Azeitonas Pretas

Anderson

  Fui da sala à cozinha, abri a geladeira, peguei uma jarra de suco, dois copos e retornei.
  -Me desculpa eu aparecer aqui na sua casa e você nem me conhece, mas precisamos da sua ajuda.
  -Como é seu nome mesmo?
  -Me desculpe, meu nome é Franciele, mas pode me chamar de Fran.
  Disse a ela para se sentar no sofá, pois não seria muito educado deixá-la ali em pé.
  -Mas então Fran, porque vocês precisam de mim?
  -Estavamos procurando alguém como você e então a gente conseguiu o encontrar na festa.
  Enquanto analisava tudo aqui, pegava a jarra de suco e enchia os dois copos, um deles pouco a mais da metade e o outro quase a transbordar.Pensei bem noque ela havia dito e indaguei:
  -Não entendi muito bem mas diga-me, ajudar com oque e porque eu?
  -Nós sabemos que hoje uma garota foi assassinada, inclusive, você presenciou isso.Me corrija se eu estiver errada.
  -Então foi vocês e seus amigos que mataram ela? - no mesmo segundo eu pulei pra trás, me afastando da garota, já que me sentia em perigo, tendo uma assassina em minha frente.
  -Não, calma, eu nunca seria amiga daqueles caras - diz ela enquanto pegava um dos copos de suco, que estava em cima a mesa ao lado - Queria poder te dizer tudo agora, mas tenho que ser rápida, então se quiser saber a verdade é só vir conosco que te contaremos tudo.
  -Ok, eu topo ir com vocês, mas antes eu tenho q pegar algumas coisas, posso? - questionava, enquanto levava o meio copo suco restante, em uma golada só.
  -Pode, mas você precisa ser rápido, nosso tempo é curto!
  -Ok.
  Algo em mim está dizendo para ir com eles, ao mesmo tempo que pela lógica, não faz sentido e não tem cabimento nenhum isso.Mas enfim, eu decidi pegar minhas coisas e ir, afinal, precisava de muitas respostas.
  Peguei mochila e começa a colocar algumas coisas dentro dela, duas camisetas, calça, isqueiro, meu canivete, uns salgadinhos e dinheiro, não cabe mais nada dentro dela.Enquanto pensava,"Vou deixar um recado no celular da minha mãe, para ela ficar despreocupada".
  -Acho que é só isso mesmo - sussurrei comigo mesmo, vestindo minha blusa.
  -Pronto para irmos! - exclamava Franciele alegremente, com um lindo sorriso em seu rosto, apesar de sua cara de sono
  Guardei meu fone e carregador nos bolsos da frente de minha bolsa.E perguntei:
  -Para onde e como nós vamos?
  -Não temos um destino, mas temos uma pequena van no outro lado da rua.
  -Certo então bora lá! - pronunciei em um alto tom, muito alegre também, apesar de não fazer a mina ideia doque estava fazendo, pra onde e com quem estava indo.Apartir dali, estava agindo por intuição.
  Saímos da casa, atravessamos a rua e entramos naquela van, uma Mercedes-Benz Vito.Entrei, ninguém disse nada, então decidi demandar:
  -Quem é o motorista de capuz?
  -Sou Deiverson e você é o Anderson, certo?
  -Certo, você também estava lá na festa não é?
  -Estava - vi que esse era um cara de poucas palavras, não deve ser muito fã de conversa.
  -Eae Anderson, bem vindo cara! - dizia o jovem no banco do passageiro, ao lado de Deiverson, era aquele carinha risonho, que também estava na festa.
  -Obrigado, foi mal ter saído, meio que correndo de vocês mais cedo, é que vocês pareciam um pouco estranho - dizia eu, rindo alegremente e fechando a porta da van - espero que possamos ser bons amigos.
-Tem nada, relaxa parceiro.E sim, seremos ótimos amigos! - disse Jhyonathan que deu uma risadinha, de quem estaria contente e, de certo modo, aliviado.
  Percebi Deiverson me mirando, seguidamente fechando sua cara.O mesmo deu partida no carro e bradou:
  -Vê se tratem de dormir!
  Saímos da cidade por uma rodovia e seguimos em frente.Deitei o banco, fechei meus olhos e adormeci, na expectativa de que amanhã, eu consiga tirar a limpo, todas minhas dúvidas.

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