Capítulo 41
- Tem certeza que é seguro para nós?
- Sim, os guardas que estão a postos são de minha confiança.
- Muito bem, irei preparar tudo.
A mulher sorri enquanto observa uma flor posta ali em sua janela por uma das empregadas da casa, ela a acaricia para depois esmaga-la com sua mão.
- Eles não vão nem entender como tudo aconteceu. – Ela sorri.
☆
- Com quem estava falando Deidara? – Pergunta Konan ao se aproximar, o loiro se assusta.
- Ninguém importante, quer alguma coisa?
- Onde está Pain?
- No escritório. – Ela o olha de cima a baixo, parecia estar escondendo algo, mas decidiu deixar de lado.
Konan segue para onde está seu esposo, entra no escritório e o vê pensativo.
- Preciso dizer uma coisa a você.
- Por favor Konan, se for sobre eu parar o que já comecei, esqueça.
- Yahiko, não estou com um bom pressentimento, ao menos por um tempo. – Ele respira pesado.
- Você está sensível, apenas isso. – Ele se levanta da cadeira e aproxima-se da mulher. – Ela está crescendo. – Diz tocando suavemente sua barriga.
- Logo não vou conseguir esconder por muito tempo.
- Talvez seja melhor você ficar longe, até ele nascer.
- Esqueça isso.
- Acha que confio em todos da Akatsuki? Metade aqui gostaria de ver minha cabeça numa bandeja.
- Eu me pergunto, como chegamos tão longe, pagamos um alto preço Yahiko. – Ele se afasta e vira-se de costas.
- Eu não vou parar Konan, estamos perto de conquistar um sonho, tudo que fiz foi por justiça.
- Justiça, ou pela ganância que te cegou? Que nos cegou?
- Não vou entrar em outra discussão com você por isso, se tiver que passar por cima de todos, eu passarei. – O ruivo saiu da sala a deixando sozinha.
- Teimoso!
Ao cair da noite, ainda que tentasse dormir, a mente de Sakura estava um turbilhão e aquilo a irritava. Respirou pesado por não conseguir dormir e encarou o teto, decidiu se levantar e andar pelo quarto, se distraiu com o abrir da porta e viu sua amiga entrando no aposento.
- Não consegue dormir não é?
- Não, e não vou conseguir até fazer uma besteira que estou pensando em fazer.
- O que?
- Vou até lá.
- Ficou louca?! Izume não disse que ele proibiu sua entrada?
- Sim, mas preciso fazer isso. – Sem esperar Ino rebater, Sakura pega seu celular e sua jaqueta já que a noite estava mais fria, saiu da casa e pegou a bicicleta da Yamanaka emprestada.
- Essa garota não tem jeito mesmo.
Sakura pedalou até a Ala Sul. Aproveitando a distração dos guardas com uma caminhonete de entrega que havia chego naquele momento, ela passou pelos portões.
Ao chegar próximo a casa, Sakura deixou a bicicleta escondida e se esgueirou pelas folhagens, o manto noturno ficou a seu favor, mas ainda precisava de uma distração e uma simples pedra iria ajudá-la. A Haruno jogou o objeto em uma lata de lixo, o barulho chamou a atenção dos dois homens de vigia. Ela não tinha muito tempo, escalou o muro e o atravessou, por pouco, uma empregada que passou segundos antes, não a pega. Sakura novamente se esgueira pelas sombras do jardim até chegar a lateral da casa.
- Ok Sakura, como você vai subir?
- Invasão a domicilio é crime sabia? – Ela pula de susto ao ouvir a voz de Obito.
- Quer me matar do coração?
- Não, mas você deve estar querendo morrer, se os guardas te pegam só veriam o estrago quando estivesse morta.
- Você, não vai me entregar vai? – Ele suspira.
- Eu não sei como ele foi idiota o bastante de acreditar nessa história, sua sorte, é que eu estou aqui. – Obito sai por alguns minutos e volta com uma escada a qual coloca apoiada na parede.
- Você é o melhor Obito.
- Eu sei disso, vai lá e tenta colocar algo na cabeça dele
- Vou tentar. – Sakura sobe a escada enquanto o Uchiha vigia.
Ao chegar na janela, a encontra fechada, ainda assim, Sakura a abre devagar e entra sem fazer barulho, mas no momento que salta a janela, ouve o som da arma engatilhada, seu corpo gela inevitavelmente, mas ela busca coragem para se mover e ficar frente a frente com o moreno.
- Parece que os guardas estão tendo um treinamento bem leve pra não perceber alguém invadindo a casa.
- Nesse caso, se eu fosse capturada, então os treinos que recebi não valeriam de nada.
- Vou te dar a chance de sair ilesa Sakura.
- Você quer mesmo me matar? Ainda está com a arma apontada pra mim, então deve estar querendo me matar. – Ela se aproxima, uma atitude perigosa. – Muito bem, mate-me. – Sakura segura o cano da arma e a põe contra sua testa, ela olha nos olhos do Uchiha sem temer. – Puxe o gatilho Uchiha, se você acha que sou de fato culpada faça isso.
Sasuke engole seco, sua mente pensava mil e uma coisas.
- Se realmente acha que eu trairia o homem que todos julgavam impossível de amar mas que hoje eu amo, me mate. – O ambiente tornou-se pesado, o coração de Sasuke passou a bater de forma muito forte e surpreendeu-se por sua mão tremer.
- Saia, Haruno. Não a quero aqui.
- Tive muito trabalho pra entrar, não pense que vou sair facilmente.
- Esta perdendo seu tempo achando que vai me convencer.
- Por que é tão cabeça dura? Você por acaso verificou as câmeras de segurança? Ou seu orgulho de ódio tomaram conta do seu cérebro pra não pensar nisso?
- Pensei muito sobre... Nós, começar isso foi um erro.
- Como? – Sasuke, que até então estava de costas, vira-se e a olha nos olhos.
- Volta pra sua vidinha pacata de antes.
- Você deve estar bêbado pra me dizer isso, como se eu tivesse mais algum lugar pra voltar com minha vida não é?
- Você tem se virado bem até agora, não vai ser difícil pra você. – Ela ri soprado, mas não havia graça alguma naquele riso.
- Você está bravo, tudo bem, não vou levar em consideração o que está me dizendo.
- Eu tive muito tempo pra me acalmar e por as ideias no lugar, cheguei a conclusão de que tudo isso não passou de uma paixão cega e estúpida.
- Nossa, então foi tudo uma grande perda de tempo pra você?
- Não exatamente, levei você pra minha cama então, ao menos isso não foi perda de tempo. – O tapa no rosto foi inevitável.
- Não vou ser humilhada por um imbecil como você. Que seja então, adeus Uchiha.
Sakura saiu do quarto sem dizer mais nada, enquanto seguia para a saída encontrou Izume.
- Saky! O que faz aqui? Como conseguiu entrar? – A Haruno ficou alguns segundos calada e de cabeça baixa até a morena notar algumas lágrimas escorrendo por suas bochechas. – Ei, o que foi amiga, me conta. – Diz a abraçando.
- Aquele idiota, terminou tudo Izume, teve as coragem de dizer que foi um erro.
- Tenho certeza que foi da boca pra fora, ele está chateado com tudo isso, vai ver como tudo vai-
- Não, eu não vou me agarrar a um talvez, nem vou esperar que ele enxergue o quão idiota está sendo. – Ela enxuga as lágrimas. – Como ele disse, vou voltar a minha vidinha. – Diz de forma irônica, Izume apenas respira fundo.
- Se é o que quer, eu ainda tenho certeza que as coisas hão de se ajeitar, mas olha, não esqueça sua amiga aqui ok?
- Jamais. – A rosada sorri pequeno, ambas se abraçam novamente para se despedir.
Izume acompanha Sakura até o portão, onde os guardas ficaram chocados ao vê-la saindo e temeram ser castigados pelo Uchiha mais novo, porém, a mulher tratou de acalma-los.
Sakura não tinha pressa em voltar para casa, aproveitou sua caminhada para refletir no que acabou de acontecer. Estava triste, é claro, mas não se prestaria ao papel de se rastejar para ele.
- Aquele idiota, e daí que está com raiva? Não precisava ter dito aquilo. – Dizia consigo mesma. Sakura não notou uma pessoa a sua frente e se bateu com um homem alto e muito forte.
- Olha por onde anda garotinha.
- Desculpe. – Ela fez menção de seguir caminho mas é impedida.
- Você quer companhia pra casa? Me parece triste.
- Não, obrigada. – Diz seriamente.
- Tem certeza? Devia vir comigo. – Ele sorri maldoso. Nesse momento ela percebeu a tatuagem da mesma nuvem vermelha que está ligada a Akatsuki.
- Você é da...
- Ae, melhor ficar quieta e vir comigo beleza?
- Vai ter que passar por cima de mim!
- Bem – Dois homens a cercam por trás. – Se você conseguir. Olha só, não gosto de machucar mulheres, mas se não colaborar eu vou ter que apelar. – Ela engole seco, não tinha chances com aqueles brutamontes, ainda mais com facas apontadas para suas costas.
Ela passa a caminhar lentamente, sentindo cada batida de seu coração acelerar.
- Boa garota. – Ele pega seu rádio comunicador do bolso. – Pegamos ela chefe... Sim senhora.
- Senhora? Mas o líder desse grupo não é um homem? – Pensou ela.
Enquanto isso ocorria, Harumi caminha pelo subsolo, passando de porta em porta até chegar na cela de Mayumi.
- Olha que carinha mais abatida. – Ela sorri e abre a porta.
- O que... Você quer? - Diz um pouco ofegante.
- Hoje é seu grande dia Mayumi, alegre-se.
- Que merda está falando Harumi?
- Estou devolvendo sua liberdade, não é óbvio?
- A troco... De quê? – A garota ergue sua cabeça para olhar a Uchiha a sua frente, estava fraca e um pouco debilitada. Harumi baixa-se em sua frente e sorri.
- Sua lealdade.
- Por que, eu devia... acreditar? – A morena respira fundo e revira os olhos.
- Para mostrar que digo a verdade, trouxe uma pessoa comigo.
Ela olha fixamente para a entrada da cela, seus olhos brilham ao ver seu namorado.
- Deidara! – Ela tenta se levantar do chão.
- Calma eu te ajudo. – Ele a segura e a apoia. – Vamos sair logo antes que os guardas acordem.
- Vá na frente, vou avisar aos outros. – Diz ela.
Deidara segue na frente, com cuidado para não machucar Mayumi, a Uchiha sorri maldosa.
- Líder? Tudo indo como planejado.
- Muito bem Harumi, mostre a eles quem realmente somos.
- Pode deixar.
Ela desliga o rádio. Abre sua bolsa onde haviam vários dispositivos. Harumi os espalha de forma estratégica em cada área do subsolo, em seguida sai do local.
- Izume? Aconteceu alguma coisa? – Pergunta Mikoto ao ver sua nora cabisbaixa encarando a porta.
- Sakura esteve aqui, o Sasuke... Terminou com ela. – Mikoto não deixou de ficar triste, também gostava muito da garota.
- Não fique assim, não é você quem diz que tudo vai se resolver? – A mais nova assente. – Venha, vou preparar algo pra bebermos.
☆
- Essa situação com seu irmão, tirou um pouco o nosso foco. – Diz Fugaku enquanto caminha pelo escritório com seu charuto em mão. – Kakashi disse algo mais a vocês na reunião?
- Não senhor, me parece que a localização deles não é tão fácil de conseguir.
- Fique atento, não sabemos quando eles vão atacar. – Como uma resposta do destino, alguém, encapuzado e usando umas a máscara, joga uma caixa média dentro do escritório, ao ver do que se tratava, Itachi fica atemorizado.
Mas era tarde demais, a bomba foi acionada causando a destruição do local por completo, destroços caíram sobre os dois homens, mas quem mais recebeu danos fora o líder do clã.
- Que barulho foi esse? – Mikoto se questiona preocupada. Quando pensou em sair da cozinha com sua nora, o chão começou a tremer, tão forte que precisaram se segurar nos móveis.
- Sra. Mikoto, cuidado! – Izume a puxa bem no momento em que o chão se abre.
- Más o que? - As duas estavam perplexas.
Ao lado de fora, Harumi se divertia ao ver todos do seu clã aterrorizados.
- Isso é tão divertido!
- Chega de brincar, vamos logo para o portão principal pegá-lo. – Diz Deidara.
- Estraga prazeres. – Diz levantando-se e o seguindo.
- Mãe! Itachi! – Sasuke sai de seu quarto após ouvir o estrondo. – Izume!
- Estamos aqui! – Grita sua cunhada da cozinha, ele vai rapidamente até a área e fica surpreso pelo buraco no chão.
- Vocês estão bem? – Diz ajudando sua mãe a levantar.
- Sim, mas estou preocupada com aquele barulho.
Ele as leva para fora dali, de imediato é surpreendido por Orochimaru e alguns de sua equipe.
- O que aconteceu? – Pergunta.
- Alguém explodiu o subsolo inteiro, tudo, apenas nós conseguimos sair. – Sua expressão era irritada, algo raro de se ver no médico.
- Senhor!! Senhor! O escritório do líder, foi atacado! – Diz um dos homens.
- O que? – O rapaz correu até o escritório, tentou abrir a porta em vão já que os escombros a bloquearam. Sem demora saiu da casa e deu a volta, mas antes de chegar, Sasuke ouviu o disparo de uma arma. Quando enfim chega ao local, vê seu irmão de pé em frente a seu pai caído no chão, o pior foi ver o mais velho com a arma em direção ao homem, seu coração parou por uma fração de segundos.
- Itachi... – Izume sussurra, mas o mais velho escuta e olha em suas direções.
- Itachi... O que você fez? – Mikoto pergunta, sentiu seu corpo fraquejar e se não fosse um dos seguranças, teria caído.
- Eu precisava fazer isso. – Ele diz num tom frio, sua esposa ficou sem entender.
- Que merda está dizendo Itachi?! – Ela pergunta.
- É inútil explicar, eu estava... Sufocado.
- Mentira. – Sasuke diz, quase sua voz não saia. – Você não faria isso. – Itachi ri.
- Você não me conhece muito bem, não é irmão? – O som de motos se aproximam chamando suas atenções.
- Vamos Itachi! Pain está te esperando. – Diz Harumi, surpreendendo as duas mulheres.
- Sua víbora traiçoeira! Como pôde trair seu clã? – Izume diz, com raiva.
- Fala sério priminha, eu alcancei tudo o que quis na Akatsuki, tudo que não conseguiria aqui, Itachi apenas está fazendo o mesmo.
- Não, você não pode fazer isso Itachi, diga que é mentira!!
- Quieta! Eu não preciso de mais nada daqui. – Ele da as costas e caminha em direção aos dois nas motos.
- Maldito – Diz Sasuke. – Maldito seja Itachi!! – Ele saca sua arma, estava pronto para atirar, mas seu irmão apenas seguia em frente. Izume segura o pulso do mais novo, ele sentiu-a tremer.
- Itachi não vai! Pelo nosso filho, não vai! – Todos a olharam surpresos, Itachi para de caminhar. – Fica, se não for por mim, pelo seu filho que estou esperando. – Ouve alguns minutos de silêncio.
- Essa criança, não é problema meu. – Izume sentiu tudo desmoronar ao seu redor ao ouvir aquelas palavras, ela sentiu suas pernas tremerem e quase caiu no chão, porém Sasuke a sustentou, não conseguia acreditar que seu irmão provocou tudo isso e no fim, matou seu pai.
- Itachi!! Eu nunca vou te perdoar tá me ouvindo!!? – O mais velho subiu numa das motos e foi embora, Sasuke não tinha condições de resolver nada naquele momento, em respeito a seu pai.
O moreno se levanta e caminha até o líder, ajoelha-se ao seu lado e retira a corrente com o brasão da família Uchiha e o coloca.
- Koji.
- Sim, senhor.
- Avise... A todos os líderes, e ao líder principal o que aconteceu, diga também, que Itachi Uchiha é um traidor e desertor do clã Uchiha.
- Sasuke. – Mikoto tenta intervir.
- Faça o que mandei.
- Sim... Líder. – O homem diz com pesar e se retira.
- Mãe , eu preciso da mulher forte que conduz essa casa. – Ele se levanta e estende a mão para ela que a segura firme. Mikoto vai até Izume e a ajuda se levantar e ambas entram na casa com seus mundos destroçados.
***
Então, não a nada ruim que não possa piorar não é mesmo kkkk
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