Encontro [FORA] do Destino
Um garotinho de cabelos cacheados em um tom esverdeado andava pela calçada, nervoso. Uma criança adorável, com sardas espalhadas pela pele clara, as bochechas rechonchudas e da cor de pêssegos, junto aos olhos reluzentes como esmeraldas lhe davam um semblante tão adorável quanto um pequeno anjo. Infelizmente, já estava escuro e poucas pessoas passavam pelas ruas, deixando a situação ainda mais assustadora para o pequeno menino de 4 anos.
Ele não sabia como tinha acontecido, mas em algum momento enquanto voltava para casa com sua mãe ele havia soltado a mão da mulher. Tentou ficar parado no mesmo ligar, porém, logo se cansou de esperar e saiu em busca de procurar pela adulta, infelizmente sem sucesso. E, neste exato instante ele se encontrava em um bairro totalmente desconhecido, com frio e com lágrimas nos olhos. O pobre garoto teria desistido e se sentado em qualquer lugar do chão, se não escutasse segundos antes o choro de outra criança.
Pela proximidade, parecia que o menino se encontrava atrás do muro que ele estava prestes a se escorar. Foi então que o pequeno Izuku reagiu. Alguém estava com problemas, e se ele queria ser um futuro herói que ajuda as pessoas assim como All Might, ele tinha que reagir, desse modo, ele enxugou as lágrimas com as costas das mãos gordinhas, esbofetou de leve as bochechas para lhe dar coragem, e deu a volta pelo muro em busca de alguma entrada.
- Eu não quero mais... - O menino de cabelos escuros choramingava, agarrando-se na única pessoa que o consolava naquele momento, seu cachorrinho. Tenko estava cansado, ele era uma criança que sonhava em ser um herói, mas aquele era um sonho muito doloroso. Seu pai lhe batia, deixava de castigo ou o xingava todas as vezes que sequer citava o nome dos heróis, sua mãe não fazia nada assim como os avós, e sua irmã arrumava um jeito de implicar ou deixar seu pai contra ele de algum jeito. Ele só queria ouvir uma vez que podia ser o que quisesse, só uma vez, no entanto, a realidade se tornou algo tão cruel ao ponto de fazer o menino de 8 anos desistir de tudo - Não aguento mais... Eu...
- Ei! Você aí - Uma voz fina gritou do lado de fora da casa. Tenko olhou para a direção em que ela viera, curioso. Era um garoto, bem pequeno, que estava pendurado no cercadinho da entrada da casa - Porque você tá chorando? Tá dodói? A barriga tá doendo? - Ele continuou a olhar para a criança, pasmo. Quem era aquele menino? - Já sei! Alguém fez uma coisa ruim com você? - Nesse momento Tenko reagiu, ele não sabia o porque, porém assentiu a cabeça naquele momento sem pensar direito - Entendi, sabe, uns amigos do Kacchan me dizem coisas cruéis, as vezes me batem também - Disse adquirindo um semblante triste, mas logo se recuperou esbofetando a cara. Isso foi o suficiente para fazer Tenko levantar, soltar o animal e seguir em direção ao outro.
- Quem...Quem é você?
- Eu sou o Izuku! Izuku Midoriya, e você? - O pequeno de cabelos verdes sorriu docemente estendendo a mão.
- Tenko...Tenko Shimura... - Receoso, se aproximou a fim de aceitar o aperto, todavia, ele não tocou, foi impedido.
- Schiimura?! - Izuku se espantou e não pôde tocar na mão do outro, pois se desequilibrou e caiu para trás, indo com a bunda direto ao chão - Ai!
- Você tá bem? - Preocupado ele abriu a porta do cercadinho e correu até o menino.
- Sim... - Levantou atordoado, e assim que lembrou do que estavam falando começou a pular - Se chama mesmo Schiimura?
- Não é "Schiimura", é Shimura - Corrigiu.
- Você conhece a nhanha Schiimura?! - Os olhinhos brilharam de excitação.
- Nnhanha? - Repetiu confuso.
- É! Ela era uma super heroínha muuito legal! O All Maiti conheceu ela! Ele disse uma vez que ela ensinou pra ele tudinho!
- Hum... - Tenko parecia confuso, então Izuku decidiu descrevê-la.
- Ela.. Ela usava uma capa amarela muito legal! E também... E também tinha o cabelo preto igual o seu, mas o dela era mais maior! E também... - O outro riu da explicação do pequeno. Por mais que Tenko fosse pequeno para sua idade, tornando os dois com pouca diferença de altura, estava na cara que Midoriya era mais novo. No entanto, quando decidiu prestar atenção na explicação dele, o moreno finalmente ligou os pontos e reagiu.
- Ah! É a minha avó! - Ele disse nervoso.
- Sabia! Eu sabia, eu sabia! - Pulou ainda mais animado - Você é incrível! É da família da nhanha schiimura! Isso é tão legal! - Ele sorria alegre.
- Ela era tão legal assim...?
- Você também é legal! É da família dela!
- Mas isso... Não importa muito - Disse desanimado, logo todos os horríveis sentimentos que estavam o consumindo voltaram, afogando-o sem piedade em um mar obscuro.
- Ei! - Izuku gritou o espantando - Olha a cerquinha! Ela se desfez quando você tocou!
- O quê? - O menino olhou em direção a madeira e se assustou. Realmente tinha acontecido.
- É sua individualidade?!
- N-Não... E-Eu não tenho uma ainda e... - Começou a ficar ansioso. Que tipo de poder era aquele? Era estanho, não parecia bom, e se tocasse em uma pessoa?
- Então ganhou uma agora?! Que demais! - As esmeraldas refletiram um brilho encantador novamente - Tenko, você ganhou um poder especial! Vai ser um herói muito descolado!
- Um herói...? - Repetiu confuso, apertando suas mãos.
- É! Imagina só como vai ser lutar com os caras maus? Com certeza vai ser o herói mais forte de todos!
- Mas isso...
- Ah, desculpa! Eu não perguntei, você quer ser um herói?
- Eu... - O menino estava perdido. Primeiro seu pai o expulsou de casa, depois estava prestes a desistir de tudo quando de repente esse menino apareceu, começou a falar um monte de coisas, conhece sua avó e agora está lhe dizendo que vai ser um herói?
- O que foi?
- Eu... - As lágrimas começaram a cair sem que o pequeno tivesse controle. Todo o peso das palavras de seu pai agora pareciam ter sumido com a simples fala do menino de cabelos verdes. Ele queria mais do que tudo no mundo ajudar as pessoas, fazer elas felizes oara que seu pai, ou sua mãe nunca mais ficassem tristes em casa, queria salvar as outras crianças de problemas, ou ajudar a vizinha quando seu gatinho ficasse preso na árvore. Ele só queria ser reconhecido, ter o seu sonho uma vez aceito. E aquele estranho, sem ao menos o conhecer lhe deu o que mais desejara durante muito tempo. Como ficar calmo em uma situação assim? - Eu quero! E-Eu quero... ser um herói! - Dizia com a voz trêmula.
- E-Ei! Por favor, não chora! Eu disse alguma coisa ruim? M-Me desculpa... - A voz de Izuku começou a falhar também- M-Me desculpa!- Logo tinham duas crianças chorando na frente de uma casa, com os olhinhos dolorosamente vermelhos.
[...]
Demorou um tempo até as lágrimas de ambos secassem.
O engraçado, é que depois de tudo os dois conversaram juntas naturalmente, como se nada tivesse acontecido. Eram crianças, afinal. Depois de descarregar suas frustrações e tristezas elas voltariam ao seu estado de paz habitual. Passaram um bom tempo falando sobre a quirk nova de Tenko e tentando aprender como usá-la sem machucá-los, porém, em uma das tentativas o moreno acidentalmente destruiu o chão e o barulho chamou atenção dos adultos.
Naquela noite o pai de Tenko pediria desculpas por ter sido arisco demais com o filho, mas ao vê-lo usando sua individualidade perdeu o foco e voltou ao comportamento original. Foi preciso que Izuku mordesse a mão dele para evitar que batesse na criança novamente, e só então, com a intervenção de um menino pequeno, tremendo de medo, que o pai percebeu o quanto estava errado e o que havia feito ao próprio filho. A mãe de Izuku recebeu uma ligação nesse dia, dizendo que seu pequeno estava a salvo localizado em uma casa á algumas quadras da sua. Ambos choraram quando se reencontraram.
Daquele momento em diante, as famílias acabaram se tornando um tanto quanto próximas. Todos os dias os dois garotos brincavam juntos, Tenko e Izuku se tornaram inseparáveis.
Shigaraki Tomura deixou de existir com o decorrer dos anos, pois toda a escuridão e mágoas que lhe deram origem aos poucos foram desaparecendo... Até serem totalmente exterminados por uma luz... Uma linda luz brilhante com olhinhos de esmeraldas.
[...]
Tenko tinha acabado de sair de uma aula cansativa. O terceiro ano da U.A não perdoava ninguém. Ele ajustou a mochila nas costas, checou as luvas nas mãos por hábito, e continuou seu caminho, ou ao menos teria se não tivesse sido interrompido.
- Ei, cunhadinho! Onde pensa que vai sem a gente? - Uma voz rouca comentou atrás do rapaz de cabelos escuros. Reconheceria aquela cabeleira branca em qualquer lugar.
- Vai se ferrar, Dabi.
- Cunhadinho - Cantarolou outra voz ao lado - Não trate sua família assim.
- Você também, Hawks, pega esse cunhadinho e enfia no meio do seu...
- Êpa! Calma aí, sem palavrões! Tem crianças lendo.
- Lendo? Como assim?
- Esquece... Mas então, quando vamos ver o lindinho do zuzu de novo? - O passarinho ambulante sorriu apoiando seu corpo no ombro do amigo.
- A gente podia marcar de ir em um fliperama, ele fica tão fofo quando faz aquela carinha emburrada, lembra Hawks? Quando eu ganhei dele nos discos, as bochechas dele ficaram tão infladas quanto as de um hamster - Dabi comentou repetindo o movimento que o loiro fez, do outro lado de Tenko.
- Eu tenho uma irmã muito bonita também, sabiam?
- Quem liga? - Os dois responderam em uníssimo som.
- Oe! Tenko! - Uma voz feminina surgiu mais a frente, sendo seguida de vários latidos.
- Falando no diabo... - Os meninos se encolheram decepcionados.
- Toma, eu tenho patrulha agora, mas a vovó ficou pertubando pra eu passear com eles, então vai você - Ela disse enpurrando as três guias com os cachorros para o irmão, logo depois olhou para os amigos dele e sorriu irônica - E aí otários? Bem, era isso, tchau! - Depois disso simplesmente saiu voando.
- Mas que... - O pobre Shimura suspirou - Tem certeza de que não querem ela? Eu embrulho pra presente, com uma fita cravejada de diamantes se precisar.
- Tá doido? - Hawks riu.
- Eu não quero ir parar em um hospício, ou na prisão por ter cometido homicídio... - Dabi resmungou. Foi então que o moreno teve uma ideia para despistá-los.
- Mas então... Qual dos dois vai realmente sair com Izuku? O oficial?
- É claro que sou eu - Falaram juntos novamente, e se entreolharam confusos.
- Acho que você comeu minhocas estragadas sua galinha depenada, o zuzu gosta bem mais de mim, ele até me deu cookies que fez sozinho.
- É aí que você se engana seu fogão fulera da Deep Weab! Ele gosta mais de mim, que se dane os biscoitos, ele penteou minhas penas!
- Seu... - Logo os dois já estavam se matando nos portões da escola, e uma multidão se juntou para ver a briga.
Tenko assistia tudo de camarote rindo com o maior prazer de toda aquela situação, e teria continuado para ver o fim da trama se seu celular não tivesse tocado naquele instante.
- Alô? Tia Inko, oi. O que foi? Izuku? Ele ainda não voltou? - Ele pensou um pouco, suspirou e esperou a mulher terminar de falar - Não se preocupe tia, vou voltar com ele pra casa a tempo da sua famosa canja - Em seguida finalizou a ligação. Não tinha tempo a perder com aqueles idiotas - Bakugou... Aquele pirralho com complexo de inferioridade ainda não aprendeu depois da surra que eu dei nele? Vou dar uma palavrinha com a senhora Mitsuki, seria bom aquele garoto começar a fazer terapia, ou eu mesmo coloco juízo naquele projeto de bomba humana.
- Cunhadinho! - Os dois voltaram a falar ao mesmo tempo. A briga pelo visto tinha acabado, assim como os alunos que pareciam ter se dispersado. Foi rápido - Nós decidimos!
- Parem de falar ao mesmo tempo, é horripilante - Disse já irritando-se ainda mais.
- Nós dois... - Começou o loiro.
- Decidimos que vamos ser um trisal! - Dabi complementou.
- Vão ser o quê..? - A aura de Tenko ficava mais obscura a cada segundo.
- Isso, a gente.. - Hawks teve a boca tapada pelo amigo ao lado.
- Voa passarinho, a gente deixou ele puto! - Puxou o outro e logo ambos correram como nunca, fazendo Shimura comer poeira. Todavia, eles não foram perseguidos, o jovem tinha algo mais importante do que esquartejar aqueles babacas naquele momento. Seu querido Izuku não tinha voltado para casa. O jovem rapidamente começou a correr em direção ao lugar de sempre. Um parque da cidade que ficava de frente para um laguinho.
Quando coisas assim aconteciam, só tenham um significado. Bullying. Tenko queria poder socar todos os imbecis que implicavam com seu adorável irmãozinho, mas não podia. Ele fez de tudo para evitar que a violência tornasse a se repetir, desde denunciar a escola até mesmo falar pessoalmente com os pais das encapetadas, mas nada pareceu dar certo. Se sentia frustrado por não poder estar a todo o momento com o sardento para protegê-lo, mas ao menos servia como um apoio emocional em casos assim, afinal Izuku nunca contara a Inko sobre, para não preocupá-la. Mas Tenko sabia, sabia muito bem o que guardar tudo para si e aguentar até estourar faziam com uma pessoa. Ele nunca desejaria que o esverdeado passasse por isso, não enquanto tivesse um irmão mais velho para escutar suas dores pacientemente e o encorajar a nunca desistir, assim como ele fizera a muito tempo com o próprio.
Depois de muito andar ele finalmente chegou ao seu destino, e encontrou Izuku sentado em um pneu colorido. Ah, seu bebê. Seu pobre e inconsolável bebê. Ele estava tão desanimado, parecia que ia chorar a qualquer momento.
- Aqueles desgraçados... O que posso fazer... - Foi então que uma ideia surgiu ao ver um vendendor passando com máscaras de papel do All Might.
[...]
Midoriya suspirou sabe-se lá pela quanta vez. Hoje, Bakugou e seus amigos decidiram usar violência verbal ao invés de física, tendo até participação da turma e de bônus a ignorância do professor. Ele sabia que tinha que ser forte como Tenko e aguentar, mas machucava, ele sentia sua alma perder a vitalidade a cada dia desde que descobrira que não tinha uma quirk. Tão doloroso que ele sentira o ar deixar toda a atmosfera ao seu redor, tornando impossível respirar.
As cores ficaram escuras, ele queria gritar. Estava queimando por dentro, se sentia vazio e cheio ao mesmo tempo. Cheio de tanto sofrimento, tanta angústia presa, ele transbordava os xingamentos, os socos e brincadeiras maldosas. A única coisa a qual ele podia se agarrar para continuar vivo era seu sonho, seu inútil sonho que aos poucos se despedaçava mais e mais. Não podia desistir, não depois de persistir tanto por Tenko, mas o que fazer? Naquele dia especialmente, ele se sentia tão quebrado, tão sozinho que não tinha coragem de voltar para casa, sabia que se encarasse sua mãe as lágrimas começariam a rolar, e ele desabaria suas tristezas sobre ela, apenas lhe trazendo mais problemas.
- Daijōbu, watashi ga kita!(Está tudo bem, porque eu estou aqui!)
- Eh? - Izuku de repente levantou a cabeça e olhou para a pessoa que gritou a frase a sua frente. Era um rapaz com uniforme da U.A que estava abaixado usando uma máscara do All Might - Tenko?
- N-Não! Eu sou All Might! Vim porque fiquei sabendo que um jovem estava com problemas! - Disse engrossando mais sua voz. A cena ficou ainda mais icônica pelo fato dos três cachorros terem pulado em cima do rapaz e o derrubado, arrancando instantâneamente risadas dos lábios de Izuku.
- Tenko, o que está fazendo aqui?
- Isso não tem graça - Resmungou levantando do chão e sentando ao lado do esverdeado e levnatando a máscara do rosto - O que eu quero saber é porque alguém não foi pra casa, sabia que é perigoso ficar tão tarde sozinho nas ruas?
- Desculpa...
- Se realmente sente muito, você vai levantar, vamos pra casa tomar aquela canja insossa da tia Inko, finjir que está uma delícia, e depois você vai me contar com detalhes tudo o que aconteceu hoje, entendeu? - Ele segurou o rosto do sardento entre as mãos, acariciando as bochechas com a ponta dos dedos gentilmente.
- Huhum - Izuku assentiu com a voz trêmula, ele engoliu a vontade de chorar como uma criança e abraçou o moreno com força, obviamente foi recebido com muito carinho, com um afago gentil nos cachos e passadas de uma mão cálida em suas costas.
- Vamos, não queremos preocupar mais sua mãe, não é?
- Okay. - Os dois levantaram juntos - Tenko...
- O que foi?
- Obrigado...
- Já falei pra parar com isso.... O que acha do Sol agradecer por nos dar luz e calor?
- Isso...
- Não seria idiotice da nossa parte aceitar?
- Acho que sim?
- Exatamente - Ele beliscou o nariz do esverdeado - Agora, se realmente quer me retribuir... Vamos correr atrás daqueles três pestinhas que fugiram das coleiras! - Gritou já correndo atrás dos animais que desciam rua abaixo.
- Tá bem! M-Mas calma! Me espera! - O sardento gritava enquanto ria e corria atrás do moreno.
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A galeria que me inspirou a fazer esse curta:
Essas seriam as roupas que os dois estariam usando no dia em que se encontraram!
Choremos porque isso não aconteceu na realidade....
Foi curta demais? Querem um extra ou especiais? Deixem nos comentários.
(Não sei se você perceberam, mas coloquei como se o Tenko tivesse descobrido a individualidade com 8 anos pra ter compatibilidade com a idade do deku! Tenhos certeza de que ele descobriu mais novo, porém, por questões de: nossa cura para depressão tem que seguir assim; nós aceitamos essa adaptação e seguimos felizes com a terapia paga)
Fui pesquisar o nome do pai do Shigaraki mas não achei ;^;
Em compensação olha isso aqui:
Tirem suas conclusões....
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