Capítulo 47

- O motivo pelo qual convoquei essa reunião é para relatar os últimos acontecimentos que acredito eu, não foi passado para o conselho e fiquei sabendo por meio de terceiros.

- Do que se trata Danzō, espero que tenha um bom motivo para nós fazer sair de casa em plena noite. – Diz Homura impaciente.

- Serei direto, afinal, esses delinquentes não podem ficar impunes. – Minato olhava seriamente para o Shimura. – Que o líder da Akatsuki está morto vocês já sabem, mas sabem quem o matou?

- Foi morto por um dos homens do clã Uchiha, apesar disso, ele não teria saída com todos os países querendo a cabeça dele, receberia pena de morte.

- Então o fato de Itachi Uchiha o matar e retornar a Konoha não lhe interessa certo?

- Como? Minato, sabia disso? – Pergunta Koharu.

- Iria relatar isso em breve.

- Em breve? Um assassino do próprio pai n-

- Foi tudo um plano, Itachi Uchiha nunca matou Fugaku, ele era nosso espião, a morte do líder Uchiha foi inesperada, não contávamos com isso.

- Querendo tirar o crime das gostas dele Minato? – Provoca Danzō.

- Tenho toda a conversa gravada se quiserem ouvir, eu não tenho o menor interesse de acobertar um criminoso que não é o caso aqui.

- Mesmo? Nem a seu filho?

- O que quer dizer? – Danzō ri o que deixa os três ali incrédulos.

- Vejo que o próprio líder se quer tem controle de seu filho, se quer sabe que ele foi um dos que liderou todos aqueles homens a invadirem o esconderijo da Akatsuki junto ao mais novo líder Uchiha. – A expressão de Minato era de pura surpresa.

- Pela sua reação, Shimura diz a verdade. – Fala Homura.

- Vejam que Minato não tem qualquer domínio por sua família, seu filho faz o que bem entende, é um mimado que se quer respeita as leis.

- Danzō. – Minato o chama, seu tom de voz soou frio. – É melhor não falar do meu filho, acredite, se eu tiver que deixar o cargo de líder, que seja por matar você, não ouse falar mal do meu filho outra vez, ele fez o que nós levamos meses para fazer só por que o conselho não quis colaborar.

- Cuidado com as palavras Minato! – Diz a mais velha.

- Se eu estiver errado senhora, que eu seja punido por tal afronta. – Eles ficaram calados. – Quanto a você, Danzō, quem muito fala mal, é porque está podre por dentro.

- Como ousa?! – Ele se levanta irritado.

Batidas são ouvidas na porta e Minato libera a entrada mesmo recebendo olhares de reprovação.

- Senhor, eu consegui traze-la aqui, não foi muito fácil e tive que assinar muitos documentos.

- Agradeço pelo seu esforço Shikamaru, peça que aguarde um momento.

- Pode explicar o que isso significa Minato? – Mais uma vez Homura o questiona.

- Já que Danzō nos fez a gentileza de organizar essa reunião para destilar seu veneno contra mim e minha família, acho que posso me tornar uma víbora só por essa noite não é? – O loiro sorri enquanto olha o Shimura.

- Petulante!

- Senhores, durante as competições de meses atrás, tivemos a triste perda do nosso líder Hiruzen, conseguimos algumas imagens de quem o matou mas nunca soubemos de fato quem era já que o sujeito cobriu o rosto.

- Onde quer chegar com esse assunto? Faz muito tempo!

- Ora Danzō, não quer saber quem matou seu amigo mais fiel?

- Prossiga Namikaze. – Diz a mulher .

- Não tivemos como descobrir por imagens, mas tivemos acesso as chamadas telefônicas, vejam que descuido do assassino. – Quando Minato lhes mostrou as chamadas e nela contendo as conversas que o assassino teve com Yahiko, os deixou surpresos.

- Mas... O que significa isso?! – Os dois encaram o outro a sua frente. Minato se aproxima do Shimura.

- Então Danzō, qual foi a sensação de puxar o gatilho e matar seu melhor amigo? – Danzō fica irado com o líder.

- Você enlouqueceu?! Acha que isso são provas?! Eu jamais cometeria essa loucura, Hiruzen foi como um irmão para mim!

- Claro que isso não é o suficiente pra te incriminar, por isso pedi que uma pessoa viesse testemunhar contra você.

Minato segue até a porta, abre e pede para uma pessoa entrar. Ao ver que se tratava de Konan, o homem tremeu e engoliu seco tentou se manter calmo.

- O que é isso? Vai usar a palavra de uma criminosa?!

- Konan era braço direito de Yahiko, claro que ela seria responsável por todos que se aproximavam do líder da Akatsuki. Nos diga Konan, o que disse na interrogação.

- Danzō foi até Yahiko e com ele fez um acordo, de que o ajudaria nos planos de conquistar os outros países se em troca o colocasse como líder de Konoha.

- Sua maldita! – Ele tenta ataca-la mas é impedido por Minato.

- Chega Danzō! – Exclama Koharu. – Sua reação foi o bastante para saber que isso é verdade, do contrário não iria se descontrolar dessa forma.

- Não podem acreditar nas palavras dessa mulher!!

- Tem um arquivo no computador que entreguei, onde estão todos os contratos junto com as assinaturas de todos que fizeram acordo com Yahiko, incluindo imagens.

- É o suficiente para vocês?

- Danzō Shimura, a partir de hoje você não faz mais parte do conselho e está preso sob a acusação de assassinato ao antigo líder principal, Hiruzen Sarutobi.

- Maldito seja Minato, malditos sejam todos vocês!! – Ele segue furioso para a saída mas é impedido por Kakashi que sorri.

- Opa, vai algum lugar?

- Saia Hatake!!

- Ora claro que não, terei o maior prazer de te levar pra delegacia Danzō, me acompanhe sim? – Diz já lhe colocando algemas e o levando.

- Nunca iriamos descobrir a verdade se não fosse por você Minato. – Diz a mulher.

- Mas isso não vai nos fazer esquecer do que ele nos disse sobre seu filho.

- Senhores, por que esse sistema de Alas foi criado?

- Para proteger os civis, esse sempre foi o maior motivo dos fundadores de Konoha.

- Eles realmente erraram em se adiantar para salvar uma garota civil? Ou ela não valia a pena? Se esse motivo de que falam for apenas uma frase bonita lançada ao vento, então meu lugar não é como líder de Konohagakure.

Minato se retira da sala e apesar do que disse agora, não deixou de ficar chateado com seu filho, agora tudo se encaixava. A razão pela qual Ino se interessou repentinamente pelas leis da cidade, tudo apenas para distrai-lo.

- Em casa vamos nos acertar garoto. – Diz a si mesmo enquanto caminhava até seu carro pronto para ir para casa.

2 semanas depois.

Embora estivessem livres da organização, uma marca havia ficado não só em Konoha mas nas demais cidades que tiveram perdas significativas por causa dela, mas os líderes estavam se recuperando e dispostos a se unirem contra qualquer tipo de ameaça que pudesse prejudicar o bem estar de todos. E assim as vidas dos demais envolvidos seguiam.

- Bom dia Izume.

- Bom dia Saky! – Diz a abraçando. – Como está?

- Bem melhor depois que Orochimaru me ajudou com aquelas cicatrizes. Onde estão os outros? – Diz adentrando a casa junto a Uchiha.

- Saíram pra resolver uns assuntos, nunca vamos nos ver livres totalmente de arruaceiros.

- Você conseguiu o que te pedi?

- Sim, eles liberaram sua passagem mais uma vez.

- Não queria causar esse trabalho amiga.

- Tá brincando? Ela tem sorte de não ser eu mesma a fazer isso, mas você foi a mais prejudicada, claro que eu faria o possível pra te ajudar.

- E essa barriga, tá crescendo, estou louca pra mimar meu futuro sobrinho. – Izume ri.

- Isso significa que...

- Ainda não. - Diz acariciando a barriga da morena. - Ele me deu um cachorro.

- Cachorro? – Ela estranha. – Eu não sabia que ele gostava de cachorros.

- Disse que é pra me proteger, todos os dias o Téo recebe aulas do treinador.

- E você gostou do presente pelo que vejo.

- É um Husky, não dá pra recusar um Husky. – Ela sorri.

- Soube que ele te dá rosas todos os dias.

- É verdade, e escreve um bilhete nelas.

- Isso logo, logo vai florescer. A propósito, não vai visitá-la vestida assim não é? – Izume a olha de baixo a cima.

- Foi um dos motivos de vir aqui, só você pode me socorrer Izu.

- Veio ao lugar certo. – Ambas sobem as escadas e seguem até o quarto da Uchiha. E após experimentar várias roupas da morena, Sakura enfim acha uma roupa digna para a ocasião.

- Parece uma mulher de negócios. – Izume diz de forma provocativa.

- Você acha? – A Haruno se olha no espelho e analisa bem sua roupa, um vestido preto curto, justo ao corpo, de mangas longas com abertura nas laterais se assemelhando a um blazer, usava um salto alto com detalhes dourados na correia e um colar simples de ouro com um pingente no formato de estrela. – Bom, não deixam de ser negócios.

- Pretende voltar hoje ainda? Vai ter shimeji hoje, seu preferido.

- Isso é maldade.

- Vai, faz uma semana, imagina ele te ver vestida assim, ira enlouquecer. – Ambas riem. Sakura respira fundo.

- Tá bem. Preciso ir.

- Leve o motorista com você! – Avisa enquanto a rosada saia do quarto.

Após sair da casa a Haruno pede ao motorista que a leve até a prisão de segurança máxima. Depois de entrar, Sakura se preparava mentalmente.

Minutos mais tarde...

- Bem vinda Srta. Haruno, Izume Uchiha me avisou de sua vinda, veio ver o Akasuna?

- Sim, mas antes me leve até Harumi Uchiha por favor.

- Claro. – Sakura seguiu o guarda até uma sala ao final do corredor cheio de celas ignorando os comentários sujos dos prisioneiros. – Já deixamos tudo preparado.

Ela entra primeiro, a sala não era tão grande, era um pouco escura e só havia uma lâmpada no centro iluminando a Uchiha de joelhos e cabeça baixa, seus braços estavam suspensos nas laterais, haviam marcas de queimaduras por todo o corpo. Sakura se aproximou, pegou uma taça e depositou seu vinho favorito pela metade, sentou-se de frente para a garota e tomou um gole.

- Você parece bem melhor desde a última vez, quantos dias faz? Eu já perdi a conta. – Ela ri soprado e bebe um pouco mais.

- Sua vaca... Me mate de uma vez!!

- Te matar? – Sakura ri baixo. – Eu sou uma mulher de palavra Harumi, eu disse que te faria sofrer muito mais do que me fez passar.

- Ah é? Vai cortar meu cabelo também?

- Claro que não, você ter cortado meu cabelo foi um ato infantil e invejoso, pensei em algo mais doloroso.

A Haruno se levanta e caminha para trás de Harumi onde havia uma mesa com algumas ferramentas de tortura, ela deslizou os dedos sobre algumas e parou em uma específica.

- Ah o tean zu, já ouviu falar? Acho que não usamos esse ainda não é? – Ela retorna com o objeto em mãos. – Essa coisinha simples aqui é capaz de esmagar seus dedos só com algumas pressões. – Ela sorri. – Olha só, vou te soltar por alguns minutos Harumi, mas não pense em sair do lugar.

Sakura ergue a cabeça da Uchiha e mostra outro objeto.

- Você se lembra desse não é? O seu preferido.

- Não, não Sakura por favor, isso não.

Sem lhe dar ouvidos, a Haruno prende o objeto no pescoço da garota a fazendo ficar de cabeça erguida, caso contrário, teria sua mandíbula perfurada pois a forguilha do herege possuía dois lados pontiagudos que ficavam próximo a mandíbula e o colo da vítima. Ela solta os braços da morena e coloca na mão direitas o tean zu.

- Vamos começar?

Do lado de fora se podia ouvir os gritos estridentes de dor da Uchiha, gritos de súplica e misericórdia. Os presos ao mesmo tempo que estavam curiosos, sentiram arrepios e temor.

- Ora não doeu tanto assim, só quebrei dois dedinhos seus, vai melhorar prometo. – Diz sorrindo. – Olha só, por pouco você não teve sua mandíbula perfurada Harumi, precisa se conter um pouco mais. – Fala enquanto tira o instrumento do pescoço da garota.

- Me... Mata... Por favor, me mata. – Dizia com a voz embargada. – Me arrependo... De ter matado sua família... Me perdoa Sakura!! Faço o que quiser, me torne sua escrava, mas pare com isso. – Diz ao se arrastar aos pés da Haruno.

- Harumi. – Ela se abaixa calmante. – Você não me serve nem como um capacho. Eu imaginei que o ferrete que usamos já está sem graça, por isso pedi que mandassem fazer outro, olha só. – A Haruno lhe mostra o ferro com a palavra traitor gravada ali.

- Maldita... Devia ter te matado quando eu pude!! – Sakura põe o ferrete para esquentar enquanto assobia, retirou a forguilha do herege do pescoço dela, quando o ferro estava bem quente o depositou na coxa exposta da Uchiha que gritou pela dor.

- Pronto, ficou bem melhor agora não acha? Aproveite seus dias de folga Harumi, voltarei semana que vem com novos brinquedinhos. Infelizmente nossa sessão vai terminar mais cedo, tenha bons sonhos.

Sakura se retira da sala, diferente de quando chegou, não ouviu mais nada dos prisioneiros, alguns até evitaram olha-la. Foi guiada pelo mesmo guarda de antes até a sala de visitas, onde o ruivo a esperava sentado.

- Olha ela aí.

- Como vai, Sasori.

- Bem melhor agora vendo você, está um espetáculo.

- Combinamos de não fazer piadinhas.

- Ok, ok, esqueci que você tem um namorado e tem olhos somente para ele. – Diz ironicamente.

- Eu não vim demorar muito, como esta bem, vou indo. – Ela diz enquanto se levanta.

- Mas já?

- Sim, estou com um pouco de pressa hoje, prometo conversar mais da próxima vez.

- Sakura... Obrigado. – A Haruno sorri e sai do local.

Ao chegar do lado de fora, ela entra no carro junto ao motorista. Aproveitou que a volta levaria um tempo e decidiu responder algumas mensagens até que recebe uma específica.

Pedi que preparassem sua comida favorita, gostaria que viesse jantar com a família hoje... Por favor.

Ela não pôde deixar de sorrir boba, respirou fundo para tentar disfarçar. Iria responder, mas foi impedida por um impacto que fez o motorista perder o domínio do volante. O carro foi atingido por um caminhão que os fez rolar para fora da estrada até uma ribanceira.

A única coisa que Sakura viu antes de perder os sentidos, foi um ferro fincado em sua barriga e o celular realizando uma chamada.

Sakura?

- Sasu...ke

Sakura? O que foi?!

Do outro lado, Sasuke sentiu seu peito apertar, saiu do escritório apressado chamando por Shisui ou Obito.

- Mas que gritos são esses? – Pergunta sua mãe.

- Cadê o Shisui?!

- Estou aqui, que cara é essa?

- Rastreia o celular da Sakura e me manda, agora!! – Apenas ordenou e saiu da casa deixando os dois preocupados.

Ele entrou no carro com pressa e acelerou como se sua vida dependesse daquilo. Sua respiração estava sôfrega, seu coração acelerado e mil pensamentos em sua mente.

- Por favor.... Por favor.... – Sentiu sua vista arder e ficar um pouco embaçada.

Assim que recebeu a localização do celular da Haruno, ele acelerou mais ainda.

- Que confusão foi essa? Ouvi o Sasuke gritando. – Itachi pergunta ao chegar na sala com Izume.

- Não sei, ele estava nervoso e pediu pra Shisui rastrear a Sakura. – Diz Mikoto.

A cada minuto que se aproximava, mais se sentia aflito ao ver de longe um caminhão parado e com um grande amassado na frente e ambulâncias no local. Ao chegar perto o bastante, ele parou o carro, saiu e correu em direção aos carros e pôde ver a Haruno sendo posta dentro de um deles.

- Sakura! – Ele tenta passar mas é impedido.

- Senhor, não pode passar, por favor se afaste.

- É minha namorada! Me deixa passar!

- Senhor, por favor não insista, vamos levá-la ao hospital. – Quando fecharam as portas da ambulância, ele esbravejou e voltou para o carro, não tinha escolha a não ser segui-los.

Ele tenta respirar normalmente mas não consegue, seu celular toca e o mesmo atende.

- O que é Naruto?

- Onde você tá? O que aconteceu?

- Eu não posso falar agora, estou indo pra o hospital. – Ele desliga e acelera ao perceber que a ambulância estava se afastando. – Fica bem por favor. – Sentiu uma lágrima escapar mas a enxugou rapidamente.

Estavam se aproximando do hospital e assim que pararam, ele saiu, acompanhou todo o processo em que a colocaram na maca e levaram com urgência para a sala de cirurgia. Novamente eles não o deixaram passar dali e só lhe restava aguardar. Sasuke esfregou o cabelo com força e se sentou em posição fetal rogando por ela.

Os minutos estavam passando, e ele só podia andar de um lado para o outro.

- Sasuke. Como ela tá? – Ino foi uma das primeiras a chegar, Hinata, Naruto e Mikoto logo depois.

- Eu não sei... – Diz num tom baixo enquanto tentava respirar normalmente.

A luz da sala de cirurgia se apaga e um tempo depois o médico sai acompanhado de duas enfermeiras.

- Parentes de Sakura Haruno?

- Sou a responsável por ela. – Diz Mikoto ao se aproximar do homem.

- A mãe? – Ela nega.

- Ela não tem mais ninguém, só a nós, por favor qual o estado dela?

- O ferimento dela foi grave, perdeu muito sangue e está muito debilitada, fizemos o possível, mas precisamos de um doador compatível.

- Que tipo? – Sasuke pergunta rapidamente. O médico respira fundo.

- Olha, o tipo dela é bem raro, AB-, infelizmente não temos ele na unidade, se sabem de alguém compatível, sugiro que se apressem. Serei sincero, sem ele, ela não tem muito tempo.

Sasuke sentiu um peso forte sobre si, inclinou seu corpo para baixo e pôs as mãos nos joelhos. Seus batimentos aceleraram, a falta de ar o consumiu e uma tontura lhe atingiu.

- Ei! Sasuke! – Naruto o apoia para que não caísse.

- Está tendo uma crise de ansiedade, respire devagar. – Diz a enfermeira o ajudando.

- Me escuta, ela vai ficar bem, e quando ela ficar, você vai dizer tudo que ainda não disse tá bem? Olha pra mim Sasuke! – O moreno assim o faz.

- Ela não...

- Você não vai perder ela entendeu? Vamos te ajudar, mas preciso de você bem, respira devagar. – Aos poucos o Uchiha controlava sua respiração, ainda se sentia tonto, mas ao menos se recompôs.

- Vou procurar saber quem tem o tipo sanguíneo. – Diz Hinata para Mikoto e sai do local.

- Preciso vê-la, me deixe vê-la. – O médico suspirou pesado.

- Só posso liberar cinco minutos. – Ele assentiu e entrou com o homem que o levou até o quarto em que ela estava.

Sasuke vestiu um roupão apropriado e pôs uma máscara para entrar. A viu tão pálida e frágil, a angústia veio como um nó em sua garganta, se aproximou dela devagar como se fosse acorda-la se fizesse muito barulho. Ele se abaixou ao lado dela na cama e acariciou de leve sua mão, ali ele pôde deixar as lágrimas caírem silenciosas.

Observou o rosto dela, cada detalhe, e como lhe doeu vê-la cheia de aparelhos.

- Me perdoa... Se eu não tivesse.. Se eu não tivesse te resgatado aquele dia, talvez você nunca tivesse passado por tudo isso, eu não a mereço, por minha causa está nesse estado. – Ele levou sua mão livre ao rosto dela e deslizou seu dedo indicador em sua bochecha de leve. – Se quiser, eu nunca mais volto a te procurar, mas por favor fica bem... Não vou suportar te perder. – Diz num sussurro como se alguém pudesse ouvir suas confissões.

- Senhor, o tempo acabou. – Ele respira fundo e se levanta, antes de sair lhe depositou um beijo na testa e se afastou mesmo sem querer.

- Avise qualquer coisa.

- Sim senhor.

Sasuke sai da sala, sua mãe que o aguardava se levantou e ele parou em frente a ela.

- Vou procurar alguém compatível, não deixe que ninguém desconhecido entre, vou pedir aos outros que revezem com você.

- Pode deixar querido, agora vá. – Ele se afasta mas é chamado por ela. – Se não encontrarmos, você sabe quem tem o tipo dela, não sabe?

- Infelizmente sei. – Diz isso e sai do hospital. Ao entrar no carro ele suspira pesado, encosta a testa no volante por alguns segundos e depois retorna, liga o veículo e se retira do estacionamento.

Enquanto isso, todos que souberam da notícia, trataram de buscar pela solução para ajudar a Haruno. Cada hospital da cidade foi investigado, mas em nenhum se encontrou o tipo sanguíneo.

- Papai, preciso de sua ajuda. - Diz Hinata após entra na casa de seu pai.

- Que cara é essa? Está bem? Aconteceu algo com Naruto?

- Conosco não, mas com minha amiga, a Sakura. Ela sofreu um acidente e precisa urgentemente de uma transfusão, por favor peça a todos que se puderem ajudar...

- Não se preocupe, considere a mensagem transmitida, irei falar com seu primo.

- Muito obrigada pai, eu preciso ir, não quero deixá-los sozinhos.

- Vá, sua amiga precisa de você. - Ele lhe deposita um beijo na testa e ela se retira em seguida.

Naquele momento, enquanto todos tentavam ajudar, Mikoto e Izume se mantiveram de pé observando a Haruno, seus corações aflitos e o medo do pior.

- Se eu soubesse... Eu não devia ter insentivado ela. - Diz a mais nova com sua voz embargada e a culpa pesando sobre seus ombros.

- Você não tinha como saber filha, e ela iria bater pé firme com você, afinal, ela é assim. - Do, s confortando.

Foi quando o aparelho começou a apitar de forma acelerada e os médicos e enfermeiros entraram rápidamente no quarto.

- Não, não! - Dizia Izume temerosa.

- Não posso acreditar! Mas que droga!! – Ino esbraveja e joga um jarro na parede.

- Se acalma Ino. – Diz Shikamaru.

- Quantas horas fazem? Desde cedo estamos procurando, todos os clãs estão investigando cada cidadão desse lugar e ninguém Shikamaru?! – Seus olhos marejaram e suas bochechas já estavam vermelhas.

- Não vai ajudar em nada ficar nervosa, como você disse, todos estão procurando, em algum momento vamos achar alguém. – Ela se senta e respira fundo.

- Isso não é justo, não com ela, já perdeu a família e agora perder a vida? Isso não Shikamaru. – Sem ter muito o que dizer ele senta-se ao lado dela e lhe conforta.

Nesse momento o celular dela toca e a mesma atende na hora.

- Izume?

Ela não tá nada bem, não consigo avisar ao Sasuke, ninguém sabe onde ele está, Ino... Eu acho que ela não vai aguentar. – dizia com a voz embargada pelo choro, Ino apenas saiu apressadamente, sentindo seu coração apertar. Ela saiu rapidamente da torre e seguiu para seu carro. 

- Onde está aquele idiota?!! – Fala enquanto dirigia em direção ao hospital.

Alguns minutos mais cedo...

Ele sabia que precisava ir até ela, mesmo não querendo, mesmo a odiando por tudo, precisava salvar Sakura de alguma forma já que os esforços de buscar a solução em Konoha não estavam tendo resultados, poderiam pedir ajuda as cidades vizinhas, mas quanto tempo levaria? A cidade de Suna era a mais próxima e ainda assim levariam dois dias para chegarem a Konoha.

Enquanto caminhava pelos corredores do presídio acompanhado de um guarda, teve tempo o bastante para pensar que aquilo lhe custaria caro.

O guarda abre a porta da sala de visitas deixando a passagem livre para ele. Assim que pôs os olhos em Harumi sentiu a raiva crescente, mas precisava se conter, observou as marcas de ferida em seus braços.

- Gostou amor? Foi sua queridinha quem fez isso comigo. – Diz de forma irônica. Sasuke senta-se a sua frente, era mesmo a única opção? – Você não veio aqui me visitar pra ficar calado não é? Te conheço bem pra saber que tem algum problema.

- Eu preciso... – Ele engole seco. – Preciso que doe seu sangue a alguém.

- Como é? – Harumi libera uma gargalhada alta o fazendo respirar fundo. – Pra quem é? Tia Mikoto? Itachi? – Ela parece enfim entender e um sorriso de canto, maldoso surge em seus lábios. – Sakura? – Mais uma vez ela ri. – Espera, ouvi rumores de que alguém sofreu um acidente feio ao sair daqui, e que o motorista morreu mas a outra pessoa sobreviveu, então foi a piranha da sua namorada! – Ela ri.

Sasuke fica nervoso, balança a cabeça em negação se dizendo que foi uma má ideia ter ido até ela, ele se levanta para ir embora.

- Espera, espera, você não precisa do meu sangue? – Harumi se recosta na cadeira. – Mas quem diria não é? Eu sou a vilã aqui, pra se vingar a vadia me tortura por uma ou duas horas e aqui está você, o líder do clã Uchiha pedindo o meu sangue pra salvar a namoradinha e você achou mesmo que eu ajudaria. Que patético.

Sasuke respira fundo, não valia a pena.

- Tem razão, é patético, eu fui estúpido de acreditar em algo criado por você. Foi um erro vir aqui, eu vendo você agora, me faz ver que a Sakura é uma mulher digna, não merece ter em suas veias, um sangue podre como o seu. Adeus Harumi. – Ele lhe dá as costas.

- Eu espero que ela morra!! Me ouviu?! Ela vai ter o que merece!! – Ela ri alto novamente, mas o moreno segue em frente.

Poucos minutos depois de entrar no carro, ele se sente angustiado outra vez, pegou seu celular e viu várias ligações de Izume, Naruto e outros que ficaram para olhar a Haruno.

- Merda! – Ele pisou fundo no acelerador ignorando as buzinas dos carros deixados para trás.

- Onde ela tá?! Cadê a minha amiga?! – Ino se aproxima já nervosa.

- Ela teve uma parada cardíaca, os médicos estão tentando reanimar. – Diz Naruto com certo pesar na voz.

Nesse momento Sasuke chega a tempo de ouvir o loiro, dessa vez sua reação foi ficar inerte, seus passos lentos o levaram até a janela onde os médicos tentavam reanimar o coração da Haruno, quando os viu pararem a ação e ouviu o apito da máquina, seus joelhos foram ao chão.


***

Então né....

Olha, talvez esse capítulo tenha sido um pouco rápido, e peço desculpas se ele não agradar, mas agradeço ainda assim por ter lido até aqui, espero q o próximo capítulo agrade mais do que este ❤️❤️❤️

Gostaria de desejar um feliz dia das mulheres a todas vocês.

E meus sentimentos ao autor do clássico Dragon Ball que fez parte de minha infância e ainda faz nos dias de hoje, o qual me fez amar os animes e claro, foi atravéz de DBZ que conheci Naruto. Obrigado Akira Toriyama 😔

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