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NOTAS
assistiram o jogo hj? só assisti o primeiro tbm e dps tive que ir estudar :(
Mas, assisti o do Real (até pq eu acompanho eles tbm) e foi um jogaço, por mais q o Real não esteja nem ai pra taça.
A empolgação deles levantando a taça foi mínima, daí eu fiquei pensando né... se fosse o Flamengo, o Brasil teria parado, cês concordam ou é só loucura da minha cabeça?
Boa leitura.❤️
[...]
CATARINA
[ 🗓 ] Segunda, 01 de Novembro de 2022.
[📍] Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil.
Olho para Filipe assim que o mesmo abre a porta da sua casa. Sinto uma queimação estranha pelo corpo. Ele tá usando uma camisa do fluminense branca que automaticamente me fez revirar os olhos internamente.
- Oi, moreninha - sorri fraco.
- Oi, Filipe.
Ele me convidou pra entrar na casa e saiu na minha frente em direção à sala. Ignorei das as fotos no hall e quando chegamos na sala, meu estômago se revirou com a lembrança de nós dois juntos aqui.
- Senta ai. - indicou um das cadeiras da mesa da cozinha, quando chegamos à ela, e logo se junto à mim também. - Como você tá?
- Como você acha que eu tô? - não sou grossa, mas deixo clara minha chateação.
- Também é meio complicado pra mim, Catarina. - diz me olhando sério. - Se pra você parece complicado, imagina pra mim que descobri que o pai que eu tanto amo e admiro traiu a minha mãe e tinha outra família? Como tá minha cabeça agora? Tô me sentindo aquele muleque de dez anos de novo, cara.
- Então a sensação é a mesma. - digo brincando com os anéis em meus dedos.
- Fora o fato da gente se pegando que não saí da minha cabeça, o quão escroto essa porra é - ele ri, mas não parece ter muita graça. Quando eu lembro daquela noite, da forma que ele me olhou, que me tocou apesar de não ter chegado ao ponto, ainda é estranho.
- Tem banheiro aqui em baixo. - pergunto ficando estática. Engulo em seco e ele confirmar, apontando para a sala e então eu me recordei. Imediatamente corro na direção do cômodo e despejo todo meu café da manhã no sanitário.
Sinto alguém segurar meus cabelos e massagear minhas costas. Com meu estômago se virando e as memórias atingindo minha mente, eu simplesmente coloco tudo pra fora.
Passo o torço da mão na boca e dou descarga me afastando para me encostar na parede fria.
- Tá melhor ? - Filipe me pergunta e eu afirmo com a cabeça, meio zonza.
- Todas as vezes que eu penso naquela noite, isso acontece. - murmuro e ele me olha. Filipe senta no chão do banheiro junto comigo e fica me olhando e por isso resolvo perguntar logo: - quando descobriu?
- No dia que fui buscar você pra gente ir no Paris 06. - diz e eu assinto. - Eu lembrava do rosto da sua mãe de algum lugar, tinha certeza. Forcei a mente e lembrei de um dia, depois do Réveillon em noventa e sete, ela aparecendo lá em casa toda arrumada pra falar com meu pai. Depois disso, falei com meu pai e ele confirmou tudo.
- Depois do Réveillon é meu aniversário. - divago.
- Eu queria ter te contado, mas eu senti que não era meu papel. Era um negócio seu com sua mãe, tá ligada? - diz e eu assinto entendendo seu lado. - O velho quer te conhecer, Catarina.
- Não. - digo séria olhando pra ele. - Pelo menos não agora. - suspiro. - Ele pode ter sido expulso de casa, mas não voltar pra me ver foi erro dele, não querer estar perto de mim também. Isso, não se perdoa do dia pra noite.
- Eu sei, Cat. - fala. - A gente tá bem agora?
- Não sei, Filipe - passo as mãos pelo rosto. - Ainda é tudo muito estranho pra mim por enquanto e sei lá, pode ser que no futuro nossa relação possa voltar a ser a mesma. Só preciso de um tempinho, tá?
- Quanto tempo você precisa. - diz e me puxa para um abraço. - Tô aqui pra o que tú precisar, moreninha. - beijou minha cabeça e eu me permite naquele momento apenas sentir seu abraço.
[...]
Passei pela porta da casa de João ouvido a maior algazarra e por isso já sabia que os meninos do time estavam aqui. Entrei em silêncio deixando meus sapatos ali na entrada e segui para sala vendo... João loiro?
Não, melhor, tava literalmente o time todo loiro. Menos Gabi, mas ainda sim... Até o David Luiz?
- O que rolou aqui? - pergunto rindo ao ver João vindo na minha direção.
- Nevou. - meu moreno responde e deixa um beijo na minha bochecha. Ele conseguiu me deixar mais doida por ele assim, achei que isso nem era possível.
Vejo Everton sair da cozinha com o cabelo cheio de mecha e seguro o riso.
- Até tú, Ribeiro? - pergunto.
- Entrei na onda também - disse. - Mas aqui quase nevou.
- É, até porque se nevar demais a neve caí, né? - Marinho falou de longe e eu gargalhei me apoiando em João.
- Limite aqui passou foi longe, né? - pergunta Ribeiro, rindo e depois se joga no sofá.
- Quem tem limite é município - Léo Pereira falou. - aqui quando todo mundo morrer é dois caixões, um pro corpo e o outro pra língua.
- Isso ai é uma verdade, cês são um bando de fofoqueiro.
- Ei, ei, olha lá, fofoqueiros não - Diego Alves chama minha atenção. - somos colhedores profissionais de informação.
- Informação da vida dos outros, né? - gasto com a cara dele.
- Isso ai já é outros quinhentos. - desdenha.
Olho pra João sorrindo e mordo o lábio.
- Vou subir que eu tenho que estudar pra minha prova, beleza? - falo e ele assente. - Tchau, povo, façam pouca bagunça. - digo já subindo as escadas é só ouço eles gritando lá em baixo.
JOÃO
Me sento ao lado de Gabriel enquanto ele e Victor Hugo jogam uma partida de Fifa.
- Que que a Catarina foi fazer lá em cima? Ela ama essas resenhas. - Gabi pergunta.
- Ela co-começou a estudar pra aquela pro-prova do revalida. - digo e ele continua me olhando sem entender. - Pra poder trabalhar como médica nos hospitais daqui.
- Então ela tá empenhada mesmo. - diz impressionado.
- Minha preta é muito esforçada, certeza que ela passa fácil.
- Humm, "minha preta" - Victor começa a gastar e todo mundo rir.
- Ihh, né ideia n-não, mermão. - falo e ele rir.
- João mal agora é gado. - Ribeiro fala e eu reviro os olhos.
- Gado gado - diz Arrascaeta e todo mundo começa a rir, até mesmo eu. Deixo um tapa na sua nuca e volto a me concentrar no jogo.
[...]
Vejo Catarina descer as escadas apenas de short curto e uma blusa branca e fina que marca muitíssimo seus piercings. Levanto do sofá devagar quando ela vem na minha direção com aquele olhar que diz que eu vou levar um chá daqueles.
- João. - me chama sorrindo e se senta no meu colo, de imediato envolvo sua cintura. - que ideia absurda essa de pintar o cabelo, hein - diz pegando no meu cabelo e depois puxa pra me aproximar da sua boca, me fazendo gemer.
- Se e-eu soubesse q-que vo-você ia gostar ta-tanto assim, teria fe-fe-feito antes. - fecho os olhos quando ela começa a beijar meu pescoço, perdendo o sentindo quando sua língua percorre do meu pescoço até a ponta da minha orelha.
- Conseguiu ficar três vezes mais gostoso, se é que isso é possível. - diz no meu ouvido antes de tirar a roupa e me empurrar no sofá.
[...]
vou ficar devendo um hot, sorry :(
love, succs.
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