Meu vício

Tudo bem, a festa começou e ela o tempo todo me ignorou. Falou com meus irmãos mostrando intimidade e para mim. Nada!
Agi de modo infantil lavando Letícia para a pista de dança. Mas tudo se justificava pela simples necessidade de lhe chamar atenção. No entanto, isso pareceu não surtir efeito.
Eu até estava paciente, havia mentalmente decidido esperar o final da festa para me aproximar e poder ouvir ao menos o som da sua voz dirigido diretamente para mim. Tirei até o colete, por conta da alta onda de calor que me dominou.

Porém, isso foi esquecido no momento que aquele cara a chamou para dançar e ela aceitou sorrindo.
Aquilo seria demais para minha visão e sem medir as conseqüências, me aproximei sem medo da rejeição.

-Temos muito o que conversar pequena. -falei relativamente baixo, enquanto eu era inebriado por seu aroma e a envolvia pela cintura.

-Acho que este não é o momento nem o local. -Justificou-se, tentando se afastar.

-Não me importo, você pode até não ter nada para me dizer, mas eu tenho muito à falar. -expliquei trazendo-a para mais perto.

Ela ainda não tinha olhado em meus olhos e eu sentia uma enorme falta disso.

-Eu vim aqui à trabalho. -falou se afastando.

Ela não foi tão rápida, segurei sua mão e a puxei novamente de encontro ao meu peito. Ela finalmente me olha, e eu me perco por alguns segundos naquele olhar aparentemente magoado.

-Uma dança não irá lhe fazer mal. Isso se não tentar fugir de mim mais tarde.

-Sua acompanhante pode não gostar e não fui eu quem fugiu.

-Ela é apenas uma amiga.

-Que Maravilha!

-Não uma amiga como você pequena. Esse posto foi somente seu.

-Me sinto honrada. -falou com deboche.

-Te entendo, eu também me sentia assim. -falei com sinceridade.

A música acabou e outra já tocava. Com tudo isso, eu ainda não podia me separar dela.

-Podemos nos sentar para conversar?

-Você esteve em Vegas e não conversou comigo, agora eu estou trabalhando. -disse saindo dos meus braços.

Tive que me controlar para não ir atrás dela. Thales se aproxima com Becca e sorri apontando para o outro lado do jardim. Um grupo de músicos se posicionaram e ele me explica que Becca achou melhor ter um plano B, caso Grazi não aparecesse. Depois explicou que Grazi tocaria por mais uma hora apenas. Acabei abraçando minha cunhadinha em agradecimento.

Uma hora se passou. Ela recolheu seus pertences e não se aproximou de mim. Resolvi manter distância, esperando à hora certa de atacar... Aguentei apenas mais trinta minutos.

-Para de fugir de mim pequena. Eu preciso mesmo falar com você. -ela parou no meio da fuga e me olhou diretamente nos olhos.

-Acho que aqui...

-Vamos a outro lugar então. -sugeri

-Me dê dez minutos, vou me despedir dos noivos. -concordou me enchendo de esperanças e me surpreendendo por não ter me rejeitado.

-E seu acompanhante? -não resisti em perguntar.

-Está na cozinha paquerando. -explicou com simplicidade.

Exatos vinte longos minutos depois... Ela se senta ao meu lado dentro do meu carro. Minha vontade era mandar o conversa pro caralho e beijar seus deliciosos lábios.

-Algum lugar em mente? -Questionei ganhando tempo para me controlar.

-Não, pare em qualquer lugar tranquilo. -Sugeriu.

Dirigi poucos minutos e parei de frente para a praia.

Eu sabia que muito tinha que ser dito e explicado, mas de alguma forma, nada concreto era formulado em minha mente.

-Eu senti sua falta. -confessei olhando para o mar agitado.

-Entendo.

-Não sentiu a minha? -Questionei me virando para ela.

-Sim, todos os dias. -respondeu olhando para o mar.

-Porque sumiu quando voltou de viagem?

-Por que não falou comigo em Vegas? -Questionou, finalmente olhando para mim. Deus! Que boca!

-Doeu Grazi, doeu pra caralho ver você beijando aquele babaca.

-Doeu também quando você beijou aquela modelo meses atrás, doeu quando eu te liguei e você me descartou. Doeu também, quando uma matéria na internet falou que você era íntimo de uma modelo recentemente. Em quem você acha que doeu mais?

-É diferente, ele é ou era um ex que significou muito pra você, mulher nenhuma nunca significou nada para mim como...

-Como se alguém significasse alguma coisa pra você. -Falou me interrompendo.

-É isso que você realmente pensa?Ficamos juntos por três meses pequena.

-Sim, e você sempre deixou claro que era uma amizade colorida.

-Se queria mais, porque não disse?

-Eu dei todas as pistas Thiago.

-Eu estava confuso, eu não sabia ainda que te amava. Eu te amo porra! -Falei perdendo um pouco o controle.

-Você diz que me ama e me desprezou enquanto eu esperava por você em vegas. Fala que me ama, mas não confia em mim. Sem confiança, o amor não é suficiente, sem confiança não temos nada que nos una a não ser o desejo. -Argumentou magoada e voltando a olhar o mar.

-É somente isso que sente por mim? Desejo. Tente...

-Não Thiago. Cada lindo que saia da minha boca era máscarado para não te chamar de amor. Quando eu dizia meu lindo! Eu pensava em meu amor.

-Por que nos perdemos Grazi?

-Começamos errado. Era algo para apenas uma noite e se estendeu. Eu sabia que não deveria, mais você era tentador demais.

-Por que não deveria?

-Por causa do meu pai.

-Seu pai?

-Cláudio Alves. O fazendeiro bilionário.

-Eu o conheço, não imaginava que ele fosse seu pai.

-Será mesmo Thiago? Será que mais uma vez meu pai não entrou em minha vida com suas manipulações?

-Ele nunca me disse que era seu pai e eu nunca falei da gente pra ele. Se bem que ele me emprestou o jatinho para ir atrás de você em Vegas.

-Sabia que tinha dedo dele em algum lugar. Sempre tem. -Falou saindo do carro e batendo a porta com força.

-Pode até ser. Mas isso não é um ponto positivo? -Questionei assim que fiquei de frente pra ela, resistindo a tentação de tomá-la em meus braços.

-Não, não é. Passei minha vida ouvindo que eu deveria clarear a família, passava horas no salão alisando meus cabelos, ele só recepcionava bem meus colegas brancos. Se casou sem amar minha mãe por ela ser descendente de europeus. Tudo isso para "clarear a familia" e tentar assegurar um herdeiro mais clarinho.

-O Cláudio Alves que eu conheço é negro. -falo confuso.

-Sim, e se justifica falando que nossa raça sofre e que não desejava isso para seus filhos e futuros netos, só que no processo não percebeu que me machucava.

-Um negro racista?

-Ele diz que não é. Mas me colocou em uma escola de brancos ricos e mimados, suas namoradas são todas loiras. Eu não tive referências durante minha infancia. Somente na adolescência comecei a conviver com minha familia paterna e me rebelei contra tudo que ele dizia e fazia. -expôs alterada.

-Sinto muito meu amor. -me aproximei a abraçando e tentando acalmá-la. -Mas não entendo o que isso tem haver com nós dois, eu quero e preciso de você ao meu lado. -completei beijando sua cabeça que estava de encontro ao meu peito com um coração acelerado.

-Como não entende? -levantou a cabeça e olhou em meus olhos. -Ficar com você é concordar com tudo que ele sempre falou.

-Não meu amor, ficarmos juntos é nos dar a chance de sermos felizes. -argumentei finalmente tomando seus lábios em um beijo apaixonado e de entrega.

Passei minutos fascinado em seus lábios carnudos, quando nossos lábios se separaram meus braços a apertaram mais forte. Nossos corações pareciam ter a mesma batida descompençada.

-Eu te amo tanto. -confessa, segurando fortemente minha camisa em minhas costas e me olhando com os olhos cheios.

Não consigo explicar com palavras que sentimento me dominou. Apenas a suspendi do chão e rodei nossos corpos festejando a adrenalina da minha melhor e mais importante Vitória. Sorri feito menino demostrando a felicidade de um homem. Voltei aos seus lábios encostando ela contra meu carro.

-Por favor! Repete. -pedi com alegria.

-Eu te amo meu amor. -Falou com um sorriso sapeca.

-Eu te amo minha pequena grande mulher. Então! Será que essa DJ talentosa que adora viajar, me daria a honra de ser minha namorada?

-Nunca imaginei te ouvir pedir isso pra mim.

-Pra quem mais seria feiticeira? -interroguei beijando sua testa.

-Feiticeira?

-Sim, você me infetiçou como uma sereia nadando antes do dia nascer. Me deixou enfeitiçado com sua ousadia e liberdade.

-Você fez o mesmo com essa barriga tanquinho. -falou gargalhando e levantando minha blusa social. -Vamos pra minha casa. -ordenou fugindo do meus braços e entrando no carro.

Dei a volta sorrindo. Eu ainda não sabia o que ela e o tal Fred tinham tido em Vegas. Mas foda-se, o que importava mesmo era que a partir de hoje, ela era minha e eu dela. Do mesmo jeito que foi desde o dia que ela me amarrou em sua cama e me devorou como o melhor dos banquetes.

Dirijo ainda sorrindo e pedindo aos deuses que ela nunca descubra o total poder que tem sobre mim.

Grazi é minha droga e somente eu sei, que se não usar a dose certa, ela pode me destruir.

Nossas casas pareciam muito distante, subi a rampa de um motel e ela aprovou, suspirando com desejo.

Assim que fechei a porta... Meus lábios esmagaram o dela, depois tornei nosso beijo mais suave. Ela Rolou o corpo fugindo de mim e correu para o banheiro sorrindo feito menina levada.

-Não meu amor, eu te quero agora. -implorei parado na porta do banheiro.

-Eu te quero por completo, com tudo que for meu como direito. Vem pro banho comigo.

Entrei me questionando mentalmente, -como ela podia ser tão controlada, enquanto eu queria com urgência invadir seu corpo perfeitamente desenhado para me abrigar?

Nada de controle. Assim que ela levantou o vestido eu me antecipo e toco suas mãos por cima daquele tecido leve. Ele nem havia passado por sua cabeça e eu já estava com a boca em seus seios, mesmo por cima de seu sutian de renda preto.

-Você é deliciosa! -falei assim que ela liberou o pequeno gemido.

A segurando pela cintura, me sentei no vaso e a puxei beijando sua barriga.

-Você é perfeita. -declarei enquanto tirava sem presa sua calcinha. -suas mãos foram de encontro aos meus cabelos e eu lamentei por tê-los cortado.

-Por que fez isso? -Questionou.

-Eles me lembravam você. -confessei, deslizando meu dedo suavemente para encontrar seu centro, quente e úmido.

Seus olhos semi-serrados é a melhor visão do paraíso.

-Eu estou suada. -falou em um sussurro.

-Quero sentir seu gosto.

-Depois do banho. -afirmou, dando um pequeno passo pra trás e estendendo a mão para eu me ajudar levantar. Tirei meu dedo e levei até minha boca. Gemi com seu sabor estalando em minha língua como um vinho refinado.

Ela me despiu com pressa e de forma levada envolveu minha masculinidade rigida com a mão, acariciou apertando levemente a ponta liberando uma gota do pré gozo. Levou os lábios e gemeu falando ser delicioso.

Espalmou as mãos em meu peito e me fez sentar outra vez no vaso. Colocou uma perna de cada lado, envolveu meu rosto o prendendo entre seus seios, começou a descer devagar. Envolvi sua cintura com uma mão e a outra posicionei-me em sua entrada. Afastei o rosto e olhei para ela enquanto ela descia me envolvendo suavemente em seu ponto mais aconchegante e acolhedor. Pedi a Deus que eu não me entregasse de imediato. Quando seu gemido brotou no momento em que eu estava inteiramente dentro dela, jogou a cabeça pra trás me oferecendo seus seios fartos. Minha língua rodeou sua auréula e o aranhei levemente com os dentes até seu bico rígido.
Segurei apertando sua bunda, na vã tentativa de desacelerar seu ritmo envolvente. O primeiro jato saiu sem controle e meu corpo tremeu por inteiro quando sua quentura aumentou e ela me apertou. Acabei aumentando seu ritmo, dando um gemido rouco, explodi por completo dentro da minha doce e perfeita namorada.
*
Horas depois, deitado com ela sobre meu peito e feliz como nunca imaginei ser possível. Expliquei calmamente o que me impediu de viajar antes e falei sobre a fofoca da internet. O mais difícil foi confessar que me envergonhei por achar que eu a tinha traído. Nesse momento meus olhos se encheram e confessei que tive medo de não ser o homem que ela merecia.

Ela também me falou sobre o Fred, me falou sobre declaração dele e sobre seus conselhos. Eu ainda odeio aquele cara.

Me contou que nunca quis um homem branco para não se tornar como o pai e, finalmente disse entender que o coração dela me escolheu mesmo quando ela tentou negar que me amava. Que se sentiu bem quando descobriu esse sentimento antes de mim.

Fizemos amor na banheira e decidi que precisávamos urgentemente de uma dessas em casa.

Me revelou também, que o apartamento era do padrinho dela e ela morou lá na esperança do pai não descobrir seu paradeiro e ficar marcando jantares com homens que ele achava conveniente. Fiquei bem surpreso em saber que as boates GG e uma sociedade independente dela e de Gabriel.

Falei sobre Malu e ela sorriu me contando que gostaria de adotá-la. Sorri feliz com essa decisão, só não contei que eu já estava vendo os papéis para fazer o mesmo.

Dormi com ela em meu peito e descobri que esse é meu vício. Meu lugar sempre foi ao lado dela.

🌻🌻🌻

💐amei escrever este capítulo, também lamento informar que em breve chegaremos ao fim.

Por favor! Não esqueçam de votar e comentem à vontade.

💋Beijos da Aline💋💋.

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