Prólogo
Hoje é o dia de amolar minha facas.
Tenho que deixar elas mais afiadas, nunca basta, tenho que amolar mais e mais, para mim elas nunca tem conte suficiente.
Hoje tenho que ir para a floresta, para mais um dia de treinamento. Tenho que cumprir meu objetivo tenho que vingar a morte da minha mãe, faz 4 ano que ela morreu.
Até hoje escuto o grito que ela deu antes de morrer, isso me perturba toda noite mais agora eu tenho que ter foco.
Às vezes acho que estou ficando louco, mas aquele vagabundo matou minha mãe e isso não tem perdão. Mas agora não é um momento de ficar com raiva, vou guardar todo o meu ódio pra qundo eu estiver cara a cara com ele.
Quando acho que as facas estão afiadas o suficiente, saio do meu quarto pela janela e caminho em direção a floresta que dá pra avistar do fundo da minha janela.
Acho uma árvore totalmente marcada com furos de facas, está muito cortada, acho melhor procurar outra. Desço mais pro rumo do bosque, ali certamente é o melhor lugar para se treinar em paz.
Droga.
Me cortei, está sangrando pra caramba, mas bom que sempre trago uma faixa de pano comigo, enrolo ela em minhas mãos, ainda sangra, mas não pretendo ficar muito tempo aqui hoje.
Paro em frente à uma árvore, ponho as minhas facas cuidadosamente no chão, pego uma e em um segundo ela está perfeitamente encaixada no tronco da árvore.
Sinto uma sensação de satisfação e alívio enorme.
Penso em meus objetivos mais uma vez. Entrar dentro do presídio com uma faca, e assassinar de alguma forma, Will Connor.
Me pergunto a todo instante por que ele fez isso, por que ele matou a única pessoa que importava de verdade pra mim.
A cada imagem que vêm em minha mente do rosto dele, desse lágrimas de ódio. Quando paro pra perceber estou de joelhos em frente à árvore onde todas as minhas facas estão.
Um sufoco, uma vontade de gritar entala em minha garganta.
- Filho da puta. - digo e sinto mais lágrimas percorrerem minhas bochechas e embaraçar minha visão.
Eu só não entendo o por quê. Ela era uma pessoa tão boa, dócil e gentil. Eu a amava tanto, lembro do quanto ela era carinhosa comigo, seus abraços de manhã. Ela sempre dizia o quanto sentia orgulho de mim.Não vejo a hora de ter motivos pra ela se sentir assim.
Escuto passos atrás de mim.
- Elaine? Como você me achou aqui? - Ela sorriu lindamente como só ela fazia.
- Você fala como se fosse algo fantástico né? Você sempre vêm pra cá. - Ela me dá um abraço e depois vai em direção a árvore e pega as facas trazendo elas há mim.
- Pega, se quer matar aquele puto você tem que treinar bastante não?
Seguro três facas em cada mão, marco pontos imaginários na árvore é arremesso duas, minha pontaria está bem melhor do que antes, mas ainda não está suficiente.
- Antes de continuar, pode me emprestar uma?
- Pra quê? Desde quando se interessou em lançar facas?
- Minhas lâminas acabaram e estou sem dinheiro pra comprar mais, juto que se ficar sem ver sangue por muito mais tempo vou acabar ferindo alguém pra satisfazer meus desejos... como você classifica eles mesmo? Medíocres?
- Você devia parar com isso.
- É eu sei, já tentei, não consigo me conter, mas prometo que não faço cortes fundos.
Ela começa a desenhar com a faca no braço. E eu continuo lançando as facas.
Elaine têm algum tipo de obsessão por sangue e dor, entretanto eu gosto dela, deve ser por que ela me lembra muito minha mãe.
Os olhos grandes cor de mel, e as bochechas coradas era de um semelhança enorme. Eu acho de verdade, que ela gosta de mim.
Mas de toda forma não tenho tempo pra ficar pensando nisso, o meu único objetivo é matar Will Connor.
- Acho melhor a gente ir, o sol já tá se pondo é seu pai pediu pra gente não demorar demais aqui.
Pego as facas e prendo elas em meu cinto que criei justamente pra isso. Noto o sangue já seco pelo braço dela, ela segura minha mão, admirei, estávamos saindo juntos a um tempo, mas ela nunca tinha feito isso antes.
Caminhamos em direção à minha casa. - Eu vou te ver amanhã?
- Quem sabe, o amanhã não pertence a mim.
- Eu vou passar pela ponte. - Disse parando, já que o Rio fica ao lado oposto da minha casa.
- Tudo bem, até Elaine.
- Eu te amo. - Ela me beija rápido e se põe a caminho da ponte e me deixa sem palavras.
Okay.
Ela põe os braços atrás do corpo de uma forma tão fofa, e saltita de vez em quando. Fico observando ela ir com um sorriso no rosto, mas eu ainda não posso me concentrar nela, ou gastar das minhas energias. Mas não posso negar que ela é linda... Inteiramente linda.
Ela dá um olhada por cima do ombro e sorri. Volto a caminhar para minha casa já a avista.
Quando adentro o local vejo meu pai e minha madrasta na cozinha, como eu imaginava ele me impede de seguir para meu quarto.
- Onde você estava? Tom saí cedo e até agora pouco você não tinha dado notícia! O que estava fazendo e com quem.
- Eu estava com uma garota, é, pode ficar surpreso.
- E quando vamos conhecer ela?
- Não sei, quem sabe qualquer dia desses. Vou pro quarto, tomar um banho.
- Mas volta logo, o jantar já já fica pronto. - Minha madrasta fala, eu não gosto dela, mesmo não tendo motivos, ela é tranquila.
Só preciso descansar mais um pouco e repassar meus planos mais uma vez. Eu vou vingar-te mamãe.
A morte está próxima para o fodido do Will Connor.
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Boa Leitura!
Copyright 2019
by Daverson Modesto.
Plágio é Crime!
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