Capítulo 10
BENÍCIO
A expressão "tome cuidado com o que deseja porque isso pode se tornar realidade" nunca fez tanto sentido na minha cabeça, eu estou aqui sentado no meu escritório olhando para a grande janela que está a minha frente, encarando o sol alegre lá fora como se ele zombasse da minha cara fechada. Meu primeiro trimestre como presidente está se mostrando um verdadeiro inferno,a empresa anda sofrendo com roubo de carga e isso é um prejuízo enorme para nós, mesmo que tenhamos seguro a perda ainda é bastante substancial, sem contar que com o roubo dos produtos eles não chegam até os revendedores e com isso podemos território e temos que sobrecarregar a produção para conseguir suprir o mercado. Um rolo do caralho tudo isso.
Essa história chegou ao ponto de mexer com o meu relacionamento e da Lívia a dias que ela anda muito estranha, monossilábica e fugindo de mim o que fez meu estado de espírito ficar ainda pior. Como se pressentisse que estou pensando nela, a porta da minha sala se abre e Lívia entra.
– Você não me parece nada bem meu amor.
– Tudo isso está mexendo com a minha cabeça, meu pai está em cima de mim para resolver logo o assunto das cargas roubadas. Além disso, temos que começar a colocar em prática as expansões para a exportação... ta tudo tão caótico que eu quase estou sentindo falta do Bento.
Meu irmão era uma pedra no meu sapato, mas não posso negar que ele era um empresário formidável, suas ideias por diversas vezes foram a nossa salvação e ele mesmo sobre pressão sabia como agir de forma clara e objetiva, sem contar que o trabalho era dividido por dois eu não tinha que carregar o peso inteiro sozinho. E com isso eu volto ao pensamento que é preciso tomar cuidado com o que deseja, o sonho pode se tornar pesadelo em poucos instantes.
– Mas tem outra coisa me preocupando demais. – falo me aproximando dela e passando os braços pela sua cintura. – Você.
É com desconfiança que observo Lívia quebrar nosso contato visual e olhar para baixo como se estivesse me escondendo algumas coisa, quando puxei o assunto imaginei que ela iria dizer que eu estou a afastando, que o trabalho está interferindo no nosso relacionamento, mas ela só desviou os olho como se não pudesse me encarar, é ainda com a cabeça abaixada que ela começa a falar:
– Benício eu tenho que te contar uma coisa... – antes que ela termine de falar a porta é aberta e a Fernanda entra esbaforida olho para ela com a cara feia mas isso logo muda para preocupação quando vejo seus olhos cheios de lágrima não derramadas.
– Benício você precisa correr. – Ela coloca a mão no peito e me olha com pesar,o que me faz soltar a cintura da Lívia e ir até ela. – a fábrica lá embaixo está pegando fogo.
Nem terminei de escutar o que ela fala e começo a correr,aperto o botão do elevador, mas meu bom senso me lembra que em caso de incêndio a melhor solução é ir pelas escadas. Então me encaminhou para lá,enquanto desço os degraus escuto passos vindos atrás de mim, quando finalmente termino os oito lances de escada e chego a recepção sou recebido pelo caos, as pessoas correm de um lado para outro as recepcionistas estão desesperadas falando ao telefone.
A sede da MonteGlass é composta por dois ambientes o prédio empresarial que é onde eu esto e logo atras o prédio da produção que é para onde eu me encaminho, assim que chego ao pátio posso ver a fumaça, os portões enormes por onde os caminhões passam, estão abertos e por lá vejo que duas viaturas do corpo de bombeiros estão chegando. Os trabalhadores saem correndo de dentro do prédio de produção aos poucos o pátio vai ficando lotado, eu tento entrar no lugar, mas sou impedido por um dos bombeiros, olho ao redor e vejo meu pai espelhando o mesmo desespero em que me encontro. Tento mais uma vez ir até o prédio, mas dessa vez uma mão delicada em meu braço que me impede.
– Não vá por favor, eu não vou suportar se você se machucar, olhe os bombeiros estão cuidando de tudo. – Lívia fala segurando no meu braço.
Luto contra todos os instintos do meu corpo ao ficar parado olhando a fumaça preta que sai pelas janela, meu coração acelerado como se pudesse sair do meu peito, a preocupação queimando em minhas veias ao ponto que sinto que posso ter um colapso. Eu estou sim preocupado com os prejuízos que vou ter, mas o que me mata e não saber se algum funcionário ficou ferido, quantos ainda estão lá dentro ou até mesmo se uma tragédia maior aconteceu, temos cerca de seiscentos funcionários trabalhando em cada turno é muita gente que pode estar em perigo agora.
Me libero do aperto da Lívia e começo a percorrer o pátio conversando com as pessoas , quero ir questionar os bombeiros se tem alguém lá dentro ainda, mas resolvi não atrapalhar o trabalho deles, converso com várias pessoas perguntando se elas estão bem e fico aliviado com cada resposta positiva que recebo, vejo Fernanda e Lívia estão fazendo a mesma coisa e começo a me tranquilizar; quem não parece nada bem é o meu pai então assim que termino de conversar com um dos carregadores vou até ele, mas quando me aproximo vejo que o chefe dos bombeiros chama pelo responsável pela empresa então mudo meu caminho e vou até ele.
– Boa tarde eu sou Benício Monteiro, o senhor pode me dizer o que aconteceu e se tem algum ferido?
– Eu sou o capitão Luiz Carlos e a notícia boa é que apesar de tantas pessoas ninguém se feriu, alguns funcionários inalaram fumaça, mas estão sendo atendidos e só vão precisar ir ao pronto socorro para verificar se seus pulmões estão em ordem.
– E qual é a notícia ruim?
– Sinto informar mas, pelo que parece o incêndio foi criminoso, encontramos isso – ele me mostra um galão de cinco litros meio amarelado pelo tempo, que está em um saco plastico. – No que parece ser o foco do incêndio, meus rapazes estão verificando, mas pelo que eu percebi a sua empresa está em ordem. Vamos fazer uma investigação e já acionamos a polícia.
As palavras incêndio criminoso ficam martelando na minha cabeça, quando viro para trás meu pai me olha com o cenho franzido e sei que provavelmente está pensando a mesma coisa que eu, quem poderia fazer uma coisa dessas? Nós não temos rivais diretos no meio empresarial, não estamos respondendo a nenhum processo trabalhista, então acho que não temos nenhum ex-funcionário querendo algum tipo de vingança. Eu me sinto em um ponto cego, tem alguém nos atacando e eu não faço ideia de quem seja.
===
Exausto é assim que me sinto , provavelmente já fazem vinte e quatro horas que eu não durmo, depois do incêndio tudo virou um caos, a imprensa caiu matando em cima da gente e tive que dar uma coletiva de imprensa paralelo a isso a polícia interrogou vários funcionários, a mim e ao meu pai, procurando um motivo para alguém incendiar a fábrica. Ainda tive que verificar os danos causados e me reuni com os membros da diretoria que estavam em polvorosa.
Por isso tudo agora eu estou aqui sentado na minha cama sem terno e gravata com os botões da minha camisa totalmente abertos, mas sem um pingo de coragem de ir até o banheiro tomar um banho sem contar que o cansaço mental parece mil vezes pior que o físico.
– O que você está fazendo aí sentado olhando para a parede – Lívia fala se sentando ao meu lado e colocando suas mão sobre a minha.
– Eu só não consigo, estou esgotado é como se toda a energia do meu corpo tivesse sido drenada.
– isso é normal, seria estranho se tudo que aconteceu ontem não tivesse surtido efeito em você, eu vou preparar a banheira para que você relaxe um pouco – ela fala e se levanta indo em direção ao banheiro.
Eu uso o restinho da minha energia reserva para tirar os meus sapatos e o restante da minha roupa, assim que termino Lívia grita do banheiro que o banho está pronto e eu vou me arrastando até lá. Entro na banheira fazendo com que um pouco de água caia sobre o chão, Lívia joga alguma coisa cheirosa na água e eu me encosto fechando os olhos e finalmente relaxando.
– Você não vai entrar aqui comigo? – pergunto, abrindo apenas meu olho direito.
– Achei que você estaria mais à vontade sozinho.
– Eu só fico realmente à vontade quando você está comigo e faz dias que estamos separados então vem aqui. – Estendo minha mão para ela.
Lívia se levanta da ponta da banheira e tira seu vestido ficando apenas de lingerie branca, ela leva as mãos atrás das costas e em poucos segundos seu sutiã está fora e então tenho a visão dos seus seios perfeitos, ela se vira de costas e suas mãos vem para o cós da calcinha que ela retira ligeiramente enquanto vai se abaixando deslizando o tecido pelas suas pernas torneadas enquanto me dá a visão perfeita de sua boceta.
Eu posso estar super cansado, mas meu pau não compartilha desse estado, pois fica ereto rapidamente, Lívia sorri sapeca pra mim e vem me minha direção e entra na água se sentando de pernas abertas sobre as minhas pernas, sua mão percorre a extensão das minhas coxas fazendo uma massagem gostosa, ela vem subindo até está com a boceta perigosamente perto do meu pau e suas mãos já estão sobre o meus tórax até alcançarem meus ombros.
– Vou fazer uma massagem em você – ela fala com a voz baixa.
– Eu queria que sua boceta fizesse uma massagem no meu pau – falo e dou um tapa leve em sua bunda.
– Benício – ela grita e começa a rir. – você é impossível, mas como você teve uma semana difícil vou fazer a sua vontade a massagem nos ombros pode ficar para mais tarde.
É assim acontece eu me perco no corpo dela até que os meu problemas sejam apenas uma lembrança em minha mente.
.
.
.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top