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NOTAS

tô puta pq minhas aulas voltam segunda a tarde e por isso não vou ter como assistir o jogo do flamengo na semi do mundial, q ódio

enfim, sem meta hj pq eu tô boazinha

Boa leitura 💛

[ ... ]

JOÃO

[ 🗓 ] Quarta, 19 de Outubro de 2022.
[📍] Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil.
Final da Copa do Brasil - Jogo 2.
Flamengo x Corinthians.

— Você disse que ia ficar ao meu lado, mas ia ficar quieto, João. — Catarina fala exasperada me olhando como se fosse me matar a qualquer segundo.

— Eu só pedi pra você ficar mais calma, amor — digo segurando a risada mas felizmente ela me ignora e volta a prestar atenção no jogo.

O jogo estava no segundo tempo e o placar estava 1 x 0 pro flamengo. Por mais que eu não tivesse jogando, tava nervoso pra caralho e ver cada xingamento e ofensa que a minha namorada proferia pra qualquer ser humano dentro das quatro linhas conseguiu me deixar um pouco mais ameno.

Vejo a placa de substituição ser levantada e então Pedro e Arrasca vão ser substituídos por Cebolinha e Victor Hugo.

Não deu nem tempo de raciocinar direito, mal voltou da pausa de substituição e o jogador do Corinthians conseguiu empatar o jogo.

Segurei Catarina no lugar assim que ela surtou e eu vi que ela ia levantar pra bater boca com o árbitro.

— Mas que caralho, custava segurar a porra do jogo só mais uns minutos? — reclama. — E eu também não sei qual a necessidade de dar mais cinco minutos, juiz filho da puta.

— Catarina! — Pedro chama sua atenção e então a gente percebe que o quarto árbitro ouviu e tava se comunicando com o outro.

— Merda. — passa a mão no rosto.

— Se controla, mulher — seguro seu ombros e a abraço.

— Eu tô controlada. — se afasta de mim e arruma a postura quando o árbitro vem até o campo e mostra o cartão amarelo pra ela logo depois de chamar sua atenção.

Tá que o cartão não ia fazer diferença nenhuma no jogo, mas ele tinha que manter a ordem e ela tinha ofendido ele. O pior foi quando ele deu as costas e absolutamente ninguém conseguiu conter a risada.

— Não acredito nisso — fala baixo e afunda na cadeira. Tento abraçá-la ainda rindo e ela me olha furiosa, mas ainda pego ela em meus braços mesmo assim. — Para, saí de perto.

— Saio não. — falo e deixo um beijo em sua cabeça. E apoio meu queixo ali apreciando o cheio gostoso do seu shampoo. — Calma, minha gatinha.

— Eu não tenho coração pra pênaltis não. — diz enfiando o rosto no meu peito e eu rio e abaixo a cabeça até ter meus lábios em seu ouvido.

— Quer ir lá no vestiário pra dar uma relaxada? — pergunto e ela levanta a cabeça me olhando séria.

— Para de safadeza, João Victor.

— Eu tava pensando em pegar um arzinho, você que pensou besteira, eu hein. — digo e me afasto dela. Catarina me encara e logo depois suspira e encosta a cabeça no meu ombro quando o juiz determina finalmente o fim do jogo.

[...]

CATARINA

Não acredito.

Não dá pra acreditar.

Estávamos à um chute de ser campeões e a responsabilidade estava todinha nos pés do Rodinei, o Rodilindo.

Puta que pariu, eu vou infartar.

— Quero olhar não. — resmungo me escondendo atrás de João enquanto o abraço. Enfio meu rosto em suas costas e fico lá apenas ouvindo o silêncio.

Não passou um wifi nesse momento, cara.

O torcida mais barulhenta do mundo toda em absoluto silêncio. O apito do árbitro indicado a permissão da cobrança. Juro que ouvi os batimentos acelerados do jogador daqui. Ou será que são os meus?

Espio por cima do ombro de João com um olho só e meu namorado aperta minha mão que está pousada sobre seu peito.

Vejo Rodi correr, fazer a paradinha e chutar.

O mundo parou. Tudo ao meu redor parou.

A última vez que eu senti essa sensação foi há três anos atrás em Guaiaquil. Mas dessa vez eu estava em casa e à beira do campo ao lado das pessoas eu mais amava na vida.

Não me lembro ao certo quando corri para o campo, quando João me pegou no colo, me rodou e me beijou no meio do gramado. Só lembro de segurar seu rosto e logo depois o balde de água com gelo cair sobre nós dois.

Acho que se existem níveis de felicidade, eu atingi meu pico hoje. Sorri e chorei ao ver os jogadores levantarem a taça e receberem suas medalhas. O sorriso no rosto de João era a coisa mais preciosa do mundo.

Foi ao lado dele que me ajoelhei e orei agradecendo à Deus pela vitória. Ao lado dele que segurei aquela taça linda e fui onde eu me vi pra sempre.

Me vi pra sempre assim: ao lado dele.

Quando as comemorações em campos terminaram, elas se estenderiam para a casa de Gabi, obviamente. Eu e João iríamos direto pra lá, mas minha irmão decidiu ir com Pedro pra casa deixar as crianças com a minha mãe.

Já tinha falado com ela e ela mesma se ofereceu pra passar a noite com eles.

Quero que vocês comemorem. — foi o que disse.

— Vai ser rapidinho. Vou, deixo as crianças no ponto pra dormirem e depois volto. Quer que eu traga alguma coisa?

— Não, vou dormir com o João e já tenho tudo na casa dele.

— Beleza então. — entrou em seu carro com Pedro de acompanhante e deu partida. Viro os calcanhares e olho para João sorrindo ainda sem acreditar.

— Vamo beber muito hoje, né? — pergunta me puxando pela cintura e eu afirmo com a cabeça beijando seus lábios gostosos.

[...]

— Me beija — pede passando seus lábios pelos meus sorrindo e puxando meu cabelo. — Me beija, Catarina.

— Não. — murmuro e puxo seu inferior entre os dentes. — Para de puxar meu cabelo. — falo e ele segura mais firme negando.

— De jeito nenhum. — diz firme e eu senti minha calcinha se molhando.

Nesse momento estávamos em um quarto? Não!
Na casa dele? Não! Na minha? Muito menos.

Estávamos no meio da sala do Gabriel, em um sofá. A festa rolando a nosso redor e nós dois exalando tensão sexual. Em estava um pouquinho mais bêbada que ele, mas ainda sim consciente o suficiente para deixar ele me comer a noite toda só porque ele merece muito.

Sorrio pra ele e abaixo minha cabeça até seu pescoço na intenção de dar-lhe um chupão bem dado. Desde que eu contei a ele sobre a minha fascinação não muito saudável pelo seu pescocinho moreno, ele parou de passar perfume aqui. Amo que João aprende direitinho e grava tudo que eu digo à ele, mesmo que seja uma vez só.

Ca-Catarina — apertou minha cintura e eu puxei minha cabeça para olhar pra ele, um fio de saliva escorrendo pelos meus lábios, que ele fez questão de limpar com o polegar. — Porra, mulher.

— Te deixo doidinho, né? — pergunto sorrindo e ele revira os olhos já tomando a pose de marrento.

— Para de ser co-convencida. — diz me olhando e eu sorrio de novo, o efeito do álcool falando mais alto em meu sangue. Me arrumei em seu colo e deixei uma perna de cada lado do seu quadril, ficando bem em cima do pau dele, mas o abracei para disfarçar. — Ca-Catarina... tem mu-muita gente a-aqui — gagueja e eu fico ainda mais excitada.

— Ai, João, para de ser careta — falo em seu ouvido. — Vai me dizer que você não viu o Everton e a Marília se pegando no canto? Ou Arrasca com a aquela menina morena? Até o velho do Diego tava se atracando com a mulher dele. — falo baixo e me remexo em seu colo.

João faz carinho nas minhas costas e sobe até minha nuca, puxando com uma força que me surpreende e faz eu me sentir como uma piscina de tão molhada.

Ele puxou meu cabelo para que eu o encare, seu sorriso de canto me faz ofegar.

— Se você quer dá, cê fala, Doutora. — diz.

Eita, porra.

Confirmo rapidamente com a cabeça e ele sorri.

— Catarina! — ouço um grito atrás de mim e me viro vendo Gabriel correndo com seu celular na mão e uma expressão nada boa.

Pivete cortou meu clima.

Quié, inferno? — falo puta saindo de cima do João e ele para em minha frente e estende o celular.

— É a Flávia. — franzo o cenho e atendo.

— Oi, mana, fala.

— A mãe. — sua voz é de choro e meu coração se aperta.

— O que tem ela?

— Ela passou mal, Catarina, acho que teve uma parada cardíaca...

Meu mundo parou por alguns instantes e tudo ao meu redor se tornou silêncio. Meu coração se acelerou e um zumbido alto se instalou no meu ouvido.

— Eu tô com medo, Cat. — ouço minha irmã chorar e engulo em seco estralando meu pescoço.

— Eu já tô indo, só manda qual o hospital ela tá. — digo seria e desligo. Olho pros meninos e respiro fundo. — Tenho que ir.

— Vou com você. — Gabriel fala.

— E eu também. — João o acompanha.

Não sei de onde tirei forças e sobriedade para dirigir tão rápido sem colocar minha vida em risco. Mas é aquele negócio, pela nossa mãe a gente faz tudo.

[...]

tá bom galera, sem treinamento... o próximo capítulo vai ser bolado, blz? prepara real o coração.

love, succs.

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