Capítulo 2

— Claro que foi, olha isso, todos os maridos dela morreram de causas naturais.

— Não foram causas naturais.

— Você não tem provas disso, Iris.- Adam fala sem tirar os olhos da tela do computador.

— Não discuta com a Iris Adam. Quando se trata de pistas Iris está quase sempre certa.. - Brian fala olhando para Adam- eu vou ajudar Cody lá embaixo. - concordo, e assim Brian sai do apartamento.

— Não tenho certeza? Adam, me diga o nome, a idade de três ex maridos dela, e me fale se algum deles tinha algum tipo de comorbidade.

— OK. Primeiro: Anthony Beeck, 34 anos, nenhuma comorbidade. Segundo: Eric Thorpe, 43 anos, esse já tinha se casado três vezes, e tinha dois filhos, não tinha nenhuma comorbidade. E o terceiro: Larry Corts, ele é um dos mais novos, tinha apenas 26 anos quando morreu, não tinha nenhuma comorbidade.

— Eu disse.- digo sorrindo para Adam

— Isso... quem é o idiota que casa com uma pessoa que já foi casada NOVE VEZES- ele diz mostrando 9 dedos, me fazendo rir um pouco.

— Tem gente pra tudo né -- digo dando de ombros ainda rindo.

— E o que podemos fazer agora?

— Procure mais coisas sobre a família de Beatrice. Quero o máximo de informações possíveis.

— Pode deixar.

— Voltei, devem estar se corroendo de tanta saudade -- Cody diz entrando no cômodo.

— Você já acabou de limpar ? - Adam pergunta tirando os olhos do computador por um segundo

— Na verdade não, achei algo que talvez a Iris tenha interesse.

— Como assim? Você achou alguma pista?

— No quarto do casal, tinha um quadro horrível, pendurado na parede. Eu o encarei por um bom tempo. Acho que nem aquele assassino teria um gosto tão horrível para quadros. Resolvi tirá-lo da parede, e atrás dele, tem um cofre.

— E o que tem dentro??- Adam pergunta curioso.

— Não sei. Não conseguimos abri-lo ainda. - Cody diz dando de ombros. - Vim aqui chamar a Iris, vai que ela consegue descobrir a senha.

— Vamos então- digo andando até a porta - Adam, continue procurando pistas sobre a Beatrice, se achar alguma coisa, me procure.

— Sim.

Saindo do apartamento, escuto gritos, vindo do apartamento 305, uma briga, provavelmente. Me aproximo um pouco mais da porta, quando encosto a mão na maçaneta, a porta se abre com um susto, uma mulher ruiva, e com a pele pálida, sai do apartamento batendo pé.

— Bom dia senhora, está tudo bem??

— Bom dia. Na verdade não. Acabei de descobrir que o meu marido me trai com uma tal de Beatrice, estou indo tirar satisfações com ela neste momento.

— A senhora Beatrice, não mora mais aqui.

— Como assim?

— Ela se mudou recentemente, estamos tentando descobrir para onde, se souber de algo, por favor, nos comunique.- digo para a mulher ruiva - Qual o seu nome?

— Myla, meu nome é Myla. Moro aqui no 305 a uns 20 anos.- a mulher conta apontando para a porta.

— Obrigada Myla, meu nome é Iris, sou detetive.- digo estendendo a mão.

— Aconteceu algo para você estar aqui no meu prédio? - ela diz enquanto me dá um leve aperto de mãos.

— Um assassinato.

— Meu Deus -- ela reage horrorizada.

— Você era próxima da Lily Brown? Ou do Phill Miller??

— Aconteceu alguma coisa com Lily??

— Ela foi morta pelo marido, Phill Miller.

— Aquele... - ela pensa bem antes de falar.

— A senhora era próxima dela? - pergunto novamente.

— Sim. Eu vi o filho deles crescer. E o pequeno Charles até namorou com a minha filha.

— Como é o nome da sua filha??

— Amanda. Amanda Johnson. Eles namoraram por 2 anos, e depois terminaram. Eu não sei o por que até hoje.Ela foi a primeira namorada dele. E a única.

— Isso esclarece muitas coisas, obrigada pelas informações. Tenha um bom dia. E boa sorte com o seu marido.

— Obrigada.

Continuo andando pelo corredor, em direção à cena do crime. Desço as escadas, não quero demorar em um elevador. Cody está me esperando na porta do apartamento.

— Eai, descobriu alguma coisa com a Senhora do 305??- Cody diz endireitando a postura.

— Muitas coisas na verdade. O nome dela é Myla, e mora aqui há 20 anos. Descobriu recentemente que seu marido estava tendo um caso com Beatrice. A filha dela, Amanda Johnson, namorou com Charles por 2 anos. E foi a única namorada dele. De acordo com Myla, ela não sabe o porquê do término, mas nós já sabemos.

— Interessante. Voltando ao assunto do cofre.
— Eu tenho um palpite sobre a senha- digo atravessando a casa, para chegar até o quarto do casal- vocês já tentaram a data do casamento, datas dos aniversários.. - Cody me corta.

— Já tentamos tudo isso.

— Perderam tempo.

— Como assim?- ele pergunta, olhando para o cofre

— Nada disso é importante para ele. Neste caderno que eu achei- digo mostrando o caderno de capa azul- tem vários esquemas, mas um em especial, chamou minha atenção.- folheio um pouco, até achar a página- este daqui. - mostro o caderno para Cody.

— Uma coleira?

— Não exatamente. Aqui, tem uma data.

— 15 de agosto de 2001...

— Sim. E aqui, bem aqui olha.- digo apontando para a parte superior da folha- tem um nome. Cameron Filles. Ligue para Adam, preciso dele aqui. Agora.

— O.K- Cody pega o telefone, e digita uma mensagem para Adam- ele já está vindo.

Adam não demora para chegar.

— Qual a urgência?- Adam pergunta se sentando na beirada da cama.

— Descobriu mais alguma coisa sobre Beatrice?- digo sem tirar meus olhos do caderno.

— Ainda não. Mas estou sentindo que acharei mais alguma coisa, muito em breve.

— Aham- digo balançando a cabeça- Veja se acha algo sobre Cameron Filles.

— Pra que exatamente você quer saber quem ela é? - Cody pergunta coçando um pouco a nuca - O que isso tem a ver com o cofre, ou com a senha dele?

— Na verdade, acho que ela pode ser a solução dos nossos problemas. - digo olhando para o cofre, e logo em seguida para o caderno em minhas mãos. O cofre na parede é digital tem que ter no mínimo 8 dígitos. A parede onde o Cofre se encontra, está rachada nos cantos, se colocássemos dinamites, todo esse lugar poderia vir a baixo.

— Cameron Filles Moee. Nascida dia 28 de fevereiro de 1984. Ela morreu.

— Morreu de que?

— Aos 17 anos, Cameron sumiu, tem uma manchete, que foi divulgada um mês depois do seu desaparecimento. "Cameron estava em um passeio da escola, o local era um sítio, com direito a banho de cachoeira, e a 2 grandes piscinas, a turma de formandos passaria 2 dias no local. De acordo com o namorado da vítima, eles queriam dar apenas uns beijos atrás da cachoeira. Nós entrevistamos o namorado da vítima, e ele alegou: "Ela falou que ia na frente, para poder arrumar as coisas, e trocar de roupa. Eu não queria que o professor suspeitasse de nada. Então concordei. Eu demorei 15 minutos para encontrar a cachoeira que tínhamos marcado, mas quando cheguei lá, não tinha ninguém... apenas as roupas dela estavam no chão" O local era uma das maiores cachoeiras de todo o sítio. O desaparecimento da garota ocorreu dia 15 de agosto de 2001, e não temos nenhuma pista" - Adam faz uma pausa da leitura - As datas batem...

— Sim- Cody diz pensando um pouco.

— 15082001 tente essa senha.- digo olhando para Cody

— AH SIM -- ele diz se assustando um pouco.

Me aproximo do cofre, assim que os 8 números foram inseridos, o garoto de mãos ágeis aperta um dos botões e a porta do cofre se abre, deixando bolos e mais bolos de dinheiro a mostra, dentro da caixa de metal, também tem uma coleira, uma algema, e um papel. Pego o papel, parece ter sido colocado ali recentemente. Sem manchas.

— Um bilhete? - Adam diz olhando o papel por cima do meu ombro.

— Não é um bilhete qualquer, como o assassinato, como a câmera, isso foi planejado. É um bilhete escrito especialmente para... - me falta ar para completar a frase.

— Nós - Cody completa.

— O que está escrito?

— Vou ler.- digo desdobrando o papel em minha mãos. " Vocês são espertos... pelo menos um pouco. Espero não estar dando trabalho para vocês. Mas eu os parabenizo, chegaram onde ninguém mais chegou... Boa sorte para me acharem. Não facilitarei o jogo. Eu juro. Ah, só mais uma coisa, estou de olho em todos vocês, um passo em falso, e terei que matar vocês, e sua família. Irei fazer vocês sentirem a mesma dor que me causaram. Ass. Philler Killer."

— Ele deu o próprio apelido... que maneiro- Cody diz olhando para mim e sorrindo um pouco.

— E por que será que ele colocou essa senha?- Adam pergunta

— Essa garota... O corpo dela foi encontrado??

— Não. Está desaparecido até os dias atuais.

— Ela foi estuprada por Phill. E depois morta. O corpo dela não foi jogado nessa cachoeira, foi jogado em outra, do mesmo sítio. Phill sabia que a polícia não procuraria em nenhuma das outras, apenas na que a jovem foi vista pela última vez. E a senha desse cofre, era uma lembrança para ele, do seu primeiro assassinato, da sua primeira vítima. - digo enquanto passo as páginas do livro com cada vez mais raiva.- olha o que eu achei Cody, em uma das páginas ele escreveu "sangue, gritos de dor, mortes... não há nada que me dê mais prazer, do que olhar nos olhos da vítima, enquanto ela morre lentamente"
— Que psicopata.- Adam diz olhando para o caderno

— Esse cara é doente.- Cody diz, em resposta para Adam.

— Temos que ir para esse sítio.- digo pegando a maleta.- Adam, ache o endereço.

— Já está em mãos -- ele diz me mostrando o computador.

— Fico feliz que esteja ficando rápido. Não é longe daqui.

— Quantas cachoeiras tem nesse sítio?- Cody pergunta

— De acordo com esse site...- ele faz uma pausa- tem 18 cachoeiras.

— Lá se vai o resto da minha vida -- Cody diz rindo um pouco, encaro seus olhos castanhos por um segundo. - perdão, perdão.. momento ruim?

— Acredito que sim. -- Adam diz concordando com a cabeça, enquanto me segue para fora.

— AH qual é pessoal?!? Falei brincando.- ele diz vindo atrás de nós, tentando nos alcançar. Cadê Brian pra rir das minhas piadas ? - Coy diz olhando para os lados.

— Ele não estava te ajudando a limpar a cena do crime??

— Não. Ele estava com você. - Cody me respondeu um pouco confuso.

— Cody, ele estava aqui, com você. Te ajudando a limpar. - digo apontando para o apartamento.

— Eu tenho que concordar com a Iris, Brian disse que iria descer para te ajudar aqui.

— Viu só.- digo apontando para Adam.

— Ele não veio.
— Como assim não veio Cody? Ele disse que ia ajudar. Que ia limpar. Com você.

— Mas não veio. E eu tenho certeza disso, porque enquanto eu procurava por mais pistas, eu contei uma piada muito boa, e ninguém riu. Brian com certeza teria rido.

— Vou ligar para ele- Digo pegando o telefone, e ligando para Brian. Alguns minutos se passam... nada. Ligo novamente. Nada. - Está chamando... mas ninguém atende.

— Ele sempre atende as suas ligações. Que estranho- Cody diz andando em círculos

— Vai ver ele só está ocupado. Daqui a pouco ele retorna- Digo tentando acalmar a todos.

— Imagino que sim. - Cody diz passando os dedos pelo cabelo.

Descemos pela escada, e vamos até o carro, somos só nós três, então não teremos que ir todos apertados como na vinda. Cody vai dirigir, eu vou no banco do passageiro, e Adam vai atrás. As ruas estão movimentadas como sempre, e não deve demorar mais que 15 minutos para chegarmos ao sítio. Cody está focado no trânsito, Adam está focado em seu computador, e eu estou focada nos meus pensamentos.

— Não acredito. - Adam solta no banco de trás.

— O que? - Pergunto me virando para ele

— Beatrice matou os próprios pais.

— Como é???- Cody diz olhando para trás por um segundo, mas logo volta seu olhar para a rua.

— " Garota de 19 anos mata os pais" É o nome da manchete.

— Qual a data?

— Foi em 2000.

— Tem alguma explicação ? Tipo, aí no seu computador? - Cody diz apontando com a cabeça para o eletrônico

— Nenhuma. Aqui fala assim, "Adolescente matou pai e mãe, com faca e machado."- Adam começa a ler.

— Que macabro- O garoto ao meu lado comenta.

— Não acaba por aí. "A garota de 19 anos apenas, mutilou seu pai, e guardou seus órgãos na geladeira da casa, enquanto sua mãe ficou decapitada."

— A mãe dela perdeu a cabeça com ela- Cody diz gargalhando

— Essa foi tão ruim.- digo segurando um pouco o riso.- Voltando ao caso, tem mais alguma coisa?

— Aqui só diz isso, e o ano.

— Brian te ligou Iris??- Cody pergunta me olhando de canto de olho.

— Não. Ainda não.

— Preocupante- Adam solta no banco de trás.

— Espere... Adam onde Beatrice estava em 2001??- Digo virando meu corpo no banco do carro.

— Pergunta interessante. Um instante. Vou ver.

— Não demore muito.- respondo batucando um pouco meus dedos no encosto do banco.

— Pra que você quer saber isso?- Cody pergunta.

— E se, Beatrice tivesse participado do assassinado de Cameron??

— Pergunta inteligente a sua. Mas não acho que seja possível ter tantas coincidências em um só caso.

— Não sei. Mas pode acontecer. Tenho que investigar tudo para evitar qualquer falha.

— Achei. Em 2001 Beatrice trabalhava como ajudante administrativa, em uma escola de ensino médio.

— Veja se é a mesma escola que Cameron. - digo gesticulando um pouco

— Inicialmente não era. Mas em julho, chamaram-na para trabalhar em outra escola. Mas como inspetora, a escola.. a escola... AQUI! Sim, era a mesma escola em que Cameron estudava. E ela foi uma das "ajudantes" no passeio dos formandos.

— Aha, obrigada. Cody falta muito para chegarmos ao sítio?- pergunto encostando a ponta do dedo no ombro dele.

— Na verdade, acabamos de chegar.

A entrada do sítio é um portão rústico, com uma cerca seguindo por toda sua extensão. O nome do sítio é "spring". Assim que entramos, tem um caminho de árvores, muito bonito. E tem uma das cachoeiras bem aqui.

— Sabemos que não é nessa cachoeira que o corpo está.

— Como sabemos disso, se nem olhamos?- Adam pergunta olhando da cachoeira para mim.

—Está muito visível. Muito na cara.

— Mas Iris, em todos os filmes policiais as coisas sempre são óbvias, ou na cara.- o garoto teima

— Não estamos em um filme Adam. E nossas vidas estão em jogo.

— Desculpe, desculpe.

Cody estaciona o carro em uma das vagas, na frente de uma das cachoeiras. Saio do carro e vou em sua direção. O nome é... Qjaes, não sei pronunciar isso. Adam e Cody saem do carro também, e se aproximam. De longe vejo um homem se aproximando.

— Boa tarde, meu nome é Baylor Costello. Lamento informá-los mas hoje estamos fechados. Posso ajudar de alguma forma?

— Polícia de Londres. Viemos investigar

— Investigar o que? - O homem na minha frente me pergunta.

— Um desaparecimento que teve aqui, em 15 de agosto de 2001.

—ah sim. O da garota?

— Sim. Você é o proprietário?

— Desde que o meu pai morreu, eu virei o dono do sítio.

— Desde que ano o senhor é dono daqui?

— Desde 1998.

— Interessante. Você sabe me dizer em qual das cachoeiras a jovem Cameron desapareceu?- Cody pergunta entrando na conversa.

— Foi na Rahs. A maior daqui.

— Pode nos levar até lá?- pergunto

— Ahn...- ele parece pensar um pouco- Claro, só vou entrar para dar um telefonema.

— Não demore por favor. Não temos o dia todo- Digo um pouco rápido demais.

O homem se afasta, e entra na casa de madeira. Era uma bela casa. As portas de vidro estavam abertas, e as janelas tinham cortinas brancas. Uma das piscinas ficava do lado direito da casa. A outra eu não sei onde fica. O homem está demorando demais. Faz 8 minutos que estamos aqui plantados. Que ligação é essa?

— Ele está demorando, não é?- Cody diz batendo palmas.

— Você leu minha mente, eu ia falar isso agora- Digo dando um tapinha nas costas do garoto.

— Vamos ver se aconteceu algo?- Adam diz enquanto anda em direção à beirada da cachoeira.

— Vamos esperar mais um pouco, às vezes ele está falando com a esposa, ou com a mãe. - Cody diz tentando explicar para Adam.

— Ele não é casado.

— Iris?- Cody pergunta virando em minha direção.

— Ele parece um homem "antigo"

— Como assim antigo Iris?- Adam pergunta coçando um pouco a nuca.

— O que ela quer dizer, é que eu sou um homem que faz as coisas da maneira antiga.- uma voz fala atrás de Adam.

— Da onde você surgiu? - Adam diz com os olhos arregalados.

— Acabei de chegar.

— Não é o que parece- respondo mais rápido do que eu pensava ser possível.

— Juro. Acabei de chegar. E você tem razão. Não sou casado.- ele diz mostrando as mãos. - mas por que a pergunta? Está interessada?

— Sinto muito por magoá-lo mas não, não estou interessada. - digo olhando para o velho, e logo em seguida para Cody que prende uma risada.

— Irá nos levar para a cachoeira agora? - Cody perguntou, soltando um pouco da risada no final da frase.

— Sim sim. É por aqui.- Ele diz apontando para o lado esquerdo do campo aberto.

Andamos por um bom tempo, até chegarmos a uma cachoeira enorme, com um belo lago na sua frente, parece ser fundo. Bem, fundo. Deve ter no mínimo uns 16 metros de altura. Olho para o topo, parece um pouco íngreme.

— Bom, tem uma trilha por ali, para chegar lá no topo -- o homem diz enquanto aponta para uma estradinha de terra, que vai do pé da montanha até o seu topo.

— AH sim. Vamos ?- Cody pergunta para todos nós

— Sim, Adam e eu respondemos em coro.

É de fato, uma longa caminhada, se passam 19 minutos e 43 segundos, e finalmente chegamos ao topo. Dá para ver tudo daqui.

— Foi aqui onde a garota desapareceu.- o homem aponta para a cachoeira, nos convidando a chegar mais perto da beirada.

Daqui dá para ver a entrada do sítio, e por ela, um carro preto entra em alta velocidade. Sem seguir estradas, ou caminhos já feitos antes. Observo o carro se aproximar mais e mais. E parar um pouco antes do lago. Um homem sai de dentro do carro. Estão todos distraídos demais, estão todos admirando demais a vista. Estão todos perdidos. O homem tira um rifle de dentro do carro, e mira em um de nós.

— ABAIXEM!- Na mesma hora em que eu me agacho, Cody se abaixa também, e Adam se joga no chão. Os tiros perfuraram o homem na nossa frente. O homem cai para frente. Em direção ao lago. Ele cai. E cai. Só consigo escutar o barulho do corpo batendo na água. Agora não só uma, mas duas pessoas morreram aqui. Me levanto, e o carro que estava estacionado lá embaixo a alguns segundos, já foi embora.

— Liguem para Kally. Chamem reforços. AGORA.- Digo olhando para Cody, que já está com o telefone. - Adam... quero dados sobre esse tal de Baylor

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