20.2:[Doença]

CHEGAMOS A 2.12 VIEWS, CRLH!!!

Agradeço a todos, ly.

Comentem muito nesta porra e deem estrela, não gosto muito de fantasmas. Brinks. Se divirtam.

Ps: Vão me odiar por causa disto.

Psx2: Passem nesta história linda: Iutitia de Lalandys é mt boa. Amo do fundo do peito. Recomendo mais que café e cappuccino.

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TERA MARSHALL

[21/01/2019- Segunda-feira: 00:12 da manhã]

"O que foi aquilo, Tera?!" Ela fala o mais baixo possível sem querer gritar comigo. Eu no canto da mesa oposto à dela, receava as suas palavras.

Tento escolher as palavras com sensatez, mas nada cruzava a minha mente. "Eu e Ariel...nós estamos juntos, mãe."

"Só podes estar a brincar..." Ela sussurra enquanto franze a testa com os dedos. "Tera, diz-me que n—"

"Chris." O meu pai aparece vindo da cozinha até ao pé dela, tentando a acalmar.

"Larga-me, William." Ordenou-o. Em todos estes anos, eu nunca temi a minha mãe como temia neste momento. Mesmo quando ela descobriu que eu fumava, mesmo pelas quantas estaladas que eu levei dela por idiotices que fiz, eu nunca a vi tão furiosa comigo.

"Mãe, estás me sempre a dizer para eu encontrar a minha 'princesa perfeita'. Eu encontrei, só que num rapaz, nele."

"E a Camoren, Tera? A Camoren era perfeita!" Desesperou.

"Ela...não é nem metade que o Ariel é."

"O Ariel não é nada, caramba!" Gritou. "Tu não és gay, tu não gostas de homens! Não gostas! Tu não gostas do Ariel. Tu nunca irias gostar de uma pessoa como ele. Ele é doente, Tera! Ele fez-te a cabeça. Tu não és assim, ele é que é! Doente!"

"Christine!"

"Retira o que disseste, mãe."

"Porquê?! Estou a afetar-te ao dizer que a homossexualidade é uma doença?"

"Homossexualidade não é uma doença, mãe!" Enervei-me ao bater as mãos na mesa. O silêncio tomou conta do lugar por longos segundos e o pensamento de fugir com o Ariel para o outro lado mundo atingiu a minha mente. "Foda-se quando é que vais compreender que eu o amo e não estou doente?!"

"Não amas. Estás apenas confuso, é isso, confuso, filho!"

"Não estou, mãe." Baixei o volume da minha voz, a pedido mudo do meu pai. "Eu sei que o amo! E se o conhecesses melhor, se o visses para além das suas imperfeições, para além do passado dele, entendias o porquê de eu gostar dele! Eu pouco me fodo se ele é rapaz ou não! Eu gosto dele pela sua criatividade, pela sua mente de génio, pelo coração que ele tem, pela força que ele tem, mãe!

"Não me interessa. São todos doentes, aberrações. Tu, ele, a Kira, a Kai, o Max! Tu eras perfeito, até começares a andar com pessoas assim." Vi-a sair de ao pé da mesa, com lágrimas de ódio nos olhos.

"Christine!"

"Sou teu filho, mãe. A Kira é tua filha. É este o amor que ganho da minha própria mãe?! Que rica merda de amor que me saiu, então!" Antes de cruzar a porta, vi-a correr até mim, com os seus olhos tornando-se azuis.

Plah!

"Não vos quero ver juntos nesta casa. Não vão dormir juntos, não vão se beijar, nem...terem qualquer tipo de relações. Eu não quero mais aberrações na minha vida." Disse antes de desaparecer do meu campo de visão, deixando-me apenas com o meu pai.

Pus a mão na cara onde ela bateu.

"Pai, eu..." Senti-me tremer. Toda a adrenalina que a situação causou saiu de mim. Ele estava tão incrédulo quanto eu.

🌑🌒🌓🌔🌕🌖🌗🌘🌑

ARIEL MURPHY

"O que vamos fazer?" Perguntei, ainda abalado pelas palavras que saíram da boca da Dona Chris. Ela parecia ser uma pessoa tão gentil, tão doce, tão 'não importa o que és que eu vou amar-te sempre' que foi difícil acreditar naquilo que ouvi.

"Quero ir dar uma volta. Preciso de sair daqui, Ariel."

"Vamos dormir fora?"

"Queres vir?"

"Sim." Não consegui pensar corretamente. Sabia que aquilo teria consequências a longo prazo, mas o Tera precisava sair daqui- precisávamos sair daqui-. "Ei, anda cá." Abri os meus braços e chamei-o para um abraço. "Nós vamos solucionar isto, amor."

Assim que partimos no carro, Tera acendeu o cigarro sem a minha autorização. Antes de pensar em dizer para ele o apagar, cortei a ideia de o deixar ainda mais nervoso, em meu benefício. Parámos num hotel, a meio caminho da escola, no centro da cidade.

Pedi um quarto enquanto o Tera estava do lado de fora, a acabar o terceiro cigarro. Chamei-o e ele subiu comigo.

"Anda cá..." Chamou-me já sentado na cama de casal. Em passos lentos e medrosos, mantive-me em pé, entre as suas pernas afastadas. Ele fitou-me antes de encostar a cabeça na minha barriga.

O que é que eu faço?

Massajei a sua nuca e tentei estabilizar a minha respiração ao máximo para que ele não perceba que eu estava a paralisar. Nunca estive numa situação destas, de ajudar alguém, fui sempre eu a ser ajudado.

"Queres beber alguma coisa?"

"Não." Fungou.

Ele...fungou?

Sentei-me em cima dos meus calcanhares, conseguindo, assim, fitá-lo por baixo. Ele estava a chorar em silêncio. "Leannan..." Passei o meu dedão pela a sua bochecha enquanto pensava. "Hum..."

"Não precisas dizer nada." Tapou o seu rosto com as suas mãos e suspirou. "Só preciso de ti aqui."

"Queres que faça alguma coisa? Uma massagem. Que conte umas histórias com finais felizes?" Viu-o sorrir. "Que te conte como tiro boas notas?" Tirei-lhe as mãos e beijei-o. "Não quero que chores por causa disto. Não vale a pena. E olha, vamos passar a noite num hotel, longe da tua família, sozinhos. Temos de aproveitar, não é?" Tirei os cabelos rebeldes de frente dos seus olhos e vi-os tristes. "Vá lá, Tera." Sentei-me ao pé dele e abanei-lhe os ombros. "Volta à vida. Quero o meu Tera Marshall de volta."

"Tu bebeste, não foi?"

"Não! Talvez..."

"Finalmente, não és um menino certinho." Empurrou-me com o seu tronco e deitou-se para trás. "As minhas influências começaram a funcionar." Riu-se fracamente.

"Não foi por causa de ti. Sempre fui muito rebelde. Eu penso que sou a pessoa mais rebelde de todas." Para quê mentir, Ariel Murphy?

"Então, amanhã em vez de irmos às aulas, vamos fugir para bem longe daqui." Obrigou-me a deita-me ao puxar-me pela cintura. "Estou farto desta cidade."

"Não, fora de questão. Impossível."

"Porquê?"

"Porque temos 3 horas de Química, amanhã."

"Ariel. O que tu vês na Química que não vez em mim?"

"Química." Virei-me ao ponto de ficar com a minha barriga colada na sua. Ele continuava cabisbaixo, mas o brilho dos seus olhos começou a aparecer. "E o professor é lindo de morrer. Mais giro que tu, mas toda a gente é mais gira que tu." Provoquei-o, entre beijos.

"O Gabriel é mais bonito que eu?" Franziu as sobrancelhas.

"Ele não é gente, querido. Ele é um pedaço de estrume móvel. É diferente." Constantemente batia a ponta do meu indicador no seu peito. "E a Camoren é mais bonita que eu?" Mordi o lábio.

"É difícil de comparar. Vocês não têm nada em comum. Tu és escocês, ela tem descendência asiática. És ruivo, ela tem cabelos escuro. Não dá para comparar. São os dois bonitos, verdade, mas não consigo escolher um para ser a pessoa mais bonita do mundo."

"E eu sou um melhor namorado que ela?"

"Tens os teus pontos fracos- que são muitos- mas os teus pontos fortes salvam cada um deles."

"Dá-me um exemplo."

Pensou. "Não gostas de sair à noite. Que, quando eu descobri, fiquei: 'eu vou morrer de tédio.', mas cada vez que eu fico contigo em casa e olho para ti, penso 'Tantas noites perdidas enquanto eu podia ficar em casa com ele.'. Gosto muito mais estar em casa, no sofá, a ver Marvel contigo enquanto tu estás sentado no chão a comer o saco de pipocas todo (sem sequer perguntar se eu quero) do que nas festas, a tresandar a vómito, com uma má companhia, a prejudicar a minha saúde a fumar ganzas e a beber sem parar."

"Eu acho que eu é que estou a influenciar alguém."

🌑🌒🌓🌔🌕🌖🌗🌘🌑

[5:35 da manhã]

"...Eu não vou voltar para casa, até ela se desculpar, a mim, ao Ariel e a Kira, à Kai e ao Max." Nem o Sol tinha nascido quando o Tera estava sentado na beira de cama, de costas nuas para mim, com o telemóvel ao pé do ouvido e a voz manhosa, cheia de sono. "Pouco me fo--. Pai, entende. Eu não quero saber se ela está a chorar, como ela não quis saber se eu iria ficar bem quando me chamou de aberração e de doente." Notei as tentativas de não berrar. "Eu estou calmo, pai. Estou calmo." Ele olhou para mim por átimos segundos, vi os seus olhos tornarem-se vermelhos.

Foge daí, Ariel.

"Pai, enquanto ela não entender que não vou acabar com o meu namorado por causa das suas crenças e parvoíces estupidas, eu não vou voltar." Passou a mão pela cara e vi os seus nódulos ficarem negros. Desligou a chamada.

Por muito que os meus instintos me puxassem para debaixo da cama, para dentro do armário, para saltar do 3 andar e fugir do hotel, empurrei-me ao seu encontro. Pousei a mão no seu ombro despido e sentei-me em etapas demoradas e defensivas ao seu lado.

Peguei na sua mão e beijei-a, mesmo que esteja a tremer horrores. "Vamos solucionar isto, amor. Mantém a calma." Repeti.

"Eu estou calmo, Ariel." Repetiu. "Só não percebo como alguém possa pensar que ser feliz e amar é algo mau. E eu não vou acabar contigo, mesmo que ela aponte uma faca a mim, mesmo que o mundo se vire ao contrário, mesmo que todas as pessoas descubram que namoramos, mesmo que tudo dê merda. Prometo-te."

Segurei o seu rosto com as minhas duas mãos e obriguei-o a olhar para mim. "Tha gaol agam ort."

Ele abraçou-me e eu cai de costas na cama por causa do seu peso. "Também te amo."

[Continua]

Capítulo curtinho para eu não publicar daqui a um ano e meio, porque as aulas vão começar de novo. Últimos 2/3 meses, depois sou todo vosso.

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