Flashbacks (Parte ||)
Já estavam andando naquele museu por cerca de 10 minutos, o silêncio entre eles era ensucerdor, por fim pararam frente aquele enorme quadro, desta vez ela não estava chorando... Estava sem acreditar que algo assim realmente tinha acontecido na sua vida.
Comparando os traços com o So, não havia muita mudança seu rosto atualmente era um pouco mais delicado, e os trajes de hoje realmente o deixava diferente, mas ainda assim era impossível não o reconhecer
- Por quê estamos aqui ? - Ha Jin o pergunta ainda com os olhos vidrados na imagem
- A uns dias estive pensando em conversar com você... Mas não sabia bem... O que dizer... Se devo... - Jung começa a falar e dá um longo suspiro - Mas o Eun conversou comigo ontem e por isto tomei esta decisão, acho que é algo que faz parte da sua, da nossa vida, mesmo que as vezes até eu mesmo duvide disto tudo...
- É sobre Goryeo? Eu realmente preciso saber...
- Você as vezes não para e pensa que isto pode ser uma alucinação compartilhada? Ou algo bem louco? Eu ainda não consigo digerir tudo isto... É tudo tão... Tão estranho... Como é possível ? Eu... Eu não sei explicar e minha cabeça fica confusa... Será que perdi algum parafuso durante o acidente ?
Ha Jin ri ao ver sua feição confusa e séria , ela também não acreditava em tudo isto, até passar por aquela situação...
- Mas então... Não me poupe dos detalhes, por favor me conta tudo, tudo o que lembra... Eu realmente preciso saber ... - ela fala ansiosa e seu coração dispara - Do que você lembra ?
- Bem... - Ele começa a falar - não sei por onde começar na verdade... Nós vivemos juntos por um bom período, você lembra ?
- Sim! Jamais poderia esquecer! Você realmente foi um anjo...
- Eu errei em colocar as cartas que você enviava com a minha letra... Ele ... Não fazia ideia que era você quem escrevia... Ele foi ao seu encontro, ele te procurou... Mas... Mas você já tinha partido... Ele nunca mais foi o mesmo e ele nunca se perdoou por isto também...
- Mas... - Ha Jin fica sem quaisquer reação, não sabia o que falar naquele momento e logo Jung continua:
- A sua filha, era minha filha também, a criei, com todo amor e a ensinei ser tão gentil, realmente puxou a você... Os seus olhos, seu tom, sua delicadeza, suas trapalhadas... Hae Jin era deslumbrante, como a mãe... Como você - Jung faz uma breve pausa e a admira.
A criança que tinha em sua memória fazia jus não só a Hae Soo daquela época, mas a Ha Jin que estava com ele naquele momento.
As lembranças eram vivas, e ainda sentia o calor e todo sentimento passado daquela época.
Amou aquela criança como sua filha, ajudou a dar os primeiros passos, ouviu chamá-lo de papai e a emoção que sentiu foi única, mesmo não tendo gerado, era pai e nada poderia mudar aquilo, nem mesmo após ela conhecer Wang So.
- Este era o nome da minha filha ? Hae Jin?
- Ela era uma jóia, ela era alguém que lembrava você, brilhante e valiosa como o ouro, que nome melhor poderia ter encontrado?
Ha Jin deixa as lágrimas caírem pelo seu rosto, seria uma coincidência que nesta vida seu nome era Jin ?
Mas aquilo naquele momento realmente não importava, queria saber mais sobre a pequena, queria esquecer o mundo para escutar o que ele tinha a dizer
- Ela foi... Feliz ?
- Muito feliz... E muito amada, não só por mim, mas por Wang So também... - Jung fala e lembra da aproximação do So após conhecer a sua pequena
- Então o So a conheceu? Ele foi a Chungju?
- Fomos ao palácio, e então ela o encontrou, pela primeira vez, logo depois ele me liberou do exílio e pediu que retornasse ao palácio, não voltamos a morar no palácio, mas quase todos os dias íamos passear por lá, ela amava passar o tempo com ele, que dedicava até mesmo o que não tinha para estar com ela.
Jung fala como se estivesse vendo toda a cena diante dos seus olhos,o medo que sentiu, transpassava no seu corpo naquele momento, sentiu medo, medo do poder que So tinha, medo dele roubar o amor da sua filha, medo de afasta-la...No começo queria mantê-la longe e tentou não voltar mais ao palácio, mas ele, passou a visitá-lo com frequência, passava até mesmo um dia inteiro em sua residência, ele havia amadurecido, talvez Hae Jin o tenha feito amadurecer, Ele tinha um herdeiro, e para ele era apenas alguém que o sucederia, a criança não carregava culpa alguma, mas ainda assim não o tratava como um filho, mas ao ver Hae Jin, ele tirou o peso da coroa, ele não era "Vossa majestade" ele era apenas um pai que passou a amar incondicionalmente sua criança desde o momento que a reconheceu. Ele foi maduro o suficiente para ser chamado de tio, para ela, ele era o melhor tio que existia no mundo e ele estava feliz. Ao ver tudo isto Jung tranquilizou-se aos poucos e o medo que sentia esvaneceu, após alguns meses, passaram a visitar o palácio com frequência e assim a pequena Hae Jin foi criada.
- Eu sei! que o seu maior medo era vê-la crescer no palácio assustador e solitário, mas ela foi a criança mais feliz que teve naquele lugar, viveu entre as paredes do palácio e fora delas, era livre para ser apenas uma jovem menina.
Ha Jin estava emocionada, seu coração parecia que estava a saltar pela boca, sentiu uma felicidade que palavras não explicavam que nem mesmo a maior demonstração de felicidade que seu rosto expressava era suficiente.
- Obrigada! - Ela fala com seus olhos cheios d'água e com um sorriso no rosto - Obrigada por ter sido pai e por cuidar dela quando eu não pude, eu sei que você foi o melhor pai do mundo e vou te agradecer muito nesta vida por isto , obrigada por ser amigo, e obrigada por me contar. Você realmente não tem ideia do quanto me fortaleceu te ouvir. Você é o irmão mais gentil que eu poderia ter.
Jung fica sem jeito ao ouvir suas palavras, estava feliz que a tinha deixado feliz. Vê-la sorrir era como um combustível para si.
Sentiu medo de contar a ela, não sabia o que falar, como falar, sentiu medo de falar algo que não devia, e talvez por este motivo se manteve quieto desde o momento que havia lembrado, junto com tais lembranças vieram um sentimento que ele não sabia explicar.
Ele a tinha amado naquela época, o seu coração queimava e borboletas na barriga sentia sempre que a via, e estava bem em não ter o seu amor correspondido, sabia que ela o amava apenas como irmão, e isto lhe bastou. Agora olhando para ela, percebeu que não foram só as lembranças que retornaram, mas os sentimentos....Sabia que para ela só haveria Kang So, mas ainda assim a alegria que sentia em seu peito ao vê-la não conseguia conter. Estava feliz que ela o considerava o bastante para chamá-lo de irmão e aquilo bastava.
- Não precisa agradecer Nonna!!! Você é a melhor Nonna que já conheci. Eu realmente fico feliz de te ver feliz.
Estavam naquele lugar por cerca de algumas horas, talvez, não sabiam ao certo quanto tempo havia passado ali dentro, mas estavam leves e gratos um para com o outro, caminharam um pouco mais e logo se despediram
Jung estendeu a mão para um táxi e fez sinal para que Ha Jin entrasse
- Eu posso pegar o ônibus... - Ela começa a falar e ele a interrompe
- Hm, eu sei...Mas seu dia foi tão cansativo, não acha que deveria chegar em casa um pouco mais cedo, tomar um banho e descansar?
- É verdade! - Ela fala por fim e entra no carro, ele entra logo em seguida e antes dela falar algo ele diz:
- Vou acompanha-la até em casa - e logo riem.
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Assim que desembarcaram no aeroporto de Seul, Kang So chama um táxi para Kang Mu.
- Irmão! Você.. não vai ainda para casa? - Mu estava exausto e tudo que queria naquele momento era chegar em casa,. tomar um banho e dormir, tivera um dia longo
- Preciso encontrar Ha Jin
- Ual! Isto que eu literalmente chamo de sentir saudades incondicionalmente - Kang Mu fala rindo e entra no táxi,
So dá um sorriso nervoso e assim que o vê partir, entra em outro táxi e segue para casa dela
Com a cabeça inclinada no banco do carro, sente suas mãos soarem e seu coração palpitar como jamais tinha sentido.
Estava nervoso, ansioso, com medo, estava sentindo um vasto de sentimentos e só queria que aquele carro chegasse o mais rápido possível.
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