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NOTAS

postando mais cedo do que o costume kkkkk

viram o aerofla ontem? tão confiantes pro Mundial?

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Boa leitura ❤️

[ ... ]


[ 🗓 ] Segunda, 17 de Outubro de 2022.
[📍] Búzios, Rio de Janeiro, Brasil.

Assim que chegamos no Rio, deixei João em casa para que o mesmo fosse preparar para o ir treinar no CT depois do almoço.

Quando cheguei em casa me deparei com Flávia sozinha com os bebês surtando.

— Meu Deus, o que aconteceu aqui? — pergunto jogando minha mochila no sofá e pegando Gabriel do seu colo, o garoto tava literalmente berrando.

— Eu não sei — choramingou. Minha irmã tava com olheiras enormes e fundas em baixo dos olhos, o cabelo despenteado e ainda estava de pijama, sendo que eram quase onze e meia da manhã. — Eles não dormiram a noite e agora começaram a chorar, a mãe foi pro encontro de senhoras da igreja hoje de manhã cedo e eu tô aqui até agora. — ela fala em desespero e eu fico com pena.

— Calma. — digo e seguro sua mão. — Vamo respirar fundo que eu vou te ajudar. — digo e ela me olha como se eu fosse Deus.

Gabriel começa a choramingar de novo e eu balanço ele em meus braços. Minha irmã sobe para o quarto deles e eu a sigo.

— A gente pode dar um banho de camomila neles, eles gostam de tomar banho. Daí depois a gente tenta fazer eles dormirem. — falo e ela concorda cansada.

Ajudo ela a preparar a água enquanto converso com os gêmeos de maneira aleatória, como se eles fossem entender alguma coisa.

— Sabe, já escolhi o nome dos seus priminhos — falo pra Gabi, que me olha com um olharzinho choroso e cansado. Balanço ele de um lado pro outro, enquanto removo suas roupas para dar banho nele. — Quando for uma menina, vai ser Maria Lumiar.

— Que nem a música? — pergunta minha irmã passando a mão na água e colocando o sachês de chá de camomila.

— Também. — respondo. — Lumiar significa cheia de luz e é exatamente assim que minha filha vai ser. — toco o nariz do garotinho.

Coloco ele na banheira, em frente a sua irmã e logo ele começa a brincar com a água.

— E quando for menino vai ser Davi Lorenzo. — jogo água nas costas do neném. O cheirinho de camomila inunda o quarto e até eu fico com sono.

— Um show de nome composto — Flávia rir.

— Tinha que ser — começo. — João tem nome composto, eu tenho nome composto. Nada mais justo que o nossos filhos também. — digo e minha irmã me encara sorrindo.

— Nunca pensei que fosse ver você falando assim — diz enquanto passa a mão no cabelo de Dandara. — Parece gente grande.

— Para de graça. — falo rindo.

— Sempre achei que você nunca ia casar, que ia ser sempre um passarinho livre.

— E quem disse que eu vou deixar de ser? — pergunto. — Eu não tô pretendendo casar agora com João, combinamos que seria depois dos meus trinta. Mas isso não quer dizer que eu vou deixar de ser livre, a diferença é que agora eu vou voar junto com ele.

— Tá apaixonada mesmo, né?

— Eu estou amando, Ana Flávia. Amando como eu achei que nunca estaria. — suspiro e pego a toalha do Gabriel. — E você e o atacante?

— Tamo bem — responde sem mais. — Não namoramos sério e nem nada disso, só ficamos e espero que seja com exclusividade.

— E a aliança vem quando?

— Quando ele provar que deixou a vida freestyle que ele ama e tá pronto pra um relacionamento sério. — diz e passa a mão no cabelo bagunçado. — agora chega de falar dele, Gabriel só me estressa.

— Tem razão. — falo.

Terminamos de dar banho nas crianças e depois de secá-las e colocá-las pra dormir, nos dividimos pra arrumar a casa.

A questão mesmo era só organizar, então terminamos bem rápido. Disse pra ela ir tomar banho, tirar um tempinho pra ela, lavar e hidratar o cabelo. E se caso as criar acordem, a Tia Catarina fica com eles.

Até por que, tá comigo, tá com Deus né?

Me distraio assistindo As Branquelas, filme que eu já assisti um milhão de vezes mas continua tendo graça.

Me assustei quando ouvi barulhos vindo de fora, vozes abafadas e já comecei a orar pedindo que não fossem assombrações ou ladrões. Mas a porta da sala se abre e dela passam Pedro, Gabriel, João e Arrascaeta fazendo mais zuada que uma manada de elefantes.

— Preferia que fosse assombração? — resmungo olhando pra TV novamente.

— Tadinha, enlouqueceu e tá falando sozinha agora. — Guilherme fala passando a mão na minha cabeça e eu meto logo o tapa. — Gago, segura tua mulher.

— Palhaço — falo começando a me estressar e logo ouço o choro de um dos neném pela babá eletrônica. — E acordou as crianças, muito obrigado. — me levanto puta e subo para o segundo andar.

Vejo Gabi em pé no berço com um biquinho nos lábios e eu o pego no colo.

— Que foi, amor da titia? — cheiro seu pescoço e ele choraminga. — Oh meu amor, o que você tem hoje, hein? — coloco ele contra meu peito e o balanço.

Dada — balbucia e eu concordo.

— É, a Dada tá dormindo. — digo olhando a garota que baba no berço toda esticada. Mas parecida com a Flávia, só duas dessa. — Pera, tú falou 'Dada'? — pergunto chocada assim que percebi.

Dada — diz de novo abrindo um sorriso banguela.

— A sua primeira palavra foi pra chamar a sua irmã, que amor, neném — beijo sua bochecha. — Vamo descer que eu quero mostrar pros outro.

Digo pra ele, que no momento enfia a mão quase toda na boca enquanto me olha. Desço as escadas com cuidado e os meninos estão fazendo barulho na sala como sempre.

— Pestes da minha vida, foco aqui — falo e eles viram a cabeça pra me olhar — o Pivetinho falou. — digo sorrindo e vejo Flazinha sair da cozinha com os olhos arregalados.

— Meu filho falou? — pergunta se aproximando. — Foi mãe, né? Por que se foi Catarina, eu deserdo, já aviso logo.

— Não tive essa sorte — faço beicinho. — Quem é a pessoa que você mais ama no mundo, meu amor? — pergunto pro neném e ele me olha antes de tirar a mão na boca e passar no meu cabelo. Respiro fundo e forço um sorriso.

— Temos certeza que você que não é. — o camisa nove do flamengo fala com deboche.

— Dada. — diz puxando meu cabelo e eu finjo que não doeu.

— Faz isso com a tia não — tiro sua mão.

— Quem é 'Dada'? — João pergunta sem entender nada.

— Dandara. — Flávia fala com os olhos cheios de água. — Não acredito que ele chamou a irmã dele.

— Eles são gêmeos, não é tipo uma conexão?

— Eu não acreditava nisso — diz minha irmã. Entrego o bebê pra ela e logo depois me aproximo do sofá para me sentar. Uns minutinhos com ele nos braços e minhas costas já doeram.

— Flávia — chamo virando pra trás.

— Fala.

— Bora no shopping? — chamo e ela me olha com ar de riso.

— Como? Quem é que vai ficar com as crianças se a mãe não tá aqui? — pergunta negando com a cabeça.

— Os meninos ficam. — digo e olho pra eles, que me encaram sem entender nada. Sorrio.

— Ficam? — perguntam juntos.

— Ficam, sim. Bom que treinam logo pra serem pais. — digo e levanto. Pego Gabi do colo de Flávia me sento entre Pedro e Gabriel no sofá. — Escolhe, bebê. — digo pro meu sobrinho.

O neném me olha sem entender, mas estica os braços para Pedro.

— Ah, seu traíra — Gabriel fala e Flávia bate nele.

— Respeita minha cria, cacete — diz irritada.

— Vai se arrumar, teu dia de folga hoje. — digo após levantar e dou um tapa na sua bunda.

— Nem tô acreditando — diz e eu rio. A coitada tá merecendo um descanso.

[...]

— Vem, vamo entrar aqui — puxo minha irmã para um loja de roupas íntimas.

— Tá precisando de calcinha, é? — pergunta rindo e eu reviro os olhos começando a analisar uns conjuntos de lingerie.

— Tô, João rasgou as poucas que eu tinha — digo e ela começa a rir que nem uma maluca no meio da loja. Olho em volta e não vejo ninguém, graças a Deus. Apenas uma vendedora que vem na minha direção.

— Olá, em que posso ajudá-la? — pergunta simpática e eu pego um conjunto preto e pergunta se ela tem em outras cores.

Peço que traga o mesmo, em todas as cores que tiver disponíveis e ela confirma indo buscar no estoque em seguida.

— Eu esperava tudo, menos que o João fosse da tropa do rasga calcinha.

— Tú não viu nada, Flazinha. — rio e ela me olha com uma careta de nojo.

— Será que as crianças tão bem? — pergunta e eu olho pra ela séria. — Desculpa, mas é que eu não consigo parar de pensar.

— Eles tão bem, não é possível que duas crianças pequenas vão bater naqueles quatro machos.

— Você tá certa. — diz e olha um conjunto de lingerie rosa bebê.

— Leva. — falo e ela me olha com a sobrancelha arqueada. — Quê?

— Você já me fez comprar mais roupas do que eu preciso, quer mais?

— Claro, você tá gastando seu dinheiro com você, já se viu investimento melhor? — pergunto. — Cê pá que tú tá mais rica que eu e os meninos juntos, só é discreta.

— Não exagera, Catarina.

— Exagero nada, fiquei sabendo que esse lance de NFT da um dinheiro da porra, tava até pensando em entrar também.

— Aprende o básico de programação e a gente começa a conversar sobre — fala sem me olhar.

— Tá bom, nerdzinha.

[...]

Assim que chegamos em casa notamos o silêncio e isso é um bom sinal. Um ótimo sinal.

Os quatro homens estão jogados no sofá com expressões de cansaço e um certo desespero. João nota minha presença e rapidamente corre até mim me abraçando com tanta força que eu me surpreendo.

— Isso tudo é saudades? — pergunto passando a mão no cabelo dele.

— Ele tá traumatizado. — Pedro fala olhando pra TV e eu franzo o cenho.

— Catarina me promete que a gente nunca vai ter um bebê? — me aperta minha cintura.

— O que aconteceu?

— O cho-choro... as fra-fraudas sujas... Ca-Catarina, eu n-não quero i-isso não. — seu olho treme enquanto ele fala. Seguro a risada.

— Não, a gente não vai.

— Dúvido — Gabriel fala. — Igual coelhos do jeito que vocês estão não dou um ano pra ter um mini pitbullzinho no forninho.

— Ou una mina Kitkat — Arrasca fala e eu me arrepio todinha. Tá repreendido.

— Cara, imagina uma mini Kitkat, caralho — Pedro fala negando com a cabeça.

— Chata igual a mãe. — Gabriel diz e eles riem e eu reviro os olhos mostrando o dedo do meio para os três.

— Vou subir e tomar banho que eu ganho mais. — digo estressada.

— Vou contigo.

— Vai Pit! Au Auuuuu — Arrasca imita um uivo.

— Em terra de Kitkat, Pitbull obedece se tiver juízo. — ouço Gabi rindo.

— Coitado. — Pedro comenta, ma seu já tô longe demais pra responder.

[...]

kkkk esse cap foi pra vcs verem que não existe a só a Kitkat com o João, mas tbm tem a Kitkat médica, a Kitkat tia e enfim... ela não se resume APENAS ao João e vice-versa.

posso dizer uma coisa??

prepararem o coração, o emocional, o psicológico e os caralho à quatro para os próximos capítulos... a psicóloga de vocês vai saber meu nome, anotem!

love, succs.

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