Chapter Eighteen: Pleasure, Esme Cullen.

PEDIDO: LÊEM A NOTA FINAL E DEIXEM (❤️) PARA EU SABER QUE LERAM, OBRIGADA PURPURINAS!

BOA LEITURA.

×××

Após a situação com Rosalie, Edward havia achado um jeito de me deixar afastada da loira me mostrando outros cômodos da casa. Ela era linda, isso eu não poderia negar, porém as últimas palavras ditas pela Cullen não saiam da minha mente e consequentemente meu sonho com aquele vampiro também não.

Rosalie estava certa em relação a isso, parecia ser questão de tempo até que aquele sonho se tornasse realidade e o vampiro em si saísse vencedor. Nem mesmo acreditava que aquele lobo conseguiria me salvar. Como eu, uma humana idiota poderia fugir de um vampiro como aquele? Chegava a ser patético ter esperanças.

Isso dava ainda mais razão a Rosalie, meu coração não bateria por muito tempo enquanto estivesse em seu mundo, Edward e eu não ficaríamos juntos pelo resto da eternidade. Na verdade eu sou uma pequena partição em sua longa vida, uma partição que seria facilmente cortada com qualquer coisa mortalmente perigosa.

Sem perceber acabei suspirando com aqueles pensamentos, a música antes tocada fora interrompida por Edward. Não precisava olha-lo para saber que me encarava preocupado e se aproximava com a pergunta na ponta da língua.

─── Está tudo bem? ── O sinto se sentar ao meu lado e só então o encaro, penso em balançar minha cabeça para negar mas antes que pudesse o fazer Edward agarra gentilmente minha mão e continua. ─── É claro que não está, deveria ter pensado que as palavras de Rosalie te afetaria de algum jeito.

─── Ela tem razão. ── Suspiro com mais força. ─── Não vou durar muito.

─── Não fala isso. ── Edward pede, porém me afasto e caminho pela sala onde estávamos. Cruzo meus braços na altura dos seios e dessa vez abano com força minha cabeça. ─── Ela apenas disse aquilo para feri-la.

─── E se acontecer? Edward, ele ainda está por aí e não sabemos quem ele é. Pode ser qualquer pessoa, droga. ── O encaro e o vejo ainda sentado. ─── Eu não estou com medo do que ele pode fazer comigo, mas os meios que ele pode usar para chegar até mim.

Pairou um silêncio sobre a sala até Edward parecer entender onde eu queria chegar e se levantar decidido.

─── Ele não tocará no Peter. ── Edward afirmou. ─── Não deixaria que isso acontecesse.

─── Você não pode proteger todos, você… não pode me garantir isso. ── Lamento e desfaço o nó em meus braços, os deixando cair derrotados em frente ao meu corpo. ─── Eu estou pensando em tantas coisas, se ele encostar no Peter, se ele conseguir terminar seja lá o que quer comigo, perder você. Não me importo se parecer besteira, mas eu não tenho como ajudar em algo se ele decidir atacar.

─── Você não precisa se preocupar com isso, eu e os outros…

─── Irão nos proteger se ele vier, eu sei. Mas não teriam que se meter nisso caso eu não tivesse me apaixonado. ── Confesso e volto a suspirar.

Não conseguia identificar o que os olhos de Edward diziam naquele momento, mas de uma coisa eu estava certa… ele sabia que aquela era a verdade e aquilo só piorou tudo.

─── É melhor eu ir embora. ── Volto a quebrar o silêncio que se instalou no cômodo. ─── Aquela filha da puta conseguiu.

Passo a mão de forma nervosa por meus cabelos enquanto caminhava com raiva em direção a porta, sinto Edward me segurar pelo braço antes que eu pudesse de fato o abandonar dentro daquela sala.

Não tive coragem suficiente para me virar e olha-lo novamente nos olhos, me sentia uma covarde por isso mas uma pequena parte em meu subconsciente tentava me confortar me dizendo que era compreensível.

Fecho meus olhos assim que sinto Edward deitar sua testa sobre minha cabeça, a mão livre percorreu meu braço até chegar em minha cintura e a segurar. Seu corpo fora colado ao meu e assim permaneceu por todo momento em silêncio que tivemos.

Eu lutava contra os pensamentos medrosos que passavam por minha cabeça e pensava que Edward estivesse fazendo a mesma coisa, mas naquele momento do que aquilo importava? As mesmas preocupações mas com preços diferentes e eu não sabia o quão patético pensar naquilo era.

─── Por favor, não vai. ── Edward sussurrou contra meus cabelos. Aquele pedido por um momento silenciou meus pensamentos, gostaria que tivesse os clareado novamente. Fecho meus olhos com força, me negando a responder que ficaria e assim talvez pagar o preço por essa escolha. ─── Eu não posso perde-la, a esperei por tanto tempo.

─── Eu não posso ficar. ── Sussurro com dificuldade. Seu aperto em minha cintura piorou um pouco, arrancando um suspiro forte por entre meus lábios. ─── Não posso colocar ele em perigo.

─── Yelena, nada irá acontecer com o Peter. Eu não permitiria isso. ── Edward afirmou com veemência. Não havia percebido quando Edward se moveu para minha frente, mas quando sinto seus dedos tocando meu queixo num pedido silencioso para olha-lo assim o fiz. Novamente aquele olhar estava estampado em seu rosto e após suas palavras pude entender seu significado, era medo. ─── Você é a pessoa mais importante da minha vida e se ele é da sua, também se torna da minha e eu nunca permitiria que algo de ruim acontecesse com pessoas importantes. Mas não posso perde-la, seria como perder o verdadeiro motivo pelo qual ainda vivo.

─── Edward…

─── Me ouça, por favor. ── Edward pediu gentilmente e apenas concordo em silêncio. Sua mão agarrou a minha e a levou até seu peito, onde está seu coração imóvel. ─── Há muitos anos eu não o sinto bater, as vezes chego a esquecer que o tenho aqui mas acredite, se ainda funcionasse a todo instante as batidas seriam rápidas e fortes em sua presença, porque apenas você teria esse efeito em mim. Pode ser egoísmo da minha parte e sinceramente eu não me importo, mas tê-la fora da minha vida não é uma opção para mim. Eu não suportaria. Então fique e me deixe ser a porra da sua segurança, sua humana teimosa.

Encarava em silêncio o local onde minha mão estava, atenta em suas palavras tanto quanto estava atenta nas batidas fortes do meu próprio coração. Era como se estivessem correspondendo aquelas palavras, mostrando que aquilo não se aplicava apenas a Edward e que de certa forma seu coração batia.

Não pude deixar de sorrir quando o ouço me chamar de humana teimosa e o olhar divertida, era a verdade e nós dois sabíamos disso. Algo que também sabíamos era que Edward sempre soube lidar bem com as situações e isso era bom, provavelmente mais merdas seriam feitas se eu estivesse no controle dessa situação pelo menos.

─── Está tentando dizer que me ama ou que quer nos adotar? ── Levanto uma sobrancelha enquanto tombo levemente minha cabeça para o lado, a intenção era demonstrar alguma certa confusão com suas palavras.

Edward sorriu com aquilo, pela primeira vez ficando descontraído desde que iniciamos o assunto.

─── Quer tanto me ouvir falar essas palavras? ── Edward sussurrou. ─── Porque, se eu as falar saiba que nada me fará parar.

Mordo meu lábio com aquele pensamento, novamente os pensamentos medrosos vindo em minha mente e dessa vez sendo combatidos com as palavras firmes de Edward. Penso um pouco, olhando no fundo dos seus olhos até sorrir e acenar positivo com a cabeça.

─── Quero. ── O respondo em sussurro o que o faz sorrir ainda mais. Aquilo me fez querer acompanha-lo mas antes tinha que calar minha mente, precisava daquilo. ─── Mas antes… quero que me prometa uma coisa.

─── O que? ── Edward perguntou sério, parecendo imaginar qual seria meu pensamento. Mordo novamente meu lábio e suspiro pesado, aceitando que aquele era mesmo meu desejo.

─── Não importa o que aconteça quando ele vier, Peter será sua prioridade. Você irá salva-lo primeiro e se der tempo voltará para me buscar. ── Aquele pedido não pareceu ser de fato uma surpresa para Edward, mas ainda assim o mesmo me encarava como se tivesse enlouquecido. ─── Me prometa isso e… talvez eu não seja consumida pela preocupação e… e-ele é meu pai, eu o amo e não quero que ele se machuque.

─── Yelena… ── Edward suspirou baixinho.

─── Você vai ser a porra da minha segurança, só me prometa que será a dele primeiro. ── Peço nervosa, havia medo em minha voz, medo em que Edward se negasse a prometer algo como aquilo, medo que por isso Peter pagasse o preço.

─── Prometer isso é mesmo tão importante para você? ── O encaro novamente e concordo rápido com a cabeça, engolindo com dificuldade todo o discurso que estava planejando e assim torcendo para que aquelas palavras já fossem o suficiente. Edward respirou fundo, negou com a cabeça e se aproximou apenas para depositar um beijo demorado em minha testa e voltar a me olhar. ─── Eu prometo.

─── De dedinho? ── Pergunto enquanto ergo minha mão na qual o dedo mindinho estava erguido, Edward pareceu se confundir com aquilo ao me olhar estranho. ─── Promessas de dedinho não podem serem desfeitas, você tem que as cumprir.

─── Onde aprendeu isso? ── Edward perguntou enquanto juntava seu dedinho no meu, ainda mantendo a conexão entre os olhares. ─── Você é tão estranha.

─── Precavida. ── Corrijo em meio a um sorriso. ─── E qualquer pessoa que se preze sabe a importância do dedinho nas promessas.

─── Ele as tornam…

─── Sagradas. Você nunca, nunca pode quebrar uma promessa selada com o dedinho. ── Acabei sorrindo em sua direção ao notar que ainda estávamos com os dedinhos entrelaçados. ─── Porque aqui está toda minha confiança e…

─── E eu nunca a quebraria. ── Edward sussurrou, abaixando nossas mãos sem quebrar o contato dos dedos. O sinto me beijar e por necessidade daquele toque acabei por retribuir por quanto tempo durasse. ─── Porque eu te amo, Yelena Winter e pode se passar mil anos que esse amor ainda queimará em meu peito.

Não havia ousadia da minha parte em abrir meus olhos e estragar o momento, assim como não havia dúvida no sorriso largo que surgia em meus lábios. Meu corpo tremia enquanto era envolvido por seu braço livre, num abraço calmo e que transmitia a sensação de estar finalmente em casa.

O tremor era como se tivesse ingerindo garrafas e garrafas de energético por toda minha vida e só agora obteve reação, como se tivesse uma corrente elétrica atravessando meu corpo e somente Edward pudesse conte-la ao mesmo tempo que a mantivesse ativa.

Meu coração palpitava forte em meu peito, até mais do que antes conforme aquelas três palavras foram faladas e eu adorava o ter tão vivo assim, simplesmente por ser por Edward Cullen.

─── E que eu possa alimentar a queimação com o meu amor, porque ele é seu Edward. Eu não tenho ideia de quando ele começou, mas sei que nunca acabará. ── Finalmente o olho, encontrando seus olhos atentos já pousados em mim. ─── Eu te amo como nunca amei ou amaria outro alguém, se lembre sempre disso tá bom?

─── Está bem. ── Edward respondeu risonho. ─── Você me ama…

─── Isso ainda é uma surpresa? ── Pergunto divertida e o beijo, não dando tempo para resposta até porque eu não precisava de uma e também não a queria.

×××

Voltamos para a sala um tempo depois da nossa reconciliação, todos ainda estavam jogados pelos cantos. Alice, a única que parecia de fato preocupada pulou assim que nos viu entrando, mas antes que pudesse se aproximar paralisou como se estivesse em dúvida se aquela era sua melhor decisão.

Desde quando Alice se preocupava com aquilo?

Apenas sorri em sua direção querendo acalma-la, por mais que eu soubesse que Alice conseguia prever o futuro das pessoas e que já soubesse que estava tudo bem, achava que ela deveria ter aquela confirmação por mim e pareceu ser a melhor decisão visto o sorriso aliviado que a garota me lançou antes de voltar ao seu lugar.

Já na sala noto a presença de duas outras pessoas, o Dr. Cullen que havia conhecido no hospital quando aquele acidente bizarro aconteceu e a mulher ao seu lado. O cabelo escuro fazia a palidez em seu rosto ter maior destaque, sua beleza não passaria despercebida nas festas adolescentes de hoje.

Acabei me assustando levemente quando os vejo caminhar em nossa direção, encaro Edward que sorria divertido enquanto assistia a cena e me viro para o casal agora em minha frente.

─── Yelena, que prazer revê-la. ── Dr. Cullen falou educado e sorriu.

─── É um prazer, Dr. Cullen. ── Retribuo a educação enquanto o olhava um pouco envergonhada. Qual é, estou namorando seu filho e acabei de dá uns amassos com o mesmo em outro cômodo da casa… no mínimo seria constrangedor se alguém tivesse escutado alguma coisa ou…

─── Por favor, me chame apenas de Carlisle. ── Volto a realidade com suas palavras e agradeço mentalmente por isso. Tinha a sensação que meu estado pioraria caso continuasse a pensar no que aconteceu minutos antes. ─── De qualquer forma agora faz parte da família, não?

─── Prazer, Esme Cullen. ── A mulher se apresentou antes que eu pudesse de fato responder e a olho agradecida antes de ser abraçada. ─── Alice não mentiu quando falou sobre seu perfume, ele é ótimo.

Ouço Esme elogiar enquanto se afastava com o mesmo sorriso gentil na qual se aproximou.

─── Que bom que gostaram, posso passar o nome dele depois. ── Falei ainda mais envergonhada, fazendo o casal em minha frente rirem.

─── Com toda certeza, querida. ── A mulher concordou risonha. Acabei forçando uma pequena risada antes de colocar uma mecha de cabelo para trás.

Então esse era o nervosismo que as pessoas sentem quando vão conhecer os pais do seu namorado? Frio extremo na barriga, mãos trêmulas e coração acelerado, sem contar o medo irracional em fazer alguma besteira.

─── Edward nos falou coisas bastante agradáveis sobre você. ── Carlisle voltou a falar, me trazendo para a realidade mais uma vez.

Dessa vez acabei rindo sincera, olhando irônica em direção ao Cullen mais novo que apenas deu de ombros como se não ligasse.

─── Eu duvido muito disso, mas obrigada por tentar. ── Volto a encarar Carlisle que voltou a sorrir gentil.

─── Bem, o que vale é a intenção certo? ─── Concordo com a cabeça e Esme em palavras. ─── Fizemos algo para você, esperamos que goste de brownie.

─── Não sabíamos se gostava de chocolate então fizemos alguns com massa branca. ── Esme se apressou em dizer enquanto gentilmente envolvia meu braço nos seus e me guiava em direção a cozinha.

─── Eu amo chocolate, faz um tempo que não como já que Peter gosta mais de batata e hambúrguer… sabe, tudo que seja frito.. ── Acabei dando de ombro e franzindo o cenho em dúvida. ─── Eu deveria estar falando isso na frente de um médico?

─── Certamente que não, Winter. ── Ouço Edward responder de longe e o encaro, o vendo rir antes de acompanhar Carlisle para qualquer outro lugar.

Assim que entro na cozinha me deparo com Alice já sentada perto da mesa, sorrindo animada enquanto largava um dos brownie sobre a mesa e corria em nossa direção. Esme pareceu saber o motivo daquela animação já que parou e me olhou do mesmo jeito que Alice olhava.

─── Então ele se declarou? ── Alice perguntou animada e sorriu ainda mais. Por pouco passei a me preocupar se aquele sorriso rasgaria seus lábios, estava tão largo e… contente demais. ─── Vocês são tão fofos.

─── Vocês escutaram tudo? ── Pergunto um pouco sem graça e as vejo concordar com a cabeça. ─── Que ótimo…

─── Ei, não se preocupa. Somos suas maiores apoiadoras nessa casa. ── Alice brincou. ─── Mas é sério, aquilo foi tão lindo.

─── Edward nunca havia falado algo como aquilo. ── Esme falou um pouco mais contida que Alice. ─── Vocês formam um belo casal, fico contente que Edward tenha encontrado alguém que o faça tão bem.

─── É recíproco. ── Sussurro ainda mais envergonhada.

─── Eu sei. ── Esme concorda e acaricia meu rosto de forma maternal. ─── Ouça, quando as coisas estiverem assustadoras demais saiba que aqui você tem com quem contar, você e Peter são da família agora e sempre protegemos a família. Fugir daquilo que te dá medo parece ser a melhor opção, a mais fácil e talvez seja, mas enfrentar é o que coloca um ponto final. Você escolheu ficar e estamos aqui para fazer valer a pena. Lembre-se disso quando sentir medo está bem?

Concordo com a cabeça ainda a olhando, Esme sorriu mais uma vez e se afastou em direção a mesa. Alice continuou a me encarar sem aquele sorriso paralisado em seu rosto, mas em seu olhar ainda havia o mesmo carinho o que já era suficiente.

Esme voltou poucos segundos depois com alguns brownie colocados num pratinho, falava sobre como fora difícil acertar na massa quando se é um vampiro e não consegue provar um ingrediente sequer.

─── Está bem, espero que tenha acertado. ── Esme torce assim que dou a primeira mordida na sobremesa. ─── Se quiser experimentar o outro…

─── Está ótimo. ── A interrompo calmamente após engolir o pedaço que havia mordido. ─── Tem certeza que foi sua primeira vez fazendo? Realmente está fantástico.

A observo sorrir orgulhosa com os elogios e comemorar para Alice que apenas riu da cena e voltou a remexer em sua roupa, porque segundo a mesma a blusa era sem graça quando combinado com essa calça.

─── Eles irão demorar? ── Pergunto após acabar de comer, atraindo olhares confusos em minha direção.

─── Eles quem, querida? ── Esme pergunta confusa.

─── Edward e Carlisle, os vi saindo juntos. ── Informo enquanto as olhava. ─── Sabe para onde foram?

As vejo negar com a cabeça e concordo com a minha, se não sabiam não era necessário fazer alguma outra pergunta como se o local para onde foram era perto.

Voltamos para a sala entre conversas, eram mais perguntas de Esme sobre minha antiga vida em San Diego e se eu e minha mãe continuamos a nos falar com frequência. Aquilo não acontecia, de algum jeito eu continuava a ignorar maior parte das mensagens e eles haviam diminuído nas tentativas.

Antes o que era trinta mensagens por dia se tornou cinco mensagens na semana, e as vezes nem chegava a isso. O que na minha opinião era algo bom, mostrava que Charlie e minha mãe finalmente estavam vivendo a vida que sempre sonharam mas que nunca viveram por estarem presos a mim.

Estava sentada perto da janela o que facilitava ver se Edward já estava ou não voltando, as vezes me distraia na conversa com as garotas mas voltava a encarar o lado de fora. Já havia se passado muito tempo desde que se foram, não podia evitar a preocupação visto que Edward não mandava uma mensagem sequer.

─── Não precisa se preocupar. ── Ouço Esme assim que a mesma se senta ao meu lado, a encaro em silêncio e suspiro. ─── Com certeza já estão voltando.

─── E se aconteceu alguma coisa? Eles não teriam como avisar e-

─── Tenha calma. ── Esme sorriu. ─── Provavelmente foram caçar, só não avisaram ou talvez esqueceram de nos falar.

Esme fala em direção a Rosalie, a mesma estava lendo alguma revista idiota enquanto estava sentada no sofá com a sua postura perfeitinha. A loira nos olhou em tédio e voltou a encarar as páginas em sua frente. Esme me olhou novamente e sorriu fraco.

─── Não tem com o que se preocupar está bem? ── Concordo com a cabeça enquanto recebo um carinho em meu ombro, assim que Esme se levantou voltei a encarar a janela.

×××

─── Então você é a humana que meus amigos tanto falam. ── A voz áspera ecoou por todas as partes, não permitindo que meu cérebro identificasse onde o responsável estava. ─── Me diz Yelena, você já sentiu como era morrer?

─── Me solta, não! ── Acordo assustada quando sinto meu corpo ser chacoalhado, acabei puxando o ar com força algumas vezes na busca de acalmar as batidas do meu coração.

Consigo focar em Edward sentado em minha frente enquanto me olhava preocupado, ignoro a presença dos outros quando me ergo em sua direção, jogando meu corpo contra o seu ao mesmo tempo que as malditas lágrimas passam a molhar meu rosto.

─── Você está aqui. ── Sussurro entre os soluços, o puxando com força contra meu corpo. Edward me puxou para seu colo, assim nos deixando ainda mais colados o que de certa forma me acalmou um pouco.

Pude ouvi-lo pedir para nos deixarem a sós, até então havia ignorado os olhares preocupados de sua família em minha direção. Era vergonhoso acordar gritando em meu quarto e atrapalhar a noite de sono do Peter, mas era ainda mais vergonhoso passar por isso na casa de Edward.

─── Ei, está tudo bem agora. ── Edward sussurrou próximo ao meu ouvido, acariciando gentilmente meus cabelos enquanto falava. ─── Me desculpa por ter demorado tanto, eu e Carlisle acabamos numa caçada e-

─── Edward, ele estava aqui. ── Forço minha voz a sair e me afasto um pouco, apenas para encara-lo ainda chorosa. ─── Ele conseguiu o que queria, ele me matou tantas vezes… eu não permanecia morta e isso parecia divertir ele.

─── Conseguiu ver o rosto? ── Edward perguntou apressado e nego com a cabeça.

─── Não, continua a ser um borrão. ── Lamento e limpo meu rosto, passando as mãos pelos cabelos logo em seguida. ─── Ele não é calmo, parecia inovar a cada morte minha e… era uma pior que a outra.

Sinto meus olhos arderem quando novamente as cenas passam por minha mente, meu corpo é puxado para um abraço apertado. Fecho meus olhos na intenção de apagar aquilo da minha mente, mas ainda era tão recente, tão vívido.

─── Eu estou aqui, ele não pode te machucar. ── Edward sussurrou e beijou meu ombro. ─── Emmett está com Peter, pedi para que fosse enquanto tentava te acordar.

─── Por quanto tempo dormi? ── Pergunto rouca contra seu pescoço.

─── Eu não sei. ── Edward lamentou. ─── Mas não foi nada fácil te acordar, sinto muito por isso.

Apenas concordo com a cabeça e me ajeito em seu colo, continuo a deixar meu rosto escondido contra o gelo que era seu pescoço mas que naquele momento era muito bem vindo. Talvez assim a quentura do meu rosto causado pelo choro diminuísse rápido.

Edward começou a traçar caminhos pelas minhas costas com seus dedos, se a intenção era ou não me acalmar através daquele toque eu não fazia ideia, porém estava funcionando quando minha mente aproveitando daquela rota de fuga começou a tentar imaginar quais eram os traços feitos por Edward e o que formavam.

─── Nunca irei superar você falando palavrão. ── Sussurro baixinho, aproveitando da mesa rota de fuga. ─── É bem… sexy, sabia?

Sinto seu peito tremer assim que Edward começa a rir, mas apenas deixo um pequeno sorriso escapar enquanto brinco com deus cabelos perto da nuca.

─── Não se acostume. ── O ouço e concordo com a cabeça, não levando nada a sério aquelas palavras. ─── Estranha.

Notas finais:
Antes de tudo, vocês estão bem?

Eu estou muito afastada daqui, eu sei e peço mil desculpas por isso. Estou passando por tanta coisa ultimamente que atualizar livro acabou se tornando minha última prioridade e não é justo com vocês! Eu deveria ter pelo menos avisado ou algo do tipo, mais um erro cometido.

Problemas são uma drogas e sempre estarão lá, fica nossa responsabilidade saber lidar com eles mas tudo bem também não conseguir toda droga de vez. Não somos indestrutíveis, temos nossos momentos de derrotas mas vale lembrar que eles NÃO definem quem somos ou até onde conseguimos ir.

Nesse momento estou passando pelo meu "momento derrota" mas sei que em algum momento irei vence-lo, só preciso ter paciência e mexer alguns pauzinhos. Só peço que me esperem, irá valer a pena então só… tenham paciência, tudo bem? Acreditem, já estou me odiando o bastante por ter sumido desse jeito.

Eu não sei quando vai sair a próxima atualização, sinceramente gostaria de postar todo dia mas não é algo que eu simplesmente posso fazer. Espero que vocês entendam isso :(

Gostaram da forma que Yelward se declararam? Achei tão bonitinho a forma que o "mil anos" se encaixou 🦋🦋🦋

Se chegaram até aqui deixem (❤️).
Obrigada por estar aqui, você é incrível ❤️

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