Capítulo 8
LÍVIA
– Esses são os seus pais? – Benício aponta para um porta retrato na estante da sala, eu deixo a taça de vinho sobre a mesinha de centro e me levanto do sofá indo até ele.
É a primeira vez que Benício vem a minha casa, nesse um mês de namoro entre a gente sempre íamos para o apartamento dele depois do trabalho, mas o chato do meu namorado, ainda é estranho pensar que o Benício é o meu namorado, queria muito conhecer a minha casa, mesmo eu falando que é um lugar infinitas vezes mais humilde do que os lugares onde ele está acostumado a frequentar, mas ele disse que quer saber de cada detalhe da minha vida, então aqui estamos.
– Esse é o meu pai Ivan – aponto para o homem loiro e de olhos claros que sorri para quem quer que esteja registrando o momento, e depois aponto para o homem moreno que está com o braço sobre o ombro de Ivan. – E esse aqui é o meu pai Isaque, meus dois I's como eu gostava de chamá-los .
– Sua voz transparece puro amor.– ele fala e limpa a lágrima que desce pelo meu olho, eu sempre fico muito emocionada quando falo dos meus pais.
– Eles foram os grandes amores da minha vida, eu tinha 4 anos quando fui adotada, minha mãe biológica me deixou ainda no hospital eu não sei o porquê e nunca procurei saber, eu fiquei por lá uns quatro anos da minha vida até que os meus I's chegaram e me adotaram, na minha cabeça eu tinha ganhado dois príncipes.
Meus pais foram os grandes amores da minha vida, eu vivi um verdadeiro contos de fadas quando ele estavam vivos, minha infância foi tão perfeita que por vários momentos eu até me esquecia que um dia já tinha morado no orfanato, claro que a maldade humana ainda me alcançava, na escola sofri muito além de ser uma menina negra que usava o cabelo crespo armado como uma coroa, ainda tinha pais gays, mas quando eu chegava em casa o amor e a alegria eram tão presentes que fazia todo o resto ficar pequeno, meu pai Ivan colocava música e dançava comigo sobre seus pés enquanto meu pai Isaque fazia o jantar, no nosso mundinho fechado éramos felizes.
Mas aí um dia eu estava na escola e fui chamada na diretoria, eu nunca vou esquecer como os olhos da diretora Inês me encararam, tinha tanta pena dentro deles, eu guardo essa imagem comigo até hoje, ali nos olhos dela eu vi que minha vida ia mudar para sempre; ela me sentou em uma cadeira se ajoelhou na minha frente e contou que pela manhã meus pais tinham sofrido um acidente de carro e morreram na hora. Eu já tinha quatorze anos, mas me senti a menininha de três que dormia sozinha e com medo na cama do orfanato.
– Eu sinto muito pela sua perda – Benício fala me dando um abraço apertado e eu aconchego meu rosto na curva de seu ombro.
– Você entende o que senti, já que você também perdeu a sua mãe cedo.
– A pior dor do mundo – ele fala pensativo por um momento. – eu me lembro que nós três estávamos no hospital, sentados no chão da sala de espera, o Bento no meio segurando as minhas mãos e as da Beatriz, eu me lembro de escutar os gritos do meu pai e o choro da Beatriz em seguida.
– Crianças não deviam perder aqueles que amam – falo baixinho e limpo minhas lágrimas com a palma da mão.
– Mas ficamos bem no final.– Ele dá um beijo na minha cabeça e afaga minhas costas passando a mão subindo e descendo.
– Tirando nossos traumas, a falta de confiança nas pessoas, o medo da perda, a blindagem de sentimentos.. – vou enumerando as questões que sei que temos em comum e levando o rosto em sua direção observando ele dá um sorrisinho.
– Humor mórbido, gostei. – ele fala e me puxa para seus braços e me dá um beijo. – linda e cheia de traumas, a combinação perfeita comigo.
– Isso por que não te contei da família do meu pai Isaque. Eles não aceitavam o fato do Isaque ser gay, ele saiu de casa ainda adolescente logo depois que se assumiu e até o dia da sua morte ele não tinha reatado laços com a família.
– eu não entendo o conceito de se importar tanto com a sexualidade das pessoas, meu pai tem muitos defeitos, uma carga enorme, mas homofobia não é um deles.
– o seu pai? Duvido muito – falo me afastando dele, pego a mão e levo em direção ao sofá e me me ajoelho sobre ele e depois sento sobre meu calcanhares batendo no lugar vago ao meu lado para que ele se sente.
– Teve uma época, na minha adolescência mais precisamente, que eu era muito fechado e eu não tinha nenhuma interação com garotas, então meu pai colocou na cabeça que eu era gay, dai um dia ele foi até meu quarto e se sentou comigo e disse que não tinha importância se eu fosse gay, que era até bom pros negócios já que os filhos de alguns empresários com quem ele tem parceria são gays e ele poderia até me apresentar.
Eu juro que tentei me manter séria, mas não consegui, em poucos segundos eu estava me acabando de rir imaginando o senhor Vitório tendo essa conversa com o filho. Sem contar que o Benício tem carinha de anjo mas ele é um belo de um galinha, pegava varia nas baladas que a gente ia, hoje quando a gente sai sempre tem uma ou outra garota que vem dar em cima dele e outras querendo que role um flashback. Ciúmes não tenho muito, só ao ponto de querer afogar o Benício num copo de coca-cola.
– Do que você está rindo?
– Seu pai é a pessoa mais assustadora que eu conheço, não consigo imaginar ele te fazendo essa oferta. quer beber alguma coisa? – me lembro de ter uma pessoa bem educada e ofereço uma bebida que ele aceita, me levanto para ir até a geladeira ver o que tenho e ele vem junto, olhando curioso para minha casa.
– Na hora que ele me contou eu fiquei tão chocado que comecei a rir e meu pai me olhou bravo, eu esclareci que gostava de mulher, mas ele não pareceu acreditar muito e até fez um jantar super constrangedor com um dos sócios e o filho, desconfio que ele queria mesmo era fechar negócio e eu sendo gay seria uma vantagem na situação.
– Pois meu pai Isaque não teve a sorte de ter uma família compreensiva, eles sequer foram ao enterro do filho e quando a assistente social ligou para eles para questionar se eles pretendiam lutar pela minha guarda disseram que não tinha uma neta, pois sequer tinham um filho.
– Nossa que babacas. – Benício resmunga.
– Mas não foi uma perda que senti, pois nunca convivi com eles e naquela época eu estava concentrada demais na dor de perder os meus pais para me importar com avós que eu nunca conheci.
– No fim eles saíram perdendo, pois você é uma coisinha incrível e tenho certeza que seu pai também era. – ele falou de uma maneira tão fofa que senti meu coração derreter, coloco minha cerveja sobre a mesa, puxou ele pela gola da camisa e colou nossos lábios.
Como sempre eu me derreto nos braços dele, como eu venho gostando de fazer ultimamente tomo impulso e me jogo para cima ele me apara em seus braços e rodeio sua cintura com as pernas, eu adoro o jeito como ele me sustenta e me faz sentir protegida. Nosso beijo é como larva que aquece tudo ao redor, estar de vestido facilita o trabalho do Benício que tira uma das mãos da minha bunda e afasta minha calcinha para o lado , o dedo dele vai percorrendo minha boceta até encontrar o ponto onde estou necessitada pelo seu toque. Nesse breve tempo enquanto estamos namorando nós dois não perdemos nenhuma oportunidade de estarmos juntos, tirando o horário de trabalho todo o resto do tempo em que estamos juntos passamos nos agarrando então ele já aprendeu bem o que fazer para me ter louca e é isso que ele faz ao passa o polegar pelo meu clítoris e movimentar exatamente no ritmo que eu adoro.
Não demora muito até que eu esteja gozando nos dedos habilidosos dele que depois disso afasta a mão e eu sinto que ele está abrindo sua calça eu fico provocando beijando e mordendo seus lábios .
– Você é impossível, safada – ele fala e dá um tapa em minha bunda o que me faz rir.
Ele movimenta nossos corpos até que estou com minhas costas coladas na parede mais próxima, Benício puxa o decote do meu vestido expondo meu seio e vem beijando desde meu maxilar, passando pelo meu pescoço até chegar ao meu seio, eu deliro de prazer pelo contado de sua boca e nem tenho tempo de me recuperar da onda de prazer pois ele posiciona o pênis na minha entrada e me invade fazendo com que eu solte um grito. Eu começo a me movimentar elevando e descendo o meu corpo usando os ombros largos dele como apoio, Benício segura as bandas de minha bunda e me ajuda tornando os movimentos mais fortes, rápidos e intensos.
Abro meus olhos, que até agora estavam fechados e encontro meu lindo loiro totalmente entregue ao momento, sua expressão de prazer só faz com que o meu prazer aumente. A força do que estou sentindo misturada aos movimento do meu corpo fazem com que meu coração acelere e meu fôlego começa a faltar, Benício sempre atencioso me desce do seu colo e me vira de frente e se posiciona atrás de mim ele morde o meu ombro e suas mãos seguram a minha cintura embolando meu vestido e puxando meu quadril e sua direção, olho por cima do ombro e o encaro em expectativa ele dá um forte tapa do lado esquerdo da minha bunda antes de voltar a me penetrar com força o que me faz gritar e apoiar minhas mãos na parede a minha frente, ele não pega leve, seu pau entra e sai com rapidez fazendo meu corpo inteiro tremer pelo prazer já que nessa posição o pau dele entra ainda mais fundo, não demora muito até que eu goze chamando pelo nome dele.
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