Capítulo 32


BEATRIZ

— Gregório o que você? Como você? Mas.. — nem consigo raciocinar direito tanto pela presença dele aqui quanto pelo beijo digno de cinema que acabamos de trocar.

— Surpresa — ele fala e passa a mão pelo rosto fazendo um carinho gostoso.

— Você só ia chegar na segunda-feira — acuso e ele sorri — como sabia desse lugar?

— Eu sabia porque sou o dono.

Espera o que?

— Espera o que? — verbalizo meus pensamentos.

Ele me conta como vem trabalhando duro nisso a mais de seis meses, conta como arrumou uma sociedade e meu peito se enche de felicidade por ele esta realizando seu sonho, mas ao mesmo tempo quero matá-lo por não ter me contado nada.

— Eu poderia ajudar — grito enquanto bato no seu braço.

— Eu sei por isso não te falei nada, você já foi a grande salvadora da minha vida, você salvou a vida do meu filho e eu já sou muito grato, se eu te contasse sobre isso sei que você ia pirar e querer me ajudar, mas você tinha que estar totalmente concentrada na sua recuperação.

— Eu to muito orgulhosa de você — falo a verdade e fico na ponta dos pés para beijar o meu preto.

Quando ele se afasta posso notar o quanto está bonito, o terno de corte modelado cai como uma luva em seu corpo forte ele parece mesmo um empresário fodão vestido assim.

— Você tirou suas tranças? — pergunto retoricamente, pois é óbvio que ele o fez.

— Queria mudar o visual um pouco, já estava enjoado — fala passando a mão no cabelo que agora está em um corte baixo mas que ainda sim o deixa um espetáculo de homem, deve ser maravilhoso ficar assim lindo de qualquer forma.

— espera um segundo aí se você abriu uma academia aqui quer dizer que você vai se mudar?

— sim so falta arrumar uma casa e tem que ser rápido pois o comprador quer que eu entregue a minha casa, quer dizer minha antiga casa, até a semana que vem.

— Que mane arrumar casa, você vai morar comigo.

— Beatriz olha..

— Nada de Beatriz olha, olha você não faz sentido algum você alugar uma casa, sendo que pode tranquilamente ficar comigo, já passamos uns meses morando juntos e foi tudo bem, só provamos que nascemos para morar juntos. Se você quiser nós dois podemos juntar e comprar uma casa afinal de contas você e o Lorran estão acostumados a morar em casa com quintal e deve ser um saco viver num apartamento mesmo que seja grande igual o meu — vou tagarelando sem para e de repente as palavras me faltam quando Gregório cola nosso lábios calando minha boca.

— Amor vamos falar sobre isso depois tá ok? Agora nós dois vamos aproveitar a festa e eu quero mostrar tudo pra você, inclusive meu sócio tão louco para te conhecer.

— Certo, mas saiba que não vou deixar o assunto morrer.

— Mimada.

— Babaca.

— Mas o babaca que você ama.

— Fazer o que se Gregório Ventura sempre foi o meu ponto fraco. — O beijo mais uma vez, matando a imensa saudade que estava dele.

Voltamos para a festa e só então percebi que a minha família está toda aqui, aproveito a noite ao lado do meu amor e nos divertimos bastante, confesso que em dado momento cheguei a ficar incomodada com o tanto de mulher que deu em cima dele, bando de assanhada, ele não podia ficar sozinho um minuto que alguma marombeira siliconada chega e quando algumas viam que eu era a namorada dele ate torciam o bico e olhavam com desdém para o meu corpo o que, se fosse há alguns anos atrás eu juro que ira me encolher e me esconder, mas agora eu estou em uma ótima fase com minha auto estima e as reações só me causaram diversão.

Já passava das duas da madrugada quando a festa acabou e estávamos levemente bêbados, como sempre o Lorran deu um jeitinho de ir dormir na casa do meu irmão com a Lari e assim só sobrou nós dois no fim da noite. Gregório fechou tudo e fomos até o escritório, pois com toda a correria durante o coquetel eu ainda não tinha subido pra conhecer o espaço.

— Eu amei Gregório, achei a sua cara — disse observando o ambiente que diferente dos vários escritórios masculinos que conheci não era em tons escuros. As paredes eram claras e a decoração toda em tons de azul e um ou outro ponto colorido como os quadros que fazem composição na parede. — E amei mais ainda saber que você vai morar aqui pertinho de mim, alias vai morar comigo.

— Linda, minha namorada é a mais linda de todas — fala com voz arrastada o que me faz rir igual uma hiena.

— Você tá bêbado — acuso e ele me abraça beijando meu pescoço.

— Nós estamos bêbados, ainda bem que Lorran não tá aqui pra ver isso

— Somos péssimos exemplos, amor.

— Agora vem aqui vamos estrear a mesa do meu escritório...

***

Nada, absolutamente nada passa pela minha mente sobre o fim da noite de ontem, olho ao redor e sei que estou no meu quarto, mas como vim parar aqui? Por isso eu não bebo, sempre fico aérea no outro dia, meu pé esbarra em alguma coisa e olho para o lado encontrando Gregório apagado e totalmente pelado com o bumbum para cima. O que a gente fez ontem? Por que tenho a impressão que alguma coisa a mais aconteceu?

A vontade de fazer xixi bate com força e eu me levanto da cama e mesmo sem nem abrir os olhos direitos corro até o banheiro com medo de passar vergonha. Aproveito que já estou no banheiro e resolvo dar um jeito em mim pois estou péssima e também para amenizar a ressaca braba que to sentindo, olho em cima da pia e encontro minha piranha roxa e a pego para prender os cabelos,, mas quando a minha mão passa pelo meu rosto eu quase caio do vaso sanitário onde estou sentada.

— Mas que pora é essa? — resmungo baixinho pois a dor de cabeça está no auge.

Ainda encarando firmemente minha mão volto para o quarto e começo a cutucar o Gregório que reclama a princípio e coloca o travesseiro sobre a cabeça.

— Gregorio, acorda agora!

— Mas o que foi mulher, um homem não pode nem dormir para curar a dor de cabeça?

— Olha isso aqui Gregório, como isso veio para aqui a gente roubou uma loja ontem?

— Mas do que você está falando — ele se senta na cama agora bem mais desperto, não vou negar que por um segundo meus olhos descem para a região da sua virilha onde uma gloriosa ereção matinal se faz presente — olhos aqui em cima Beatriz, qual motivo do alarde?

Estendo minha mão esquerda e mostro a ele o anel, ou melhor a aliança de diamante que está no meu dedo anelar, confesso que o anel é lindo feito no que sei ser ouro branco e um diamante rosa em formato de gota, a peça tem um ar vintage que a deixa mais estilosa. Paro de analisar o anel e volto meu olhar para o Gregório que está totalmente parado e juro que ele está pálido.

— Ai meu Deus a gente roubou mesmo uma joalheria? Ou a gente estourou o cartão de crédito, ou a gente roubou uma pobre coitada.

— A gente não roubou ninguém mulher doida — ele grita me fazendo calar se levanta da cama e procura por todos os lados até achar sua cueca embolada em um canto e vesti-la. — depois vai até onde a calça está e vasculha o bolso até encontrar uma caixinha vermelha. — eu não acredito que fiz isso, era pra ser mais uma surpresa, devolve aqui o anel Beatriz!

— O que? Você ia me pedir? Você me pediu? E eu não lembro de nada? Que inferno!

— Você tá fazendo muitas perguntas essa manhã meu amor e eu acho que não estou em condição de lidar com isso, minha cabeça vai explodir, agora devolve o anel.

— Não. — grito com ele, olhando o anel com outros olhos agora — e a resposta e...

— Calada, nem pense em terminar essa frase. Eu não sei porque o anel está em sua mão, mas a gente vai esquecer que você viu isso e a noite vou te levar pra jantar em um lugar especial e aí sim o anel vai para o seu dedo do jeito que eu planejei e depois disso a gente nunca mais vai beber.

— Ou você me pede agora e saímos a noite para comemorar, nossa história é meio louca e o pedido de casamento pode ser não tradicional.

— Nós estamos pelados Beatriz — praticamente rosna.

— Posso vestir uma roupa, mas esse anel não sai do meu dedo mais, nunca mais.

— Voce é impossível não sei por que te amo — ele diz e sei que ele cedeu, não penso duas vezes antes de ir para ele e pular em seu colo — mas a verdade é essa, eu te amo e quero passar a vida inteira com você, nunca pensei que voltaria a querer me casar, mas desde que você entrou na minha vida eu não penso em outra coisa a não ser ter você do meu lado, dormir e acordar com você. Eu sei que já venho com metade da família pronta — ele brinca e eu sorrio em meio as lágrimas que banham o meu rosto — mas sei que estaríamos mais completos com você, mesmo que seja teimosa, mimada e tenha a irritante mania de querer pagar por tudo..

— Gregorio, tava indo tão bem seu grosso — reclamo sorrindo e chorando ao mesmo tempo.

— Eu amo seu lado patricinha, amo seu lado caridosa, amo quando você está no modo cirurgia fodona e te amaria mesmo sem nada disso, pois seria você e tudo que eu quero é que você seja a minha esposa.

— Eu aceito.


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