette na ficha que segurava.
Só agora Pocah foi prestar atenção no que Juliette dizia, sem esquecer-se de olhar para o forgão que estava se aproximando.
- Deixa eu ver isso. - Pocah puxou a ficha da mão de Juliette.
A outra não gostou nada do jeito nada educado com que a ex tirou a ficha de sua mão e reclama com ela.
- “Por favor” ainda se usa e eu gosto, sabia Pocah?
- Que legal! Vou me lembrar de usá-lo da próxima vez, nenê. - resmungou, fazendo graça e Juliette bufa. Sua ex podia ser comediante em vez de Jornalista e sair por aí fazendo show de comédia stand up.
- Quer parar de me chamar de nenê?
- Você gostava antes.
- Antes! Você disse bem.
- Tá, tá. Não chamo mais. Mas olha só que beleza, Ju. 500 Dólares. - viu o valor da ficha. - Seus belos peitos nos deram uma boa pista de onde estivemos ontem à noite. - sorriu para a outra.
- Escuta aqui isso que falou sobre meus peitos era pra ser engraçado?
- Não. Só elogiei mesmo. Porque pelo que me lembro seus peitos eram lindos e bem apeti... Ai, porra, Juliette. - reclamou do tapa levado forte no braço.
- O próximo vai ser na sua cara se não parar de gracinhas.
- Você não era violenta assim, a não ser na cama. Ai, caralho! - outro tapa, agora na cabeça.
- O próximo pode ter certeza que é na cara e em cheio.
- Tá. Não falo mais nada de engraçado.
- Assim espero. Quanto a ficha, pelo menos agora sabemos aonde ir agora.
- Isso é. - concordou, fazendo sinal para o carro que agora estava pertinho.
O veículo parou bem ao lado delas.
- Perdidas, moças?
- Sim. - afirmou Pocah se debruçando na janela do carona. - Pode nos dar uma carona até o Casino Vegas Night, por favor?
- Claro. É caminho pra mim. Entrem aí.
- Obrigada, senhor. - agradeceu Pocah abrindo a porta e dando passagem primeiro para Juliette entrar no veículo. Em seguida Pocah entrou e as duas partiram em companhia do gentil senhor, que aceitou lhes dar carona.
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Enquanto isso na casa de Thaís...
- Não acredito que na primeira vez que exagero um pouquinho na bebida acabo perdendo a Juliette. - lamentava Sarah. Ela não era dada a beber muito e justo quando calha de enfiar o pé na jaca e beber todas, as coisas saem do controle.
Gil que estava ao lado da editora-chefe tenta confortá-la.
- Sarah, nós vamos encontrá-la.
- Claro que vamos. Estamos juntos nisso. - falou Thaís.
- Não vamos esquecer-nos da Pocah, que pode está com a Ju.
- Com certeza, Carla. - Gil confirmou.
- Alguém viu meu celular? - perguntou Fiuk do nada.
- Não! - responderam os outros.
O rapaz começa a procurar no bolso da calça que usava, só que ao invés de achar seu aparelho telefônico, ele acaba por achar outra coisa.
- Ei, pessoal! Achei algo que talvez possa nos ajudar.
- O que foi que achou aí astro do rock - provocou Carla rindo.
- Não achei graça nenhuma, Carla.
A loirinha deu língua ao amigo e continuou rindo dele, que ainda usava roupas de Elvis, assim como Gilberto.
- Dá pra vocês deixarem a implicância pra outra hora? O que você achou aí, Fiuk? - Thaís ralhou.
- Uma ficha de casino, Thata... Casino Vegas Night. - leu Fiuk na ficha.
- Quem sabe tenhamos ido lá ontem. - deduziu Gil.
- Pode ser. - Carla resmungou.
- Será que a Juliette e a Pocah ainda estão lá? - foi Thaís quem falou.
Sarah se animou com essa pista.
- É isso que vou saber agora, Thata. - a loira levantou-se do sofá as pressa. - Carla, você vem comigo. Nós duas podemos ver se elas ainda estão lá ou pegar quaisquer informações com o proprietário ou funcionários do lugar pra encontrá-las.
- Claro. Vamos nessa, Sarah. - a menor levantou-se também do sofá.
- Eu também quero ir.
- Thaís acho melhor você ficar com o Fiuk e o Gil, eles ainda não estão muito bem.
- Mas Sarah...
- Sem "mas", Thata.
- Tudo bem, mas me liguem quando as encontrarem.
- Pode deixar.
E assim as duas loiras saíram rumo ao casino para vê se encontram as outras duas mulheres sumidas.
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