Ⅰ. Noite

Entre tintas e quadros eu te vi. ☽

- Autora da obra.

Seul, 16:55


Então, será que teremos um fim para esse trama que se arrasta por anos aqui em Seul?

Leio baixo com a ponta do dedo na boca olhando as linhas escritas e expostas na tela do computador. A cadeira de madeira parecia não fazer mais um efeito ruim para minhas costas, a tarde toda na frente daquele computador teria que valer a pena, e eu esperava isso enquato o Senhor Lê-se meu artigo e aquilo me proporcionasse bons elogios e um passo a mais para o cargo de co - editora. Estiro os braços, na tentativa de me espreguiçar e sentir um bom alívio, desço minha perna, e toco as mesma sob o chão sentindo o rabo de pelos macios de Nina. - Olho para a gatinha que passava a passos preguiçosos por debaixo da cadeira, parecendo tão cansada quanto eu, porém, sem o ritmo frenético dos dedos no teclado branco.

"Olho para o relógio" Um minuto para às cinco. Seul deveria já está mostrando o sinal da transição do dia para noite, aperto em enviar arquivo e fecho o computador e loco observo os flocos de neve - me localizo até a varanda, me fazendo sorrir.

- Não vai querer seu leite? -pergunto. E como quem desconsidera minha fala ela se deita. Levanto da cadeira indo até à gatinha, querendo acariciar seus pelos volumosos. Meu andado era lento, porém, quando vi a imagem que já havia prendido minha atenção a certos dias me atrevi a querer observa-lo melhor.

Feito uma boba, olho Nina que respirava de forma calma e ainda tinha os olhinhos azuis abertos. Volto minha atenção para a janela que na minha frente o céu rosado sendo seu cenário perfeito para acalma minha alma. O cavalete estava a sua frente e ainda parecia em branco, ele já tinha em mãos a paleta com cores supremas em tonalidade belíssimas, alongo meu olhar e algumas tintas já estavam sobre o objeto. Olho para o relógio.

- Cinco horas em ponto. Meu olhar parecia gostar do que via, e quando voltei a olhá-lo o cabelo negro e levemente bagunçado parecia ser sua melhor combinação mesmo, que de costas só sua blusa verde pudesse ser minha única visão da altura que estava.

Grito quando sinto o rabo da gata em minha panturrilha - ela se vira pelo meu grito. Meus olhos se arregalam e eu sabia que minha ação de olhá-lo até então de forma sorrateira iria por água a baixo. Pego a gata nos braços e me escondo na parede da sala, tão rápida quanto o vento que expandiu no estante.

Droga!

- Sinto meu rosto arder, e a gata começou a ser espreguiçar em forma de aninhamemto em meus braços. Meus olhos estavam fechados, como que fossem uma criança. Estava me escondendo não dele, mas talvez de seus olhos e do que eles poderiam me causar e como poderiam mudar minhas tardes.

↬ Procede

↬ Participação especial: PoesiadeGirassol

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Nos encontrem na rede sociais: Wihtelovesah e Poes.iasdegirassol. observação: acrescente o @ antes da pesquisa dos nomes ditos aqui.

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