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NOTAS

eu escrevo os capítulos lindo e românticos da história do João e da Catarina, aguardando ansiosamente o dia que vou ter um moreno (ou uma morena) na minha vida agora que o L7 não tá me espera mais 😭

é isso, comentem muito ai e boa leitura ❤️

[...]

CATARINA

[ 🗓 ] Domingo, 31 de dezembro de 2022.
[📍]  Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil.

— João. — murmuro e abaixo a cabeça apertando a pedra de mármore da pia.

— Eu falei que a minha virada seria comigo dentro de ti, concordou porque quis. — fala saindo e entrando em mim novamente. Contenho gemido devido ao fato do nosso apartamento tá cheio de gente e a nós estarmos no banheiro, transando.

— Mais rápido, Moreno, por favor. — súplico e ele acelera seus movimentos. Olho o relógio do meu celular dentro da pia vendo 23:56 e sinto meu orgasmo vindo com força. A mão de João cobre minha boca à medida que ele aperta minha cintura e entra e sai de mim com brutalidade.

Nossos olhares de encontram atrás do espelho e ele sorri safado. Lágrimas de excitação descem pelo meu rosto e meu grito é abafado quando gozo. Ouço os fogos de artifício e a visão turva que tenho do meu celular diz que já passou da meia noite.

João solta um gemido baixo antes de me estocar uma última vez e apoiar a testa no meu ombro com a respiração ofegante.

— Feliz ano novo. — diz no meu ouvido com a voz rouca e cada pelo do meu corpo de arrepia.

— Hurum, feliz ano novo. — falo grogue e ele ri antes de beijar meu pescoço e saí de dentro de mim para descartar a camisinha no cesto de lixo.

Nós arrumamos para sair do banheiro e assim que ele abre a porta a porta damos de cara com Gabriel, o sorriso malicioso que brota em seus lábios é quase instantâneo.

— Ótimo jeito de começar o ano, né? — sorri balançando a cabeça negativamente e vai em direção à cozinha.

Sinto meu rosto vermelho e quente de vergonha, mas João me abraça por trás e me guia pra sala, onde posso ver minha mãe, tia Christina e Pedro brincando com os gêmeos no tapete. Ele começaram a andar e finalmente Flávia tá dando liberdade à ele, por isso agora estão muito mais espertinhos.

— Animada pra fazer vinte e nove, priminha? — Pedro pergunta quando me sento no sofá.

— Hurum, tô doida pra ficar mais velha — ironizo. — Só avisando, não vai ter festa.

— E porque não? — minha mãe pergunta, parecendo inconformada.

— Quem faz festa depois dos vinte e cinco? — indago. — Fora que é na terça-feira, péssimo dia da semana.

— Poxa, tava doidinho pra um churrasco. — diz Gabriel se jogando ao meu lado. — Catarina chata não sabe mais aproveitar a vida. — fala e eu encaro ele.

— Quando chegar na minha idade você vai entender. — gasto com a cara dele.

— Para com isso Ana Catarina, tá parecendo comigo. — minha mãe fala e todo mundo concorda. Reviro os olhos e me encosto em João, que está sentando no braço do sofá completamente em outro mundo.

Acho que as vezes João acha que eu sou burra, acha que eu não percebo quando está escondendo algo de mim.

Há dias ele tá meio estranho, desde um pouquinho depois do Natal. Ele foi pro treino dia 26 feliz da vida, tão animado que só vendo pra entender. Entretanto, assim que voltou pareceu desanimado e me deu a desculpa de que era só cansaço. Obviamente eu não caí nessa, mas resolvi dar um tempo dele. As vezes nós só precisamos de um pouco de espaço e foi isso que eu dei à ele.

Mas já faz uma semana e o desamino dele tá começando a me deixar preocupada. Tristeza não combina com ele, de jeito nenhum. Ele pode abrir um sorri lindo ou simplesmente ficar com aquela carinha de pitbull bravo, mas não com essa expressão de perdido e desorientado.

Depois das 02h00 minhas família foi embora e eu resolvi que essa era a hora de sentar e conversar com ele.

Tomei um banho longo pensando estrategicamente como iria abordar o assunto com ele. Minha maior preocupação, ou melhor, insegurança, é dele finalmente ter caído em si e se dado conta de que não me quer mais. Vou fazer vinte e nove amanhã, quase trinta, e ele ainda tá um mulequinho que pode simplesmente sair e pegar qualquer uma da idade dele. Talvez ele tenha chegado à essa conclusão devido aos quase trinta dias morando comigo.

Só de pensar nisso sinto vontade de chorar. Talvez eu tenha sido intensa demais, talvez eu... talvez eu devesse ter ido mais devagar com ele. Me entreguei cedo demais e talvez esse tenho sido meu erro, certo?

Respiro fundo e pressiono a testa contra a parede fria, de olhos fechados. Mas abro assim que sinto um par de braços envolver minha cintura.

— Demorou tempo demais, vim tomar banho contigo — diz beijando meu ombro e eu engulo em seco. Me viro pra ele, que está sorrindo. — Que cara é essa? — pergunta e eu dou de ombros.

— Sono. — murmuro.

Tomamos banho em silêncio absoluto, apenas o som da água caindo no chão. O clima estranho e pesado de uma maneira que eu nem consigo explicar.

Saio do boxe primeiro, pegando a toalha e praticamente correndo para fora do banheiro. Meu coração tava batendo forte contra o peito, minha cabeça criando um milhão de cenários possíveis.

Quando ele para na porta do closet com a cabeça baixa, corpo molhado e apenas a toalha ao redor de seu corpo, senti todo meu se esvair. Cobri meu corpo vestido apenas com a lingerie com o roupão e olhei pra ele.

— Precisamos conversar. — diz e um nó se forma em minha garganta. Seu olhar está em tudo, menos em mim.

— Então conversa. — falo baixo abraçando meu corpo. Sento no pufe que geralmente uso de apoio para calça meus sapatos. — Tô espero isso há uma semana, João. — ele finalmente me olha, sem entender.

— Q-Quê?

— Acha que eu não percebi você estranho desde que voltou a treinar? — pergunto. — Eu não sou burra e muito menos cega, João Victor.

E-Eu não di-disse i-isso. — de aproxima de mim. — É só que, não quero alongar essa conversa. — fala pausadamente, devagar e sério. Acho que nunca vi ele assim por isso me preparo pro baque, qualquer que seja. — Tive uma reunião com Braz na segunda, eles querem me negociar. Wolverhampton fez uma proposta de cem milhões.

Arregalo os olhos e levo a mão até a boca. João se ajoelha em minha frente e me encara. Era como se ele procurasse um caminho.

— João... — me perco em palavras, sem saber o que dizer. — É muito dinheiro.

— Eu sei, m-mas não é só isso, você sabe. — diz e eu suspiro. — Tenho que ir antes da janela de transferências de lá acabar, ser reforço pra eles subirem na tabela.

— Não tem como esperar até o Mundial? — pergunto e ele nega. — Porra, João. — passo a mão no rosto.

— Pra ser sincero, nem tô pensando nisso agora — diz e segura minha mão. — E nós?

Olho ele. Tá pensando em nós?

— Nós? — pergunto confusa. — Tá pensando em aceitar?

— Ainda não sei, mas é uma oportunidade e você sabe, é meu sonho jogar na Premier. — fala e eu concordo.

— Não tem o que saber, João. Você tem que aceitar. — sou sincera com ele. Cruzo nossas mãos e faço carinho no dorso da sua mão com o polegar. — São as portas da Europa se abrindo pro Pit, é claro que você vai. E, enquanto a nós... Já passamos muito tempo separados, vou contigo pra qualquer lugar, Moreno.

— Tá falando sério? — perguntou e eu vi o lapso d'água em seus olhos castanhos e afirmo.

— Sempre sonhei em morar na Europa, escolhe o rumo que eu te sigo e insisto em passar o resto dessa vida contigo. — digo e beijo sua boca com carinho, sorrindo.

[...]

[ 🗓 ] Terça, 02 de janeiro de 2023.
[📍]  Honório, Rio de Janeiro, Brasil.

Olho pra minha irmã, que mal sabe esconder seu sorriso. Abro a porta da casa da minha mãe e logo sou ovacionada por gritos e múltiplos sorrisos da minha família.

Ando em direção as pessoas que, mesmo com meus protestos contra fazer uma festa, conseguiram me deixar feliz. Minha mãe anda até mim com o bolo na mão e eu rio ao ver a frase em cima.

— Antes que comece a reclamar, é só um bolinho. — Pedro fala abraçando meus ombros e deixando um beijo em minha bochecha. — Faz um pedido e sopra a vela.

— Pedido de que? Eu já conquistei tudo o que queria. — falo sorrindo e era verdade.

Eu tenho o diploma e o reconhecimento que sonhei desde que era uma criancinha. Tenho uma família enorme e linda que me ama e me apoia em absolutamente tudo. E, um amor doce e intenso que eu vou levar pro resto da vida.

Assoprei a vela e pedi à Deus apenas proteção. Eles ainda não sabem, mas eu vou me mudar com o João, e tudo que eu quero é que nossa caminhada seja cheia de bênçãos e iluminada por Deus.

— Pediu o que? — Flávia pergunta e eu nego com a cabeça.

— Digo não, senão não se realiza. — falo sorrindo e ela revira os olhos.

— Agora, o primeiro pedaço de bolo. — minha mãe fala puxando uma faca de sabe Deus onde. Me afasto já imaginando a treta.

— Ah, não, isso sempre dá discórdia. — reclamo e logo ouço os protestos de Pedro, Flávia e Gabriel, até minha mãe e tia Christina me olharam de cara feia. — Tá, tá, beleza, vou fazer. Mas se alguém ficar chateado, não vai ser culpa minha.

Minha mãe corta o pedaço de bolo e me entrega. A expectativa de cada um faz meu coração bater mais forte. Pedro é meu primo e meu melhor amigo confidente; Gabriel também não fica pra trás e sabe mais sobre mim do que qualquer um; Dona Elis é minha mãe e, bem, foi ela que me pariu, né. Mas também tem a Tia Christina que sempre cuidou tão bem de mim, me fazia de boneca quando eu era criança e me ensinou a gostar dos meus cachinhos dos jeito que eles são...

— Flávia. — estendo o prato pra minha irmã. — Por que ela me deu dois sobrinhos lindos e tem sido menos chata desde que eu voltei. — sorri e ela me encarou com deboche.

— Tem que dar uma alfinetada, né? — fala e me abraça. Gabriel e Pedro me olham em choque, assim como as outras duas mais velhas.

— Nem judas, Catarina. — diz Pedro com a mão no peito.

— Judas, perto de ti é um átomo. — Gabriel faz drama e eu rio.

— Eu avisei que ia dar discórdia.

— Catarina, quem foi que te botou no mundo? — minha mãe pergunta de braço cruzado. — Vinte e nove aniversários e nunca ganhei o primeiro pedaço, é uma ingrata mesmo.

— Mamãe, pelo amor de Deus. — gargalho e ela balança a cabeça seguindo pra cozinha reclamando junto com Tia Chris.

Pego um pedaço de bolo pra mim e me sento no sofá. Os dois machos continuam revoltados e eu fico gastando com a cara delas só de birra.

— Ano que vem eu te dou o primeiro pedaço. — digo me encostando em Pedro e ouço ele respirar fundo. — Vai, come esse. — faço aviãozinho de colher e ele abre a boca e come. — Olha ai, tá gostoso que nem eu.

— Só na sua cabeça. — fala de boca cheia e eu faço careta. A campainha toca e Flávia levanta pra abrir, as crianças tavam dormindo e qualquer barulhinho mais alto acordaria eles e quebraria a rotina super metódica de sono deles.

Assim que vejo João entrando na sala meu sorriso se abre. Ele tava usando uma camisa branca lisa e a bermuda preta rasgada que eu comprei pra ele um dia desses.

Nos vimos pela última vez de manhã quando ele fodeu umas três vezes seguidas em nosso apartamento. Segundo ele, um presente de aniversário que eu iria gostar mais do que qualquer outra coisa. Primeiro foi no boxe do banheiro, contra a parede fria; segundo no closet, onde inclusive quebramos um prateleira e por último, no balcão da cozinha enquanto eu tentava fazer nosso café.

Mas João ainda tinha muita coisa pra resolver em relação a sua transferência. Teve uma reunião com a diretoria hoje e depois ele ia conversar com a mãe dele sobre isso tudo.

— Oi. — diz e me dá um selinho e se senta ao meu lado, passando o braço pelo meu ombro. — Cheguei atrasado pra festa? — pergunta sorrindo.

— Não é festa, é só um bolinho. — Pedro fala.

— E se veio atrás do primeiro pedaço, pode esquecer, a traíra ai já deu pra Flávia. — Gabriel diz enquanto mexe no celular. João começa a rir.

— Oh, Jesus, e eu ia dá pra quem, Gabriel?

— Pra mim? Que sou seu primo, seu melhor amigo, que sempre te apoiou em tudo, o que te apresentou seu primeiro namorado e tudo mais?

— Eu deveria agradecer por isso? — fico confusa, já que eu nem sei mais quem é o cara.

— Devia ser eu, já que fui eu que te apresentei o João. — Gabriel me olha e eu começo a rir junto com João.

Não. — dizemos juntos.

Flávia passar por nós, para sentar na poltrona no colo de Gabriel ainda comendo seu pedaço de bolo.

— Nem um e nem outro. — fala ela. — Ela me deu porque me ama mais e, por que eu acertei o nome do João antes dela. — diz e eu franzo o cenho.

— Quê? — pergunto confusa e ela me olha ofendida.

— Você não lembra? — diz e eu nego. — Quando você saiu do banheiro lá depois de fazer coisa que até o Diabo dúvida com o João, a gente entrou no carro e eu disse que ele tinha cara de João e você disse que eu tava doida. Mas olha ai, não tava.

— Caralho, não lembrava disso.

— Flávia, a nova mãe Diná. — diz Gabriel assustado e minha irmã rir.

— Quer prever meu futuro não, lindona? — Pedro pede. — É lendo mão ou com tabuleiro de Ouija?

— Nem e nem outro. Apenas intuição.

— Pois intui alguma coisa da minha vida ai. — Pedro insiste.

— Sei lá, garoto. Não rola assim não, se baixar alguma coisa aqui eu te digo. — fala com desdém.

— Misericórdia. — Gabriel murmura.

Sorrio e encosto minha cabeça no ombro de João. Vou sentir saudades disso quando tiver que ir embora.

[...]

esse capítulo foi bem fofinho aaaa

adivinha quem vai passar o carnaval todinho na escola tendo curso de matemática? 🤡

love, succs.

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