CAPÍTULO 18 | ALGUNS AMASSOS

Júlia

Quando o Rafa me pediu para ir com ele para o cantinho escuro, fiquei nervosa, eu não conseguiria dizer não para ele, e meu corpo até queria, mas eu não estou preparada, acho que porque pensei que seria um lugar especial, estou com medo, acho que ele percebe, pois logo diz:

– Relaxa princesa, eu não farei nada com você, eu só quero ter você nos meus braços e ficar com você mesmo que seja por uns minutos, já que está ficando tarde, e daqui a pouco seus pais vão chamar a polícia se não voltarmos – Droga, eu nem lembrava mais dos meus pais.

Seguimos até os fundos do parque, lá tinha um trailer, onde o Rafa se escorou e me puxou para ele, como eu não estava esperando, quase caí, ele me segurou com força pela cintura, meus seios ficaram encostados no peito dele e meus braços segurando os seus, assim que me senti confortável, passei uma mão no rosto dele, acaricio, como é bom sentir a pele dele, e ele parece gostar, sua respiração está acelerada, e fecha os olhos, permito-me entregar ao momento. Passo o outro braço até sua nuca, e me inclino na sua direção, quando encosto nossos lábios, ele me aperta mais conta ele.

O beijo começa lento, mas logo vai aumentando o ritmo, nossas línguas parecem que já se conhecem há anos, pois estão em sintonia. Finalizo nosso beijo com um selinho. Eu desço da boca até seu pescoço, dando beijinhos leves, depois fico mais atrevida, e dou uns beijos molhados e quentes, subo até sua orelha, e mordisco, ele solta um gemido abafado, e sinto sua ereção pressionar minha barriga, pelo visto ele está gostando muito do que estou fazendo.

Ele não resiste em me deixar no comando, pois me vira com tudo e logo me vejo colada no trailer, ele me olha intensamente, e me dá um beijo de tirar o folego e molhar a calcinha. Suas mãos passeiam pelo meu corpo, desde a nuca até minhas costas, parece que ele está se segurando para não ir além.

Quando de repente ele tira a mão que está na minha nuca e desce pelo meu corpo, seus dedos esbarram no meu seio, o que me faz inclinar na direção dele, parece que meu corpo tem vida própria, ele percebendo que eu estou querendo mais, desce a mão até minha bunda, como estou com a saia do uniforme do colégio, fica fácil o acesso para ele, me puxa contra sua ereção, ual, nunca imaginei que um homem pudesse ficar tão duro, eu me sinto nas nuvens, ele beija meu pescoço e eu solto um gemido e digo:

– Ah Rafa...– Digo pedindo mais, e ele atende. Ergue-me do chão facilmente, passo minhas pernas pelo corpo dele, e logo estamos sexo com sexo, apenas alguns tecidos separando a gente de ir além. Eu tento me esfregar nele, preciso muito disso, mas ele me prende para eu não me mexer.

– Não faça isso princesa, caso contrário, não vou conseguir aguentar – Sinto minha intimidade arder, esperando por um alívio, então eu imploro:

– Por favor Rafa, eu preciso.

Ele solta tipo um rosnado, e então passa as mãos pelos meus seios, por cima da blusa, começa a esfregar o sexo dele no meu, ah como isso é bom. Ele me beija com vontade, e depois desce para os meus seios, abrindo o primeiro botão da minha camisa, ah... Como quero que ele me beije ali, não sei onde estou com a cabeça, mas tudo o que eu preciso agora é de um orgasmo. Ele desce a mão entre nós, e me olha intensamente, como se quisesse que eu pedisse para ele parar, mas nunca que vou fazer isso, quero que ele me toque lá, preciso muito.

– Rafa, não para, por favor, eu preciso... – Não preciso dizer mais nada, logo sua mão está lá, me tocando intimamente por cima da minha calcinha. Arfo de prazer, ele circula o dedo pelo meu clitóris, e continua beijar o topo dos meus seios. Ele tira a mão por um momento e eu penso que ele não vai me dar o tão desejado orgasmo, mas ele só afasta minha calcinha para o lado, dando um melhor acesso.

Ele passa o dedo pela minha intimidade e sente como eu estou molhada, começa a circular o dedo no meu clitóris novamente, iniciando devagar, mas logo acelera o ritmo e eu não consigo mais segurar meus gemidos, ao perceber que estou perto ele pressiona mais os dedos, e me beija ferozmente para abafar meus gemidos, até eu explodir num orgasmo incrível, jogo minha cabeça para trás tentando me recuperar. Ele arruma minha calcinha e me desce lentamente.

Seguro-me nele, não sei se consigo andar, minhas pernas estão bambas, como se eu fosse desmaiar. Eu já havia tido orgasmos, não é porque sou virgem que nunca me toquei, mas, o jeito que ele fez comigo, foi completamente diferente, arrebatador. Estou completamente sem fôlego, me apoio nele para ter mais equilíbrio, e então percebo que ele está muito excitado, droga, só pensei em mim, e como eu tive coragem de pedir para ele fazer isso comigo, e num lugar público ainda por cima, e se alguém viu? Fico extremamente envergonhada pensando nisso, me escondo no peito dele, então ele diz:

– Porque está se escondendo? Não gostou? Fiz algo errado? – Olho para ele, lógico que ele não fez nada errado, foi o melhor orgasmo que tive até hoje, como ele pode pensar isso.

– Não...hã...é só que...Foi melhor do que eu esperava, mas você ainda está excitado, e não sei o que fazer agora – Digo lhe olhando nos olhos.

– Não se preocupe comigo princesa, eu queria que fosse bom para você, mas agora precisamos mesmo ir para casa, se não seus pais nunca me deixarão sair com você novamente – Eu rio do pensamento dele, e o puxo para mais um beijo antes de irmos para nossas casas.

Rafael

Após deixar a Júlia em casa, entro na minha e só dou um boa noite a todos e corro para o meu quarto, largo minha mochila a cama e vou para o banho, preciso muito aliviar toda essa excitação dentro de mim. Ver e senti-la gozar em minhas mãos foi a melhor experiência que tive até hoje. Transar é ótimo sim, mas estar com alguém que você gosta poder ensinar tudo a ela, mostrar como o corpo dela reage a cada toque, ver a forma como ela gemia, já estou duro que nem uma pedra novamente.

Livro-me das roupas e vou para o chuveiro, já com a mão no meu membro rígido, começo a me masturbar lembrando dos nossos beijos, de quando passei as mãos pelos seios dela, na bunda, e principalmente quando senti o quando ela estava molhada, cada vez que ela gemia e se contorcia nos meus braços, arfando de prazer. Não demoro muito para gozar forte na minha mão, essa garota ainda vai me enlouquecer.

Termino meu banho numa água quente, para relaxar meu corpo e minha mente, meu coração ainda está acelerado, pensando na loucura que fizemos. Odeio lugares públicos para namorar, sempre preferi a privacidade, mas com ela, parece que não importa o lugar em que estamos eu sempre perco a cabeça. Desligo o chuveiro e coloco um calção e uma camiseta, desço para comer, estou faminto. Meu pai e meu irmão estão me encarando querendo falar algo, assim que minha mãe vai para a cozinha meu irmão é o primeiro a falar:

– Lembra-se do que ela passou sábado não é? – Eu estava comendo um sanduíche, até paro de mastigar, o que ele quer dizer? Faço cara para dizer que não entendi, e meu pai completa:

– Chegasse alterado filho, somos homens, sabemos muito bem o que foi fazer no banheiro – Eu engasgo, sério que meu pai está falando de sexo?

– Nós não fizemos nada, se é isso que estão imaginando. E sim, vocês sabem o que fui fazer no banheiro, justamente porque sei que não devo fazer nada com ela, podem ficar tranquilos – Eles não precisam saber que eu a masturbei até lhe proporcionar um orgasmo, esse detalhe eu deixo de lado.

– Não só pelo que aconteceu sábado mano, ela é uma garota muito legal, e de uma família muito importante para nós, sabe disso não sabe? – Alex me questiona e parece meio irritado.

– Qual é Alex? Está com medo de perder o emprego se eu acabar machucando ela emocionalmente?

– Isso mesmo, então se estiver brincando com ela, a hora de parar é agora – Eu levanto bravo da mesa, quem ele pensa que é para falar comigo desse jeito.

– Eu gosto dela, e a última coisa que quero é machucá-la. Satisfeito? – Pergunto irritado, olhando furioso para o meu irmão. Largo o sanduíche que estava na minha mão na mesa de novo e viro para sair, escuto meu pai falar:

– Calma filho, estávamos preocupados com você, não precisa deixar de comer por isso.

– Perdi a fome – Vou subindo as escadas, já de mau humor. Odeio quando tentam me controlar. Ao olhar pela janela vejo a Júlia, ela está sentada na cama lendo, e por um momento até me esqueço da discussão que tive com meu irmão lá em baixo. Pego meu celular que está jogado na cama, sigo em direção à sacada para eu poder ver ela mais de perto, e envio uma mensagem para ela:

Rafael: Fica linda quando está concentrada lendo.

Ela percebe o celular anunciando que recebeu uma mensagem e pega em cima do criado mudo que fica ao lado da cama dela, quando ela lê, ela olha em minha direção, com um sorriso nos lábios. Marca a página em que estava e se levanta, vindo para a sua sacada também. Ela digita me enviando uma mensagem:

Júlia: Está me vigiando é? Porque essa carinha aconteceu algo?

Rafael: Sempre irei te vigiar princesa. Sim, meu irmão e meu pai me enchendo o saco, mas nem se estresse.

Júlia: Lógico que me estresso, seus problemas são meus problemas, vai me conta o que aconteceu.

Decido ligar para ela e explicar, é melhor, já que minha família descobriu sem minha intenção do nosso relacionamento. Quando escuto sua voz, minha pulsação acelera como é bom escutar a voz dela novamente, nem parece que deixei ela no portão de casa há alguns minutos atrás.

– Oi gatinho.

– Oi minha princesa, desculpa incomodar você com meus problemas familiares.

– Não tem problema. Explique o que aconteceu.

– Sem eu falar nada, eles descobriram da gente – Ela me arregala os olhos, espantada, decido explicar – Eu não falei nada, eles deduziram, quer dizer, eu entrei e mal falei com eles, precisava de um banho, se é que me entende – Dou de ombros coçando a cabeça. Escuto ela dar uma risadinha envergonhada.

– Entendo, então eles deduziram que você foi se trancar no quarto por algum motivo e deduziram que seria por minha causa porque estávamos juntos no parque, acertei?

– Isso mesmo.

– E porque a cara de triste, não queria que eles soubessem? Eu sei que combinamos de falar com a Paty primeiro, mas se eles descobriram o que podemos fazer?

– Não, eu quero que eles saibam de nós, não quero nada escondido, não temos o porquê nos esconder, mas é que meu irmão meio que insinuou algumas coisas que eu não gostei, relacionado a sua família e o emprego dele, que de alguma forma se a gente não der certo pode prejudicar ele.

– Ah, entendi. Então ele está mais preocupado com a carreira dele do que com a felicidade do irmão.

– Foi o mesmo que pensei, fiquei puto, porque sempre torci pela felicidade dele, sempre o admirei, e agora ele me fala umas coisas absurdas dessas. E meu pai só escutou e por fim falou que só estavam preocupados comigo, que eu não precisava me alterar.

– Eu entendo o seu pai, viu o filho sofrer por amor uma vez, não quer que repita a cena.

– O que não entendo, é que há alguns dias atrás todos diziam para eu me aproximar de você, e quando eu decido dar uma chance para lhe conhecer melhor, eles me bombardeiam como se eu tivesse cometido o maior pecado do mundo, me apaixonar pela minha vizinha.

– Deixe-os se acostumarem com a ideia, e qualquer coisa, depois falamos com eles, não se preocupe com isso agora, vamos focar na parte em que você diz que está apaixonado pela sua vizinha, essa parte é mais interessante.

– Ah, não tem como não se apaixonar por ela sabe? Uma garota linda, meiga, doce.

– Pare, assim fico envergonhada.

– Por quê? Uma garota linda como você deve receber elogios todos os dias, a todo o momento.

– Mas é diferente vindo do garoto por quem você está apaixonada.

– Humm... Muito bom ouvir isso – Ela dá um sorrisinho gostoso do outro lado, ficamos em silêncio, apenas nos olhando. Até ela quebrar o silêncio:

– Acho que devemos dormir não é?

– Devemos – Mas não ouso desligar o telefone.

– Não deveríamos dizer boa noite e essas coisas? – Rio do jeito dela.

– Com certeza, mas não quero.

– Queria você aqui comigo. – Percebo ela morder o lábio inferior quando terminar de falar.

– Gostaria de estar aí com você também, mas não morda o lábio desse jeito, se não vou precisar de outro banho – Ela ri envergonhada e morde o lábio inferior novamente, me provocando – Não deveria me provocar sabia? Eu quero ser um cavalheiro, mas assim vai ser impossível.

– E quem disse que eu quero um cavalheiro? – Minha mente voa com esse comentário, ter ela na minha cama, em baixo de mim, eu sentir cada pedacinho da pele dela, sentir seu gosto. Paro meu pensamento aqui, se não precisarei de um banho gelado para apagar meu fogo.

– É melhor irmos dormir mesmo, antes que eu faça uma loucura e vá parar no seu quarto no meio da madrugada.

– Eu não ligaria se você fizesse isso. Boa noite Rafa.

– Boa noite Jú. Beijos –Ela me manda beijos com a boca e desliga a ligação.

***

Uoool, por essa eu não esperavaa, rapidinhos heein?

Um beijo a todos =*

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