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iai, família! tudo bem?

trouxe esse cap mais cedo com um pedido pra vcs...
wattpad tá me torando muito ultimamente (e não do jeito bom) e por isso eu vou precisar de uma força de vcs

além de ter apagado um livro meu com mais de 100k sem me dá explicação nenhuma, o app tá fazendo o favor de não entregar os capítulos e isso tá me desanimando muitíssimo.

por isso, vamo fazer um acordo aq, que vai ser bom tanto pra mim quanto pra vocês, blz?

todos os capítulos a partir desse vão ter metas de votos e comentários.

querem uma atualização mais rápida? basta bater a meta. simples assim.

tô com um monte de capítulo escrito mas sem postar pq as views tão caindo por culpa desse algoritmo escroto. então ajudem a Miazinha aqui a macetar o wattpad, tá?

esse capítulo aqui foi escrito com muita amor e a intenção é te fazer fugir um pouco da realidade, por isso espero do fundo do meu coração que gostem. ❤️

Meta: 150 comentários 💬
100 votos ⭐️

por favor, só comentem à respeito da história pq se não o site vai achar que eu tô colocando robô... sei que vocês conseguem 😉

boa leitura 💛

[ ... ]

CATARINA

[ 🗓 ] Sexta, 23 de Setembro de 2022.
[📍] Honório, Rio de Janeiro, Brasil.

Sinto um peso em minha cintura assim que abro meus olhos. Esqueci de fechar as janela e por isso o sol forte bate em meu rosto. Minhas garganta está seca e eu não sinto meu corpo direito.

Sinto algo se mexer ao meu lado e viro a cabeça voltando a respirar ao ver Giorgian de cueca dormindo que nem um bebê.

Levanto com cuidado tirando seu braço de cima de mim e vou até o banheiro escovar os dentes para amenizar o gosto ruim na boca. Pego minha escova e coloco creme dental iniciando minha higiene pessoal. Paro e presto na imagem do espelho, enfim vendo meu estado e quase tenho um treco.

Me cabelo parece um ninho de corvos, minhas maquiagem está borrada, tô sentindo uma dor estranha no meu quadril e... por que é que eu tô só de calcinha e sutiã?

Paro de mover minha mão na boca e viro a cabeça para olhar o quarto bagunçado com roupas no chão e o homem uruguaio dormindo apenas de cueca em minha cama.

Meu Deus.

MEU DEUS.

Que porra eu fiz? Me olho no espelho novamente tentando me lembrar de algo mas tudo que lembro é... bem, do que é que eu lembro mesmo?

Bato minha testa no espelho e cuspo na pia me xingando internamente. Termino de escovar meus dentes e enfim fecho a porta do banheiro na intenção de tomar um banho que me faça lembrar o que raios aconteceu nesse maldito quarto ontem a noite.

Entro de baixo da água gelada e respiro fundo refazendo todos os meus passos na noite passada.

Fomos pra Vitrinni, vimos o show do Ret, eu bebi horrores, dancei na pista, briguei com uma mina, falei com o Filipe Ret (Meu Deus, eu virei amiga Ret), fomos pra um After, voltamos de Uber, Flavia brigou comigo e depois... branco. Absolutamente tudo em branco.

Bato minha cabeça na parede e depois me arrependo pois tá doendo pra uma porra.

Eu não transei com Arrasca, ele é meu amigo. Eu não posso transar com ele. Se fosse pra fazer uma coisa dessa que eu estivesse pelo menos sã e me recordasse, poxa.

Saio do boxe pior do que eu entrei. Penteio meus cabelos molhados e saio do banheiro. O uruguaio ainda dorme, por isso vou até meu closet fazendo o mínimo de barulho possível.

Coloco um short jeans rasgado e uma blusa do PSG dois tamanhos maiores que o meu. Quando termino de me vestir e volto ao quarto, vejo o uruguaio sentado na cama encarando o chão com a mão na cabeça.

- Carajo - murmuro. - Minha cabeça dói.

- A minha também. - falo. - Bom dia, uruguaio.

- Bom dia, Reina. - respondeu sem animação. - O que aconteceu? - ele me olhar confuso fazendo careta.

- Eu não sei - choramingo. - Não lembro de nada.

- Eu também não - me encara de modo estranho. - A gente... não?

- Eu também não sei, Giorgian. - falo me sentando ao lado dele. - Será? - olho pra ele, que nega com a cabeça rapidamente.

- Não, Reina, não pode ser. - levanta alterado. - Eu tô nú.

- Tá de cueca - tento tranquilizar, mas não dá certo. - Vai tomar um banho, talvez melhore um pouco.

- Certo - responde e faz um biquinho fofo ainda em confusão.

- Vou pegar uma roupa do Pedro pra te emprestar e daí vamos tomar café. - ele não responde, só entra no banheiro e fecha a porta.

Nota mental: nunca mais colocar uma gota de álcool na boca.

Saio do meu quarto ainda me lamentando mentalmente. Entro no quarto de Pedro ultra organizado e pego uma roupa para o meu uruguaio favorito. Espero que nossa amizade não acabe por conta dessa noite, nós se quer sabemos o que aconteceu.

Deixo as roupas em cima da minha cama para que ele vista e saio do quarto novamente após pegar meu celular, que estava jogado no chão.

Confiro o aparelho enquanto desço as escadas e me surpreendo ao abrir meu WhatsApp.

[ 📱 ]
WhatsApp

Ret Gostosão 🔥💙: Oi, morena
Filipe aqui
Chegou bem em casa?
04:36 - lidas.

Eu: Oi lindão
Tô em casa já e muito bem

Ret Gostosão 🔥💙: Tem certeza?
Manda foto.

Eu:

Eu e o uruguaio.

Ret Gostosão 🔥💙: bom
tô mais tranquilo agr
toma uma água antes de dormir
e um banho também

Eu: A gente já tomou, rlx

Ret Gostosão 🔥💙: certo
foi bom te conhecer hoje moreninha.

Eu: Idem
Você é mais gostoso perversamente
*pessoalmente

Ret Gostosão 🔥💙: KKKKKKK tô feliz em saber disso
agr vai dormir, vai morena

Eu: Vou
E também vou salvar seu contato como 'Ret Gostosão'

Ret Gostosão🔥💙: kkkkk tá bom
vou salvar o teu como 'Morena Surtada'

[ 📱 ]
WhatsApp

A última mensagem foi enviada às 04:50 por ele. Depois disso eu quero me sentar em posição fetal e chorar. Eu não posso ver uma vergonha que já quero passar no débito, no crédito... Puta que pariu, de onde eu tirei essa intimidade toda com o cara?

Bloqueio a tela do celular assim que chego a cozinha e encontro Flavia e Gabriel, que tá parecendo um zumbi.

- Cadê minha mãe? - pergunto assim que não à vejo nem na cozinha e nem no quintal.

- Bom dia pra você também, Ana Catarina. Sim, eu também estou bem e sim eu desculpo você por me acordar de madrugada por estar bêbada e chapada demais para conseguir abrir a porta. - diz minha irmã mais nova completamente sarcástica bebendo seu café com um sorrisinho atrevido.

- Bom dia. Como você tá? E me desculpe por ontem a noite. - falo com um suspiro. - Agora cadê a minha mãe?

- Bom, muito bom. - diz e eu me sento com eles. - Ela saiu com Tia Christina pra feira, se não me engano.

- Tendi - concordo com a cabeça e olho para o zumbi ao lado da minha irmã - Tá bem, amigo? - pergunto tocando o ombro de Gabi.

- Ele tá fazendo greve de silêncio - responde minha irmã por ele. - Coloquei ele no lugar dele e agora ele só fala quando eu deixar.

- Uma ova. - murmurou e em seguida leva um tapa na nuca.

- Repete. - diz ela irritada, ele fica calado. - Ótimo. Agora diz pra ela o que nós conversamos ontem à noite. - manda sorrindo maléfica e eu a olho horrorizada.

Desde quando minha irmãzinha virou uma dominatrix?

- Eu não posso me comportar como um prostituto, pois eu sou uma homem de família.

- Quem é um homem de família? - Arrasca pergunta entrando na cozinha.

- Também tô querendo saber. - murmuro ainda estática olhando para o atacante. Giorgian senta ao meu lado e eu empurro uma xícara com café para ele.

- Continua, Gabriel Barbosa. - diz minha irmã de modo firme.

- Eu sou um homem de família e eu não posso mais frequentar boates sem a minha mulher. - engasgo com o café.

Porra.

- Eu também não posso mais fazer ciúmes pra ela. Nunca mais. - diz ele com os olhos espantados. Acho que ele passou por uma lavagem cerebral. - É isso. Fé nas malucas.

- Isso mesmo, meu amor. - beija a bochecha dele sorrindo.

Louca.

Psicopata.

A minha irmã é uma surtada.

- Tá bem, Reina? - Giorgian pergunta passando a mão nas minhas costas. Nego com a cabeça.

- Acho que vou vomitar. - sinto o bolo em meu estômago e o gosto da bile em minha boca.

- Dramática. - ouço a voz de Flávia.

Corro até o banheiro do andar de baixo e coloco tudo que há em meu estômago pra fora. Minha cabeça gira e todo meu corpo doí.

Só naquele momento eu me pergunto o que estou fazendo da minha vida.

Depois de fazer um bochecho com enxaguante bocal, volto para mesa e sento como se nada houvesse acontecido.

Olho para Arrasca, que está me encarando.

- Que clima estranho é esse? - Gabriel pergunta depois de cruzar olhares com Flávia e o uruguaio.

- Eu transei com o Arrascaeta - vejo o coitado engasgar. - Bom, eu acho.

- Porra, Reina.

- Porra mesmo. - Gabriel fala rindo.

- Vocês não transaram. - Flávia fala fazendo careta de nojo.

- Como é que tú sabe? - pergunto curiosa.

- Seu quarto é na frente do meu, eu teria ouvido enquanto xingava esse outro aqui - Gabriel sorri sem mostrar os dentes e afirma com a cabeça. - A menos que vocês tenham sido bastante silenciosos.

Passo as mãos pelo meu cabelo inconformada vendo ela beber o café tranquilamente.

- Se bem que eu acho impossível, já que você é bem escandalosa. - ela sorri me olhando por cima da xícara.

- Ah, cala boca, Flávia. - reclamo vendo a garota gargalhar. Abaixo minha cabeça, apoiando a testa na mesa, sinto a mão de Giorgian fazer carinho em meus cabelos.

- Sabia que a Catarina é uma criminosa? - ouço a voz de Gabriel e levanto a cabeça no mesmo instante, sentindo uma pontada que eu tive o prazer de ignorar.

- Gabriel Barbosa. Não. Se. Atreva. - aponto o dedo em sua direção com um olhar fatal.

Vejo a curiosidade da minha irmã brilhar em seus olhos. Fofoqueira do caramba.

- O que foi que ela fez? - pergunta a morena.

Eu devo ter jogado coca na cruz, só pode.

- Pronto, virou exposed da coitada da Catarina - dramatizo e Giorgian me abraçar e eu encosto minha cabeça em seu ombro, choramingando.

- Quando ela transou com o João na semi ele só tinha dezessete - falou rindo.

Como é que ele consegue ver graça nisso? Eu só vejo desgraça. A minha desgraça, no caso.

Péssimos amigos esses que eu tenho.

- Mas isso não é pedofilia - diz minha irmã. Até que enfim, alguém com censo.

- Mas ela tinha vinte e cinco.

- Catarina sempre foi um tiquinho esquisitinha - diz me olhando, mostro a língua pra ela.

- Esquisitinho é teu pai.

- Ei, respeita meu coroa - diz com uma falsa voz ofendida. - Pelo menos eu tenho um.

- Ai - levo a mão ao peito fingindo estar ofendida. - Machucou.

- Você merece - diz. - Teu daddy issues fez tú virar Maria mucilon - fala estralado os dedos como se uma lâmpada tivesse acendido em sua cabeça.

- Ah, Ana Flávia, me mira e me erra, tá? - levanto da mesa perdendo a paciência e recolhendo minhas louças.

Garota doida.

[...]

Olho pra TV sentindo um misto de sensação. Meio puta de ódio e meia feliz com a vitória antecipada do Brasil. Coisas que eu consegui perceber: Richarlison joga pra um cacete e eu odeio Tite profundamente.

Como é que ele leva o Pedro pra seleção e simplesmente não usufrui do talento do meu menino? Que lógica é essa?

- Se uma dia o Tite for atropelado, eu estarei dirigindo o veículo - resmungo indo atrás de algo para beber.

Depois do café da manhã caótico que tivemos em casa, Gabriel chamou todo mundo pra almoçar e assistir o jogo na casa dele, o que foi muito bom, até eu perceber que ele chamou o resto do elenco, o que inclui a única pessoa do mundo todo que eu queria evitar.

Respiro fundo levantando e indo até a cozinha pegar uma garrafa de água na geladeira. Eu senti a presença de alguém atrás de mim e só pelo perfume eu já sabia quem é.

- Preta? - chamou assim que eu fechei a porta da geladeira. Me virei vendo João parado na minha frente com uma carinha de cachorro sem dono que não me convenceu nem um tiquinho.

Mas ele tava lindo com a camisa amarelinha do Brasil e bermuda branca.

- Saí - peço pra que ele saia da minha frente, mas ele nem se move. Olho pra ele com tédio, trocando o peso da perna.

- Vamo conversa, por favor? - pede e eu estalo a língua no céu da boca negando.

- Já disse tudo o que eu queria. - passo por ele.

- Mas eu não. - segura meu braço. - Me escuta, Catarina.

- O que você vai dizer, hein? Que ela não significa nada? Que não era o que eu tava pensando? - falo já estressada. - Poxa, se você tinha algo com ela o mínimo que deveria ter feito era ter me comunicado.

- Eu sei que errei, admito, mas eu já resolvi tudo com ela. Eu fiquei com a Mylla só uns duas vezes, não é nada sério. - diz e eu respiro fundo.

- Não foi o que pareceu, João. A menina tinha a chave da sua casa, mano, tava puta lá esperando por notícias suas. Isso não se faz com ninguém.

- Você não entendeu que eu já me resolvi com e que tá tudo bem? - falou novamente.

- Mais pra mim não basta, João Victor, poxa. - me solto dele finalmente. - Quando ia me contar que só tem vinte anos? - ele franze o cenho.

- Eu tenho vinte e um. - retruca sem entender.

- Então quer dizer que quando nós transamos no bar aquela noite você era maior de idade? - pergunto só pra ter certeza.

- Sim...

Ai meu Deus, obrigada.

Eu não sou uma criminosa. Não vou pra Bangú.

- Bom, fico feliz em saber disso. - suspiro aliviada. - Mas ainda não quero nada contigo. Nossa relação à parti de agora vai ser apenas profissional, como era pra ser desde o princípio.

- Não, Catarina, mas...

- Dificulta minha vida não, moreno - peço dando dois tapinhas em sua bochecha. - Agora eu sou a médica e você é meu paciente, só isso. Confia em mim, vai ser melhor assim. - suspiro e me afasto dele, saindo da cozinha e voltando pra área da piscina onde estavam as demais pessoas.

[...]

ai ai... será que a Kitkat vai conseguir ficar longe do Joãozinho por muito tempo? sei não, hein...

a próxima atualização será assim que você baterem a meta, então tudo depende de vocês.❤️

é nois, família 🤙

love, succs.

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