Saudade
Esperei durante toda à tarde por uma ligação dela. Depois me acalmei, lembrando-me do tempo de viagem.
Não sei se foi a falta da noite dormida ou as doses de whisky. Eu simplesmente apaguei antes que a madrugada chegasse!
*
Na terça acordei com os olhos inchados. Acabei chorando durante meu tão custumeiro pesadelo e algo desta vez me manteve preso no sono. impedindo-me de acordar.
Cheguei na empresa de mal humor e acabei não conseguindo adiantar merda nenhuma.
Já eram 17:00 horas, quando meu celular tocou, e com o coração acelerado aguardei para ouvir sua linda voz.
-Alô!
-Me perdoe pequena. -Pedi expressando o que me atormentava.
-Tínhamos que ter conversado direito. Dores do passado me cegaram e eu não consegui me conter. -explicou-se.
-Então você me perdoou?
-Não é questão de perdão. Temos que conversar e resolver nossa história.
-Eu vou semana que vem. Não pense que não tínhamos nada. Eu... Eu... Eu preciso te ver. -declaro mas uma vez, escondendo meus reais sentimentos.
-Faça tudo com calma. Tenho uma reunião à noite e por essa semana estarei praticamente sem tempo. Mas se você não se importar nos falamos amanhã.
-Esperarei ansioso por isso.
-Se cuida Thiago. Beijos!
-Beijos!
Nos despedimos e eu me questionei por não ter falado que a amo. Será que o que sinto é realmente amor ou uma paixão que logo chegará ao fim. Será que apenas não falei por não estar de frente para ela? Respostas que teriam que esperar e eu, outra vez me senti perdido.
Peguei o projeto da concessionária e me sentindo mais leve, me concentrei. Sabendo que meu prazo estava quase vencendo.
*
Na quarta-feira, no fim de tarde. Atendi sua chamada pelo notebook. Via Skype.
Perecia que eu não havia à semanas e tive vontade de entrar na tela. Seus olhos ainda escondia uma mágoa, e eu sabia que apenas pessoalmente eu poderia tentar fazê-la sumir.
Tínhamos muito para falar, mas de alguma forma a intimidade que criamos pareceu sumir. Falamos banalidades e desliguei sentindo falta do seu sorriso.
*
Na Quinta ela fez a chamada, mas eu estava em reunião com o cliente. E se eu queria terminar logo, precisava da aprovação do mesmo. Mas tarde quando eu liguei, ela atendeu apressada, falando que estava saindo para uma apresentação. Desejei--lhe sucesso e me despedi.
*
O filho da puta do cliente, não aprovou nenhuma das negras que eu sugeri para o comercial. Me neguei a seguir sem alguém que representasse Grazi e por isso marcamos para segunda. Minha intenção de viajar na quarta-feira. Estava começando a parecer impossível.
*
No Domingo ela me chamou sorrindo. Estava feliz pela lotação esgotada do seu show e me contou que até se arriscou em cantar uma música que um produtor local lhe entregou.
Seus olhos brilhavam e eu fiquei feliz mesmo aquele brilho não sendo por mim ou para mim. Lhe falei sobre o comercial que provavelmente o rodariamos na quarta-feira. Mas que no sábado, eu estaria sem falta com ela.
-Parece que está tão longe. -declarou! Me enchendo de esperanças.
-É assim pra mim também. Logo manteremos essa saudade Pequena.
-Também senti sua falta.
Passamos uma hora conversando e quando ela se despediu ouvi a voz de Fred ao fundo. Mandando ela andar logo. Desliguei nervoso, mas depois me acalmei. Eu acho que a amo e tenho que tentar confiar.
*
Na segunda, o babaca aprovou finalmente uma modelo negra e na terça, começariamos à filmar.
O job deveria durar dois dias, mas devido ao tempo, teve que ser adiado para quarta.
*
Na quinta-feira, depois de terminar tudo e tomar um banho, me deitei na cama para falar com ela. A diferença de fuso horário, me beneficiava um pouco. Lá ainda era de tarde.
-Finalmente pequena. Comprei minha passagem para amanha à tarde. Se eu pudesse, iria hoje mesmo. Mas tenho que ver um cliente pela manhã.
-Jura que vem? -Questionou, me surpreendendo com o seu entusiasmo.
-Com à minha alma pequena. Sinto tanta à sua falta.
-Eu também Lindo! -Somente Deus entendia como meu coração fica quando ela me chama tão carinhosamente de, Lindo!
-Estou contando às horas para beijar sua boca. -Ela apenas sorriu, me deixando um pouco feliz e ao mesmo tempo inseguro. -Quero beijar você inteirinha. -arrisquei.
-Então, acho que terei que te amarrar outra vez.
-Eu gostei daquilo. -confessei, rindo para ela.
-É mesmo? Vou te amarrar e só soltar quando estiver gozando em minha boca. -prometeu, com uma voz muito sensual.
-Não faz isso pequena, Estou enlouquecendo aqui sem você.
-Não acredito.
-Acredite.
-Me mostra.
Mexi no notebook, mostrando a ela o volume de minha masculinidade.
-Quero ver mais. -Ouvi ela pedir.
Desci da cama e tirei meu short. Sua voz suave, pediu para eu me tocar . Atendi seu comando enquando ela mordia os lábios do outro lado da tela. Pedi o mesmo pra ela. Que sorriu descendo a tela e me mostrando que já estava se tocando.
Porra! Eu queria a minha boca ali. Mas por hora... Seus toques ficaram mais exigentes e derrepente ela gemeu me chamando de amor.
Gozei, espirando um pouco na tela e delirei quando ela levou seus dedos melados aos lábios. Seus olhos semi-cerrados continuavam me fitando com desejo. Tive vontade de gritar: -Porra! Eu tenho minha mulher de volta! -porém, me controlei.
-Grazi, eu preciso entrar em você. -declarei ainda ofegante, apertando a ponta me livrando de uma última gotícula.
-Sábado sem falta meu amor.
-Sem falta amor.
Acabou sendo à primeira noite que dormi bem, depois que ela viajou. Acordei com um sorriso besta no rosto.
Ela me chamar de meu amor, me trouxe a esperança de que talvez ela me ame.
*
Sexta cheguei na empresa apressado. Um jornalzinho de merda me ligou querendo saber do meu romance com uma mulher negra que foi rejeitada para o comercial. Neguei prontamente e anunciei que processaria a canalha por calúnia e difamação.
Vou ficar cinco dias em Vegas, já vou viajar achando ser pouco.
Aviso Thales que não vou estar presente no almoço de amanhã com nosso pai e volto para minha sala, aonde Cláudio Alves me aguarda.
Cláudio me pede para viajar na semana seguinte com ele para sua Fazenda de gado. Conto-lhe que estarei em Vegas e ele me encara de forma estranha.
Mostro pra ele como ficou o novo comercial do frigorífico, que vai ao ar no intervalo do último capítulo de uma novela que tem muita audiência.
A data foi definida por mim e ele concordou.
Me despeço dos meus irmãos e saio cantando baixinho. Entro em meu carro, que já está com minha mala. Dirijo tranquilo até o aeroporto e de lá mando uma foto para ela, falando que nos veremos dentro de aproximadamente, 15 horas.
Faço o chek in e meu celular toca. Atendi sorrindo... Apenas para ouvir a voz tensa de Thales, me pedindo para voltar. Seu tom não deixa dúvidas de quê algo muito grave aconteceu. Sem me importar com a passagem. Mando um recado rápido para Grazi me desculpando e lhe avisando que viajarei amanhã.
Dirijo pedindo a Deus que meu irmão esteja bem e ao mesmo tempo pensando, que se não for nada muito sério. Eu mesmo o mato.
🌻🌻🌻
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💋Beijos da Aline💋💋.
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