Capítulo 12


Gregorio

– Ele passou pela primeira cirurgia ainda recém nascido o coração dele estava totalmente para fora assim como parte do intestino, o colocaram no lugar, mas como posso explicar.. os ossos não estavam lá para proteger o órgão. – Tomo um gole da minha cerveja e Bento aprovei a pausa para dizer:

– Nossa cara, eu nem imagino como foi para você passar por tudo isso – ele abraça mais forte a filha que está em seu colo e eu sei bem a sensação de querer apertar nossos filhos para protegê-los de todo o mal do mundo.

– À medida que ele foi crescendo mais cirurgias vieram. Quando ele nasceu a medicina não era tão avançada, tem noção disso a dez anos atrás a medicina era obsoleta. Mas aí vieram as impressoras 3D e a medicina começou a usar impressoras para criar ossos, porém eu não tinha dinheiro para mandar fazer a prótese pois no caso dele ela teria que ser especial para crescer junto com o corpo dele e isso custaria mais caro. O plano de saúde não aceitou pagar por isso, pois é experimental demais segundo eles, sem contar que no Brasil é quase impossível achar um médico que realize a cirurgia.

– Isso daí é a maior injustiça – Benício vem da churrasqueira onde estava revirando os espetos para a carne sair perfeita.

Os Monteiro praticamente me convocaram para vir participar desse churrasco à beira da piscina, eram oito da manhã quando bateram no meu portão me tirando da cama em pleno domingo. Para falar a verdade eles foram bastante convincentes e na hora que falaram em churrasco o Lorran já tava praticamente correndo para dentro da casa da dona Matilde. E agora estou aqui escutando pagode enquanto conto da doença do meu filho.

sempre achei que eles seriam caras arrogantes e esnobes, levando em conta o quanto são ricos e famosos no mundo dos negócios, mas na real conversando e tomando uma cerveja juntos posso notar o quanto são pessoas excelentes e muito divertidas, quando a gente era adoscente cheguei a interagir um pouco com os dois pelas ruas da cidade, naquela época ainda não era vizinho da dona Matilde a minha mãe morava em uma parte mais precária da cidade, e eles viam apenas passar as férias então não chegue a conhecer Bento e Benício tanto assim.

– Quando a Larissa ficou doente eu senti tanto medo que pensei que iria pirar, eu nem consegui entrar no quarto do hospital, fui um covarde. Você tem uma força extraordinária cara. – Eu sei que ele está falando sério, mas o fato dele estar usando um avental rosa com babados na barra, enquanto segura uma pinça de churrasco é muito engraçado para que fiquemos sérios.

– Papai olha isso – o Lorran vem correndo em minha direção segurando a mão da nova amiga, a Larissa filha do Benício, eles estão super colados o dia todo e meu filho olha pra ela com olhar de admiração que chega a ser fofo – mostra a ele Lari, mostra.

A menina retira a regata que está usando por cima do biquíni, estufa a barriga em minha direção e eu posso ver a pequena cicatriz na altura do estômago dela. É quase imperceptível, mas está lá a prova de tudo que ela passou e venceu.

– Ela é uma garota e tem uma cicatriz irada – não posso deixar de sorrir pela empolgação dele como se fosse a coisa mais legal do mundo todo.

– Agora a sua vez – a pequena menina de longos cabelos cacheados fala empolgada que chega a pular – olha papai, olha tio Bento, olha.. olha..

Meu filho retira a camiseta e exibe para todos sua condição cardíaca, até o senhor Vitório se aproximar para olhar de perto, os dois marmanjos praticamente ficam de joelhos para ver o coração do meu filho batendo abaixo da pele.

– Papai essa família é demais, todo mundo acha o meu coração um máximo – ele fala divertido com um sorriso enorme.

– Agora vamos Loran, vamos mostrar a mamãe e a tia Camy elas vão pirar. – E os dois pequenos furacões saem correndo em direção às mulheres sentadas a alguns poucos metros de distância.

Aproveito a oportunidade para olhar naquela direção e é o exato momento que a Beatriz está saindo da piscina, ela apoia a palma das mãos na beirada e impulsiona o corpo para cima e então está fora olhando para os lados eu suponho que procurando uma toalha, nos poucos segundo que levam para ele realizar esses movimentos fico hipnotizado pelas gotas de água descendo pelo corpo dela, do pescoço até seu bumbum enorme, acho que eu babaei um pouco e meu pau começa a dar sinal de vida e eu me viro para o outro lado, pois seria no mínimo constrangedor ficar de pau duro pela mulher quando os irmãos dela estão bem aqui do meu lado.

– Seu filho é uma figura

– E sua filha também – respondo ao Benício – olha como ele tá tentando fazer a mãe tocar no Lorran.

– Pode machucar ele? Quer dizer se tocar pode acontecer algo ruim? – Bento me questiona.

– É frágil, mas não tanto assim ou o Lorran poderia morrer até dormindo se por acaso passasse a mão sobre o peito, ele só não pode sofrer um golpe forte como o que aconteceu com a bola.

– Como assim bola? – Bento pergunta e conto a eles o que ouve da última vez que precisamos levar o meu filho as pressa para o hospital e quando termino, percebo com a visão periférica a Beatriz entrando na casa, por sorte e bem no momento em que minha cerveja acaba então jogo no lixo a garrafa vazia e digo a eles que vou pegar uma outra. Quando entro na cozinha ela está escorada no balcão tomando um copo de água.

– Você ficou linda assim com esse maiô, mas eu prefiro o biquíni amarelo – falo e ela se engasga cuspindo um pouco de água – adorável como sempre Beatriz.

– Você é um idiota!

– Um idiota que te acha muito gostosa, eu facilmente tiraria esse teu maio agora.

– Idiota e pevertido – ela fala mas dessa vez com um sorisso diferente

– Você está pensando em mim tirando essa sua roupa molhada né.

– Não estou não – diz se virando para o local onde fica a geladeira e a abrindo, ficando lá parada e sinto que ela está fingindo que procura alguma coisa.

Me aproximo até estar com o corpo muito perto dela, quando ela se abaixa mais um pouco acaba roçando a bunda no pau e ela pula endireitando o corpo.

– O que você pensa que está fazendo Gregorio?

– Apenas pegando uma cerveja, você ficou ali parada tomando todo o espaço – falo encostando a boca bem próximo a orelha dela e percebo os pelos de sua nuca se arrepiando, é bom saber que causou esse efeito nela.

– Você está muito perto Gregorio – ela reclama mas não se afasta.

– Eu queria estar ainda mais perto, se dependesse de mim eu estaria com as mão no seu corpo ao invés de estar com as mãos no metal gelado.

Me surpreendendo quem faz o movimento é ela, Beatriz levanta as mãos e em segundos sinto a palma quente na base da minha coluna, depois ela sobe as mão arrastando a unha pela minha pele o que causa arrepios; ela me encara com uma carinha inocente que só é denunciada pela sua sobrancelha arqueada em sinal de desafio. Diaba.

É com muito desejo que eu observo Beatriz entreabrir os lábios e passar a ponta da língua sobre a parte de baixo. Eu seria capaz de ficar de joelhos e implorar para que ela me deixasse tomar a boca dela em um beijo e chupar essa língua gostosa e atrevida, mas antes que eu faça papel de ridículo ouvimos passos e nos afastamos com movimento brusco e logo depois a vó dela está na cozinha.

– Toma sua cerveja – Beatriz me entrega o casco cheio e segura a outra em suas próprias mãos saindo da cozinha em seguida, me deixando para trás com a cabeça em outro lugar.

– Eu gosto de você Gregorio – dona Matilde fala parando a minha frente e cruzando os braços. – Gosto mesmo, eu vejo o modo como você é dedicado ao seu filho, eu vejo como a comunidade gosta de você como professor e membro, você vai na igreja todo domingo a noite e leva o seu filho. Você é um bom rapaz.

– Obrigado dona matilde, mas por que tudo isso?

– Porque eu já tive que segurar a minha neta para que ela não cortasse os próprios cabelos no chão do banheiro, por que ela os arrumou para você. Eu abracei minha menina e escutei ela chorar a noite inteira por sua causa. Eu vi ela desmaiar por ficar uma semana sem comer por se achar feia, gorda e inadequada.

– eu... – tento falar acima da angústia em meu peito

– Eu gosto de você gregorio, mas se você machucar a minha neta outra vez eu juro que Lorran vai ser o único vestígio que vai sobrar de você sobre essa terra. – Ela fala e vai saindo do cômodo, mas eu a interrompo quando pronuncio:

– E eu gosto dela, dona Matilde, na verdade eu meio que gostei dela mesmo naquela época, ela era divertida, linda e espirituosa . Mas eu era um idota, para falar a verdade um idiota inseguro, que queria muito a aprovação dos amigos pois sentia que isso era a coisa mais importante do mundo. A Beatriz não merecia o que eu fiz e esse é um dos meus maiores arrependimentos,

– Então diz isso a ela – a senhorinha de cabelos grisalhos fala.

– Eu já tentei, ela não me permite nem tocar no assunto.

– Então não tentou direito e eu sei que você não é um homem que desiste fácil das coisas, há muito tempo eu vejo você lutar contra o mundo, então convencer a Beatriz a te ouvir não vai ser muito difícil.

– Eu juro que vou tentar, mas tem outras coisas, coisas que me preocupam. – me escoro na bancada e uso um abridor próximo para abrir minha cerveja que já está esquentando pelo calor da minha mão.

– como o que? Porque eu sou velha mas a minha visão é excelente e eu bem vi vocês dois antes de entrar aqui. – entrega me deixando constrangido.

– Ela é rica dona matilde, vocês são. Eu sou só um professor que busca diariamente para dar ao meu filho o básico de uma vida boa. Com tudo isso e depois do que eu fiz, como eu vou fazer ela acreditar que é real, que não há interesse algum por trás?

– Eu não posso te dar essa resposta, pois seria muito fácil e eu aprendi com a minha boa e longa vida que é o que vem facil vai facil. Mas de uma coisa eu tenho certeza se você já se preocupa com isso é porque você tem boa intenção e a minha neta vai saber reconhecer isso no tempo certo.         

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 oi minhas lindezas, desculpem pelo sumiço, mas  estava um pouco atarefada em casa por isso a demora em atualizar, mas agora tudo vai voltar ao normal por aqui. amanha tem mais capitulo. beijos

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